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sábado, 28 de março de 2026

O BRASIL TINHA A SOLUÇÃO! Jovem de 25 anos consegue autorização para eutanásia na Espanha após dois anos de disputa com o pai

Noelia Castillo Ramos, de 25 anos, morreu na quinta-feira, 26, após ser submetida
à eutanásia  Foto: Reprodução - Antena 3


Noelia Castillo Ramos tentou suicídio após ser vítima de estupro coletivo, o que causou lesão medular que resultou em paraplegia; família era contrária à eutanásia e levou disputa à Justiça.

A jovem espanhola Noelia Castillo Ramos, de 25 anos, morreu na quinta-feira, 26, após ser submetida à eutanásia em Barcelona, na Espanha. O procedimento foi realizado por meio de sedação intravenosa, segundo o jornal El Mundo, após uma disputa judicial que se estendeu por quase dois anos.

Noelia havia solicitado a autorização para o procedimento em abril de 2024 à Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha, que aprovou o pedido três meses depois. A decisão, no entanto, foi contestada pelo pai da jovem, Gerónimo Castillo, que recorreu à Justiça e deu início a um longo embate judicial. A família era contrária à eutanásia.

O caso percorreu diversas instâncias do Judiciário espanhol, passando por tribunais administrativos, pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, pelo Supremo e pelo Tribunal Constitucional. A autorização final só foi confirmada após decisões favoráveis à jovem e a rejeição de um último recurso no Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

Noelia Castillo Ramos, de 25 anos, morreu na quinta-feira, 26, após ser submetida à eutanásia

O pai ainda tentou impedir a realização do procedimento, mas o pedido foi negado pela Vara de Instrução do Tribunal de Primeira Instância de Barcelona, de acordo com o El Mundo. Com isso, a eutanásia foi realizada.

Noelia vivia com uma lesão medular grave e 'irreversível', que resultou em paraplegia e dores neuropáticas crônicas. A condição foi consequência de uma tentativa de suicídio após ela ter sido vítima de estupro coletivo. A jovem permaneceu por um período em um centro socioassistencial, onde tentou suicídio outras vezes.

A jovem apresentava um quadro clínico irreversível, com “dependência grave, dor e sofrimento crônico e incapacitante”, atendendo aos critérios estabelecidos pela legislação espanhola, que descriminalizou a eutanásia em 2021.

Ao longo do processo, Noelia defendeu o direito de decidir sobre o próprio fim de vida. “Todos os dias são horríveis e dolorosos”, afirmou durante audiência. Em entrevista ao programa Y ahora Sonsoles, da Antena 3, disse: “Vamos ver se consigo descansar, porque não aguento mais essa família, não aguento mais as dores, não aguento mais tudo o que me atormenta na cabeça por causa do que vivi”.

Antes do procedimento, Noelia também expressou o desejo de não ter acompanhantes no momento final. “Não quero ninguém presente, não quero que me vejam fechando os olhos”, disse.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.

O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

NOTA DA REDAÇÃO: Suicídios são um problema de saúde pública. Antes, o Estadão, assim como boa parte da mídia profissional, evitava publicar reportagens sobre o tema pelo receio de que isso servisse de incentivo. Mas, diante da alta de mortes e tentativas de suicídio nos últimos anos, inclusive de crianças e adolescentes, o Estadão passa a discutir mais o assunto. Segundo especialistas, é preciso colocar a pauta em debate, mas de modo cuidadoso, para auxiliar na prevenção. O trabalho jornalístico sobre suicídios pode oferecer esperança a pessoas em risco, assim como para suas famílias, além de reduzir estigmas e inspirar diálogos abertos e positivos. O Estadão segue as recomendações de manuais e especialistas ao relatar os casos e as explicações para o fenômeno.

Fonte: ESTADÃO


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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Hollywood em chamas: Incêndios em Los Angeles paralisam filmes e séries

Imagem: reprodução

Hollywood em chamas. Um incêndio florestal que se alastrou em Los Angeles tomou proporções históricas e destruiu milhares de hectares da cidade, o que paralisou a indústria de filmes e séries.

Afetando cerca de 6 mil hectares e 2 mil residências, o fogo já fez pelo menos vinte e cinco vítimas, de acordo com as autoridades da Califórnia. O maior foco do incêndio está em uma região nobre conhecida como Pacific Palisades, próximo de Santa Monica e Malibu.


Imagem: reprodução

A seguir, confira mais detalhes sobre o desastre e como a situação está afetando atores e atrizes de Hollywood, bem como toda a indústria do entretenimento.

Quando o incêndio começou e porque está aumentando?

De acordo com relatos de moradores da região, as primeiras chamas apareceram nas montanhas de Santa Monica, mas foram crescendo devido a uma forte tempestade de ventos. Enquanto a situação de Palisades é a mais drástica, a região de Los Angeles já está sendo afetada por cinco diferentes incêndios de grandes proporções na quinta-feira (9), de acordo com a CNN e o Los Angeles Times:

  • Incêndio Palisades: Pelo menos 15.832 acres (aproximadamente 6.409 hectares) e 0% contido.
  • Incêndio Eaton: Pelo menos 10.600 acres (aproximadamente 4.289 hectares) e 0% contido.
  • Incêndio Hurst: Pelo menos 855 acres (aproximadamente 346 hectares) e 10% contido.
  • Incêndio Lidia: Pelo menos 348 acres (aproximadamente 141 hectares) e 40% contido.
  • Incêndio Sunset: Pelo menos 60 acres (aproximadamente 24 hectares) e 0% contido.

O motivo para as chamas se espalharem tão rápido e causarem tamanho estrago é uma combinação de eventos climáticos. Além do tempo seco, que colabora para tornar a vegetação suscetível ao fogo, uma forte tempestade de ventos está afetando o condado de Los Angeles, facilitando a proliferação das chamas.

Evacuações afetam indústria de Hollywood, atores e atrizes

Com os incêndios afetando áreas populosas de Los Angeles, mais de 100 mil pessoas já estão sendo evacuadas e 300 mil habitantes estão sem energia elétrica na região. As imagens divulgadas por agências de fotografia e moradores são assustadoras, mostrando o tamanho dos estragos feitos pelos incêndios.

Como o condado de Los Angeles é casa de grandes estrelas de cinema, diversos astros de filmes e séries foram afetados pelos incêndios e deixaram suas residências às pressas. Mark Hamill, o Luke Skywalker de Star Wars, disse que deixou sua casa em Malibu enquanto as chamas consumiam as ruas. “É o incêndio mais horrível que vi desde 1993. Fiquem seguros”, disse o ator no Instagram.

Vencedora do Oscar, Jamie Lee Curtis também foi afetada pelas chamas e comentou sobre o assunto. Em seu Instagram, ela disse que possivelmente sua casa e sua comunidade seriam consumidas pelo fogo. Ela também comentou que algumas informações sobre os incêndios são conflitantes, pedindo que apenas fatos sejam compartilhados sobre o assunto.



O ator Mark Hamill, que viveu Luke Skywalker na saga “Star Wars”, disse em uma postagem no Instagram ter deixado a cidade Malibu “no último minuto” e ter visto pequenos incêndios dos dois lados da rodovia Pacific Coast.



Mandy Moore, que fez a série This is Us, também fez uma publicação informando seus fãs que está segura. Ela disse que conseguiu escapar das chamas com sua família e animais de estimação, e que é grata pelo auxílio dos bombeiros nessa situação.



Chris Pratt, de Guardiões da Galáxia e Jurassic World, também fez um post agradecendo os bombeiros e voluntários auxiliando no combate ao fogo e evacuação em Los Angeles. “Vocês são verdadeiros heróis e somos infinitamente gratos por seu sacrifício e coragem.”



Oscar e Critics Choice Awards sofrem adiamentos

A situação em Los Angeles é tão crítica que diversos eventos de peso já foram afetados. O Critics Choice Awards, que aconteceria no domingo (12), foi adiado por causa dos incêndios e agora ocorrerá no dia 26 de janeiro.


Diversas regiões de Los Angeles são devastadas pelas chamas. Imagem:  Justin Sullivan/Getty Images.- reprodução


Além disso, o Oscar 2025 também foi afetado pelos incêndios. Os indicados da premiação seriam revelados no dia 17 de janeiro, mas a organização mudou a data para domingo, 19 de janeiro. Até o momento, a cerimônia segue marcada para 2 de março.


Incêndios causaram evacuação de milhares de pessoas. Imagem:
Eric Thayer/Getty Images. - reprodução


Diversos programas de TV e filmes também estão sendo afetados pelo impacto das chamas. Uma edição do Jimmy Kimmel Live, por exemplo, foi cancelada por causa do desastre, de acordo com a CBS News, enquanto séries de peso, como Grey’s Anatomy e Hacks, tiveram as gravações paralisadas.

As chamas também causaram o fechamento de parques temáticos e estúdios de cinema. As sessões de estreia de filmes como Unstoppable e Lobisomem também foram adiadas por tempo indeterminado.

Como os incêndios tomaram grandes proporções e o controle das chamas está difícil, existe a chance de que as consequências do desastre sejam ainda maiores. 

Fonte: tecmundo


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sábado, 11 de maio de 2024

Maranhão tem 30 cidades em situação de emergência devido a fortes chuvas

Imagem: reprodução


Ao todo, 1.031 famílias estão desabrigadas e 2.909 desalojadas no estado.

Assim como o Rio Grande do Sul, o Maranhão foi atingido por chuvas intensas nos últimos dias e 30 cidades decretaram estado de emergência devido às enchentes provocadas pelo transbordamento de rios e riachos. Ao todo, 1.031 famílias estão desabrigadas e 2.909 desalojadas.

Até o momento, apenas o município de Santa Inês decretou estado de calamidade pública, de acordo com a Defesa Civil do estado. O órgão informou que equipes estão atuando no resgate e as famílias estão recebendo auxílio das coordenadorias municipais.

Além do resgate, a Defesa Civil também está  distribuindo refeições fornecidas por Restaurantes Populares do governo do estado.

O órgão reforça os cuidados em situações de chuvas intensas, como manter distância de trechos afetados ou locais em que o solo esteja encharcado e há risco de deslizamentos. 

Os números de emergência são 193, do Corpo de Bombeiros, e 199, da própria Defesa Civil.


Imagens: reprodução


Confira as cidades em situação de emergência

  • Formosa da Serra Negra
  • São Roberto
  • São João do Sóter
  • Tuntum
  • Monção
  • Pindaré-Mirim
  • Conceição do Lago Açu
  • Lago da Pedra
  • Lagoa Grande do Maranhão
  • Carutapera
  • Governador Nunes Freire
  • Boa Vista do Gurupi
  • Trizidela do Vale
  • Cantanhede
  • Palmeirândia
  • Bacabal
  • Jenipapo dos Vieiras
  • Cachoeira Grande
  • Buriticupu
  • Arari
  • Satubinha
  • Anapurus
  • Grajaú
  • Colinas
  • Matões do Norte
  • Pedro do Rosário
  • Peri Mirim
  • Tufilândia
  • Barra do Corda
  • Barreirinhas

Fonte: revistaforum


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quinta-feira, 9 de maio de 2024

Voluntários colocam inteligência artificial a serviço da população para facilitar socorro emergencial às vítimas do Rio Grande do Sul

Imagem: reprodução

Em menos de 72 horas após o seu lançamento, o AjudeRS, plataforma online criada por um grupo de profissionais do mundo digital, registrou mais de 2 mil ocorrências e mais de 500 resgates na região

"Na sexta-feira à noite, me dei conta do tamanho da tragédia e me sensibilizei não só pelas pessoas, mas também com os animais a ponto de começar a procurar passagem aérea para prestar ajuda na região. Foi quando o Caio Kaspary, meu companheiro, pensou em uma solução digital que conseguisse impactar um número maior de pessoas.", relata Thais Torres, uma das idealizadoras do projeto.

A partir desse impulso, Thais e Caio se juntaram ao amigo Pedro Elias para, juntos, darem início à criação e implementação do projeto. Na sequência, os três idealizadores acionaram amigos com diferentes expertises no mundo digital que desenvolveram, de forma voluntária e em poucas horas, o AjudeRS, usando recursos de inteligência artificial.

Trata-se de um site abastecido em tempo real, disponível 24 horas por dia e acessível de qualquer dispositivo com conexão à internet, que traz, em formato de mapa geográfico, a localização das pessoas que precisam de resgate. O registro das informações pode ser feito através de um número do WhatsApp ou pelo próprio site.

Neste momento, os esforços na região estão voltados ao resgate de pessoas e animais que estão em regiões de risco. A equipe do AjudeRS está recebendo registro de doações e já realizou alguns encaminhamentos. A próxima etapa é desenvolver uma estratégia para que essa ajuda chegue de maneira rápida e eficiente aos locais e às famílias abrigadas.

Localização exata em tempo real para resgates 

Para facilitar o acesso, as solicitações de auxílio são enviadas via WhatsApp, por mensagens, áudios, fotos e vídeos. Através de inteligência artificial, o sistema automaticamente registra cada ocorrência na plataforma. Esta, por sua vez, utiliza dados geográficos para conectar eficientemente as pessoas que necessitam de ajuda aos socorristas ativos no resgate.

No site, os voluntários também podem registrar a localização e o status de pessoas isoladas, desaparecidas ou que já encontraram abrigo, auxiliando, em tempo real, as equipes de resgates e os familiares que buscam informações sobre seus entes desaparecidos. A partir disso, o time de base do AjudeRS entra em ação, garantindo que os voluntários se organizem e se movimentem de maneira mais estratégica, otimizando o tempo de resposta e aumentando as chances de sucesso no resgate das vítimas.

Criado de forma emergencial, o AjudeRS está em aprimoramento contínuo e recebendo cadastro de voluntários de diferentes áreas e localidades que tenham interesse em colaborar com a causa. Com a proporção alcançada em tão pouco tempo, o objetivo agora é que a tecnologia desenvolvida seja capaz de atender a eventuais novos desastres que possam acontecer no país.

Fonte: NBPRESS / Carol Agacci 


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Gaza: Médicos Sem Fronteiras condena ataque israelense que matou duas familiares de um profissional da organização

Imagem: reprodução

Ataque a abrigo de MSF em Al-Mawasi, Khan Younis, também deixou seis pessoas feridas

Médicos Sem Fronteiras (MSF) condena veementemente o ataque israelense em Al-Mawasi, Khan Younis, em Gaza, que matou duas familiares de um profissional de MSF. Outras seis pessoas ficaram feridas no ataque.

No fim da noite de terça-feira (20/02), as forças israelenses realizaram uma operação militar em Al-Mawasi, localizada na costa de Gaza, durante a qual um tanque israelense disparou contra uma casa que abrigava profissionais de MSF e seus familiares. O ataque matou a nora e a esposa de um de nossos colegas e feriu seis pessoas, cinco das quais são mulheres ou crianças. Os disparos foram feitos contra um edifício claramente identificado como de MSF, atingindo o portão da frente, o exterior do prédio e a parte interior do andar térreo.

As equipes de ambulância ficaram impedidas de sair por mais de duas horas devido ao bombardeio na área. Mais tarde, os profissionais conseguiram chegar ao local e levar os feridos, alguns com queimaduras, para o hospital International Medical Corps Field, em Rafah.

“Estamos indignados e profundamente tristes com essas mortes”, lamenta Meinie Nicolai, diretora-geral de MSF, que atualmente coordena nossas atividades médicas em Gaza. “No mesmo dia em que os Estados Unidos optaram por vetar um cessar-fogo imediato, duas filhas viram sua mãe e sua cunhada mortas por um projétil de um tanque israelense.”

“Essas mortes ressaltam a triste realidade de que nenhum lugar em Gaza é seguro, que as promessas de áreas seguras são vazias e os mecanismos de desconflito não são confiáveis”, ressalta Nicolai.  “A quantidade de força usada em ambientes urbanos densamente povoados é impressionante, e atacar um prédio sabendo que está cheio de profissionais humanitários e suas famílias é inconcebível.”

No momento do ataque, 64 pessoas estavam abrigadas na casa. Todas as partes envolvidas na guerra, incluindo as forças israelenses, são regularmente informadas sobre a localização e têm conhecimento da presença de equipes de MSF em locais específicos. As forças israelenses foram claramente informadas da localização precisa deste abrigo de MSF em Al-Mawasi. Além disso, uma bandeira de MSF de dois por três metros estava pendurada do lado de fora do prédio. Nenhuma ordem de evacuação foi emitida pelas forças israelenses antes do ataque. Entramos em contato com as autoridades israelenses e estamos buscando mais informações.


Abrigo de MSF em Al Mawasi, Khan Younis. © Mohammed Abed/MSF - Foto: reprodução

Alguns de nossos colegas e seus familiares que viviam no abrigo de MSF, antes do ataque em Al-Mawasi já haviam sobrevivido ao ataque de 8 de janeiro em outro abrigo de MSF, em Rafah, que matou a filha de 5 anos idade de um integrante da equipe de MSF.

Isso demonstra, mais uma vez, que as forças israelenses não estão garantindo a segurança dos civis em suas operações militares e mostra um completo desrespeito pela vida humana e falta de respeito pela missão médica. Esse cenário torna quase impossível manter as atividades médico-humanitárias em Gaza. 

As equipes de MSF estão apoiando nossos colegas e seus familiares que sobreviveram ao ataque de ontem, assim como os entes queridos daqueles que foram mortos.

Quatro profissionais de MSF foram mortos desde o início da escalada da guerra, além de diversos familiares.

Reiteramos o nosso apelo por um cessar-fogo imediato e sustentado em Gaza. A violência contra civis deve acabar agora.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA MSF


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Ciclone no Sul: o que está por trás das tempestades devastadoras que já mataram 40 pessoas

Cidade de Venâncio Aires, no Rio Grande
do Sul - Imagem: reprodução

Inundações causadas por fortes chuvas e por um ciclone extratropical nos últimos dias deixaram ao menos 39 pessoas mortas no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina, segundo informações das defesas civis dos Estados.

Cerca de 6.000 pessoas estão desalojadas ou desabrigadas no Rio Grande do Sul.

Há registro de 9 pessoas desaparecidas, todas na cidade de Muçum, na região central do RS. Segundo a Defesa Civil, com a forte chuva, cerca de 85% do município gaúcho ficou inundado, com a água atingindo parte das casas e do comércio. A energia elétrica e o sinal de telefone do município foram cortados.


"Estamos consternados com a letalidade desse evento climático e mobilizados para salvar todos que ainda correm perigo", escreveu Leite nas redes sociais na terça (5/9).

 

O governador declarou estado de calamidade pública no Estado. Cerca de 2.700 pessoas foram resgatadas pelas equipes do governo nos 79 municípios atingidos.

Além de Muçum, cidades da região norte do Rio Grande do Sul também tiveram registros de mortes: Estrela, Lajeado, Mato Castelhano, Passo Fundo e Ibiraiaras. A tormenta também causou uma morte no Estado vizinho de Santa Catarina.

Por conta de alagamentos, dezenas de estradas e rodovias do RS estão bloqueadas. Cinco aeronaves — da Força Aérea, PM e Bombeiros — estão sendo utilizadas para auxiliar nos resgates nas cidades afetadas.

A Defesa Civil do RS está alertando para mais chuvas nesta quinta (7/7), com temporais isolados nas regiões noroeste, centro e sul do Estado.

Também podem ocorrer rajadas de vento intensas, descargas elétricas e eventuais quedas de granizo.


Cidade de Bom Retiro do Sul também ficou debaixo d'água com fortes chuvas
- Foto: reprodução

Fenômenos 'casados'

Mas o que está por trás, afinal, das chuvas devastadoras no Rio Grande do Sul?

Segundo o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o ciclone extratropical não foi a causa das fortes chuvas que atingiram a região, e sim sua consequência.


"A causa da chuva foi uma frente fria estacionária, por isso choveu no fim de semana inteiro. Na segunda-feira, coincidiu uma área de baixa pressão na alta atmosfera. Essa combinação derivou na formação de um ciclone extratropical, que rapidamente se encaminhou para o oceano. Ou seja, ele foi a consequência e não a causa da chuva", explica Seluchi.

 

Ciclones extratropicais como esse se formam praticamente todas as semanas no Oceano Atlântico, segundo meteorologistas.

Eles são centros de baixa pressão atmosférica que se formam fora dos trópicos, em médias e altas latitudes, segundo explica Estael Sias, meteorologista da empresa MetSul Meteorologia.

Comuns na história climática brasileira, esses fenômenos costumam se formar no extremo sul do país, entre o Rio Grande do Sul e Argentina e Uruguai, países vizinhos.


"Ele é formado pelo contraste de massas de ar quente e frio. Parte da sua ação é sugar toda a umidade pra essa região do centro de baixa pressão e jogar para a atmosfera, resfriando e transformando a umidade em nuvens. É nesse processo que o fenômeno espalha chuva e vento", diz Sias.

 

O problema é que, para alguns especialistas, as mudanças climáticas podem estar contribuindo para o surgimento de ciclones extratropicais atípicos, mais intensos, que podem se formar com mais rapidez e causar impacto maior.


"Pela minha experiência de 20 anos de previsão de tempo, acredito que esse cenário das mudanças climáticas de alguma forma tem ajudado ou tem auxiliado na formação desses ciclones com características especiais", diz Sias.

 

Para Marcelo Seluchi, do Cemaden, embora haja elementos para afirmar que sim, não existem dados conclusivos para confirmar com 100% de certeza que as mudanças climáticas estão deixando os ciclones extratropicais mais intensos.


"Para afirmar isso precisaria ter uma análise de dados de ciclones por décadas. E por que não temos esses dados? Porque os ciclones se formam no oceano e precisamos de dados de satélites, e esses dados nós só temos faz uns 20 ou 30 anos. Então, não dá para fazer essa análise. A resposta honesta é 'não sei'", explica.

 

Nesta quarta-feira, o governador Eduardo Leite deve visitar a região acompanhado de ministros do governo Lula.

O próprio presidente se solidarizou com as vítimas da chuva no RS.

"Queria prestar minha solidariedade a população do Rio Grande do Sul, que está vivendo as fortes chuvas. O chefe da Defesa Civil vai ao Estado para ajudar a remediar os problemas causados pelas fortes chuvas. Faremos de tudo para ajudar a população gaúcha a atravessar esse momento", escreveu o petista na rede social X, antigo Twitter.

Fonte: BBC Brasil


sábado, 25 de fevereiro de 2023

Emergência Yanomami está longe de acabar: “Eles continuam morrendo”

Foto: Reprodução

AGORA, NÃO POR FALTA DE VONTADE POLÍTICA, MAS PORQUE OS DANOS FORAM VASTOS!

Servidores e lideranças Yanomami dizem que mortes e doenças continuam após primeiro mês de resgates e que áreas inteiras seguem tomadas pelo garimpo.

“Eles continuam morrendo”, disse à Agência Pública um servidor público do governo federal em Roraima (RR) empenhado na emergência sanitária na Terra Indígena Yanomami, que pediu para não ter o nome publicado. Declarada pelo Ministério da Saúde há pouco mais de um mês, em 20 de janeiro, como consequência dos crimes cometidos contra os Yanomami durante o governo de Jair Bolsonaro e com o agravamento da invasão de 20 mil garimpeiros, a ESPIN (Emergência Sanitária de Saúde Pública de Importância Nacional) está longe de ser resolvida.

“Continua, sim, tendo mortos. Hoje nós trouxemos quatro corpos de indígenas que morreram na [segunda-feira, dia 20] no Hospital Geral [em Boa Vista]. Fui auxiliar para dar a informação às comunidades. A crise não acabou, não. A saúde nem chegou ainda, não chegou assistência às comunidades. Estão impedidos [profissionais de saúde] de fazer missões porque tem muitos garimpeiros em muitas áreas ainda”, disse por telefone Junior Hekurari, presidente do Condisi (Conselho de Saúde Indígena), que estava ontem na comunidade de Surucucu participando do atendimento aos indígenas. Nos últimos três anos durante o governo Bolsonaro, ele fez inúmeras denúncias sobre o genocídio em curso na terra Yanomami.


Vídeo divulgado por Junior Hekurari mostra a Força Aérea Brasileira (FAB) resgatando
 jovem Yanomami com quadro de desnutrição e malária na terça-feira (21)
— Foto: Divulgação/Júnior Hekurari Yanomami

A malária continua grassando no território, disse por mensagem de WhatsApp a liderança indígena Júlio Ye’kwana, presidente da Associação Wanasseduume Ye’kwana. “Estamos aqui em Auaris, a situação está cada vez pior. Muito pouco profissionais de saúde. Essas pessoas não dão conta de uma população de quase 4 mil pessoas na região. É muito revoltante. Muito sofrimento, esses profissionais trabalham muito. Já falamos isso várias vezes nas outras gestões Yanomami, mas temos que falar de novo.”

Segundo Júlio, do final de dezembro de 2022 até o último dia 09 de fevereiro um total de 650 indígenas foi atingido pela doença, o que significa mais de 100 casos por semana. A falta de medicamentos é um grave problema. “Não temos remédios básicos, como dipirona. Na última vez, eu mesmo trouxe um medicamento para conjuntivite. Comprei na farmácia [em Boa Vista] um colírio. O pessoal aqui veio atrás de mim para eu aplicar gotas nos olhos das crianças. Aqui no posto Ye’kwana não tem esse remédio. São remédios simples que não tem aqui”, explicou.

Dário Yanomami, filho do líder indígena Davi Kopenawa, confirmou que muitos Yanomami muito provavelmente continuam sem assistência médica dentro da terra indígena, onde vivem 31 mil indígenas em 376 comunidades mapeadas. “Com certeza tem [indígenas à espera de atendimento]. Porque hoje na Terra Yanomami, outras comunidades, como Homoxi, Haximu, Xitei e outras comunidades estão fechadas por falta de assistência. Não tem remédio, não tem profissionais, não tem estrutura boa para os profissionais ficarem. Isso é falha muito grande.”

Dário explicou que uma comunidade fechada “são as áreas de garimpo”, onde a saúde não consegue entrar pela presença de garimpeiros armados. “Ameaças, aliciamento, troca de ouro, por causa disso fechou [as comunidades]. A saúde não chegou a essas regiões, tem quase três anos que fechou a Homoxi”, disse Dário. Ele citou que uma comunidade, a Aracaçá, está “há 30 anos” sem atendimento na saúde. Segundo Dário, então eram 50 indígenas e hoje são apenas 15.

Elayne Rodrigues Maciel, coordenadora da FPEYY (Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami e Yekwana) da Funai (Fundação Nacional do Índio), confirmou à Pública em Boa Vista que há muitos setores da terra indígena em que o socorro aéreo ainda não chegou, que há comunidades “tomadas pelo garimpo”, como a de Homoxi, com mais de 200 garimpeiros, e que há comunidades de difícil acesso na mata.

“O Yanomami tem essa característica de se dividir muito, é da cultura, ele vai criando comunidades uma mais distante do que a outra, às vezes sem comunicação com as equipes de saúde. Fazem isso para fugir do garimpo, para conseguir uma água mais limpa. Nós não conseguimos mapear todos esses pontos. A gente vai descendo e perguntando ‘onde tem comunidade?’ É preciso andar dois, três dias a pé. São locais que não têm clareira para pousar a aeronave a fim de entregar uma cesta básica, receber uma equipe de saúde. […] Realmente há localidades de muito difícil acesso.”


Assistência médica e alimentos ainda não alcançam todas as comunidades yanomami
— Foto: Força Aérea Brasileira

Nesse cenário, mortes podem estar acontecendo sem qualquer conhecimento ou controle dos órgãos sanitários. Maciel contou que uma das medidas é abrir uma clareira perto de cada comunidade para que os helicópteros possam descer e, a partir daí, as equipes de saúde terem uma noção mais clara do problema. Na ausência das clareiras, as equipes farão as caminhadas. “Tem muito ponto pequeno [de comunidade na mata]. A equipe, à medida que vai fazendo a entrega das cestas básicas, vai fazendo o registro fotográfico dessas casinhas. Então, às vezes tem uma casinha só no meio da floresta, quatro casinhas no meio da floresta. É difícil de dimensionar a população.”

Quem tem auxiliado no trabalho de mapeamento são as equipes do IBGE que trabalham no censo nacional no território desde o ano passado. A pesquisa teve que ser interrompida em janeiro, em virtude da declaração da emergência sanitária, mas aos poucos está sendo retomada.

“[A ONG] os Expedicionários da Saúde vão entrar na área, a Força Nacional do SUS está na área, reforçando com médicos, enfermeiros. Estamos tentando cobrir a maior área possível. O que vai auxiliar muito é o trabalho do IBGE. Porque eles fizeram esse trabalho de perguntar, ‘tem mais gente morando perto?’. Eles têm as coordenadas”, disse Maciel.

Número de mortos é incerto; Ministério aponta o “abandono da gestão anterior”

A comunidade de Surucucu é um ponto de referência para o atendimento de saúde na Terra Yanomami. Os doentes que conseguem chegar por conta própria, ou que são trazidos até lá para buscar socorro médico, passam por uma triagem. Os casos mais graves são levados de aeronaves para Boa Vista – a FAB diz que transportou, até o momento, 126 pacientes. Os menos graves são atendidos no pólo-base da comunidade ou, assim que possível, levados ao hospital de campanha montado em Boa Vista. Júnior também não sabe o número de mortos desde a declaração da ESPIN, em 20 de janeiro, pois o dado é centralizado no Ministério da Saúde, que não divulga esse número desde 20 de janeiro.


Hospital de Campanha Yanomami montado na Casa de Saúde Indígena em Boa Vista (RR)
— Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O servidor federal ouvido pela Pública que solicitou o anonimato estimou, em média, um óbito por dia nos últimos dez dias. Em um certo dia de fevereiro, disse ele, três Yanomami morreram. As mortes, disse a fonte, têm ocorrido tanto dentro quanto fora da terra indígena, às vezes durante o transporte do paciente, por avião ou helicóptero, até Boa Vista. A documentação dessas mortes, contudo, é impossível de ser feita de forma independente por jornalistas porque o governo federal tem impedido a entrada de jornalistas na Terra Indígena Yanomami. A ausência no noticiário das últimas três semanas de novas imagens de crianças desnutridas pode dar a falsa impressão de que a crise está resolvida. Mas a crise não foi superada, dizem diferentes fontes, a informação é que não está disponível.

O número de mortes registrado desde o dia 20 de janeiro também não é informado pelo governo federal em seus “Boletins Diários” e “Informe Semanal” sobre a crise, publicações iniciadas pelo Ministério da Saúde em fevereiro sobre a emergência Yanomami. Até esta quarta-feira (22), o ministério havia divulgado na internet seis balanços diários e um semanal – o último “diário”, porém, veio a público há quatro dias, no dia 18. Nenhum trouxe o número de óbitos. A Pública indagou ao Ministério da Saúde qual o motivo desse apagão.

Em nota, o ministério respondeu que “os registros de óbitos e levantamentos de dados” na terra Yanomami “são feitos, em sua maioria, em meios analógicos (fichas de papel)”. Isso demanda, em média, “cerca de 30 dias para validação e qualificação dos dados disponíveis”. Essa situação foi herdada de gestão de Bolsonaro, segundo o ministério, e perdura nesses primeiros quase dois meses de governo Lula “apesar dos esforços do COE [Centro de Operações de Emergência] Yanomami para melhorar o acesso às tecnologias de informação e comunicação das equipes em campo, diante do estado precário em que foram encontradas as estruturas da Sesai causado pelo abandono da gestão passada”.

Segundo o Ministério da Saúde, “a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) em conjunto com o COE Yanomami trabalha para melhorar o acesso aos dados de óbito em todo o território Yanomami”.

Sobre as quatro mortes citadas por Júnior Hekurari, o ministério confirmou que uma “foi causada por doença renal crônica, outra por malária, e uma terceira por pneumonia bacteriana. A quarta morte está em fase de investigação e qualificação pela equipe do hospital”.

“Como forma de apoio às famílias, o DSEI-Y [distrito sanitário] faz o traslado dos corpos para as comunidades de origem para que os parentes consigam realizar os ritos tradicionais. Dos pacientes adultos com quadros mais graves, 11 seguem internados no Hospital Geral de Roraima, sendo que um deles está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).”

A precariedade do sistema dos dados da saúde na terra Yanomami citada pelo Ministério da Saúde foi confirmada à Pública por uma autoridade federal que acompanha a emergência e que também não quis ver o nome publicado. “Muito provavelmente as mortes de Yanomami continuam na terra indígena, mas não há dados atualizados porque o sistema de coleta desses números é deficiente. A Saúde trabalha com um atraso de meses sobre esses números.” O problema é agravado pelas longas distâncias e a ausência de internet em quase a totalidade do território indígena. Assim, por vários dias o agente de saúde de campo acumula os dados em papel e só os passa para o sistema digital quando consegue chegar a um ponto com computador e internet. A alimentação do dado pode demorar semanas. Assim, é possível que nos próximos dias o ministério tenha dados consolidados sobre os óbitos ocorridos desde janeiro.


A precariedade do sistema de dados da saúde na terra Yanomami dificulta divulgação
da situação sanitária na região — Foto: Igor Evangelista/MS


Liderança alerta sobre um possível ressurgimento da tuberculose

Indagado se a emergência sanitária Yanomami está acabando, Junior Hekurari alertou: “Ainda nem começou. O que está faltando é a retirada dos garimpeiros. É colocar médicos, pessoal da saúde, para combater mesmo. Entrar com ação nas comunidades. Hoje só está fazendo urgência e emergência. Recebendo pacientes e mandando para Boa Vista. Agora tem helicóptero, só falta profissionais mesmo. Tem muito paciente chegando [em Surucucu]. Chega por dia de sete a dez”.

O líder indígena se disse bastante preocupado com o ressurgimento de doenças que haviam perdido terreno entre os Yanomami antes do governo Bolsonaro, como a tuberculose. Ele disse que recebeu a informação de 15 casos de tuberculose entre os indígenas internados em Boa Vista. “Na década de 80 tinha muita tuberculose. Quando acabou o garimpo, vinte anos atrás, reduziu na terra Yanomami. E quando aumenta garimpo, aumenta doença, tuberculose cresce também. Não sei quantos Yanomami está com tuberculose. A minha preocupação. E desnutrição.”

Há ainda a violência causada pela presença garimpeira no território. Elayne Maciel, da Funai, disse que está confirmada a informação de que garimpeiros abriram fogo contra um grupo de Yanomami no início de fevereiro, matando dois e ferindo um outro. Segundo ela, ao que tudo indica os garimpeiros atiraram contra os indígenas sem qualquer discussão ou conversa prévias.

“Era um grupo que estava de passagem para a comunidade de origem. Ao passar por uma pista de pouso usada pelos garimpeiros, foram surpreendidos pelos garimpeiros. Eles acertaram três indígenas; um nós conseguimos socorrer e os outros dois vieram a óbito. Eles [indígenas] atiraram também contra os garimpeiros e acertaram um. A gente confirma que realmente teve o conflito. Tem muitos casos de conflitos entre garimpeiros e indígenas. Há hoje dentro do território todo tipo de arma, pistolas, revólver.”

Maciel disse ter esperanças de que as ações contra o garimpo realizadas pelo governo (desde o dia 6 de fevereiro estão realizando operações no território Ibama, Funai e Polícia Federal com apoio da Força Nacional e das Forças Armadas) vão surtir efeito em algum momento próximo, o que vai proporcionar um melhor atendimento à saúde dos Yanomami e, por isso, a redução das mortes e das doenças.

“Temos notícias de que a muitos garimpos agora não está chegando alimento, não está chegando combustível. Uma hora eles vão precisar sair. Em algumas localidades, como Homoxi, a equipe teve que ir lá fazer uma remoção, o maquinário estava operando. Eles não pararam de fazer a extração de ouro. Com o estrangulamento do suprimento do garimpo, a tendência é que eles realmente saiam. Isso fico lá na serra, na ponta da TI. Eles [Funai e PF] vão subindo aos poucos, com certeza, eles vão chegar lá.”

Fonte: revistagalileu / via apublica.org


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