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sábado, 2 de maio de 2026

Campanhas da Semana: esportes e autocuidado

Imagem: reprodução


Budweiser traz Klopp e Haaland em campanha de Copa, enquanto BNDES apresenta patrocínio ao Judô

A Budweiser lançou sua campanha global, “Let it Pour”, para a Copa do Mundo 2026. A ação da Grey Global une o atacante norueguês Erling Haaland e o técnico alemão Jürgen Klopp, ao som de Feelin’ Alright, de Joe Cocker. A campanha também inclui a promoção Bud Fan Store, que distribui prêmios como produtos licenciados pela Fifa, TVs, videogames e cervejeiras para os consumidores.



Já o BNDES se apresenta como novo patrocinador do judô brasileiro, buscando dar maior visibilidade ao esporte. Criada pela WMcCann, a iniciativa parte do conceito “Vencedores não nascem prontos. Eles se desenvolvem” e tem como estrelas os judocas Rafael Silva, o “Baby”, e Bianca Reis.



Rivellino, campeão do tri, estrela campanha de copa do mundo da Netshoes. Desenvolvido pela Zanca Films o filme brinca do o bigode do ídolo do título de 1970 e se junta ao squad de influenciadores da marca para instigar o sentimento de nostalgia e de inspiração para retomar a confiança do torcedor.



A Havaianas lançou a nova linha Puffed com campanha assinada pela Asia. Se conectando ao lançamento de “O Diabo Veste Prada 2”, a marca usa o conceito “Tira o salto, vai de Havaianas” buscando posicionar o lançamento em sintonia com o universo da alta-costura. A execução inclui um shooting exclusivo com nomes como Isabeli Fontana e Fina.



Já a Neoenergia lança a campanha “Amigo de Verdade” para reforçar a importância da segurança na rede elétrica. Criada em parceria com a Propeg, o filme destaca que “nem toda situação de risco parece perigosa” e usa o cão caramelo Max para alertar o eletricista.



Já a GoldeN trouxe sua nova campanha inspirada no “reloginho biológico” dos pets. Apresentando o conceito: “A melhor hora do dia. Todo dia”, reforçando o vínculo entre pet e tutor. A ação é da Euphoria Creative.



A Decolar comemora seu aniversário apresentando uma campanha focada em inovação e promoção. A ação mistura inteligência artificial, modelagem 3D e captação de imagens reais para construir cenas que simulam ativações em diversos cenários. Usando o formato FOOH (fake out of home), a campanha foi idealizada pela YouDare.



Já a Panasonic apresenta ao mercado brasileiro sua nova lavadora, a Intuitive+ 19kg , através de campanha inspirada na cultura japonesa usando shoyu como tinta. Sob o conceito “The Art of Washing”, a campanha criada pela Purpple utiliza a tradição japonesa como linguagem criativa para construir uma demonstração de produto que foge do óbvio.



Já o Burger King apresentou sua campanha de final de mês em parceria com o Serasa e a influenciadora Wanessa Wolf. Como foco no público que busca alívio no orçamento de fim de mês, a rede de fast food e a influenciadora convocam o consumidor para aproveitar promoções n0s dias 28 e 29 de abril. O case é da Jotacom.



A Secretaria Especial de Comunicação apresenta uma campanha que transforma uma mudança estrutural na CNH em: “A CNH do Brasil tá habilitada”, Desenvolvida pela Nacional Comunicação, a ação busca comunicar essa alteração de maneira acessível, leve e próxima da cultura popular.



As atrizes Camila Queiroz, Dira Paes e Débora Nascimento protagonizam a campanha de Dia das Mães da C&A. Criada pela LePub São Paulo, a ação parte de histórias reais para refletir sobre maternidade, identidade e expressão por meio da moda.



Já o Banco do Brasil reforçou em sua nova campanha a força do agro no país. Assinada pela Lola\TBWA a campanha traduz o entendimento de que o agro é movido por pessoas com o mote “a força do agro vem da nossa gente”.



Fonte: meioemensagem




terça-feira, 21 de abril de 2026

O ÚLTIMO DRIBLE! Morre Oscar Schmidt: relembre feitos da lenda do basquete na publicidade

Imagem: reprodução / composição

Atleta brasileiro faleceu, nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos após ser internado às pressas

Morreu, na sexta-feira, 17, aos 68 anos, Oscar Schmidt, a lenda do basquete brasileiro, que fez história no esporte e ficou conhecido como “Mão Santa” após seus feitos dentro e fora do País, em competições como os Jogos Pan-americanos e as Olimpíadas.

O atleta foi medalha de ouro no Pan de Indianápolis com o time brasileiro  vencendo os Estados Unidos dentro de casa e é o maior cestinha olímpico, com 1.093 pontos em cinco edições de jogos (de 1980 a  1996). Oscar também conquistou a medalha de bronze no Mundial de basquete de 1978, nas Filipinas, último pódio da seleção masculina na modalidade.

A morte foi confirmada pela família. O atleta passou mal em casa, na cidade de Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo, após sofrer uma parada cardíaca, e foi levado por volta das 13 horas ao Hospital Municipal Santa Ana, no qual já chegou sem vida.

O irmão de Tadeu Schmidt jogou pela seleção brasileira e em times como Palmeiras, Sírio (onde foi campeão mundial em 1979), Corinthians e Flamengo, além de times na Itália e Espanha. Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi quando, em 1984, recebeu um convite para jogar na NBA, porém, optou por continuar na seleção brasileira, já que, conforme regulamento da época, não era permitido jogar, simultaneamente, pela liga e pelo País.

Prestamos uma homenagem ao atleta relembrando seus feitos mais marcantes na publicidade.

Arrecadação para a APAE

A APAE São Paulo lançou, em 2012, a campanha “Doe sem dó”, protagonizada por Oscar Schmidt, com objetivo de arrecadar fundos por meio dos projetos inscritos pela APAE São Paulo no Fundo Municipal da Criança e do Adolescente da Prefeitura de São Paulo (FUMCAD).

O filme de 30 segundos, criado pela Gloria Comunicação e produzido pela AluFilms, traz um dos maiores ídolos do basquete nacional contando a história de um garoto, uma bola e um objetivo. Ao longo da narrativa, Oscar dá a impressão que está contando sua própria história, mas na verdade está descrevendo a luta diária do menino Bruno, que tem deficiência intelectual.

“Estreia” na NBA

Criado pela Africa, Budweiser e ESPN lançaram, em 2017, um filme sobre a trajetória de Oscar Schmidt no basquete. A campanha foi uma celebração para a estreia dele nas quadras norte-americanas do NBA All-Star Celebrity Game 2017, que aconteceu em Nova Orleans. Veja abaixo:



Estrela da Betsul

Antes das bets fazerem parte dos patrocínios de campeonatos e times brasileiros, em 2019, Oscar Schmidt fez parte da campanha de entrada no País da Betsul. A empresa iniciou a operação com a montagem de um time de embaixadores formado por Falcão (bicampeão mundial de futsal), Oscar Schmidt (campeão panamericano de basquete), Rodrigo Minotauro (ex-campeão do Pride e UFC) e Thaisa Daher (bicampeã olímpica de vôlei) e em ações com o terceiro setor.


Oscar, Falcão, Thaisa e Minotauro estrelam campanha de lançamento do
Betsul no Brasil (crédito: divulgação)


Movimento vintage da Baw

Quando divulgou sua campanha comemorativa de 10 anos de existência em 2024, a Baw Clothing escolheu Oscar Schmidt e Hortência como os protagonistas da linha “Sports Vintage”, que apostava na estética retrô, com camisetas, calças, jaquetas e acessórios.


Oscar Schmidt e Hortência foram estrelas de campanha da Baw
(Crédito: Divulgação)

Embaixador da Embracon

A Embracon lançou, em 2024, a campanha “Embracon, é sempre o melhor lance”, trazendo Oscar Schmidt como o rosto da marca. O conceito buscava traçar um paralelo entre a carreira do jogador, com os lances realizados no consórcio, que buscam transformar a vida das pessoas.



Pontuações na Shell

Em 2024, para lançar o programa de fidelidade Shell Box, a Raízen fez uma ação, criada pela Euphoria Creative, na qual apresentava as vantagens de pontuar ao abastecer para resgatar recompensas. O filme foi chamado “Especialista em pontos” e trouxe Oscar e Fábio Porchat como os protagonistas. Veja abaixo:



Homenagem da Corona Cero

Como parte de suas ações de patrocínio global aos Jogos Olímpicos de Paris, a cerveja Corona Cero apresentou, em 2024, uma campanha que homenageou as lendas do esporte brasileiro. A marca convidou Daiane dos Santos, Hortência, Gustavo Borges, Virna Dias, Vanderlei Cordeiro e Oscar Schmidt para relembrar momentos icônicos de suas carreiras.



Fonte: meioemensagem


terça-feira, 24 de março de 2026

Campanhas da Semana: marcas celebram o futebol

Imagem: reprodução

Mercado Livre dá início a sua estratégia de Copa, enquanto Nike apresenta camisa da seleção

Há poucos dias do início da Copa do Mundo Fifa, o Mercado Livre apresenta campanha estrelada por Fernanda Gentil e Marcos Mion. A marca aproveita o momento para impulsionar as promoções de 4.4 e convida os torcedores a renovarem suas casas para acompanhar a seleção. O filme foi criado pela Gut.



Com criação da Wieden+Kennedy SP, a Nike lança o filme “Alegria que Apavora”, com o objetivo de apresentar a nova camisa da seleção brasileira, que estreia no amistoso contra a Croácia em 31 de março.



Já a Wizard utiliza receitas malucas como forma para ensinar inglês, unindo culinária e aprendizado, em ação desenvolvida pela Purpple.



Com o mote “Era Swile Que Faltava”, a Swile estreia seu posicionamento no mercado de benefícios coorporativos. Para isso, a companhia conta com Saulo Fernandes, que estrela o filme criado pela companhia e produzido pela Areia Filmes.



Para se posicionar como uma extensão da rotina de trabalho e estudo, a Starbucks traz Chico Barney e Marcela Ceribelli como protagonistas da campanha que apresenta o Café Coado Refil, novo benefício da marca no País.



Já a Piccadilly conta com Carolina Dieckmmann como protagonista da comunicação que reforça o conforto da marca pelo mote “viva em movimento, viva confortável”, e que apresenta, tecnologia e design como pilares estratégicos.



Com criação da AlmapBBDO, Ipiranga apresenta a campanha “Lá a Parada é Completa”, que mostra como os postos da companhia possuem um sistema integrado de atributos para o carro que vão desde combustíveis ao programa de fidelidade.



Em continuidade à campanha lançada no ano passado, o ator Chay Suede e a marca Pomarola entram em nova fase para mostrar como é importante “ter o molho”. O filme criado pela MRM Brasil traz o embaixador da marca vestido de tomate, em um antigo programa de calouros, cantando um rap.



Sob o conceito “Pirulitos Surreais”, a Chupa Chups transforma seus produtos em obras surrealistas. A intenção da marca, com isso, é se conectar com a geração Z. O filme foi criado pela VML Brasil.



Para celebrar seu centenário, o Grupo Fleury apresenta uma comunicação criada pela Figtree que resgata sua história e apresenta seu novo posicionamento. Para essa estratégia, a marca conta com Rebeca Andrade como embaixadora.



Com criação da Lolla, a Nissan apresenta o Teste de Fidelidade, que convida os clientes a testar os SUVs da marca.


Fonte: meioemensagem


quinta-feira, 12 de março de 2026

Por que as multinacionais estão revendo seu portfólio?

Imagem: reprodução

Companhias como Nestlé, Unilever e Reckitt promoveram mudanças em suas divisões de negócio

Em fevereiro, a Nestlé apresentou seus resultados financeiros de 2025 e anunciou que vai concentrar sua operação em quatro grandes pilares globais: café, petcare, nutrição e snacks. Juntos, os três primeiros representariam 70% das vendas globais da empresa.

Em snacks, o grupo avança em uma racionalização das marcas com a venda dos negócios restantes de sorvetes para a Froneri. A companhia também iniciou um processo formal para buscar compradores para a divisão Nestlé Waters & Premium Beverages, que inclui as marcas Perrier, Acqua Panna e S. Pellegrino.

No mercado brasileiro, a divisão de sorvetes com a marca Nestlé já é operada pela Froneri, desde a criação da joint-venture em 2016. O negócio de águas, por sua vez, foi vendido em 2018 para o Grupo Edson Queiroz. As marcas premium de Nestlé Waters & Premium Beverages e Nestlé Pureza Vital estão no País por meio de acordo de licenciamento e distribuição de marcas.

Outras multinacionais também têm passado por movimentos de reestruturação de portfólio. A Unilever concluiu no ano passado o processo de separação da sua unidade de sorvetes, que deu origem à Magnum Ice Cream Company. Em comunicado, a companhia explicou que a separação faz parte da estratégia global para impulsionar crescimento e tornar a empresa mais ágil e eficiente.

“A categoria de sorvetes apresenta características operacionais específicas que se beneficiam de uma gestão independente e especializada para expandir. Com um portfólio organizado em quatro unidades de negócios (Beleza e Bem-Estar, Cuidados Pessoais, Cuidados com a Casa e Alimentos), a Unilever fortalece sua capacidade de acelerar a inovação, aprimorar sua performance e gerar mais valor para acionistas, clientes e consumidores”, apontou a companhia, em comunicado.

Também no ano passado, a Reckitt conclui a venda de sua participação majoritária na divisão de Essential Home, que conta com a marca Air Wick, para a Advent International. Para Rodrigo Catani, sócio da Gouvêa Consulting, o caso das divisões de sorvetes tem algumas particularidades, como a sazonalidade de vendas, a complexidade de gestão e os custos da cadeia do frio.

O que motiva a reestruturação de portfólio?

“Elas decidiram focar seus esforços em negócios com alto potencial de crescimento e grande sinergia comercial e operacional. Mas pensando de modo geral, todas as empresas têm buscado um aumento de efetividade e certamente isso passa por uma discussão estratégica de portfólio”, aponta o executivo.

Professor da FGV e da Strong Business School, Ulysses Reis, relaciona a decisão das companhias com o momento da economia global. “A população do planeta está sofrendo, em termos gerais, um aumento de custos e uma redução do poder de consumo. Então, o que as grandes organizações estão fazendo? Estão se concentrando nas categorias que têm maior rentabilidade”, explica.

Nesse cenário, surgem dois movimentos opostos. De um lado, a pressão econômica e a busca por melhores margens podem gerar uma concentração em categorias core para garantir a rentabilidade e a relevância das marcas frente à concorrência crescente e consumidores menos fiéis. Do outro, a reestruturação de portfólio abre espaço para inovação e o investimento em categorias e linhas de produto emergentes, que acompanhem a mudança no comportamento do consumidor. Seria o caso, por exemplo, das unidades de saúde e produtos funcionais.

O impacto dessas decisões na percepção de marca depende do nível de conexão. “No caso da Unilever, as marcas são bastante independentes, no caso de sorvetes a marca é a Kibon, aqui no Brasil. Então de certa forma, a marca institucional fica razoavelmente blindada. No caso da Nestlé, até por usar uma estratégia de marca guarda-chuva, a relação é direta por usar a marca Nestlé Sorvetes. Mas, mesmo neste caso, a marca é sólida e forte o suficiente para ser abalada por uma decisão desse tipo”, analisa Catani.

Fonte: meioemensagem



quinta-feira, 5 de março de 2026

Ambev lança Arena Nº1 para a Copa do Mundo em cinco capitais

Imagem: reprodução


Com Brahma e Agência California, iniciativa projeta reunir 600 mil pessoas em experiência nacional

A Ambev oficializou o lançamento da Arena Nº1, plataforma que será o hub central de experiências da companhia para a Copa do Mundo da FIFA 2026. Faltando 100 dias para o início do mundial, o projeto é apresentado como a “maior watch party já realizada em solo nacional”, com a meta de reunir mais de 600 mil pessoas ao longo do torneio.

Liderada pela marca Brahma, a iniciativa ocorrerá simultaneamente em cinco capitais estratégicas: Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia e Recife. A estrutura das arenas prevê a transmissão ao vivo dos jogos da seleção brasileira, além de shows e ativações de marca. A operação nacional e o desenho estratégico da plataforma são assinados pela Agência California.

Além do foco na experiência do torcedor, o projeto foi estruturado para servir como uma vitrine de engajamento e cultura. O modelo de negócio da Arena Nº1 permite diferentes formatos de patrocínio, parcerias com produtoras e apoios táticos, possibilitando que outras marcas integrem suas ativações ao ecossistema de entretenimento montado para o mundial.

Fonte: meioemensagem

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Da crise à Warner: a ascensão de poder da Paramount

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Com a Skydance, companhia se fortaleceu e está perto de adquirir a Warner Bros. Discovery, formando uma nova gigante global de mídia

Quem olhava para a situação da Paramount no início de 2024 não imaginaria que, dois anos depois, a companhia de mídia conseguiria derrubar a Netflix na disputa pela compra de outra gigante do segmento do entretenimento global: a Warner Bros. Discovery.

Na época, a companhia, que é dona de marcas como Paramount Pictures, MTV, Nickelodeon, CBS, Comedy Central e outras, vinha um prejuízo de US$ 1,6 bilhão com seu streaming, o Paramount+, em 2023.

Para tentar sair da situação, a empresa já olhava o mercado tentando encontrar alguma solução. Em abril daquele ano, Bob Bakish foi demitido da função de CEO. Ele liderava a Paramount desde 2016, ainda pela Viacom, e passou por duas fusões: a primeira, entre Viacom e a CBS, em 2019, e a segunda dessa companhia resultante com a Paramount, em 2022.

A Paramount não procurou outro CEO para substituir Bakish porque, na época, a companhia já estava à venda. O fundo de capital Apollo Global chegou a oferecer US$ 11 bilhões para compras as divisões de cinema e TV. O negócio, porém, não foi aceito.

A Paramount só definiria seu futuro no ano seguinte, em julho de 2025, quando se uniu à Skydance Media, em uma fusão que movimentou US$ 8 bilhões. Desde então, a Paramount passou a ser liderada por David Ellison, filho do bilionário da tecnologia Larry Ellison, fundador da Oracle.

A fusão entre Paramount e Skydance Media foi aprovada pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos.

Na época, a Skydance prometeu injetar novo capital e investir em nova tecnologia para a Paramount, que vinha perdendo espectadores e verbas publicitárias.

O início da disputa pela Warner Bros. Discovery

Em setembro de 2025, logo após a fusão, a Paramount Skydance preparou a primeira oferta pela Warner Bros. Discovery, que já buscava um comprador.

O Wall Street Journal acompanhou os bastidores das ofertas iniciais e já apontava o grande interesse de Ellison em fazer negócio com a WBD. Na época, a imprensa internacional já calculava que o possível negocia criaria uma gigante global do entretenimento, com um portfólio de marcas que ia desde redes de notícias como CBS e CNN até ícones como HBO Max e os estúdios da Paramount e Warner Bros.

Inicialmente, as conversas entre os dois lados não fluíram. Em outubro de 2025, o conselho da WBD rejeitou a oferta inicial da Paramount, de cerca de US$ 20 por ação. As duas empresas, porém, nunca deixaram de dialogar e de tentar evoluir nos negócios.

Em novembro, a Paramount começou a lidar com concorrentes de peso na disputa pela Warner Bros. Discovery, que também fizeram propostas formais: a Netflix e a Comcast.

Netflix quase levou

Tudo parecia perdido para a Paramount no dia 5 de dezembro, quando a WBD e a Netflix divulgaram um comunicado afirmando um acordo para a fusão das duas companhias.

A transação, feita em dinheiro, envolveria o pagamento de US$ 27,75 por ação, sendo que o valor total da empresa ficará em torno de US$ 82,7 bilhões. Desse montante, o valor patrimonial de US$ 72 bilhões.

Até mesmo os assinantes da Netflix foram informados, através de um e-mail, que em breve o portfólio das duas gigantes de streaming (Netflix e HBO Max) seria unificado.

A Paramount, porém, não desistiu diante do que já parecia definido. Logo depois, no dia 8 de dezembro, a Paramount fez uma oferta hostil pela WBD, ampliando os valores oferecidos.

A oferta da Paramount foi e US$ 30 por ação, o que equivale a US$ 108,4 bilhões – mais do que a Netflix havia acordado.

Pouco mais de uma semana depois, os conselheiros da Warner recomendaram à rejeição à oferta hostil da Paramount, sinalizando a preferência pela manutenção da negociação com a Netflix.

Já em janeiro, a Paramount abriu um processo contra a Warner, pedindo detalhes sobre informações financeiras detalhadas nas quais a empresa teria se baseado para se decidir pela Netflix.

Os ânimos se acalmaram um pouco e, no último dia 10, a Paramount melhorou sua oferta, adicionando a “taxa de marcação” (ticking fee) para sinalizar confiança regulatória, entre outros novos elementos. O valor, no entanto, permaneceu o mesmo já oferecido antes: US$ 30 por ação, em dinheiro, o que equivale a US$ 108,4 bilhões.

As conversas seguiram e, na segunda-feira, 23, a Paramount apresentou novamente sua proposta, melhorando a quantia inicial de US$ 108,4 bilhões, chegando a US$ 31 por ação, e deixando claro o objetivo de sanar as eventuais preocupações da Warner Bros. a respeito do financiamento.

A reviravolta

Nessa quinta-feira, 26, tudo mudou quando a Warner Bros. Discovery, em comunicado, afirmou estar analisando a proposta da Paramount e deu à Netflix quatro dias para apresentar uma nova proposta.

Surpreendendo quem acompanhava as negociações, a Netflix, via comunicado, declarou que não apresentaria uma nova oferta e que preferia deixar a negociação.

Os coCEOs da Netflix, Ged Sarandos e Greg Peters, divulgaram que o acordo “não é mais financeiramente atraente” e que “sempre foi bom se fosse pelo preço certo, e não obrigatório a qualquer preço.”

Disseram, ainda, que “a transação que negociamos teria criado valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, sempre fomos disciplinados e, pelo preço exigido para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo não é mais financeiramente atraente, então estamos recusando igualar a proposta da Paramount Skydance.”

“A Warner Bros. é uma organização de classe mundial, e queremos agradecer a David Zaslav, Gunnar Wiedenfels, Bruce Campbell, Brad Singer e ao Conselho da WBD por conduzir um processo justo e rigoroso”, acrescentaram. “Acreditamos que teríamos sido fortes guardiões das marcas icônicas da Warner Bros., e que nosso acordo teria fortalecido a indústria do entretenimento e preservado e criado mais empregos de produção nos EUA”, completaram.

A saída da Netflix abre caminho para que WBD e Paramount finalmente firmem o acordo, criando, assim, uma nova gigante do entretenimento global.

A Paramount também concordou em pagar a taxa de rescisão de US$ 2,8 bilhões de dólares que a Warner Bros. teria que pagar à Netflix para encerrar o acordo de fusão existente.

Fonte: meioemensagem



sábado, 21 de fevereiro de 2026

A IA como parte do processo criativo

Imagem: gerada por IA


Entre eficiência e significado, o desafio de preservar aquilo que nenhuma ferramenta automatiza

Há algo silencioso acontecendo nas agências, nos estúdios, nas salas de criação e até nas casas de quem trabalha com ideias.

Não é apenas a chegada de uma nova tecnologia. É uma mudança (gigante) na forma como nos relacionamos com o tempo, com o erro, com o esforço e, principalmente, com o que significa criar.

A inteligência artificial entrou no nosso cotidiano de forma rápida, sem pedir licença. Em poucos meses, passou de curiosidade a ferramenta diária. De conversa de corredor a item fixo no fluxo de trabalho. E, como acontece com toda grande novidade, veio acompanhada de fascínio, ansiedade e, em alguns casos, medo. Aliás, isso é o que eu tenho mais ouvido: o medo de perdermos o valor humano no processo criativo.

Mas talvez estejamos olhando para o lugar errado.

O valor da IA não está em ocupar o centro do palco. Está em trabalhar nos bastidores.

Ela nos ajuda a organizar o caos, a ganhar velocidade, a testar caminhos, a produzir versões, a dar forma ao que ainda está bruto. Ela encurta as distâncias entre uma ideia e sua materialização. Diminui o peso do operacional. Alivia o cansaço invisível que se acumula nos detalhes.

Ainda assim, há algo que ela não alcança.

Nenhum algoritmo sabe reconhecer o silêncio certo antes de uma decisão difícil. Nenhuma ferramenta entende o desconforto criativo que antecede uma boa ideia. Nenhuma base de dados sente o frio na barriga de colocar algo novo no mundo.

Criar continua sendo um ato profundamente humano.

É atravessado por memória, por referências que nem sempre sabemos nomear, por emoções que mudam no meio do caminho, por dúvidas que não cabem em comandos. Criar é, muitas vezes, caminhar sem mapa.

Quando os primeiros softwares de design chegaram, também houve receio. Mas o que eles fizeram foi libertar as mãos para que a mente pudesse ir mais longe. A tecnologia não diminuiu o valor do criador. Apenas mudou o peso das ferramentas que ele carrega.

A IA pode — e deve — cumprir esse mesmo papel.

Ser apoio, não voz.

Ser estrutura, não intenção.

Ser velocidade, não sentido.

O risco não está em usá-la. Está em esquecermos de nós mesmos no processo.

Porque podemos, sim, produzir mais. Podemos ser mais rápidos. Podemos ser mais eficientes. Mas nada disso substitui o que acontece quando uma ideia encontra verdade, quando uma história toca alguém do outro lado, quando uma criação carrega um pedaço real de quem a fez.

Talvez o nosso maior trabalho agora não seja aprender novos comandos, mas proteger aquilo que nunca foi automatizável: a sensibilidade, a escuta, a imperfeição, o olhar humano.

Que a inteligência artificial seja parte do processo.

Mas que a alma continue sendo nossa.

Por Fabiana Baraldi - CEO da Jellyfish


Fonte: meioemensagem



terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Campanhas da Semana: com alertas e jingles, marcas caem na folia

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Mastercard e Bem-te-vi aproveitam o Carnaval para ativar conexão com os consumidores

Já a Mastercard aproveita a folia para se posicionar como uma ferramenta do transporte público do Brasil. Com a comunicação “Não Passe perrengue, passe seu Mastercard”, desenvolvida pela WMcCann, a marca de solução de pagamentos estimula o uso do recurso de aproximação de seus cartões na catraca do transporte público e marca o seu posicionamento durante as festividades, em um momento que é considerado um movimento cultural importante para a companhia.



O lava roupas Bem-te-vi lavou Bonecos de Olinda gigantes em ação de Carnaval que visa mostrar a qualidade de seus produtos e transformar a preparação dos festejos carnavalescos em uma demonstração dos seus produtos ao lavar as roupas dos personagens. A iniciativa foi pensada pela Ampla.



Já a Embratur celebra um marco histórico no turismo internacional, que registrou mais de 9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país ao longo do ano passado. Esse número é o maior já registrado no País. O filme foi criado pela Binder.



Após ter criado uma escola de samba fictícia – e convidado Paolla Oliveira, Mayara Lima e Neguinho da Beija Flor para sambarem com os figurinos típicos da série – a Netflix dá continuidade à campanha de divulgação da quarta temporada de Bridgerton com outra personalidade brasileira, Carla Perez. A campanha é da Droga5, que também foi responsável pelo vídeo anterior, da escola de samba.



A Citröen enfatiza sua conexão e proximidade com o consumidor brasileiro e adota uma estratégia de conteúdo gerado por usuários reais ou microinfluenciadores para avaliar os seus produtos. A iniciativa foi pensada em parceria com a BETC Havas.



Fonte: meioemensagem

sábado, 20 de dezembro de 2025

As 10 melhores campanhas do ano de 2025

Imagem: reprodução

Criativos e líderes do mercado publicitário elegem os cases mais inovadores desenvolvidos ao longo do ano

Após as conquistas do Grand Effie Brasil e de um Leão de Titanium em Cannes, a ampanha “Pedigree Caramelo”, da AlmapBBDO para Pedrigree, da Mars, é apontada por lideranças criativas entrevistadas por Meio & Mensagem como a melhor de 2025.

Retrospectiva 2025

Os 10 temas que dominaram o ano de 2025

–  As 10 Marcas Mais Criativas de 2025

Os 10 fatos de comunicação, marketing e mídia de 2025

As 10 maiores polêmicas do ano

As 10 melhores ações de marketing do ano 

Protagonizada pelo cão vira-lata, a campanha, com veiculação em março deste ano, se propôs a incentivar a adoção responsável e o combate ao abandono, especialmente dos chamados cães Sem Raça Definida (SRD), com 90% menos de chances de encontrarem um lar. O projeto partiu de uma ideia de ampliar a narrativa da Pedigree, que, como o próprio nome sugere, sempre esteve apoiada em animais de raça.

“Entendemos que era algo muito poderoso porque se trata de uma marca que usou, durante muitos anos, apenas cachorros de raça nas embalagens e na comunicação, assim como no próprio nome”, disse o CCO da AlmapBBDO, Marco Giannelli, o Pernil, ao receber o Grand Effie.

Na votação proposta pela redação, o case marcou 592 pontos, ficando bem à frente de um segundo grupo formado por três campanhas: “Gol Interrompido“, da Leo para Fiat; “Nigrum Corpus”, da Artplan para Idomed e Instituto Yduqs; e “Reserva solar”, da Grey para Corona.

Para a construção do ranking, a reportagem ouviu 107 criativos, presidentes, vice-presidentes ou diretores das principais agências do Brasil, de 28 de novembro a 3 de dezembro. Foi pedido a cada um deles que fizessem listas individuais com dez melhores campanhas de 2025, em ordem de preferência. Desta forma, atribuiu-se 10 pontos para a indicada em primeiro lugar, 9 pontos para a segunda, e, assim, sucessivamente, até 1 ponto para a décima.

Alguns selecionaram menos campanhas, mas a maioria enviou votos completos. Os votantes não puderam escolher criações da própria agência, tampouco ações nas quais tenham se envolvido. Fora isso, valiam projetos integrados, comerciais para TV, anúncios de mídia impressa, ações digitais, out-of-home e dirigidas a outras mídias.

No ranking das dez mais votadas, foram consideradas campanhas veiculadas em 2025 ou iniciadas no final ano passado, desde que não tenham figurado na lista de melhores campanhas de 2024, como é o caso de “Gol Interrompido”.


1a “PEDIGREE CARAMELO”, DA ALMAPBBDO PARA PEDIGREE, DA MARS (592 PONTOS)



2a “GOL INTERROMPIDO“, DA LEO PARA FIAT, DA STELLANTIS (265 PONTOS)



3a “NIGRUM CORPUS”, DA ARTPLAN PARA IDOMED E INSTITUTO YDUQS (245 PONTOS)



4a “RESERVA SOLAR”, DA GREY PARA CORONA, DA AMBEV (234 PONTOS)



5a “KING EM DOBRO”, DA ALMAPBBDO PARA BURGER KING, DA ZAMP (152 PONTOS)



6a “GRACYOVOS”, DA CANVA, COM CRIAÇÃO INTERNA(147 PONTOS)



7a “PATROCÍNIO BOCA SUJA”, DA DROGA5 PARA CIF, DA UNILEVER (143 PONTOS)



8a “CHUVA DE CUPOM”, DA GUT PARA MERCADO LIVRE (139 PONTOS)



9a “UMA BIC, UM LIVRO, DOIS CLÁSSICOS”, DA VML PARA BIC (136 PONTOS)



10a “#PESQUISEMEUCORPO”, DA GUT PARA GRUPO BOTICÁRIO (132 PONTOS)



Fonte: meioemensagem