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sábado, 2 de maio de 2026

SERÁ A VENEZUELIZAÇÃO DO BRASIL? No regime lulista, criticar Lula e o STF virou crime

Imagem: reprodução

Hoje, no Brasil, parlamentar vira réu por crítica política. Virou crime associar Lula ao nazismo, mas, quando era com Bolsonaro, estava tudo bem. A imprensa podia chamá-lo de fascista, nazista, genocida e ditador. Teve até capa de revista fazendo esse tipo de associação contra Bolsonaro, e ninguém tratou aquilo como crime contra a honra. Mas, quando @gusgayer fez algo semelhante envolvendo Lula, a crítica virou injúria, denúncia e ação penal no STF.

Em uma democracia verdadeira, imprensa, parlamentares e cidadãos precisam ter liberdade para criticar, satirizar e incomodar o poder. O problema é que essa regra só parece valer quando o alvo é a direita.


Imagens: reprodução

Quando o alvo é Lula e o STF, tudo muda.

Uma simples faixa escrita “ladrão” já vira caso de Polícia Federal. Uma montagem contra Lula vira denúncia. Uma crítica mais dura ao Supremo pode ser tratada como ataque institucional. Agora, até parlamentar corre o risco de responder no STF por associar o presidente a alguma tirania do passado.

Isso não é democracia sólida. Isso é regime lulista com blindagem judicial.

A liberdade de expressão virou seletiva. Para atacar Bolsonaro, podia tudo. Para criticar Lula, cuidado: o Estado pode bater à sua porta. Para questionar o STF, cuidado: a crítica pode acabar dentro de algum inquérito. Nos últimos anos, o Supremo passou a usar o chamado inquérito das fake news para mirar opositores, intimidar vozes críticas e enquadrar manifestações políticas como ameaça à democracia.

O Brasil chegou a um ponto gravíssimo: o poder não quer apenas governar, quer controlar o que pode ser dito. Quer decidir qual crítica é aceitável, qual sátira é permitida e qual opinião merece processo


Os intocáveis - Imagem: reprodução

E quando criticar o governante, questionar ministros do STF ou expressar indignação política vira risco jurídico, a democracia já deixou de ser plena há muito tempo.

Fonte: epocamundo





GLOBO dedica matéria especial para Lulinha, filho do presidente Lula

Imagem: reprodução

O Jornal Nacional exibiu nesta semana uma reportagem que colocou o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, no centro de novas discussões envolvendo o INSS e uma investigação sobre fraudes.

Pela primeira vez, a defesa de Lulinha admitiu que ele teve relação com um dos personagens investigados no esquema, conhecido como “CarecaDoINSS”. Segundo os advogados, os dois chegaram a manter contato.

O caso ganhou força dentro da CPMI que apura as irregularidades e também segue sendo acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal.

A defesa sustenta que Lulinha não tem qualquer ligação com o esquema investigado.

Apesar da confirmação do contato, os advogados negaram qualquer participação dele nas irregularidades apuradas.

Fonte: folhadeguarulhos





A rejeição de Messias, a queda do veto da dosimetria e a criação da comissão da 6×1

Imagem: Daniel Medeiros/PlatôBR - reprodução


Congresso impõe duas derrotas retumbantes contra o governo e Câmara instala colegiado para analisar a PEC que muda a escala de trabalho

A dupla derrota sofrida por Lula com a rejeição histórica na quarta-feira, 29, da indicação para o STF do advogado-geral da União, Jorge Messias, e com a derrubada no dia seguinte do veto ao PL da Dosimetria demarcaram uma nova relação entre o governo e o Congresso. As decisões representaram uma demonstração de força do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e expuseram a fraqueza do Planalto no jogo parlamentar na reta final do terceiro mandato do petista.


Imagem: reprodução

Messias foi recusado por uma aliança formada pela oposição, puxada pelo senador Flávio Bolsonaro (Pl-RJ), com o Centrão, comandado por Alcolumbre. As explicações incluem o interesse do campo direitista em atrapalhar o governo em ano eleitoral e a insatisfação do presidente do Senado com o fato de Lula não ter escolhido seu aliado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no Supremo.

Mendonça, Moraes e Master

As negociações finais envolveram um recuo da oposição nas pressões pela instalação de uma CPI para investigar o escândalo do banco Master. Integrantes da cúpula do Congresso e da direção dos partidos do Centrão são mencionados nas investigações da Polícia Federal e atuaram para barrar a criação da comissão.

Messias era considerado favorável ao aprofundamento das apurações, na mesma linha do relator do processo no STF, ministro André Mendonça, que trabalhou pela aprovação no Senado do nome escolhido por Lula. Ambos são evangélicos.

Em sentido contrário, atuou o ministro Alexandre de Moraes, que participou das conversas decisivas para a derrota do Planalto. Ele também aparece nas investigações da PF por causa do contrato de R$ 129 milhões assinado pelo escritório de sua mulher, Viviane Barci, com o Master.

No Supremo e na campanha

A batalha segue no mundo jurídico, com os desdobramentos das investigações dos negócios do banqueiro Daniel Vorcaro e com ações de governistas contra a derrubada do veto da dosimetria. Continua, também, nos embates da campanha eleitoral.

O Centrão e a oposição bolsonarista vão explorar a fraqueza parlamentar do governo para tentar embalar as candidaturas contra Lula, principalmente a de Flávio Bolsonaro, responsável direto pelas negociações que derrotaram o Planalto.

Lula adotará um discurso de enfrentamento ao Congresso e ao “sistema” pelas derrotas que sofreu neste mandato. Sobre a rejeição de Messias, dirá a pastores e fiéis que tentou atendê-los com mais um evangélico no Supremo, mas que foi impedido pela oposição e pelo Centrão.

A comissão especial da 6×1

A Câmara instalou na quarta-feira, 29, a comissão especial que vai analisar a PEC que acaba com a comissão especial que vai analisar a PEC que acaba com a jornada 6×1 na escala. O deputado Alencar Santana (PT-SP) foi eleito para presidir o colegiado e o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) vai relatar a proposta.

Com a instalação da comissão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminha seu plano de aprovar a PEC ainda neste semestre. Essa é uma proposta com forte apelo eleitoral, uma das prioridades de Lula para o último ano de seu terceiro mandato.

Embora a perspectiva seja favorável à aprovação pelos deputados, a PEC deve parar no Senado. As derrotas do governo nesta semana, lideradas por Alcolumbre, indicam que os senadores não devem votar o texto antes das eleições.

Em relação ao conteúdo da PEC, o maior embate será em torno da discussão sobre compensações ao empresariado pela mudança na escala de trabalho. O governo é contra qualquer iniciativa que conceda qualquer benefício tributário como contrapartida ao fim da jornada 6×1. Motta também sinaliza que não apoia a demanda do setor privado.

Por Eumano Silva


Fonte: platobr



terça-feira, 21 de abril de 2026

Autoritário, arbitrário ou maquiavélico? As polêmicas envolvendo Flávio Dino e a política maranhense

Imagem: composição

"Dê o poder ao homem e descobrirá quem ele realmente é" - Nicolau Maquiavel


SUSPENSÃO DE INQUÉRITO SOBRE FRAUDE A COTA DE GÊNERO ENVOLVENDO O PARTIDO PODEMOS EM SÃO LUÍS NA JUSTIÇA ELEITORAL


O relator constatou que a continuidade das investigações no juízo eleitoral, antes de pronunciamento do Supremo, pode comprometer prerrogativas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu parcialmente medida liminar na reclamação constitucional (Rcl) 93066 para suspender o trâmite do Inquérito Policial n° 060001294.2025.6.10.0003 e da Medida Cautelar n°0600015-49.2025.6.10.0003, que tramitam no Juízo da 2ª Zona Eleitoral de São Luís/MA.

Segundo o blog do Isaías Rocha apurou, o inquérito relacionado à chapa do Podemos foi instaurado com a finalidade de investigar uma possível organização criminosa dedicada à prática de delitos eleitorais. De acordo com as informações, o caso envolve fraude decorrente do uso de candidaturas fictícias nas eleições municipais de 2024 na capital maranhense, visando dissimular o cumprimento da cota de gênero.


Vereadores cassados, beneficiados com a decisão - Imagem: reprodução


Na reclamação ajuizada pelo vereador Fabio Macedo Filho (ao centro), a defesa alega que o Juízo da 2ª Zona Eleitoral teria usurpado a competência do STF durante o trâmite do procedimento criminal.

Isso ocorreu porque, segundo as alegações, o caso que investiga a suposta organização criminosa ligada a crimes eleitorais faz “menção expressa a diversas figuras políticas”, incluindo algumas com foro privilegiado no Supremo.

O relator do pedido, ministro Flávio Dino, concordou parcialmente com os argumentos e decidiu suspender a investigação em relação ao parlamentar até que o Supremo se manifeste sobre sua competência e análise um eventual desmembramento do inquérito que tramita em segredo de justiça.

“O risco de dano irreparável ou de difícil reparação também se evidencia. A continuidade de diligências investigatórias no juízo eleitoral, antes de pronunciamento deste STF, pode comprometer prerrogativas parlamentares”, frisou.

Clique aqui para ler a decisão


Por Isaías Rocha


Laudo atesta que Dino votou em ação dele mesmo contra ex-senador

Imagem: reprodução

Roberto Rocha (Novo) acusa ministro de usar cargo no STF contra rivais políticos no Maranhão, resgatando denúncia de 2022

O ministro Flávio Dino registrou voto para rejeitar um recurso em petição sobre queixa-crime que ele mesmo apresentou contra o ex-senador do Maranhão, Roberto Rocha, no Supremo Tribunal Federal (STF). É o que atesta o laudo da empresa Verifact, incluído em nova petição de Rocha contra a queixa-crime em que Dino o acusou de calúnia e difamação por ter denunciado que o ministro, quando governador do Maranhão, em 2022, teria usado suposta influência para coagir prefeitos a não apoiá-lo, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça.

O ex-senador que se filiou na terça-feira (31) ao Partido Novo para disputar eleição ao Senado acusa Flávio Dino de suposto uso da Suprema Corte como instrumento político para perseguir rivais da política no Maranhão. Porque, argumenta Rocha, após se tornar ministro em 2024, Dino conseguiu reativar a queixa-crime que havia sido arquivada ainda em outubro de 2022, pela ministra-relatora Cármen Lúcia. O arquivamento havia sido determinado após a ministra concluir que as denúncias do então senador foram feitas sob a proteção da imunidade parlamentar, como também havia entendido a Procuradoria-Geral da República (PGR).

No laudo da empresa Verifact, elaborado sob a responsabilidade de Alex Ferreira Borralho, ficou registrado o voto de Dino em sessão virtual, entre 20h15 e 20h17 da última quarta-feira (25/03), na Primeira Turma do STF, presidida pelo próprio ministro autor da queixa-crime. O voto do ex-governador do Maranhão contra seu rival político no estado nordestino acompanhava o voto do ministro-relator, Alexandre de Moraes, no embargo de declaração no agravo regimental da Petição 10.541.

Antes do final do julgamento em sessão virtual, encerrado na sexta-feira (27), Dino anulou seu voto e se declarou impedido. Ainda assim, o desfecho foi favorável ao ministro, com votos de Moraes, de Cármen Lúcia e de Cristiano Zanin, pela manutenção da tramitação da queixa-crime e rejeição dos argumentos do ex-senador Roberto Rocha, que insistiam na tese de sua imunidade parlamentar e pediam que a eventual ação penal tramite na primeira instância, não mais no STF.

Veja trecho do laudo:

Imagem: reprodução

Erro no sistema

Antes de publicar esta matéria, o Diário do Poder enviou pedidos à assessoria de imprensa do STF por posicionamentos dos ministros citados. Após a publicação, o gabinete do ministro Flávio Dino informou o seguinte: “O ministro se declarou impedido. Houve erro no sistema que não registrou o impedimento do ministro, mas foi corrigido no dia 26”.

Política no Supremo

Ao Diário do Poder, o ex-senador reforçou as acusações contra Flávio Dino, afirmando que, se o ministro é capaz de usar o STF como instrumento político para perseguir adversários políticos no Maranhão, poderia se imaginar o que ele não teria sido capaz de fazer numa eleição, em 2022, quando ele era candidato a senador. E relatou ter perdido 120 de 126 apoios de prefeitos à sua candidatura ao Senado e à do senador Weverton Rocha (PDT-MA) a governador.

Ex-senador Roberto Rocha (Novo-MA) denunciou ministro Flávio Dino de perseguição via STF. ”Denunciei isso na Tribuna do Senado, que ele enquanto candidato a senador estava aparelhando as instituições para chantagear prefeitos e candidatos a deputado da minha coligação para poder declarar apoio a ele. […]Cabia ele se defender. Nunca o fez. Eu denunciei normal, como qualquer político no exercício do mandato faz e pela Constituição está imune. No artigo 53 tá escrito ‘pelas suas palavras, opiniões e votos’. Isso é é a imunidade parlamentar”, disse Roberto Rocha.

O ex-senador relata que foi alvo de cinco queixas-crime apresentas por Flávio Dino, com quatro já derrubadas no Supremo. “Ao chegar no Supremo, Flávio Dino pediu ao Alexandre Moraes, ele desarquivou”, relembrou Rocha, ao citar que o processo estava parado desde dezembro de 2024, quando seu advogado fez um embargo, com a PGR se manifestando ao seu favor.

Mas o ex-senador destacou que a decisão de enviar o caso para julgamento virtual foi publicada no dia 11 do mês de março, um dia após a pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas (veja aqui) apontar que ele e o governador maranhense Carlos Brandão (PSB) seriam eleitos para as duas vagas em disputa ao Senado no Maranhão.

“Acendeu o sinal de alerta, né?, para eles todos. Bom, se no mês de março um estado como o Maranhão, que fica no Nordeste, tá elegendo o senador da direita, imagina quando chega outubro. O que está em discussão é isso, é o próximo Senado, é próxima legislatura, é essa que é a discussão. Não é o caso de 2022, não! O que está em discussão é 2026! Ou seja, ele tá fazendo política, completamente fazendo política”, denunciou o ex-senador.

Roberto Rocha ainda demonstrou estranhamento com o fato de a ministra Carmen Lúcia, quatro anos após arquivar o caso, ter mudado seu voto, para votar contra seu recurso. Mas o rival do ministro maranhense ressalta que o mais incrível foi Dino ter votado acompanhando o relator Alexandre Moraes, numa ação que o próprio ex-governador integrante do STF moveu contra o ex-senador.

“Ou seja, alguém deve ter dito para ele que isso é loucura. E no dia seguinte ele mudou o voto para impedido. E foi feito inclusive uma auditoria, né? Então, imagina você, o cara na Suprema Corte é capaz de votar contra um adversário político num processo em que ele é o autor e ele que preside a sessão da Primeira Turma do Supremo. Pois se ele se declarou impedido, ele não podia estar presidindo uma sessão dessa, cara. É completamente nula a sessão. Lamento que isso tudo esteja acontecendo em nosso país”, protestou o ex-senador.

Para Roberto Rocha, o Supremo já teria passado de todos os limites, há muito tempo. “Eu acho que do jeito que tá aí, chega até o dia da eleição, o Supremo ainda muito, mas muito mais rejeitado pela população brasileira. E a população brasileira é arriscado ir para as ruas, protestar contra isso. […] Então, eu serei o fiel depositário dessa indignação popular no dia da eleição. E é isso que ele [Dino] não quer.  Senadores completamente comprometidos em levantar o Senado que tá de cócoras, de joelho, perante o Supremo”, concluiu Roberto Rocha.

STF acolhe tese de abuso 

Ao manter a tramitação da queixa-crime contra Roberto Rocha, os ministros Zanin e Cármen Lúcia acolheram o entendimento de Moraes de que o STF havia  contra concluído pela justa causa para a ação penal contra o ex-senador. E concluíram não haver omissão do acórdão embargado, porque haveria mero inconformismo de Rocha com o desfecho do julgamento.

Prevalecendo, a queixa-crime, Roberto Rocha responderá à acusação do ministro de que, em 10 de agosto de 2022, o então senador teria feito um pronunciamento, “em  ambiente virtual e na ocasião usou-se de forma nitidamente abusiva do seu direito à liberdade de manifestação, prolatando diversas acusações caluniosas e difamatórias em desfavor” de Dino, “de forma a vulnerar intencionalmente sua reputação”.

Ainda segundo a queixa-crime que tramita no STF, as acusações de Roberto Rocha “são graves e não guardam qualquer relação com sua atividade parlamentar”, mesmo com o então senador ter enviado ofício à Presidência do Senado pedindo providências, por não provar qualquer investigação em curso. Dino vê “animus caluniandi”, por Rocha ter imputado ao ministro crimes de “constrangimento ilegal, ameaça e prevaricação”, além de “fatos ofensivos a sua reputação”.

Por Davi Soares


Dino assume no STF investigações contra adversário no Maranhão

Flávio Dino e Carlos Brandão - Imagem: reprodução

Ministro comanda apurações sobre compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado pelo governador Carlos Brandão (SEM PARTIDO) e seus familiares e possível interferência em caso de homicídio

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, é relator de ao menos 4 investigações da Polícia Federal contra o atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), e familiares. As apurações citam compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado e possível interferência em julgamento no Superior Tribunal de Justiça em um caso de homicídio. 

Antes de assumir o governo estadual, em 2022, Carlos Brandão foi vice-governador na chapa encabeçada por Dino, de 2015 a 2022. Brandão rompeu politicamente com o grupo em 2024, depois que Dino, já ministro do Supremo, suspendeu em decisão liminar (provisória) a indicação feita pelo atual governador para uma das vagas para o TCE.

Aliados de Brandão afirmam que o ministro tem atuado para favorecer a pré-candidatura de Felipe Camarão (PT), atual vice-governador e adversário de Brandão, para a disputa ao Palácio dos Leões em 2026. O governador apoia a candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), atual secretário de Assuntos Municipalistas. 

Questionado pelo Poder360, o gabinete de Flávio Dino afirmou que o ministro não se manifesta sobre as investigações em andamento e não comenta “assuntos de natureza política”, como determina a Lei Orgânica da Magistratura.

Em 3 de março, Dino requisitou ao gabinete do ministro André Mendonça o acesso às provas colhidas pela operação Sem Desconto contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Aliado de Brandão, o congressista passou a ser investigado por ser suspeito de “tentar cooptar” um ministro do STJ para “garantir a impunidade de pessoas”, segundo dados do processo, no caso do assassinato de João Bosco Pereira, em agosto de 2022, no Tech Office, um prédio comercial em São Luís (MA). 

Nas investigações sobre o homicídio, foi identificado um possível envolvimento de Daniel Brandão, presidente do TCE-MA e sobrinho de Carlos Brandão. Gilson Cesar Soares Curtinum Junior, acusado de ser o matador, foi o único denunciado pelo Ministério Público do Maranhão. Em 11 de setembro de 2024, o Tribunal do Júri condenou apenas Gilson pelo homicídio.  

Agora, as apurações retornam aos casos para averiguar se a presença de Daniel Brandão perto da cena do crime tinha alguma relação direta com o homicídio. O sobrinho do governador foi indicado ao Tribunal de Contas em 2023 e detém prerrogativa de foro privilegiado no STJ.

Em outubro de 2025, a defesa dele apresentou um habeas corpus ao Supremo, indicando uma interferência de Weverton no julgamento da progressão da pena de Gilson, que até então estava em análise no Superior Tribunal de Justiça. O processo subiu para o STF por causa do foro privilegiado do senador e foi designado ao gabinete de Flávio Dino por sorteio. 

O ministro determinou que fosse aberta uma investigação pela Polícia Federal para apurar se há indícios de que o congressista atuou para atrapalhar o processo no STJ. Dino também indicou uma conexão entre as apurações envolvendo Weverton e outro inquérito, também sob sua relatoria, que apura venda de indicação de vagas ao TCE mediante contrapartidas políticas. Um dos investigados é Carlos Brandão. 

A defesa de Brandão nega qualquer irregularidade no processo de indicação ao Tribunal Eleitoral e sustenta que o Supremo não tem competência para analisar as investigações, uma vez que a prerrogativa de foro privilegiado para governadores é do STJ. O grupo do governador também afirma que Dino suspendeu duas indicações para o TCE em ações de inconstitucionalidade sob sua relatoria.

Trata-se de ações que questionam a constitucionalidade do rito de indicação dos conselheiros na Assembleia Legislativa do Maranhão por uma “tramitação secreta”. Em fevereiro de 2024, Dino foi sorteado relator de pedidos da PGR (Procuradoria Geral da República) e do partido Solidariedade contra o modelo de indicação. Em liminar, o ministro suspendeu o processo de indicação.

A liminar chegou a ser submetida ao referendo do plenário, em março de 2024, mas o julgamento foi interrompido com o pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques. Nos autos dessas duas ações, a advogada Clara Alcântara Botelho Machado apresentou um pedido para ser amicus curiae (que significa amigo da corte) no caso, alegando que havia indícios de irregularidades no sistema de indicação – possível venda de indicações para o TCE e nepotismo.

Dino negou o pedido de amicus curiae, uma vez que pessoa física não pode acompanhar os processos nessa condição, mas determinou a abertura de uma investigação sobre o caso. As apurações estão a cargo da Polícia Federal e têm como principais alvos o governador Carlos Brandão e seu sobrinho Daniel.

ELEIÇÕES 

Aliados de Carlos Brandão afirmam que as investigações não têm conexão direta e que o ministro Flávio Dino tem interesses eleitorais no Estado. Segundo o grupo, Dino quer fortalecer a candidatura de Felipe Camarão (PT) para o governo estadual. Camarão é investigado pelo Ministério Público do Estado por lavagem de dinheiro e se mantém no cargo de vice-governador enquanto o Tribunal de Justiça do Maranhão julga um pedido liminar para o seu afastamento da função pública. 

Procurado, o gabinete do ministro Flávio Dino declarou que não se manifestará sobre alegações de cunho político. “A assessoria do ministro Flávio Dino informa que, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, é vedado ao magistrado se manifestar ou emitir opinião sobre processos em tramitação e comentar assuntos de natureza política”, declarou.

O Poder360 tentou entrar em contato com o senador Weverton Rocha, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato com o congressista e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada. 

Este jornal digital também procurou a assessoria de comunicação de Carlos Brandão e pediu uma manifestação do governador sobre as investigações da PF. O Poder360 atualizará esta reportagem caso uma manifestação seja enviada.

Por Nino Guimarães


Fontes: blog passandoalimpo / diariodopoder / poder360


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quinta-feira, 9 de abril de 2026

SMURFING CAMARADA! PM ligado a vice-governador do MA movimentou R$ 9,6 milhões, diz MP

tenente-coronel Thiago Brasil Arruda e vice-governador
Felipe Camarão (PT) - Foto: reprodução


Levantamentos do Coaf identificaram que o tenente-coronel declarava renda de R$ 21 mil, mas teria movimentado quase R$ 10 milhões em um ano

Ao pedir o afastamento cautelar do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), no âmbito da investigação que apura movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada e o uso de terceiros para a circulação de recursos, o Ministério Público do estado revelou que policiais militares lotados no Gabinete Militar do governo também estariam envolvidos no suposto esquema criminoso.

Levantamentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram que o tenente-coronel Thiago Brasil Arruda movimentou mais de R$ 9,6 milhões em contas bancárias entre maio de 2023 e novembro de 2024, valor considerado incompatível com sua renda oficial.

No período analisado, ele teria movimentado cerca de R$ 4,8 milhões em créditos e R$ 4,7 milhões em débitos. Os valores registrados, segundo o MP, estão em desacordo com a renda mensal do tenente-coronel, uma vez que a remuneração declarada é de quase R$ 21 mil, que representa apenas 7,1% do total de valores que ingressaram em suas contas durante esse período.

Para o Ministério Público, a gravidade do fato não está apenas no expressivo montante movimentado, mas, sobretudo, na constatação de que os valores recebidos não permaneciam concentrados na esfera patrimonial do policial, sendo rapidamente pulverizados e direcionados a terceiros.

As fraudes

Ainda conforme os autos acessados pela coluna, parte dos valores movimentados pelo policial teriam sido rapidamente transferidos, inclusive, a pessoas ligadas ao núcleo familiar e político do vice-governador Camarão.

Ainda conforme o relatório, o oficial teria utilizado a técnica conhecida como “smurfing”, que consiste no fracionamento de depósitos em dinheiro vivo para dificultar o rastreamento por órgãos de controle financeiro.

Nesse contexto, mais de R$ 1 milhão teria sido depositado em espécie de forma fragmentada, com o objetivo de evitar alertas automáticos das autoridades responsáveis pela fiscalização de movimentações suspeitas.

Afastamento

A apuração integra um procedimento investigatório criminal que também resultou em pedido de afastamento cautelar de agentes públicos, sob o argumento de que a permanência nos cargos poderia comprometer a coleta de provas e a continuidade das investigações.

O nome do vice-governador Camarão e o de Thiago Brasil Arruda constam na lista de agentes cujo afastamento das funções foi solicitado em caráter emergencial.

O caso segue sob análise do Tribunal de Justiça do Maranhão.

“Perseguição”

Após o pedido do MPMA, o vice-governador afirmou ser alvo de uma “campanha jurídico-midiática” pelo governo do Maranhão.

Tomei conhecimento, exclusivamente pela mídia, sobre acusações movidas pelo chefe do Ministério Público do Estado do Maranhão contra mim. Trata-se de uma peça criada para beneficiar as intenções eleitorais do senhor governador Carlos Brandão, que, de forma irresponsável, manipula as instituições do estado do Maranhão para atingir seus adversários”, alegou Camarão, em nota.

A atuação do vice

Dados reunidos pelo Ministério Público indicam que o vice-governador recebeu R$ 1,72 milhão em créditos salariais no período analisado, além de R$ 4,64 milhões em créditos de outras origens. Também foram registrados 230 depósitos sem identificação de origem e R$ 360 mil em valores fracionados.

“O fluxo financeiro expressivo, com ingressos que extrapolam a renda formalmente identificada, projeta dúvida quanto à origem dos valores”, afirma o documento.

O relatório indica que a conta principal do vice-governador registrou mais de R$ 6,3 milhões em saídas financeiras, abrangendo despesas com cartão de crédito, gastos imobiliários e repasses a terceiros.

O vice-governador nega qualquer irregularidade, afirma que os recursos citados têm origem lícita e que foram devidamente declarados, inclusive à Receita Federal.

Por Mirelle Pinheiro


Fonte: metropolis


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sábado, 28 de março de 2026

Municípios podem deixar de acessar R$ 124 bilhões da saúde por falhas na gestão, alerta especialista

Imagem: reprodução

A liberação de recursos extraordinários para o SUS, prevista na Portaria GM/MS nº 10.169/2025 do Ministério da Saúde do Brasil, abriu uma janela de financiamento relevante para estados e municípios, mas também expôs um problema recorrente: a dificuldade de acessar e executar esses valores dentro do prazo.

A medida permite o repasse de recursos para custeio da Atenção Primária e da Média e Alta Complexidade, com potencial estimado em cerca de R$ 124 bilhões. O prazo para cadastro das propostas vai até 31 de março.

De acordo com Erico Vasconcelos, que atua com gestão de saúde pública há mais de 25 anos, tendo participado ativamente na elaboração de políticas para a Atenção Básica, parte significativa desses recursos pode não chegar à ponta. “Não é falta de dinheiro. O Brasil tem recursos disponíveis, mas muitos municípios enfrentam dificuldade para interpretar as regras, estruturar propostas e executar dentro do prazo”, afirma o especialista, atualmente CEO da UniverSaúde.

Na prática, o acesso aos valores exige regularidade nos instrumentos de gestão, domínio técnico da portaria e capacidade operacional para organizar dados e planejar a aplicação. “Existe um descompasso entre a velocidade das políticas públicas e a capacidade de resposta dos municípios. Isso faz com que oportunidades importantes acabem subutilizadas”, diz o executivo, com larga experiência no Ministério da Saúde e em secretarias municipais de saúde.

Os recursos estão direcionados a áreas críticas, como atenção básica, doenças crônicas e serviços especializados. Ainda assim, falhas de gestão podem limitar o impacto real desses investimentos. “O risco é que parte desse volume bilionário não se converta em melhoria efetiva no atendimento à população. Sem execução qualificada, o recurso não vira resultado”, completa Vasconcelos.

Sobre Erico Vasconcelos e a UniverSaúde

Erico Vasconcelos é fundador da UniverSaúde e especialista em gestão do financiamento público da saúde. Atuou no Ministério da Saúde do Brasil, onde participou da elaboração de políticas para a Atenção Básica e apoiou gestores municipais em todo o país.

A UniverSaúde é uma empresa que atua para apoiar players da área da saúde na conquista da excelência de gestão e sustentabilidade financeira, a partir de tecnologia e metodologia próprias, comprovadamente eficazes. A empresa já atuou em mais de 90 municípios de 16 estados em todas as regiões do Brasil, proporcionando importantes melhorias para a gestão da saúde.

Fonte: Press à Porter / Felipe Rariz



terça-feira, 24 de março de 2026

VAI UM PIX AÍ? Investigação de suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro envolvendo o vice-governador, Felipe Camarão e assessores, ganha repercussão nacional

Felipe Camarão (PT) - Imagem: reprodução / composição


O pedido de afastamento do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), ganhou ampla repercussão em veículos de comunicação de todo o país nos últimos dias, após O Informante publicar a integra do requerimento assinado pelo chefe do Ministério Público estadual.  Portais como O Globo, Estadão, Metrópoles, Diário do Poder, O Antagonista, Revista Oeste e InfoMoney destacaram o caso, que envolve acusações de suposta lavagem de dinheiro e movimentações milionárias suspeitas.

Em reportagem, O Globo trouxe à tona o teor do pedido feito pelo procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira. Segundo o jornal, o chefe do MPMA aponta a existência de uma “rede de laranjas” supostamente utilizada para ocultar movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada do vice-governador.

De acordo com o veículo, o procurador solicitou o afastamento imediato de Camarão por meio de decisão liminar, citando indícios de movimentações que ultrapassariam R$ 6 milhões, além da aquisição de imóveis de alto padrão em São Luís. Ainda conforme destacado, o documento aponta que os valores teriam origem em “receitas de outra natureza”, sem relação com rendimentos oficiais.

Outro trecho enfatizado pela publicação afirma que o caso envolve movimentação atípica de valores milionários e supostos crimes contra a administração pública”, o que motivou o envio do pedido ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

O documento revela uma verdadeira teia, onde policiais, assessores de Camarão, operavam financeiramente, supostamente a serviço do vice-governador e de familiares, como irmãos a ex-esposa e ex-sogros dele.


Imagem: composição / reprodução

Em meio à repercussão, Camarão reagiu publicamente e negou qualquer irregularidade. Em suas redes sociais, o vice-governador classificou o pedido como perseguição e criticou a divulgação do caso. Ele afirmou ter recebido “com indignação o vazamento criminoso do suposto pedido de afastamento” e declarou que não aceitará “perseguição política travestida de atuação institucional”.

A mídia nacional também vem destacando amplamente a ‘crise’ política no Maranhão, envolvendo grupos ligados ao governador Carlos Brandão e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, de quem Camarão é aliado histórico. A disputa pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026 intensificou o racha na base governista.

Enquanto isso, o pedido de afastamento do vice-governador segue sob análise do TJMA,

Fonte: portal oinformante


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quinta-feira, 12 de março de 2026

O MAGISTRADO MARANHENSE DOS PRINTS! Citado em venda de sentença, desembargador se diz “vítima” de advogado

Imagem: reprodução

Interceptações telefônicas realizadas pela PF mostram irmã de traficante narrando para o irmão preso como funcionava esquema com advogado

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Ney de Barros Bello Filho (foto em destaque) afirmou em grupo de WhatsApp com outros magistrados da corte que foi vítima de “tráfico de influência” por um advogado, que, nas palavras dele, é também traficante de cocaína.

Ney Bello faz referência ao advogado João Paulo Todde Nogueira, alvo de investigação da Polícia Federal (PF) numa suposta compra de setença no TRF da 1ª Região em favor de um traficante de cocaína.

O caso foi revelado pela Revista Piauí, na edição de janeiro, mas teve forte repercussão no último fim de semana no Maranhão, estado natal de Ney. O desembargador não é alvo de investigação da PF e, em nota ao periódico, negou qualquer relação com o advogado Todde Nogueira.

Na mensagem encaminhada a outros magistrados e obtida pela coluna, Ney Bello comenta os diálogos publicados pela reportagem. “Fui vítima de tráfico de influência (famosa venda de fumaça) praticada por um traficante de cocaína, e que também é advogado, que teria afirmado a outro traficante de drogas que já havia me pago ‘uma beirada’ (linguaje chula mesmo)”, escreveu Nelly ao grupo de WhatsApp.

“Eu sequer conheço o criminoso, não julguei qualquer causa patrocinada por ele e o processo que era objeto de conversa entre traficantes era da outra Turma Criminal onde à época oficiavam outros colegas. Eu sequer tinha jurisdição no feito que era razão das conversas monitoradas”, continuou o magistrado.

Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal (PF), e publicados pela Revista Piauí, mostram que a irmã do traficante Leonardo Costa Nobre, identificada como “Juliana”, ligou de dentro do escritório de Todde Nogueira para o irmão que estava na prisão. Na ligação, ela descreve a Costa Nobre como funcionava o esquema.

“O negócio do Todde é com o Ney Bello mesmo, e aí Ney Bello intermedeia esse trem, sabe?”. A mulher chegou a dizer na ligação monitorada pela PF que o desembargador “ganha uma beirada”. Ela reportou ao irmão ainda que Todde Nogueira teria lhe dito que chegou a pagar R$1,5 milhão ao magistrado. A reportagem deixa claro que não fica evidente em qual contexto teria ocorrido esse pagamento.

Apesar da gravidade das citações feitas por terceiros nas gravações, a Revista Piauí é explícita ao informar que Ney Bello não é investigado nesse caso. O magistrado, conforme a publicação, não figura como alvo formal do inquérito, sendo mencionado apenas nas conversas interceptadas entre Juliana e os demais envolvidos no suposto esquema de corrupção.

Leia a seguir a mensagem completa enviada pelo desembargador no grupo de whatsapp após repercussão da reportagem

Caríssimos, embora seja desnecessário em razão de minha própria história pessoal, gostaria de dar notícia de fatos, já que o contexto envolve a nossa jurisdição e não há nada que mereça mais cuidado do que a atividade que desenvolvemos no nosso Tribunal. Aquilo que conseguimos e seguimos construindo através dos tempos é o que vale.

Pois bem:

1 – Fui vítima de tráfico de influência (famosa venda de fumaça) praticada por um traficante de cocaína, e que também é advogado, que teria afirmado a outro traficante de drogas que já havia me pago “uma beirada” (linguaje chula mesmo). Nesse mesmo contexto, o criminoso – hoje réu – avançou que havia também “acertado” com Olindo Menezes e a Saulo Casali decisão em específico processo.

2 – A PGR processou criminalmente o advogado/traficante por esse exato fato – tráfico de influência – no qual figuro como vítima e também por uma série de outros delitos conexos.

3 – Eu sequer conheço o criminoso, não julguei qualquer causa patrocinada por ele e o processo que era objeto de conversa entre traficantes era da outra Turma Criminal onde à época oficiavam outros colegas. Eu sequer tinha jurisdição no feito que era razão das conversas monitoradas.

4 – Obviamente nem eu nem Wilson, nem Maria do Carmo, nem Saulo, nem Pablo e nem Olindo – juízes criminais à época – sequer sabemos quem são os criminosos envolvidos. A PGR entendeu isso muito bem. O advogado/traficante hoje responde a processo e somos nós as vítimas.

5 – Dada a disputa política em meu Estado, o Maranhão, e considerado a minha relação de amizade há 50 anos com o ex-governador e hoje min. do STF Flávio Dino e de 30 anos com o vice-governador do Estado do Maranhão – Felipe Camarão – meu orientando de pesquisa, graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós doutorado – o grupo político ex-adverso de Felipe (secretário de Flávio Dino por 7 anos) houve por bem postar em 3 blogs e 2 Instagrams matéria imensamente ofensiva à minha honrar e à imagem desse Tribunal.

6 – Estou movendo queixa crime e ações cíveis de indenização contra quem de direito – já afirmando que valores obtidos serão doados a instituições filantrópicas – tudo em defesa daquilo que mais prezo: dignidade e magistratura limpa!

Abraços a todos!

Fonte: METROPOLIS


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