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terça-feira, 28 de julho de 2026

Campanhas da Semana: estratégias em cena

Imagem: reprodução

O Boticário divulga linha de perfume com Kaká e Livelo lança campanha para o mercado de fidelidade

O Boticário lançou a campanha do novo Malbec Eau de Parfum, a versão mais concentrada de sua linha amadeirada. Criada pela AlmapBBDO, a ação é estrelada pelo ex-jogador Kaká sob o conceito “Inquestionável”, associando a trajetória do atleta à intensidade do produto. O plano de comunicação contempla comercial para TV aberta e plataformas digitais, além de um conteúdo em formato de roda de conversa com os perfumistas Honorine Blanc e Clément Gavarry no YouTube, Instagram e TikTok. A estratégia digital conta com suporte das agências W3Haus, SoWhat, Publination e PROS.



A Livelo apresentou o filme “Ponto Final”, desdobramento da campanha institucional “Viva. Pontue. Repita.”. Desenvolvida pela AlmapBBDO em parceria com a Vetor Zero, a narrativa traz um personagem caracterizado como um ponto final que se transforma no símbolo rosa da marca, ilustrando a conversão de gastos diários em recompensas. O plano de veiculação abrange os canais Meta, TikTok e YouTube, com foco na diferenciação do programa de fidelidade e na construção de lembrança de marca.



A TV Globo colocou no ar o filme promocional das oitavas de final da Copa do Brasil, narrado pelo rapper BK. Desenvolvida pelo time interno da emissora, a produção utiliza o movimento do piscar de olhos para retratar as mudanças rápidas de resultado em partidas eliminatórias. O comercial estreou na programação da TV aberta e reforça a assinatura “A Copa do Brasil não é para jogar. É para vencer.”, antecipando o início das transmissões dos jogos.



A Bis estreou a campanha “A-BIS-olvição”, criada pela agência David. A comunicação aborda hábitos frequentes de consumo do chocolate — como pegar o último da caixa ou esconder o produto de terceiros — e os transforma em julgamentos bem-humorados onde os personagens são perdoados diante da tentação do produto. A estratégia inclui comerciais para TV e ambiente digital, ações com criadores de conteúdo nas redes sociais e veiculação em mídia exterior.



O Sebrae apresentou um novo videoclipe do projeto “Nosso Canto”, criado pela agência Nova. Estrelado pela cantora Marina Sena, que interpreta a canção “Feira de Mangaio”, o vídeo foi gravado no Mercado Ver-o-Peso, em Belém, e destaca histórias de pequenos empreendedores locais apoiados pela instituição. A distribuição da campanha ocorre de forma multiplataforma no Spotify, TikTok, YouTube, redes da Meta e em inserções na programação da TV Globo.



A Stone lançou a campanha nacional “Nasceu pra Empreender”, desenvolvida pela Blast Creative. Protagonizado pelo ator e comerciante Milhem Cortaz, o filme principal introduz a assinatura “Se você nasceu pra empreender, agora tem um banco que nasceu pra você” para posicionar a marca como parceira financeira de pequenos e médios negócios. A comunicação é composta por filmetes focados em produtos como crédito, rendimento de conta PJ e gestão de funcionários, além de conteúdos didáticos para mídias digitais.



A Subway realizou uma ação digital desenvolvida pela agência Jotacom após a repercussão de um vídeo viral em que a empreendedora de rua Rafaela pronunciava o nome da rede como “Sambia”. A marca convidou a vendedora para visitar uma unidade e experimentar os produtos da linha “Subway Brasilidades”. Para acompanhar a brincadeira nas redes sociais, o perfil oficial da empresa no Instagram alterou temporariamente sua imagem de exibição e biografia em referência ao meme.



A Neoenergia estreou a campanha institucional “Mais por você”, criada pela Propeg. O filme utiliza a relação entre uma pessoa cega e seu cão-guia como metáfora para abordar a presença e a confiabilidade do serviço de distribuição de energia. A produção é embalada pela música “Os Cegos do Castelo”, de Nando Reis, e conta com veiculação em TV, rádio, mídia impressa, plataformas digitais e circuitos de OOH nas regiões de atuação da companhia.



A 99Food promoveu uma ação de rua em Santos, no litoral de São Paulo, para marcar o lançamento do seu serviço de entregas na região. Desenvolvida pela agência Mutato, a ativação utilizou como referência o verso “invadiu a cidade”, da banda Charlie Brown Jr., ocupando a orla com jet skis, veleiros e um salto de paraquedista personalizado. Os registros da ação foram transformados em filme promocional para redes sociais, acompanhados do envio de cupons de desconto para os usuários locais.



O Delboni lançou na Grande São Paulo a campanha “Confiança que se sente”, criada pela agência Nation. O projeto tem como peça central um filme em animação focado no acolhimento de pacientes em medicina diagnóstica, complementado por cinco pílulas de vídeo sobre serviços específicos, como vacinas e atendimento domiciliar. O plano de mídia contempla veiculação em salas de cinema, plataformas digitais e painéis de mídia exterior (OOH).



A C&A lançou a campanha de Dia dos Pais para apresentar o “Tradutor de Pais”, recurso integrado ao Personal Shopper da marca. Desenvolvida pela agência LePub São Paulo, em parceria com a Thinkers Lab e SOTAQ, a comunicação parte do conceito “A gente traduz o que seu pai quer” e brinca com frases conhecidas como “sua presença já é o meu presente” para sugerir roupas e acessórios de acordo com o estilo de cada perfil. A ação engloba filme publicitário, conteúdos para plataformas digitais e ambientação temática nas vitrines e lojas físicas da rede.



Fonte: meioemensagem





domingo, 19 de julho de 2026

Show do intervalo: quais as oportunidades da final da Copa?

Imagem: reprodução


Pela primeira vez, Fifa realizará uma apresentação durante a final do torneio e pode gerar oportunidades comerciais no futuro

No próximo domingo, 19, o mundo saberá se Argentina ou Espanha levarão para casa a taça do principal campeonato de futebol do mundo. A Copa do Mundo Fifa de 2026 foi marcada por inúmeras estreias promovidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), que chancela o torneio.

Foi a primeira vez que o formato foi realizado com 48 seleções, ao mesmo tempo que também debutou na competição a fase 16 avos. Outra estreia foi a pausa para a hidratação, adotada em todas as 104 partidas exibidas e que gerou aos veículos de mídia uma nova oportunidade comercial.

De acordo com a BBC Sport, a emissora norte-americana Fox Sports, que é a responsável por exibir a Copa nos Estados Unidos, passou a cobrar entre US$ 200 mil e US$ 300 mil por um espaço médio de 30 segundos durante esse período.

Para a final, a entidade máxima do futebol terá, pela primeira vez, um show no intervalo do jogo. Segundo apuração da imprensa esportiva, a Fifa planeja estender o intervalo da partida para cerca de 30 minutos, o dobro do que acontece tradicionalmente.

Com isso, os presentes no MetLife Stadium, em Nova Jersey – local em que acontecerá o confronto – e os espectadores de todo o mundo acompanharão 11 minutos preenchidos com apresentações de Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber.

O show será produzida pela Global Citizen e a verba será revertida ao FIFA Global Citizen Education Fund, destinado a projetos sociais ao redor do planeta.

Esse tipo de iniciativa não é muito comum no futebol. Embora finais de campeonatos como Libertadores da América, Sul-Americana e até mesmo o Campeonato Paulista já tenham tido a presença de cantores, as apresentações geralmente acontecem antes do início do jogo, assim como foi nas partidas de abertura desta Copa.

De acordo com Ricardo Fort, fundador da Sport by Fort Consulting, um show no intervalo em um jogo a cada 4 anos, pode acontecer, mas fazer disso uma estratégia perene jamais seria aprovado, principalmente porque afetaria o desempenho dos jogadores.

“A Copa e, em especial, a Final, não são um evento de futebol; são um evento de entretenimento. As pessoas no estádio e as que assistem pela televisão não são os torcedores tradicionais do futebol”, diz.

Oportunidades comerciais

Assim como aconteceu com a pausa para a hidratação, o aumento do intervalo de jogo pode gerar às empresas de mídia oportunidades comerciais, desde que não causem prejuízo a experiência de consumo dos espectadores.

No Brasil, não houve confirmação de vendas de novos espaços publicitários para a nova pausa, mas todos os players responsáveis pela exibição da Copa do Mundo conseguiram utilizar o espaço para ações dos seus patrocinadores.

Isso tudo aconteceu com base em regras determinadas pela Fifa, que também devem ser aplicadas em todos os elementos publicitários durante a transmissão do torneio.

Informações as quais a reportagem de Meio e Mensagem teve acesso indicam que as empresas de mídia que desejarem colocar anúncios que interrompem à transmissão — ou seja, que tiram a imagem do jogo — só podem fazer isso 20 segundos depois que a equipe de arbitragem apontar a pausa.

Além disso, a transmissão deve voltar a mostrar o campo 30 segundos antes do término do tempo de parada. Nestes casos, a marca que aparece pode estar vinculada apenas ao pacote comercial do veículo, tendo em vista que não mostrará o jogo.

Já para os players que desejarem fazer uma divisão de tela, o que significa continuar mostrando o que está acontecendo em campo, a orientação é de que apenas marcas que sejam patrocinadoras da Fifa podem ser exibidas.

Mônica Esperidião, CSO da FSports, avalia que expandir o intervalo para 30 minutos em uma final de Copa do Mundo, se bem trabalhado, pode ir muito além dos comerciais de 30 segundos na tela, tendo em vista que as marcas querem mais do que apenas estar presentes nas transmissões.

“O grande ganho para as empresas de mídia e detentoras de direitos é a criação de um segundo horário nobre dentro do mesmo evento. Trinta minutos permitem a venda de cotas de patrocínio master de conteúdo (como um Halftime Show de fato), onde se podem trabalhar conteúdos de bastidores e ativações de segunda tela gamificadas que conectam a TV com o e-commerce”, diz.

Embora nenhuma das emissoras tenha confirmado à reportagem de Meio e Mensagem, até o momento, que terão ações comerciais a executiva afirma que hoje, é possível, sim ter uma evolução no mercado nesse sentido, para essa e para transmissões futuras.

“No meu ponto de vista, isso deve funcionar apenas para grandes decisões. O mercado precisa entender esse espaço como o “efeito Super Bowl”: ele se torna valioso porque é raro, esperado e desejado. Acredito que o intervalo estendido deveria se tornar perene sim, mas em eventos-chave”, completa.

Camadas de conteúdo

As diversas movimentações que vêm acontecendo no futebol, sendo coroadas por estreias no principal torneio da modalidade, abrem possibilidades do desenvolvimento de novas camadas de conteúdo.

Já há alguns anos, além dos direitos de transmissão, as entidades começaram a vender novos ativos aos detentores, como os highlights e imagens para redes sociais e digitais. Isso, por sua vez, gerou oportunidades comerciais para pagar por essas compras.

Em questão de formato, a aparição apenas na pausa do jogo deu lugar a espaços interativos com a presença de QR Code e promoções relâmpago, lançamentos exclusivos de produtos e outros movimentos que podem acontecer durante a exibição de uma partida, ou mesmo a interação com talentos.

Danielle Vilhena, diretora de projetos e operações de marcas esportivas da End to End, acredita que, nesses casos, desafio será encontrar o equilíbrio entre monetização e experiência do fã, evitando que o intervalo se transforme apenas em mais espaço publicitário ou comprometa o ritmo e a conexão emocional com a partida.

“A oportunidade está menos na ampliação do intervalo comercial tradicional e mais na criação de novas camadas de conteúdo e entretenimento capazes de manter o torcedor conectado à experiência do evento”, comenta.

Do Super Bowl à Copa do Mundo

Uma tendência que tem sido observada no ambiente do futebol é a observação do sportainment. No Super Bowl, por exemplo, o half-time show é um ativo importante como parte dos patrocínios da National Football League (NFL). A liga norte-americana vendeu, por anos, o patrocínio desse espaço para a Pepsi e agora comercializa para a Apple Music.

Eventos como esses integram esporte e entretenimento e exigem uma estratégia de relevância. Ivan Martinho, especialista em marketing esportivo e presidente da WSL, diz que, com esse intervalo estendido, a Fifa não quer copiar o modelo do Super Bowl, mas aproveitar melhor toda a jornada do torcedor, criando experiências e oportunidades comerciais sem perder a essência do futebol.

Isso faz parte do desafio da modernização do futebol e de acompanhar as tendências dos espectadores, que hoje querem mais do que os 90 minutos dentro do campo. Não à toa, a Fifa tem promovido mudanças na forma de negociar os ativos, o que já fez com que a edição 2026 já tenha quebrado recordes de audiência no mundo inteiro.

“O futebol não está se tornando um esporte americano, mas aprendendo com a capacidade dos Estados Unidos de transformar um jogo em uma experiência completa de entretenimento. A Copa de 2026 já mostrou essa influência, com mais ativações, entretenimento e integração entre esporte, música e conteúdo”, avalia.

Fonte: meioemensagem

sábado, 27 de junho de 2026

Campanhas da Semana: Copa e festa junina ditam ritmo das marcas

Imagens: reprodução


Aurora valoriza momentos de celebração com amigos e Heineken combate reuniões intermináveis antes das partidas


A Aurora Coop lançou o novo filme de sua campanha “Se tem linguiça Aurora, só Melhora”, criado pela Drum. Estrelada por Eliana e Thiaguinho, a peça retrata um ambiente de churrasco para reforçar a liderança da marca em momentos de celebração e torcida. A estratégia foca no protagonismo da linguiça suína durante os jogos do Mundial, com veiculação em TV aberta, OOH, streaming e ações especiais no programa Mais Você, da TV Globo.



A Heineken apresentou a campanha “The Skipper”, desenvolvida pela Le Pub São Paulo, que aborda com bom humor a frustração de profissionais presos em reuniões na hora das partidas. A ação introduz um dispositivo fictício que avança slides instantaneamente, liberando os torcedores para os bares. A iniciativa conta com forte presença digital através da hashtag #SemReuniõesAntesDoJogo e influenciadores como Festa da Firma e Jojoca.



A Canção lançou o segundo comercial da plataforma “Central do Sofá”, construído pela Innova AATB, celebrando a estreia de Neymar Jr. na Copa do Mundo. Intitulada “Decisão”, a peça simula a tensão dos minutos finais de um jogo com os influenciadores Papi Coisa Linda e Letícia Esteves. O humor acontece quando o som de um apito revela ser o micro-ondas de onde o jogador retira um FutBurger pronto, destacando a praticidade da marca.



A Dengo apresentou sua campanha especial de Festa Junina, criada em parceria com aagência Milà. Focada nas tradições culturais e no afeto ao redor da mesa, a comunicação destaca um portfólio sazonal inspirado na combinação de amendoim com o autêntico cacau brasileiro. A marca traz releituras de clássicos juninos, como o Quebra-Quebra de Paçoca, o Pé-de-Moleque e as Trufas de Amendoim, despertando memórias afetivas.



Já a Samsung anunciou um novo filme para a campanha “Só a Samsung Tem”, idealizada pela Druid, que exalta a conectividade residencial no período de jogos. A produção demonstra como o ecossistema integrado da marca transforma a transmissão das partidas em uma experiência imersiva, destacando recursos de inteligência artificial como o Modo Estádio, que calibra áudio e imagem, e o assistente conversacional Vision AI Companion.



A Petrobras ativou seu patrocínio ao Festival de Parintins com o jogo “Batalha dos Bumbás” dentro do Fortnite, desenvolvido pela Ogilvy em parceria com o estúdio Pixel Hunters. A iniciativa transporta a histórica rivalidade amazônica entre os bois Caprichoso e Garantido para o ambiente virtual através de uma dinâmica de disputa por territórios, conectando o folclore nacional ao público da Geração Z.



A Nadir estreou a campanha “O melhor copo do mundo é nosso”, criada pela Peppery, para resgatar a conexão emocional dos brasileiros com a mesa de bar. O mote faz referência ao primeiro título mundial do país em 58 e posiciona o icônico Copo Americano como o símbolo oficial da torcida. Para a ação, a marca lançou edições especiais decoradas nas tradicionais versões de 190 ml e nos tamanhos de 345 ml.



A Caixa colocou no ar a estratégia publicitária “Na Caixa, a Casa é Sua”, planejada pela Calia para o mercado de habitação. A linha criativa adota o sofá como metáfora visual para ilustrar as diferentes fases de vida e mudanças de rotina das famílias brasileiras. A campanha promove o papel do banco na viabilização de programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Reforma Casa Brasil, facilitando o acesso ao crédito.



A Dasa promoveu o movimento “VAR da Saúde”, criado pela Paim United Creators, aproveitando o engajamento esportivo para incentivar a realização de exames preventivos e vacinação. Fazendo uma analogia com a revisão de vídeo do futebol, a ação mostra que um check-up na hora certa pode mudar vidas. O projeto conta com ativações digitais e a instalação de uma cabine interativa na Avenida Paulista e nas unidades do Lavoisier.



Fonte: meioemensagem



quinta-feira, 4 de junho de 2026

Block no Tigrinho: campanha pede influência contra bets

Imagem: reprodução


Movimento, criado pela 342 Artes, já tem adesão de vários artistas e destaca os prejuízos econômicos e sociais que seriam causados pelas plataformas


“De que lado da influência você está?" Essa é a pergunta que encabeça o texto de apresentação do site da campanha Block no Tigrinho, lançada oficialmente na terça-feira, 2, no ambiente digital, e que já conta com a adesão de diversas personalidades da música, televisão, cinema e artes.

A proposta da iniciativa, que é assinada pela empresa 342 Artes, é fazer um alerta geral ao que considera como “epidemia” de bets e plataformas de apostas no Brasil, algo que, nas palavras do movimento, estão “criando vício, sofrimento e dívidas”.

O site da campanha convida o público a participar por meio de um abaixo assinado, de um movimento que pede que influenciadores, personalidades e também anônimo usem suas redes sociais para alertar sobre os riscos decorrentes da utilização das plataformas de apostas.

No fim da manhã desta quarta-feira, 3, a página do Block do Tigrinho no Instagram já havia ultrapassado a marca de 44,3 mil seguidores.

Já o site menciona que quase 12 mil pessoas haviam assinado o manifestado e que, ao todo, as páginas do movimento somavam mais de 94 mil seguidores, considerando todas as redes sociais.

Celebridades pedem “Block no Tigrinho”

No vídeo de destaque publicado no perfil do movimento, diversas personalidades aparecem pedindo “block” no uso das plataformas de apostas.

Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan, Marieta Severo, Paulinho da Viola, Luisa Arraes, Claudia Abreu, Letícia Sabatella e Camila Pitanga estão entre as personalidades que, ao longo do vídeo, citam dados que pontuam como o vício nas plataformas de apostas teria aumentado e como os jogos online estariam colaborando para o endividamento das famílias. Veja:



A questão das bets

O questionamento a respeito das possíveis consequências das plataformas de apostas tanto para o cenário econômico do País como no dia a dia das pessoas já vem sendo debatida pela Câmara e Senado há algum tempo.

Em fevereiro deste ano, o Senado chegou a aprovar, por meio da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), o Projeto de Lei 3.563/2024, que tinha intenção de proibir todas as modalidades de publicidade, patrocínios ou promoção de apostas esportivas e jogos de azar online.

O PL, contudo, ainda precisa passar pela análise e debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, caso siga adiante, pela votação no Plenário do Senado e, posteriormente, na Câmara dos Deputados. Caso o texto seja aprovado nessas etapas, ainda precisará da sanção presidencial para se tornar Lei.

O projeto é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) e foi apresentado pela relatora, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). De acordo com o texto, o objetivo principal da lei é eliminar a visibilidade das bets no cotidiano das pessoas, ajudando a frear, de alguma maneira, os impactos nas finanças e na saúde mental dos brasileiros.

Impactos do patrocínio das bets

A aprovação da PL causaria impactos importantes na seara do marketing esportivo, sobretudo no futebol, já que os clubes, federações e estádios não poderiam mais exibir marcas de bets em uniformes ou nas placas de publicidade.

Seria também proibido o patrocínio a eventos culturais e cívicos, bem como a promoção de empresas de apostas por parte por parte de celebridades, influenciadores e produtores de conteúdo nas redes sociais.

Desde quando o setor passou a ser regulamentado no Brasil, no início de 2024, as empresas de apostas esportivas passaram a ter de seguir algumas determinações para a comunicação e oferta de seus serviços.

Por determinação do Senado Federal e também da Câmara dos Deputados, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) foi colocado como responsável por elaborar um conjunto de princípios éticos para que as empresas do segmento seguissem.

Dessa forma, surgiu o Anexo X, conjunto de regras estabelecidas pelo Conar para evitar publicidade abusiva por parte das bets. Entre as principais regras estava a de que as empresas não poderiam, em anúncios publicitários ou qualquer outra peça de comunicação, sugerir a ideia do ganho de dinheiro “fácil” a partir das apostas esportivas.

Também ficou vetado o direcionamento de publicidade de apostas para crianças e adolescentes. As empresas ainda tinham de se comprometer em adotar práticas para combater a ludopatia (vício em jogo).

O assunto, porém, seguiu gerando debates a medida em que a presença das empresas de apostas esportivas crescesse na mídia e no ambiente do futebol brasileiro.

No ano passado, os 20 clubes que competiram na série A do Campeonato Brasileiro tinham, no mínimo, uma empresa de apostas esportivas em seus uniformes.

Apenas em 2025, as empresas do segmento aplicaram R$ 1,4 bilhão em TV aberta, TV paga, rádio e streaming. Os dados são do relatório “Investimentos Bets 2025 – Análise Estratégica do Setor de Apostas Esportivas”, elaborado pela Tunad.

Fonte: meioemensagem


sábado, 16 de maio de 2026

Zico, o Samurai de Quintino, e a mudança da Vudoo Filmes

Imagem: reprodução

Produtora estreou no cinema em maio com o documentário sobre o jogador e já atraiu 36 mil pessoas aos cinemas

A Vudoo Filmes completa 15 anos e tem motivos para celebrar.

Até então restrita ao mercado publicitário, a produtora estreou no cinema no dia 30 de abril com o documentário 'Zico, o Samurai de Quintino', dirigido por João Wainer.

O resultado é que o filme alcança agora a maior abertura em número de salas da história entre os documentários no Brasil, com 511 salas, e foi visto, até o momento, por 36 mil espectadores.

Isso faz com que o documentário brasileiro seja o mais assistido do ano até o momento, segundo dados do Filme B.

A produção cinematográfica, de fato, amplia o escopo da empresa, criada por André Wainer e Luiz Porto, em um período de transformação tecnológica do setor e continua a acompanhar essas mudanças.

Desde o início, adotou modelo flexível, com equipe criativa e executiva fixa e equipes operacionais formadas sob demanda, o que permitiu transitar entre diferentes formatos.


Da esquerda para a direita: André Wainer, sócio-fundador, Luiz Porto, sócio-fundador,
e Bruno Tinoco, diretor criativo (Imagem: Catarina Ribeiro) - reprodução


Vudoo Filmes e os 15 anos

Nesses 15 anos, a Vudoo consolidou uma carteira de clientes relevante e recorrente.

Dessa forma, atende grandes marcas e players como TV Globo, Bradesco Seguros, Santander, Itaú, O Botícário, Natura, Coca-Cola, Vivo, além de agências e empresas de diferentes setores.

Grande parte dos filmes publicitários da produtora estão sob a direção de Bruno Tinoco, que é também diretor criativo da produtora e parceiro de longa data dos sócios.

No documentário, de fato, a Vudoo investiu na manipulação e tratamento de imagens de arquivo com o uso de ferramentas recentes de inteligência artificial (IA).

Dessa forma, registros com mais de 40 anos passaram por um processo avançado de recuperação e aprimoramento, elevando a qualidade visual do material.

Com mais de 500 profissionais envolvidos, o projeto evidencia a capacidade da produtora de liderar trabalhos de grande porte, com a integração de frentes de criação, produção e gestão.

Assim, mesmo com a entrada no cinema, a Vudoo mantém o mercado publicitário como base do negócio, e o filme surge como expansão de possibilidades no audiovisual.

As mudanças da Vudoo

André Wainer e Luiz Porto falaram com Meio & Mensagem sobre essas mudanças.

Sobre o documentário, como surgiu esse projeto e como a Vudoo o desenvolveu até chegar ao cinema?

Luiz Porto – Esse projeto começou em 2020, uma longa jornada entre a primeira conversa e o filme chegar na tela do cinema. O Pedro Curi, um dos produtores, tinha uma conexão com o Thiago Coimbra (filho do Zico), que nos recebeu, acreditou na gente e nos levou até o Zico. A partir daí, buscamos parceiros, investimento e iniciamos o desenvolvimento com a equipe criativa que se juntou ao projeto. A ideia sempre foi deixar um legado. Uma obra grandiosa e definitiva sobre a sua vida. Uma grande homenagem pra um cara que está na primeira prateleira do futebol mundial.

Quais são as coincidências e diferenças entre produção publicitária e para o cinema?

André Wainer – O set de publicidade e cinema é similar em termos de equipe e estrutura. Ali não tinha segredo: levantar a produção, equipe, a estrutura toda da pré a pós-produção. Sabíamos o que queríamos e montamos a equipe que entregaria aquilo que imaginamos. Mas documentário tem suas peculiaridades, trabalha com o imprevisível, enquanto a publicidade precisa de previsibilidade. E essa é a parte mais legal do doc: planejar uma coisa e acabar se surpreendendo no set, na pesquisa. Curtimos muito isso tudo. Mas o maior aprendizado foi na montagem da engrenagem que viabiliza o filme. Captar dinheiro, parceiros, lidar com leis de incentivo, patrocínio, distribuição. Não fazemos isso no universo da publicidade. Foi um aprendizado enorme.

Uso de IA

⁠Quando vocês falam em uso de IA no filme, dá para detalhar como isso foi feito?

Wainer – O filme agregou imagens das mais diversas origens e épocas. Como a entrega do filme é em 4K, o desafio sempre foi ampliar e tratar as imagens de acervo. Utilizamos ferramentas de upscale e limpeza que utilizam IA nos seus processos, e alcançamos resultados impressionantes, especialmente no material de película. Acredito que isso foi fundamental para a experiência do filme em cinema.

Nesses quinze anos de existência, como avalia a mudança da demanda publicitária?

Porto – Há 15 anos essa demanda mudou e acho que vai continuar mudando para os próximos 15 anos também. A Vudoo nasceu já em um momento de transição de tecnologia, com novas possibilidades em termos de equipamentos de produção e pós. Nascemos com esse chip, animados e sem medo de encarar os desafios. Hoje vivemos outra transição, com clientes buscando presença constante em diversas plataformas. E cada uma delas fala com um público, usa uma linguagem.  Buscamos mesclar a experiência com a juventude nas nossas equipes, além de buscar sempre estar em dia com a tecnologia do momento. Mas são desafios que gostamos de encarar e solucionar. Nosso compromisso é sempre com o produto final e com nossos parceiros.

Próximos passos

Depois dessa primeira experiência com o cinema, quais são os próximos projetos?

Wainer – Primeiro, foco na publicidade. Queremos escalar nossa produção, atender novos clientes e agências. O filme validou nossa capacidade de mobilizar grandes equipes, na excelência técnica e estética. Sinto que nossas ferramentas, nosso repertório, está maior, mais parrudo para atender a publicidade. Em paralelo, temos projetos em desenvolvimento para cinema e streaming. Vamos trabalhar nos dois mundos.

Fonte: meioemensagem




sábado, 9 de maio de 2026

Campanhas da semana: torcida, nostalgia e inovação

Imagem: reprodução


Friboi apresenta mãe do mestre Valdir, enquanto Duolingo lança 

xadrez com Ana Paula Renault


A Friboi lançou a campanha de mês das mães com a atriz Tânia Maria, interpretando Valdirene, mãe do mestre açougueiro da marca Valdir. Criada pela LOLA\TBWA, a ação introduz o bordão “Entender de carne está no gene, escuta a Valdirene” para reforçar a qualidade e praticidade da linha Friboi Reserva.



Já o Duolingo escalou a “rainha do jogo” Ana Paula Renault para promover seu “curso de xadrez”, que já coloca o Brasil na quarta posição global da plataforma. Desenvolvida pela Jotacom, a campanha conecta a estratégia dos reality shows à lógica do tabuleiro, mostrando que o pensamento tático faz parte do cotidiano do brasileiro. A iniciativa foca especialmente na Geração Z para estimular o raciocínio e a concentração por meio de uma experiência digital divertida e gratuita.



A Vivo convocou Gil do Vigor e o mascote Canarinho para lançar sua maior oferta de internet móvel para o Mundial de futebol. Sob a assinatura “O Pré do Brasileiro Roxo”, a campanha da Africa Creative destaca planos de até 20GB para garantir que o torcedor acompanhe cada lance sem economizar nos dados. Além de filmes com Gil no papel de técnico, a marca lança um chip limitado inspirado na competição para engajar o público em múltiplos pontos de contato.



Já o Magalu aposta em Léo Santana para a campanha “Aqui o Brasil se vê gigante”, visando resgatar a confiança do torcedor rumo ao hexa. Criada pela Ogilvy, a iniciativa foca na venda de TVs de grandes telas e traz a promoção “Sua Sala Gigante”, que sorteará 270 ambientes mobiliados com tecnologia e conforto. Os filmes mostram, com bom humor, como os produtos da varejista transformam a experiência de assistir aos jogos em um evento grandioso.



A Genera uniu ciência e ancestralidade em nova campanha protagonizada por Lázaro Ramos, sob o mote “O brasileiro precisa ser estudado”. A ação da CONEXT Agency utiliza o teste genético do próprio ator para desmistificar a genômica e promover saúde e autoconhecimento de forma acessível. A estratégia conta ainda com a participação de Dani Calabresa e se desdobra em canais digitais e pontos de venda da rede Dasa para democratizar o acesso à medicina personalizada.



Em celebração aos seus 15 anos, o iFood apresenta o enredo “O Brasil que faz o iFood” para destacar seu impacto socioeconômico no país. Criada pela YouDare, a campanha conta com histórias reais de restaurantes e entregadores apresentadas por Luciano Huck no programa Domingão. O objetivo é humanizar o ecossistema da plataforma, que movimentou R$ 140 bilhões na economia brasileira em 2024, reforçando o papel da marca como motor de crescimento para pequenos negócios.



A Brahma deu início ao movimento “Tá Liberado Acreditar”, um convite para reacender a paixão nacional pela Seleção Brasileira. Com criação da Africa Creative, o curta-metragem traz o técnico Carlo Ancelotti e o ídolo Ronaldo Fenômeno para transformar a dúvida em combustível rumo ao mundial. A marca busca ocupar os bares e as ruas com uma narrativa emocionante, reforçando sua presença histórica como a cerveja oficial do torcedor brasileiro.



A Chevrolet lançou o novo Sonic, produzido no Brasil, com uma estratégia embalada pelo clássico pop Can’t Get You Out of My Head, de Kylie Minogue. Criada pela WMcCANN, a campanha utiliza o mote “o novo Chevrolet Sonic não vai sair da sua cabeça” para destacar o design robusto do SUV cupê. A ação integra mídia integrada, redes sociais com criadores de conteúdo e treinamento especializado para a rede de concessionárias, consolidando o modelo como a grande aposta da marca para 2026.



O Airbnb convida os viajantes a explorarem a liberdade com a campanha “Feriado Liberado”, focada em inspirar pausas durante o calendário de feriados de 2026. Desenvolvida pelo time interno em parceria com a AKQA, a iniciativa destaca acomodações com comodidades exclusivas, como piscinas liberadas e espaços pet friendly. Os filmes retratam momentos de conexão entre amigos e família, reforçando a marca como facilitadora de estadias confortáveis que permitem desconectar da rotina.



O Grupo Bradesco Seguros lançou a 8ª edição da “Quinzena do Seguro”, consolidando a iniciativa como uma plataforma estratégica de negócios e educação financeira. Criada pela AlmapBBDO, a campanha mantém o conceito “Vai que…” e traz novamente o apresentador Tadeu Schmidt e o personagem “Tadeuzinho” para traduzir a importância da proteção em situações cotidianas. A estratégia foca em integrar comunicação de massa e eficiência de performance para promover o amplo portfólio de produtos da marca.



Panobianco Academia escalou Gracyanne Barbosa e Matheus Costa para estrelar a campanha nacional “Primeira Vez Panobianco”. Desenvolvida pela agência Skuad, a ação utiliza o humor e o conceito de “primeiras vezes inesquecíveis” para atrair novos alunos com a oferta especial do primeiro mês por R$ 0,99. A iniciativa visa impactar 10 milhões de pessoas e reforçar a presença da marca como a maior rede de franquias de academias do país.



A Seara convocou a icônica dupla Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para lançar a promoção “A Regra é Clara: Churrasco é Seara”. Assinada pela WMcCANN, a campanha reforça que o churrasco de qualidade começa com os produtos da marca e oferece prêmios que incluem R$ 1 milhão, TVs de 75 polegadas e vales-churrasco. A ação conecta o território da narração esportiva ao momento de consumo e celebra a parceria de mais de 50 anos entre os narradores.



A Pague Menos celebrou seu aniversário de 45 anos com o lançamento do novo posicionamento “Amor em cada cuidado”, estrelado pela embaixadora Juliette. A campanha, desenvolvida pela LOLA\TBWA, marca a evolução da rede para um atendimento mais humanizado, indo além do serviço farmacêutico tradicional para gerar maior conexão emocional com os clientes. A iniciativa busca traduzir os valores de conveniência e confiança que norteiam a trajetória da segunda maior rede de farmácias do Brasil.



A CAIXA lançou o projeto “Povos Indígenas: Empreendedorismo e Cultura” para celebrar o mês dos povos originários com foco em protagonismo econômico. Criada pela Calia, a campanha digital apresenta depoimentos reais sobre gestão financeira e autonomia para destacar como a geração de renda é fundamental para a preservação cultural. O conteúdo reforça o papel do banco como indutor de dignidade e suporte para a sustentabilidade dos modos de vida indígenas em todo o território nacional.



A BIC apresentou Ronaldinho Gaúcho como o novo rosto da linha BIC Flex3 na campanha “Faz como o Ronaldinho. Faz o simples.”. Desenvolvida pela agência DRUM, a comunicação utiliza a irreverência do ex-jogador para mostrar que a eficiência no barbear não precisa de complexidade. A estratégia foca no público masculino, unindo os territórios do futebol e do humor para destacar os atributos técnicos de suavidade e alta performance do produto.



Por fim, o Canva trouxe de volta o personagem Agostinho Carrara, ícone da televisão brasileira, para lançar as novas ferramentas do Canva IA 2.0. Desenvolvida pelo time interno da marca, a campanha utiliza o estilo inconfundível e o humor do personagem para demonstrar como a inteligência artificial pode facilitar o design e o processo criativo. A ação aposta na memória afetiva do público para humanizar a tecnologia e ampliar o alcance da plataforma no mercado nacional.



Fonte: meioemensagem