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quinta-feira, 12 de março de 2026

Tecnologia na educação: estudo aponta que design pedagógico supera a simples adoção de ferramentas

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Pesquisa publicada na Technology, Knowledge and Learning destaca que o sucesso acadêmico em plataformas digitais está atrelado à estruturação do aprendizado e à retenção de longo prazo, não apenas ao volume de conteúdo disponível.

O avanço das plataformas digitais no ensino básico tem gerado expectativas quanto ao desempenho dos alunos, mas a ciência indica que o foco deve sair da ferramenta e ir para a metodologia. Um estudo recente, que analisou mais de 9 mil estudantes e 11 mil habilidades práticas, concluiu que a eficácia da tecnologia educacional está diretamente ligada ao seu desenho pedagógico.

Pilares para o Desempenho Superior O levantamento identificou que dois fatores são cruciais para a consolidação do conhecimento em ambientes digitais:

Revisão Espaçada: Alunos que revisitam conteúdos ao longo do tempo apresentam resultados significativamente melhores do que aqueles que concentram os exercícios em uma única sessão.

Dificuldade Produtiva: A estratégia de exigir um esforço cognitivo do estudante antes de revelar a resposta correta é mais eficaz do que a resolução assistida imediata, pois estimula o pensamento crítico e a retenção.

Muitas soluções digitais, segundo os autores, pecam ao oferecer um volume excessivo de conteúdo sem organizar a experiência para favorecer a memória de longo prazo, tratando a tecnologia como um fim, e não como um meio.

O Caso Brasileiro: Integração entre Tech e Pedagogia No cenário nacional, modelos que fogem da oferta massiva de conteúdo e focam no acompanhamento humano personalizado têm demonstrado resultados positivos. O TutorMundi, por exemplo, exemplifica essa tendência:

Orientação sob Demanda: Em vez de apenas fornecer exercícios, a plataforma combina plantões de dúvidas e aulas particulares que permitem aprofundamento real.

Continuidade: O registro de atendimentos que duram várias horas e a recorrência dos alunos para compartilhar resultados de avaliações indicam que o modelo favorece o vínculo pedagógico.

Mapeamento de Padrões: A tecnologia é usada para organizar os atendimentos e identificar lacunas específicas, permitindo que a equipe pedagógica oriente os tutores com maior precisão.

O Que os Gestores Devem Considerar Para as escolas, o desafio de 2026 vai além da transformação digital. Os dados sugerem que, ao escolher uma solução, os gestores escolares devem priorizar:

  • Estrutura de Progressão: A plataforma permite que o aluno retome conceitos em diferentes momentos?
  • Integração Pedagógica: A tecnologia atua em conjunto com os professores ou tenta substituí-los?
  • Foco no Acompanhamento: A ferramenta oferece métricas que ajudam a entender as dificuldades individuais ou apenas mede o volume de tarefas concluídas?

A conclusão dos especialistas é clara: a tecnologia educacional só cumpre sua promessa quando é utilizada para organizar a experiência de aprendizagem de forma estratégica, privilegiando o acompanhamento contínuo em detrimento do consumo desenfreado de dados.

Fonte: ADNEWS



Câmara aprova política nacional para alunos com altas habilidades

Imagem: reprodução

Projeto de Soraya Santos prevê identificação, triagem anual e centros de referência, com apoio federal a Estados e municípios que aderirem.

O projeto de lei 1.029/2026, que propõe a criação de uma política nacional voltada a estudantes com altas habilidades ou superdotação, foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (11). A iniciativa busca ampliar a identificação e o atendimento educacional especializado a esse público em todo o país, por meio de adesão voluntária de Estados e municípios. O texto segue agora para análise do Senado.

De autoria da deputada Soraya Santos (PL-RJ), a proposta recebeu parecer favorável do relator, Moses Rodrigues (União-CE). O projeto estabelece diretrizes para identificar precocemente estudantes com esse perfil e prevê a elaboração de planos individualizados de aprendizagem, com participação de pais ou responsáveis, para garantir estratégias pedagógicas adaptadas ao desenvolvimento desses alunos.

Cadastro Nacional

O texto também determina a criação de um cadastro nacional de estudantes com altas habilidades ou superdotação matriculados tanto na educação básica quanto no ensino superior. A medida segue parâmetros já previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e inclui ainda regras para a criação de centros de referência destinados a esse público.

Ao defender a proposta, Soraya Santos destacou que se trata da primeira legislação brasileira dedicada especificamente ao tema.

"Estamos secando lágrimas de mães que não aguentam mais ver seu filho sofrer. Saber vem de sabor. Não vamos mais perder talentos para outros países. Temos de reter isso."

Caso estados e municípios optem por aderir à política, o governo federal poderá oferecer apoio técnico e financeiro às redes de ensino e às escolas públicas para implementação das medidas previstas. Caberá ao Ministério da Educação administrar o cadastro nacional, que reunirá informações obtidas por triagens educacionais, avaliações especializadas e dados de censos escolares da educação básica, do ensino superior e da pós-graduação stricto sensu.

Triagem educadional

A proposta também institui um mecanismo de triagem educacional anual para identificar possíveis estudantes com altas habilidades, diante da baixa detecção registrada nos censos escolares. Essa triagem terá caráter exclusivamente pedagógico e indicativo, sem valor de diagnóstico clínico.

O processo poderá considerar observações de professores e equipes pedagógicas, registros de comportamento e criatividade, análise do histórico escolar e conversas estruturadas com pais e profissionais que acompanham o estudante. Os resultados serão confidenciais e servirão apenas para orientar o planejamento educacional.

Estudantes apontados nessa etapa passarão por um processo de formalização conduzido por equipe multidisciplinar, responsável por avaliar aspectos cognitivos, socioemocionais, neuromotores e sensoriais. A análise também deverá identificar áreas de maior potencial, estilos de aprendizagem e possíveis necessidades de flexibilização curricular.

Nos casos de dupla excepcionalidade, quando a superdotação ocorre junto a alguma deficiência ou neurodivergência, como autismo, o diagnóstico deverá ser realizado por meio de avaliação biopsicossocial ou neuropsicológica, que considere a interação entre essas condições e as barreiras presentes no ambiente escolar e social.

O texto determina que o poder público assegure esse atendimento especializado em prazo adequado e permite que parcerias com instituições privadas sejam firmadas quando a rede pública não tiver capacidade suficiente para realizar as avaliações.

Atendimento educacional especializado

Após a conclusão dessas etapas, os sistemas de ensino poderão garantir atendimento educacional especializado (AEE) aos estudantes identificados. Entre as possibilidades previstas estão aceleração de estudos, agrupamento de alunos com interesses semelhantes e participação em programas de enriquecimento ou aprofundamento curricular. A oferta desse atendimento não dependerá da apresentação de diagnóstico clínico ou de laudos emitidos por profissionais de saúde.

A proposta também autoriza que redes de ensino estabeleçam parcerias com instituições de educação superior para ampliar oportunidades acadêmicas voltadas a estudantes com altas habilidades.

O planejamento educacional individualizado deverá orientar estratégias específicas para cada estudante. Em casos de dupla excepcionalidade, as medidas deverão considerar tanto as altas habilidades quanto as condições associadas, sem que essas sejam utilizadas para negar o reconhecimento da superdotação.

Quanto à progressão escolar, o texto prevê três possibilidades: percurso regular com enriquecimento curricular, aceleração parcial por disciplina ou área do conhecimento ou aceleração integral, com avanço de série ou etapa. Em qualquer situação, a progressão deverá respeitar o ritmo de aprendizagem e desenvolvimento do estudante.

Centro de referência

O projeto também prevê a criação e manutenção de centros de referência em altas habilidades ou superdotação, organizados em cooperação entre União, estados e municípios. Essas unidades deverão contar com equipes multidisciplinares qualificadas para realizar avaliações e oferecer atendimento educacional no turno inverso ao da escolarização.

Os centros deverão dispor de infraestrutura adequada, com espaços como salas de recursos multifuncionais, laboratórios, quadras esportivas, bibliotecas e auditórios.

Além do atendimento educacional, caberá a essas unidades apoiar escolas na identificação precoce de estudantes com altas habilidades, promover formação continuada de professores e gestores, desenvolver materiais pedagógicos e incentivar a participação desses estudantes em olimpíadas científicas, feiras de conhecimento, projetos de iniciação científica e iniciativas de inovação.

Também está prevista a articulação com universidades, centros de pesquisa, instituições culturais e esportivas e organizações da sociedade civil. Em regiões com menor oferta de serviços, os centros poderão atuar de forma itinerante ou utilizar tecnologias de educação a distância para ampliar o alcance das atividades.

Financiamento

Para viabilizar a implementação da política, o projeto indica como fontes de financiamento recursos destinados à educação provenientes do Fundo Social do pré-sal, receitas de loterias de quota fixa (bets) e valores do salário-educação direcionados ao Fundeb. Já investimentos em infraestrutura, como a construção dos centros de referência, poderão contar com recursos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Fonte: congressoemfoco


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sábado, 11 de outubro de 2025

Educação eficiente não é consequência da riqueza: é a base para alcançá-la

Foto: reprodução


Quando comparamos o PIB per capita e o desempenho dos alunos dos países da OCDE nas provas de matemática no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), por exemplo, vemos uma tendência geral clara e esperada: os países mais ricos têm melhores resultados em educação. Mas há exceções, e vamos considerá-las, para aprender algo importante em seguida sobre política pública que, sem dúvida, serve de ensinamento para o Brasil. 

O Vietnã, com renda relativamente baixa, supera países europeus em desempenho escolar. Qatar e Emirados Árabes, reconhecidos pela riqueza altíssima, apresentam resultados educacionais modestos, o que mostra que economias dependentes de recursos energéticos e com pouco dinamismo para setores produtivos modernos sofrem para transformar investimento em conhecimento efetivo. Em Singapura temos o caso mais emblemático: antes um país pobre, apostou em educação de qualidade como prioridade nacional e hoje lidera o mundo em capital humano e renda.

Assim, países que tratam a educação como política de Estado colhem, décadas depois, crescimento econômico sustentável. Já aqueles que esperam enriquecer para depois investir em educação correm o risco de ficar presos na armadilha da renda média.

O Brasil, infelizmente, ainda aparece na parte baixa do gráfico do PIB, com  renda limitada e com desempenho educacional fraco. O desafio, portanto, é inverter essa lógica: usar a educação como motor para crescer, e não esperar crescer para educar.

O Governo Federal através da Lei Complementar 212 – intitulada PROPAG – visa estimular a oferta de cursos técnicos profissionalizantes nos Estados, em troca de redução de juros das dívidas das unidades federativas com a União.

Dentro da Lei 212, existe um programa chamado ‘Juros Por Educação’, onde cada estado pode reduzir até 60% dos juros de sua dívida se atingir, ou melhor, cumprir as metas de ofertas de cursos técnicos sob seu domínio.

A expectativa é que jovens formados, com certificações e habilitações profissionais, sejam e estejam mais produtivos para estimular a economia e promover o movimento positivo econômico social. Esta é uma política plurianual de adesão voluntária de cada governo estadual e que visa estimular o fazer e gerar renda pelo saber.

A nós, de forma esperançosa, cabe o papel de cobrar que o Brasil, através dos Governos Municipais, Estaduais e Federal, coloque a educação no centro de sua estratégia de desenvolvimento de longo prazo.


Por Francisco Borges - mestre em Educação e consultor de Políticas Públicas voltadas ao ensino da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT)


Fonte: Compliance Comunicação - Caíque


VÍDEO ESCLARECEDOR - LINK


Enquanto o mundo avança, nós ainda insistimos em uma infância sentada. Movimento é aprendizado, e não distração. Crianças que se movimentam aprendem mais rápido, dormem melhor e desenvolvem inteligência emocional, foco e resiliência. O cérebro infantil foi feito pra brincar, explorar e se mexer. E quando a escola e a família esquecem disso… o desenvolvimento desacelera. 🧠 Movimento é o alfabeto do cérebro. 💭 E o que o Brasil mais precisa é de crianças pensando com o corpo e sentindo com o coração.



terça-feira, 30 de setembro de 2025

Nova alfabetização ganha contornos digitais e redefine competências do futuro

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Aprender hoje significa preparar crianças e adultos para um futuro mediado pela tecnologia

Não basta mais ler, escrever e contar. A alfabetização do século XXI nasce híbrida, atravessada pela tecnologia, pensamento lógico e capacidade de interagir em ambientes digitais. Essa etapa da educação exige competências que unem pensamento crítico, criatividade e domínio de ferramentas que vão muito além da lousa e do caderno.

O Brasil avança, mas ainda enfrenta desafios, dados do Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF) de 2024 mostram que apenas 23% dos brasileiros entre 15 e 64 anos têm altas habilidades digitais, enquanto a maioria ainda enfrenta obstáculos em tarefas básicas online, como preencher formulários ou fazer compras pela internet, especialmente a população mais velha.

Para Marco Giroto, fundador da SuperGeeks – Escola de I.A., Tecnologia e Competências do Futuro, o conceito de aprendizado precisa ser expandido com urgência. “Não basta inserir tablets em sala de aula se a criança não aprender a pensar através deles. A tecnologia deve ser ponte, não muleta”, afirma. Ele acrescenta: “Aos mais velhos cabe se atualizar. Hoje até a nossa moeda é digital e depender da ajuda de familiares para pequenas questões do dia a dia não é mais uma opção”.

Giroto reforça que a lacuna digital amplia desigualdades estruturais. Quem vive em regiões com internet instável ou sem dispositivos adequados é deixado para trás em um mundo que não perdoa atrasos. Por isso, defende que crianças devam receber educação tecnológica desde os primeiros anos.

A nova alfabetização envolve mais do que técnicas: é um processo de humanização mediado pela tecnologia. “O verdadeiro diferencial moderno é aquele aluno que domina a linguagem digital e, ao mesmo tempo, mantém espírito crítico para perguntar: quem está me dizendo isso e por quê?”, afirma Giroto.

Entre os caminhos possíveis estão a criação de laboratórios de tecnologia nas escolas, parcerias com instituições especializadas e cursos que introduzam a tecnologia de forma contínua, mantendo estudantes e profissionais atualizados frente à evolução constante das ferramentas digitais.

Alfabetizar no século XXI significa formar cidadãos capazes de ler o mundo em suas múltiplas camadas: da página impressa à tela do celular, da escrita no papel ao código que dá vida a um aplicativo. E esse futuro, como diz Marco Giroto, está sendo preparado na SuperGeeks: “O nosso compromisso não é com o futuro que já existe, mas com o futuro que podemos inventar juntos”.

Sobre

A rede de franquias SuperGeeks nasceu com o objetivo de formar não somente consumidores, mas também criadores de tecnologia. Desde 2014, a marca assume uma posição importante ao preparar as novas gerações para os desafios e oportunidades do futuro tecnológico, dedicando-se a ensinar programação e robótica de maneira lúdica e criativa, atendendo a todas as faixas etárias.

Fonte: Lucky Comunicação - Rowena Romagnoli


quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A Suécia e o mito do retrocesso digital: Quando a tecnologia nas escolas é condenada sem prova

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Nenhuma sociedade moderna se pode dar ao luxo de uma “Amishização” forçada. A literacia da leitura (e matemática, e ciências) é essencial, mas não é o retrocesso tecnológico que a garante.

Enquanto espero, em Helsínquia, relativamente perto da Suécia, por mais um voo de regresso a casa, folheio – em formato digital – os jornais portugueses online e as redes sociais. Na última semana, chamou-me a atenção uma entrevista da jornalista Andrea Sanches (Público) a Johan Pehrson, ex-ministro da Educação da Suécia: “Fomos ingénuos”: a Suécia, pioneira na digitalização da educação, está “a voltar ao papel e à caneta”.

O artigo apresenta a Suécia como exemplo do abandono do digital e do regresso ao essencial: “O essencial é ter ordem e calma na sala de aula, é aprender cedo a ler, a escrever, a matemática básica” diz Pehrson. A jornalista argumenta, com base nessa entrevista, que a digitalização da educação no país terá levado ao retrocesso das competências de leitura. Mas será mesmo assim? Os dados oficiais da OCDE – recolhidos pelo PISA desde 2000 (e não desde 1990, como o artigo refere) – mostram exatamente o contrário.

A sociedade sueca, como tantas outras no hemisfério norte, debate intensamente os prós e contras da digitalização, sobretudo no caso das crianças mais pequenas. Não há grandes dúvidas sobre os efeitos nocivos do uso excessivo de ecrãs nos primeiros 1000 dias de vida. Mas e em idade escolar? Teremos nós exemplos mais próximos – por exemplo, na Região Autónoma da Madeira – sobre o impacto da digitalização do ensino? Por que razão havemos de inferir, para Portugal, a partir do que alguns políticos suecos dizem sobre o seu país? Será que por cá nada tem sido feito?

Recordo-me de uma jornalista da CNN Portugal no programa Arena CNN me dizer, a propósito deste tema, que “a Suécia mostra que…” (o mesmo discurso do artigo do Público) e que “a Madeira é apenas uma microregião”. Muito bem: vejamos então os dados da Suécia em leitura.


(o leitor pode obter a figura original e comparar com a média da OCDE aqui)

Em 2000, no primeiro ano do PISA, a Suécia obteve 23 pontos acima da média da OCDE em leitura (493). Depois, começou a regredir e o ponto mais baixo da série PISA foi em 2012: 9 pontos abaixo da média da OCDE. Ora, foi apenas em 2009 que os manuais digitais começaram a ser introduzidos de forma generalizada no sistema de ensino sueco. E, entre 2012 e 2018, como bem ilustra o gráfico da literacia de leitura do PISA, os resultados suecos subiram significativamente. Importa lembrar que os efeitos de mudanças estruturais no sistema educativo só se refletem no PISA um ou dois ciclos depois (3 a 6 anos). Assim, a digitalização generalizada do ensino na Suécia esteve associada, não a uma queda, mas sim a uma recuperação da literacia de leitura.

Se os alunos do 1.º ciclo, que na Suécia se inicia aos 6 anos, tivessem sido prejudicados pela introdução digital em 2009, então em 2018 – nove anos depois, aos 15 anos – os resultados deveriam ter sido os piores de sempre. Não foram. Pelo contrário, regressaram a níveis da primeira década do século XXI ficando acima da média da OCDE.

E depois de 2018? Surge o efeito Covid. Em Portugal, um ex-ministro chegou a dizer que “o PISA 2022 foi o PISA da pandemia”. Mas convém lembrar: a Suécia praticamente não teve confinamentos. As escolas, do primeiro ao terceiro ciclo, permaneceram abertas durante a pandemia.

Entre 2022 e 2025, perante crescentes preocupações (mas sem evidência clara nos dados da OCDE/PISA) sobre os resultados de aprendizagem, o governo sueco lançou um programa nacional para reintroduzir manuais escolares em papel e regressar ao básico: ler, escrever, fazer contas bem e ter disciplina na sala de aula (será que se esqueceram da “Cidadania e Desenvolvimento”?). Foram investidos 104 milhões de euros para garantir manuais impressos a todos os alunos – em complemento, não em substituição, das ferramentas digitais.

Nenhuma sociedade moderna se pode dar ao luxo de uma “Amishização” forçada. A literacia da leitura (e matemática, e ciências) é essencial, mas não é o retrocesso tecnológico que a garante.

A experiência da Suécia – e a forma como parece ser retratada pelo jornalismo português – mostra que o problema da digitalização do ensino vs. literacia é bem mais profundo do que “papel ou ecrãs”.

Por João Marôco


Fonte: observador


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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

PNE foi quase totalmente descumprido, apontam debatedores

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O descumprimento da maior parte das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) foi alvo de críticas de especialistas ouvidos na quinta-feira (28) em audiência pública na Comissão de Educação (CE). Os convidados ofereceram sugestões ao novo PNE (PL 2.614/2024) — atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados — e exigiram o compromisso com a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação.

A coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, apresentou levantamento que aponta o descumprimento de 90% das metas do PNE em vigor (Lei 13.005, de 2014). Ela avaliou que o maior obstáculo ao Plano é de natureza econômica.

— As políticas econômicas não têm tido compromisso com a garantia do direito social, incluindo o direito à educação.

A entidade apontou retrocessos no novo PNE e, reunindo demandas de representantes do setor, propôs o fortalecimento da gestão democrática, a valorização dos profissionais, e a regulação da atuação das escolas privadas, entre outros pontos.

A presidente da CE, senadora Teresa Leitão (PT-PE), concordou que o PNE precisa ser "democrático e emancipador", e não apenas um instrumento burocrático para cumprimento de metas.

— Todo mundo está levantando a questão de metas. É o ponto focal: se estão lá, como fazer para serem devidamente atendidas e atingidas? — questionou.

A audiência pública concluiu ciclo de doze debates na CE sobre o tema. Sua realização atende a requerimentos de Teresa e do senador Sérgio Petecão (PSD-AC).

Cobranças

O presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Hugo Silva, disse esperar que, em 2035, seja possível avaliar que 100% das metas do novo PNE foram cumpridas. Para ele, um grande entrave ao pleno cumprimento do PNE tem sido a ausência de um Sistema Nacional de Educação.

— O Brasil precisa de um espaço institucional onde a gente consiga reunir os entes federativos, os gestores, os professores, os estudantes para monitorar essas metas, propor ajustes, garantir que o PNE não seja só um documento bonito no papel.

Por fim, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, criticou o nível de investimento no ensino superior no Brasil, que considera baixo. Ela lamentou a elevada evasão das universidades, especialmente em cursos de licenciatura, e propôs um instituto para supervisão da qualidade do ensino privado.

— Não podemos aceitar retrocessos que entreguem a regulação de qualidade ao mercado. Educação não é mercadoria.

Vinícius Soares, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), considera que as demandas do PNE para a pós-graduação têm sido "razoavelmente" cumpridas. Mas, para ele, restam desafios, como a falta de um sistema nacional para regulamentação do setor, os valores defasados das bolsas e o reconhecimento insuficiente dos direitos trabalhistas do pós-graduando.

— A própria Constituição brasileira já prediz: o Estado Brasileiro precisa prover condições especiais para aqueles que se dedicam à ciência e à tecnologia.

O reitor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), Rafael Barreto Almada, apontou políticas de "desconstrução" que dificultaram a implementação do PNE. Ele cobrou protagonismo aos estudantes e sublinhou que, em educação, "despesa não é gasto".

— A gente precisa que o Plano Nacional pense efetivamente os sistemas públicos e os modelos de financiamento. Os Institutos Federais, assim como as universidades federais, têm passado dificuldades na sua concepção por ainda permitirem uma fragilidade em sua política de financiamento.

Novo PNE

O Plano Nacional de Educação (PNE) é um documento que estabelece diretrizes, metas e estratégias para a política educacional dentro de um período de dez anos. Com base no plano, os governos estruturam seus planos específicos, decidem compras e direcionam investimentos, conforme o contexto e a realidade local.

De acordo com o Ministério da Educação, o PNE é um plano para todo o país, com responsabilidades compartilhadas entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Por ser decenal, ultrapassa diferentes gestões de governo, superando a descontinuidade das políticas públicas a cada mudança de condução político-partidária.

Aumento de salário para os professores, mais vagas em creches, melhor estrutura para escolas e canais de participação popular são alguns dos temas que estão presentes no novo PNE.

O PNE atual encerrava sua vigência em até 2024, mas foi prorrogado até o final deste ano. O novo PNE deve ir até 2034.

Fonte: Agência Senado


quinta-feira, 10 de julho de 2025

COC São Luís é a primeira escola do Maranhão a chegar entre as finalistas do prêmio de melhor escola do mundo

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Unidade se destaca pelo uso de inteligência artificial no currículo, impacto social e conquista o selo máximo do Best Culture Work

O COC São Luís, no Maranhão, acaba de se tornar a primeira escola do estado e a quarta do Brasil a figurar entre as finalistas do World’s Best School Prizes, uma das premiações mais relevantes da educação mundial. A unidade concorre ao título de melhor escola do mundo ao lado de instituições da Índia, Reino Unido, Itália, Estados Unidos e México. Um dos principais diferenciais que garantiram a sua projeção internacional foi a adoção da Inteligência Artificial (IA) no currículo escolar, sendo a primeira instituição do Maranhão a implementar o letramento digital com foco em tecnologias inteligentes.

“Chegar entre as finalistas do World’s Best School Prizes já é um sonho realizado, ainda mais sendo a primeira escola do Maranhão a conquistar isso. A gente sempre acreditou que era possível transformar a educação com inovação de verdade, e hoje vemos isso acontecer. A inteligência artificial tem nos ajudado a ensinar de um jeito que faz sentido para cada aluno, conectando o conteúdo com o que eles gostam e vivem. E tudo isso com o apoio de uma plataforma que há mais de 60 anos acredita em um ensino vivo, atual e que evolui com o tempo. Estamos muito felizes e orgulhosos por mostrar o potencial da nossa escola para o mundo”, afirma Rodrigo Marques, mantenedor do COC São Luís.

Além disso, o COC São Luís também é a única escola do Brasil a receber o selo Platina do Best Culture Work, certificação concedida pelo Great Place To Work® a organizações que promovem uma cultura de bem-estar, valorização de pessoas e desenvolvimento integral do ecossistema escolar — incluindo professores, alunos, colaboradores e familiares.

É esse ambiente acolhedor e aberto a novas ideias que permite aos professores inovar em sala de aula. No COC São Luís, a proposta pedagógica prioriza uma formação integral, que inclui o desenvolvimento de soft skills essenciais para o futuro dos alunos, como pensamento crítico, raciocínio lógico, criatividade, resolução de problemas, colaboração e empatia.

A base pedagógica da escola está integrada à plataforma educacional do COC, que oferece suporte tecnológico para o planejamento das aulas. Com o uso de inteligência artificial, os professores conseguem personalizar o ensino, adaptando o conteúdo aos interesses de cada aluno para tornar a aprendizagem mais acessível e eficaz. Por exemplo, ao ensinar trigonometria, podem usar referências da música, teatro ou esportes, conforme a motivação do estudante. Além disso, os alunos são incentivados a criar projetos com IA, desenvolvendo habilidades técnicas e criativas desde cedo.

COC São Luís - imagem: reprodução

A seleção para o World’s Best School Prizes envolveu a submissão de projetos, evidências de impacto, entrevistas e análises criteriosas por parte da comissão organizadora da premiação. O resultado final será divulgado em outubro de 2025, e o COC São Luís aguarda com expectativa o desfecho da disputa.

Sobre o COC 

O COC impulsiona escolas rumo à educação contemporânea de excelência, promovendo resultados ao longo da jornada do estudante, do berçário ao pré-vestibular. Com pioneirismo há mais de 60 anos, a plataforma de educação está presente em 24 estados brasileiros mais o Distrito Federal, unindo tradição e inovação que gera resultados do ponto de vista pedagógico e empresarial. O COC é referência em aprovações nos principais vestibulares do país e traz soluções educacionais com foco na interdisciplinaridade e na contextualização com recursos didáticos, tecnologia, avaliações e simulados, consultoria e gestão escolar. A plataforma é uma marca do grupo Arco Educação.

Fonte: Dix Conteúdo e Relacionamento /  Larissa Abreu



Maratona Tech 2025 abre inscrições para maior competição de tecnologia entre escolas do país

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Com patrocínio de grandes empresas como iFood, Mercado Livre e Instituto Coca-Cola, iniciativa gratuita espera impactar mais de 300 mil estudantes em todo o Brasil; inscrições podem ser feitas até 31 de julho

Estão abertas as inscrições para a Maratona Tech 2025, a maior competição de tecnologia entre escolas do Brasil. Gratuito e destinado a instituições públicas e privadas do ensino fundamental (anos finais) e médio, o projeto chega à sua quarta edição com a expectativa de alcançar mais de 300 mil estudantes e envolver mais de 6 mil escolas dos 26 estados e do Distrito Federal e tem como o objetivo de  promover o acesso à tecnologia, inovação e pensamento computacional de forma prática, divertida e alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Com patrocínio de grandes nomes da inovação e do impacto social,  - como iFood, Mercado Livre, Instituto Coca-Cola Brasil, Brasscom, Google Cloud, Siemens, J Macedo, Vonixx, Arco Instituto, Rocketseat, Fundação Behring e IBM - a Maratona Tech deste ano ainda conta com o apoio de secretarias de educação do Estado do Piauí, Paraná e do município de Salvador.

“A Maratona é muito mais do que uma competição, ela é um compromisso com o futuro. Em 2025, serão mais de 300 mil jovens colocando seus projetos em prática por meio da tecnologia, digital e social, e impactando suas comunidades. O futuro é Tech”, explica Jefferson Vianna, Diretor Executivo e Cofundador da Associação Cactus.

Dividida em duas etapas, a competição começa com a formação dos professores e desafios escolares em agosto, e segue com uma trilha gamificada e avaliação final em setembro, onde os melhores estudantes do país são selecionados. Importante ressaltar que mesmo escolas que não possuem laboratórios de informática podem participar do projeto, com atividades aplicadas diretamente em sala de aula.  

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Em 2024, mais de 200 mil estudantes e 4 mil professores participaram da jornada. “A Maratona Tech foi uma das melhores experiências da minha vida. Já tive acesso a diversas oportunidades de estágio e vivências que me fortaleceram e me fizeram ir mais longe”, relata Caetano Pieralisi, medalhista de ouro nas edições de 2023 e 2024.

Além da vivência educacional, os participantes concorrem a medalhas, bolsas de estudo, viagens e imersões em instituições de excelência. Em 2025, mais de 500 estudantes, 35 professores e dezenas de escolas serão premiados. A cerimônia nacional será transmitida ao vivo no YouTube, entre outubro e dezembro. “Não tem como expressar o que a Maratona Tech representa. Participar com meus alunos e ver um deles ser premiado foi inesquecível. Essas competições trazem experiências que eles não teriam durante o ano letivo”, diz Gesinelly dos Santos, professora em Nova Esperança (PA).

Idealizada pela Associação Cactus com Movtech, a Maratona Tech tem o propósito de democratizar o acesso à tecnologia e inspirar jovens de diferentes realidades a enxergar a área como uma possibilidade concreta de carreira. “O Movimento Tech tem a educação em sua essência. Nos engajamos como coalizão de mais de 70 organizações para apoiar essa iniciativa que conecta talento com oportunidade, sem deixar ninguém para trás”, complementa Mariana Lopes, Gerente Executiva do Movimento Tech 2030.


Imagem: reprodução / divulgação

De acordo com dados da Brasscom, o Brasil terá cerca de 800 mil vagas abertas em tecnologia até o fim deste ano, mas corre o risco de não preenchê-las por falta de profissionais qualificados. A Maratona surge como resposta direta a esse desafio. “A tecnologia vai muito além das redes sociais — ela cria carreiras e muda vidas. A Maratona Tech 2025 é o ponto de partida para que milhares de jovens descubram um novo futuro. A Rocketseat se orgulha de fazer parte disso”, explica Isabela Castilho, CEO da Rocketseat. 

Segundo Daniela Redondo, diretora executiva do Instituto Coca-Cola Brasil, a área tech ainda não é acessível para todos. Por isso, iniciativas como a Maratona Tech, feitas em parceria com MovTech e Cactus, são tão importantes para transformar realidades e ampliar o impacto social.


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Professores de instituições públicas e privadas do ensino fundamental (anos finais) e médio podem garantir a participação de suas turmas até 31 de julho de 2025, exclusivamente pelo site.

Sobre o Movimento Tech 2030

O Movimento Tech é uma coalizão brasileira, formada por mais de 70 instituições, dedicada a reduzir as lacunas educacionais e preparar jovens e adultos para o futuro do trabalho em um mundo cada vez mais digital. Promove acesso à conectividade e infraestrutura, capacitação profissional (upskilling e reskilling) e empoderamento econômico, conectando talentos a oportunidades de trabalho e geração de renda. O Movimento é mantido por iFood, Mercado Livre e Instituto Coca-Cola e conta com o apoio de organizações como IBM, Boticário, Oracle, AWS, Instituto Localiza, CI&T e Google. Mais informações: https://www.movtech.org/ 

Fonte: Mclair Comunicação IntegradaKaina Spyridion

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Universidades e estudantes cobram orçamento para atingir metas do novo Plano Nacional de Educação

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Comissão especial do novo PNE se reuniu nesta quarta-feira

Em audiência na Câmara dos Deputados na quarta-feira (18), entidades ligadas a instituições, professores e estudantes universitários foram unânimes no pedido de reforço orçamentário para a viabilização das metas de acesso e de qualidade do ensino superior previstas no novo Plano Nacional de Educação (PL 2614/24).

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Manuella Mirella, foi enfática na defesa de investimento de, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação. “O novo PNE não pode ser um documento de palavras mortas. Que o orçamento robusto seja direcionado à educação. Sem orçamento, a gente não consegue garantir qualquer meta discutida nesse novo plano ou em qualquer outro”, ressaltou.

O vice-presidente regional do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes), Emerson Monte, foi na mesma linha. “Sair do patamar de pouco mais de 2 mil dólares por estudante, que é mais ou menos a média de investimentos em educação pública no nosso país, é uma necessidade.”

Representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o reitor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Marcelo Pereira, reclamou do atual investimento público. “A nossa grande luta é pela qualidade da educação superior, e a gente não abre mão disso. Contudo, há uma grande preocupação que ameaça esse patrimônio público: é o orçamento escasso que historicamente tem sido passado para as nossas universidades”, apontou.

Metas

O debate foi realizado pela comissão especial que analisa o novo PNE. Até 2034, o plano tem meta de elevar para 40% o índice de jovens de 18 a 24 anos com acesso à graduação (hoje é de 21,6%) e de jovens de 25 a 30 anos com educação superior completa (atualmente é de 22,6%). Também busca a elevação gradual do número de concluintes até a média de 1,6 milhão de alunos por ano (hoje são 1,3 milhão, sendo 1,1 milhão na rede privada), com pelo menos 300 mil titulações em instituições públicas (hoje são 257 mil).

Também há previsão de que o PNE aumente para 70% o índice de docentes em tempo integral, hoje em 56%, e para 95% o percentual de mestres e doutores em trabalho efetivo (hoje o marco é de 85%) nas instituições de ensino, conforme destacou o diretor de estatísticas do Inep, Carlos Eduardo Moreno. “Mais do que a meta numérica, a gente está falando aqui de uma estratégia de escolarização. Isso está na média de países como a Alemanha, por exemplo, e superior à do Chile, cuja estratégia de escolarização leva em conta a educação profissional articulada com a educação superior”, afirmou.

O diretor da área no Ministério da Educação, Adilson de Carvalho, citou uma série de políticas em curso para viabilizar essas metas. A lista inclui o Programa Bolsa Permanência (16 mil beneficiados com R$ 1.400 mensais), o Pé-de-Meia Licenciaturas e a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), criada pela Lei 14.914/24 e em fase de regulamentação.

“Todas essas iniciativas fazem parte do esforço do governo federal de enfrentar o problema do acesso e da permanência de forma sistêmica. E aí incluo o esforço de recomposição orçamentária da rede federal. O Enem, esse ano, passa a ser certificador também, então, você acrescenta um número maior de estudantes eletivos para o ensino superior”, disse Carvalho.

Democratização do acesso

Entre as ações voltadas para a democratização do acesso ao ensino superior, Carvalho destacou o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com quase 4 milhões de vagas ofertadas desde que foi criado, em 2010; o Programa Universidade Para Todos (ProUni), com 7 milhões de bolsas ofertadas e 1,5 milhão de diplomados em 20 anos; e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com 2,9 milhões de financiamentos concedidos e 1 milhão de diplomados.

No entanto, o relator da comissão, deputado Moses Rodrigues (União-CE), apontou novos desafios em torno dessas políticas públicas. “Considerando que o projeto de lei do novo PNE propõe ampliar a taxa de acesso à graduação para 40% de jovens de 18 a 24 anos, é sabido que, apesar do número expressivo de bolsas, o ProUni tem registrado índices preocupantes de ociosidade. E observamos uma queda expressiva no número de candidatos ao Fies”, afirmou.

O deputado Átila Lira (PP-PI) pediu especial atenção ao orçamento do ProUni, do Fies e dos institutos federais, enquanto a deputada Professora Goreth (PDT-AP) cobrou financiamento diferenciado para superar desigualdades de acesso de estudantes e formação de professores na região amazônica.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


quinta-feira, 15 de maio de 2025

Inovação no setor educacional: tecnologia LED cria formas de ensinar e aprender

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Especialista em tecnologia defende que o grande passo está na combinação entre dispositivos visuais e softwares adaptativos

Onde antes dominavam os métodos tradicionais, hoje o espaço é cedido aos equipados com tecnologias visuais avançadas que melhoram a relação entre professores e alunos. Essa evolução tecnológica cria possibilidades inéditas para o processo educacional.

As instituições de ensino que adotam soluções audiovisuais modernas observam resultados práticos. O segredo está na capacidade dessas tecnologias de traduzir conceitos abstratos em experiências tangíveis. De acordo com o Censo Escolar 2023 INEP, 82% das escolas públicas urbanas possuem projetor multimídia, enquanto 61% dos professores usam plataformas digitais regularmente, segundo pesquisa da Febrace/USP. Outra pesquisa, da TIC Educação 2023 revela que apenas 36% têm laboratórios de informática funcionais.

Os displays visuais como os painéis de LED representam um dos avanços mais relevantes para ajudar a otimizar as jornadas desses ambientes como ensinos de educação. Esses equipamentos permitem a manipulação direta de conteúdos educacionais e transformam a dinâmica das aulas. Professores podem ilustrar conceitos complexos com recursos visuais, enquanto os alunos interagem ativamente com o material apresentado”, explica Odair Tremante, CEO da Leyard Planar no Brasil e América Latina, a empresa é líder no setor de tecnologia de painéis de LED.


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 A integração de sistemas de comunicação remota elimina barreiras geográficas no acesso ao conhecimento. Estudantes têm a oportunidade de participar de atividades educacionais com especialistas de qualquer parte do mundo e ampliar seus horizontes de aprendizado, e deixar as aulas mais dinâmicas.Essa alternativa se mostra particularmente valiosa para instituições em regiões distantes dos grandes centros urbanos”, acrescenta o profissional.

A Leyard Planar destaca-se nesse mercado como fornecedora de soluções técnicas especializadas. Seu painel TXP All in One, com tela de 135 polegadas e resolução 5K, reúne em um único equipamento todas as funcionalidades necessárias para tornar aulas mais dinâmicas, visuais e otimizadas através de recursos que já são integrados no display.

Além disso, conta com uma linha LCD UltraRes W, com multifuncionalidades, desenvolvido especificamente para trabalho colaborativos e permite a interação simultânea de múltiplos usuários, integração multitouch com diversos pontos capacitivos, proporção de 21:9 para vídeos conferências em plataforma como Microsoft teams room e muito mais.

Essas inovações técnicas trazem implicações profundas para a pedagogia. Novas metodologias de ensino surgem para aproveitar todo o potencial dessas ferramentas. A avaliação do aprendizado se torna mais dinâmica e precisa, enquanto os estudantes desenvolvem habilidades essenciais para atuar em um mundo cada vez mais tecnológico.

Com um amplo portfólio de cases de sucesso, a Leyard carrega uma bagagem grande de projetos no ramo educacional, como a sede da universidade internacional Thunderbird School com painéis imersivos e interativos, a Universidade de Nebraska Kearney com sua arena esportiva transformada por painéis LED, e a Queensland University of Technology com um globo digital de 5 metros e 12,7 milhões de pixels como destaque de seu novo centro educacional.

Desenvolver estratégias que explorem todo o potencial dessas ferramentas é crucial, pois elas comprovadamente permitem criar conteúdos muito mais envolventes e eficazes do que os métodos tradicionais”, destaca Odair.


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Relatório da UNESCO divulgado em 2024 aponta que 73% dos países já implementaram IA na educação, além disso, pesquisa da HolonIQ, plataforma americana de consultoria e dados, indica que o mercado de EdTech deve crescer 16% ao ano até 2027. As instituições que souberem incorporar adequadamente esses recursos ganharão vantagem competitiva na formação das novas gerações. O futuro do ensino passa necessariamente pelo uso inteligente das ferramentas audiovisuais disponíveis.

Sobre a Leyard Planar

Leyard Planar, fundada em 1995 na China, destaca-se como uma empresa especializada em tecnologia de display LED e LCD, com foco principal em painéis de LED. Líder global com um impressionante market share de 14,4%, a empresa é pioneira em pesquisas e fabricação de painéis de LED de alta resolução e qualidade, incluindo a inovadora tecnologia microLED. Esse comprometimento com a excelência resultou em reconhecimento e sucesso nos mercados globais.

No Brasil, a atuação da Leyard Planar concentra-se nos Painéis de LED, iniciando suas atividades em 2014 com trabalho único e exclusivo de fabricante para apoiar parceiros fornecedores do mercado nacional a terem acesso às mais recentes e atualizadas tecnologia de painéis de LED. Ao longo dos anos, construiu uma história marcada pelo compromisso com a excelência tecnológica, serviços de qualidade e satisfação do cliente.

Atualmente, é a única fabricante de painéis de LED presente no Brasil e América Latina, contando com uma equipe local totalmente estruturada em todas as áreas, com um escritório e showroom em São Paulo e laboratório de manutenção e tratamento dos equipamentos em Curitiba.

Com aproximadamente 245 patentes em desenvolvimento de produtos, a Leyard Planar estende sua presença por todos os continentes, atuando em 24 países, incluindo Estados Unidos, China, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Holanda, Itália, Suíça, Suécia, Noruega, Finlândia, Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Polônia, Portugal, República Tcheca, Rússia, Japão, Austrália, Brasil, México, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, entre outros.

Fonte: Oficina da ComunicaçãoFran Oliveira