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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Tatiana Sampaio e o Brasil que importa: ciência, universidade pública e esperança real

Imagem: reprodução


Enquanto a mídia se distrai com irrelevâncias promovidas ao status de espetáculo, o Brasil profundo e transformador segue pulsando dentro dos laboratórios das universidades públicas, onde mulheres como a professora da UFRJ fazem história.

A mulher brasileira que deveria ocupar o centro do debate nacional. É disso que se quer falar ou escrever. O Brasil vive paradoxo inquietante. De um lado, a chamada “indústria da atenção” promove figuras descartáveis, celebridades instantâneas e polêmicas vazias que monopolizam manchetes.

De outro, mulheres extraordinárias, responsáveis por avanços científicos que podem mudar o destino da humanidade, permanecem quase invisíveis. Até que o mundo as descubra.

É o caso da professora doutora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, pesquisadora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), cujo trabalho de mais de 25 anos abriu uma das fronteiras mais promissoras da medicina regenerativa: a possibilidade concreta de recuperação de movimentos em pacientes com lesões graves na medula espinhal.

A professora Tatiana não é apenas cientista. Ela é símbolo do Brasil que importa.

POLILAMININA: QUANDO A CIÊNCIA SE TRANSFORMA EM ESPERANÇA

Tatiana ganhou destaque internacional pelo desenvolvimento da polilaminina, estrutura derivada da proteína laminina, encontrada na placenta humana, capaz de atuar como espécie de ponte biológica entre neurônios danificados.

Em linguagem simples: trata-se de descoberta que pode permitir que conexões nervosas interrompidas sejam reconstruídas.

Os resultados preliminares, ainda em fase experimental, apontam para recuperações parciais — e em alguns casos surpreendentes — de movimentos e sensibilidade em pacientes com paraplegia e tetraplegia.

É um avanço que, se confirmado em etapas clínicas mais amplas, pode redefinir o tratamento da paralisia no mundo.

E tudo isso nasceu onde? Na universidade pública. Na UFRJ.

UNIVERSIDADE PÚBLICA COMO PATRIMÔNIO CIVILIZATÓRIO

Tatiana formou-se inteiramente na UFRJ — graduação, mestrado, doutorado — e hoje chefia o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas.

O percurso dela desmonta mentira repetida à exaustão: a de que a universidade pública é lugar de desperdício, doutrinação ou inutilidade.

Não. A universidade pública é onde se produz ciência. É onde se formam pesquisadores. É onde se constrói a soberania nacional.

Sem a universidade pública, o Brasil não avança. Retrocede! Gravemente.

BOLSONARISMO E SATANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

É impossível ignorar o contexto político que cerca essa discussão.

A extrema-direita brasileira, especialmente o bolsonarismo, construiu nos últimos anos narrativa sistemática de ódio à educação pública.

Universidades foram tratadas como inimigas, centros de “balbúrdia”, espaços suspeitos.

Esse discurso não é apenas ignorante. É profundamente perigoso.

Porque alimenta preconceitos, destrói políticas científicas, sabota investimentos em pesquisa e transforma o conhecimento em alvo de guerra cultural.

O resultado é um País que hesita entre a ciência e o obscurantismo.

Tatiana Sampaio é a prova viva de que o obscurantismo sempre perde.

BRASIL REAL NÃO ESTÁ NO “ESPETÁCULO”. ESTÁ NO LABORATÓRIO

Em fevereiro de 2026, o nome da professora Tatiana circula com força nas redes e na imprensa, impulsionado por casos experimentais de sucesso e pela parceria com o laboratório Cristália, enquanto aguarda etapas regulatórias da Anvisa.

O trabalho dela já é associado às discussões sobre possível Nobel de Medicina.

Mas a pergunta incômoda permanece:

Por que só celebramos nossos cientistas quando o mundo nos obriga a olhar?

Por que damos tanto espaço ao irrelevante e tão pouco ao essencial?

RECONHECER TATIANA É DEFENDER O FUTURO

Valorizar a professora Tatiana Sampaio é mais do que aplaudir pesquisadora brilhante.

É defender:

• a universidade pública;

• a ciência brasileira;

• a educação como projeto nacional;

• a soberania do País; e

• a esperança de milhões de pessoas.


O Brasil que presta não está no barulho das redes, nem na vulgaridade das manchetes fáceis.

O Brasil que presta está em mulheres como a professora da UFRJ Tatiana Sampaio.

Silenciosas, persistentes, científicas.

E absolutamente indispensáveis.

Por Marcos Verlaine – Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP


Fonte: jornalggn



terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Brasil tem apenas 1% da população fluente em inglês e expõe gargalo estratégico para o futuro do trabalho

Imagem: reproução


Mesmo em um mundo cada vez mais mediado pela inteligência artificial, o domínio do inglês continua sendo um dos principais fatores de acesso a oportunidades profissionais, acadêmicas e econômicas. No Brasil, porém, os dados mais recentes revelam um cenário ainda distante do ideal e que levanta alertas importantes para o futuro do trabalho e da competitividade do país.

Levantamentos utilizados por instituições como o British Council e pesquisas de mercado indicam que apenas cerca de 1% da população brasileira fala inglês de forma fluente, o equivalente a aproximadamente 2 milhões de pessoas em um país com mais de 214 milhões de habitantes. Outros 5% possuem algum nível de conhecimento do idioma, geralmente restrito ao básico ou intermediário, o que reforça o tamanho do desafio estrutural enfrentado pelo país.

O dado se soma aos resultados do EF English Proficiency Index (EF EPI) 2025, um dos rankings globais mais respeitados sobre proficiência em inglês, que avaliou mais de 2,2 milhões de pessoas em 123 países e regiões. No levantamento, o Brasil aparece na 75ª posição mundial, classificado na faixa de baixa proficiência, com pontuação geral de 482. Apesar de uma leve melhora em relação a edições anteriores, o avanço ainda é insuficiente para alterar o cenário geral.

A análise do relatório mostra que o Brasil apresenta desempenho relativamente melhor em leitura, uma habilidade receptiva, mas enfrenta dificuldades consistentes em fala e escrita, justamente as competências mais exigidas em ambientes profissionais, reuniões internacionais, negociações, liderança e atuação em mercados globais.

“O problema do Brasil não é acesso à informação, é formação para o uso real da língua”, afirma Thiago Aparecido Gomes da Silva, empresário, líder educacional e Doutor em Ciências Sociais, à frente de unidades Maple Bear no Distrito Federal e Goiás, rede adepta ao ensino bilíngue. “O inglês exigido pelo mercado hoje vai muito além da leitura. Ele envolve comunicação, tomada de decisão, negociação, empatia cultural e liderança em ambientes globais.”

O estudo também aponta desigualdades regionais importantes. O Distrito Federal lidera o desempenho nacional, enquanto Florianópolis aparece como a cidade com maior pontuação em proficiência, evidenciando que fatores como acesso educacional, renda, exposição internacional e políticas públicas locais impactam diretamente o domínio do idioma.

Em um contexto de avanço acelerado da inteligência artificial, a baixa fluência em inglês se torna ainda mais crítica. Embora ferramentas de tradução automática estejam cada vez mais eficientes, elas não substituem competências humanas essenciais no mundo do trabalho. Além disso, as tecnologias mais avançadas de IA continuam sendo desenvolvidas, documentadas e atualizadas prioritariamente em inglês.

“Inglês e inteligência artificial não competem entre si. Eles se complementam”, explica Thiago. “Quem domina o inglês acessa essas tecnologias de forma mais profunda, crítica e estratégica. A fluência amplia o repertório profissional e aumenta a capacidade de aproveitar a inovação.”

O EF EPI 2025 reforça que países com maior proficiência em inglês apresentam melhores indicadores de inovação, competitividade econômica, mobilidade social e atração de talentos. No nível individual, estudos de mercado mostram que profissionais fluentes em inglês têm mais chances de ocupar cargos estratégicos, atuar em empresas multinacionais, acessar o trabalho remoto internacional e conquistar melhores salários.

Diante desse cenário, a expansão da educação bilíngue no Brasil surge como uma resposta estrutural ao baixo nível de fluência. O número de escolas bilíngues cresce ano após ano, impulsionado pela percepção de que o ensino tradicional de idiomas já não atende às exigências de um mundo cada vez mais interconectado e tecnológico.

“Ensinar inglês hoje é preparar o aluno para interagir com o mundo”, conclui Thiago. “Enquanto apenas 1% da população brasileira for fluente, o país continuará operando abaixo do seu potencial global. Investir em inglês, aliado ao uso estratégico da inteligência artificial, não é apenas uma decisão educacional. É uma escolha econômica, social e de futuro.”

Fonte: clacri.com

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Quem é o casal de políticos suspeito de receber propina no Maranhão

Imagem: reprodução

PF suspeita que ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil, e sua namorada, a deputada Daniella (PSB), estejam envolvidos no esquema investigado.

A Polícia Federal (PF) suspeita que um casal de políticos maranhense esteja no centro do esquema de supostos desvios em contratos voltados para a área de Educação no Maranhão.

Os suspeitos são o ex-prefeito de Caxias (MA), Fábio Gentil, e a deputada estadual Daniella (PSB). Ambos namoram e, como mostrou a coluna, são apontados na apuração como supostos receptores de propina do esquema. Ambos negam qualquer irregularidade.

Engenheiro de formação, Fábio tem 55 anos e tem uma extensa carreira política que iniciou como vereador, cargo que exerceu por cinco mandatos consecutivos.

Depois, em 2017, se tornou prefeito de Caxias, sendo reeleito para um segundo mandato em 2020.

Algumas das promessas feitas ao assumir a prefeitura pela segunda vez foi dar atenção a projetos sociais, especialmente aquele voltados à educação, como a implementação do Prouni Municipal, além de construir escolas.

“Nós vamos continuar resgatando a autoestima do nosso povo. O que nós temos aqui é muito amor e respeito com a cidade e com a população”, afirmou em janeiro de 2021, no primeiro dia de seu segundo mandato.

Em abril deste ano, passou a atuar como secretário de estado da Agricultura no governo do Maranhão.

Segundo a PF, Fábio teria influenciado no direcionamento dos contratos sob suspeita em Caxias.

“O investigado Fábio José Gentil segue o mesmo modus operandi de negociação com as empresas investigadas anteriormente à contratação destas, as quais são viabilizadas pelos servidores públicos municipais que somente realizam a posteriori a montagem de procedimentos fraudulentos de inexigibilidade de licitação, viabilizando o repasse de recursos públicos do Fundeb”, diz trecho do relatório da PF.

Já a deputada Daniella, namorada de Fábio Gentil, também é suspeita de ter integrado o esquema de desvios e ter se beneficiado de propina.

“Com o desenvolvimento das investigações, apurou-se a existência de organização criminosa responsável não somente pelo desvio de recursos públicos federais da educação no município de Caxias (MA), mas em outros diversos municípios, através do pagamento de propina a servidores públicos, dentre eles Fábio José Gentil Pereira Rosa, atual prefeito do município de Caxias [ele deixou o cargo no início de 2025] e Daniella Jadão Meneses Cunha, atual deputada estadual”, diz a PF.

Natural de Presidente Dutra (MA), Daniella tem 40 anos e é especialista em Nutrição Clínica e Saúde Pública.

Foi coordenadora do Departamento de Nutrição e Dietética do Hospital Regional de Urgência e Emergência de Presidente Dutra (Socorrão), atuou como nutricionista do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) em Tuntum e, depois, assumiu uma das gerências da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Em 2015, assumiu a direção-geral do Hospital Macrorregional de Presidente Dutra.

Ela venceu a eleição de 2018 para assumir um assento na Assembleia Legislativa do Maranhão com mais de 40 mil votos. Segundo suas redes sociais, uma de suas principais bandeiras políticas são os direitos das mulheres.

Um dos projetos de lei de sua autoria divulgado por ela é o texto que estabelece diretrizes para a criação do cadastro estadual de mães atípicas.

Operação Expertise

A operação, batizada de Expertise, apura a atuação de uma organização criminosa voltada ao cometimento de crimes contra a administração pública e a lavagem de dinheiro, mediante a contratação fraudulenta de empresas por diversos órgãos públicos estaduais e municipais do Pará, por meio da utilização de recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, além de bloqueio de ativos, afastamento de sigilo bancário e fiscal de 17 investigados, e mandados de prisão preventiva de cinco pessoas em Belém (PA) e Marituba (PA)

As ações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) também incluem a aplicação de monitoramento eletrônico em uma pessoa, afastamento de seis servidores públicos e suspensão, por tempo indeterminado, das atividades econômicas de 4 empresas investigadas, incluindo contratos firmados e atualmente vigentes com órgãos do Pará e do município de Marituba (PA).

Segundo a PF, as investigações mostram a existência de um “modus operandi” que envolve empresários, servidores públicos e empresas de fachada.

O esquema também inclui o direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços, simulação ou execução parcial de contratos administrativos, repasses de vultosos valores públicos e, posteriormente, o saque em espécie e redistribuição desses recursos entre os agentes integrantes da organização.

Defesa

A coluna entrou em contato com o governo do Pará, com o Detran e com a Polícia Científica do Pará, que informaram não ter conhecimento sobre os fatos investigados.

A defesa de Jacélio, embora tenha afirmado que teve acesso apenas recentemente ao material da investigação, negou que ele tenha cometido qualquer irregularidade.

“O Sr Jacécilo não cometeu nenhum ato de corrupção, muito menos precisou de qualquer favorecimento para obter qualquer contração da Líder fora dos ditames legais”, afirmou.

Com relação às atividades financeiras levantadas pelo Coaf, o advogado afirma que o relatório do órgão tem aptidão para atestar eventuais movimentações atípicas, porém, “essa atipicidade não representa automaticamente uma ilegalidade”.

“Durante a investigação teremos todo interesse em prestar os esclarecimentos, após análise dos autos, e por certo iremos esclarecer os fatos controversos da investigação”, ressaltou.

Questionadas, a Alepa, as empresas citadas e a defesa de Alberto Furtado não se manifestaram.

Fonte: metropolis


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terça-feira, 2 de setembro de 2025

Filmagens de 'Nosso Lar 3 - Vida Eterna' chegam ao fim no Rio de Janeiro

Imagem: reprodução

Com direção e roteiro de Wagner de Assis, novo filme da franquia será protagonizado por Carol Castro e Fábio Assunção

As filmagens de “Nosso Lar 3 - Vida Eterna” chegaram ao fim depois de 33 dias de produção no Rio de Janeiro. Baseado no livro "Obreiros da Vida Eterna", de Chico Xavier e André Luiz, o novo longa da franquia Nosso Lar foi dirigido e roteirizado por Wagner de Assis, com produção da Cinética Filmes, coprodução e distribuição da Disney, e apoio da FEB-Cinema. A Migdal Filmes é produtora associada.

“Estou muito feliz em poder contar esta história ao lado de uma equipe tão especial. Conseguimos reunir um elenco com nomes que mergulharam nos personagens e se entregaram para o projeto. A equipe técnica também não poupou esforços para entregar um resultado incrível. O longa vai mostrar uma história de amor, redenção e perdão”, explica Wagner de Assis.



Protagonizado por Carol Castro e Fábio Assunção, o filme teve cenas externas gravadas em Santa Teresa e em um estúdio em Vargem Grande, onde usaram uma tecnologia com painéis de LED. Ao todo, são 200 m² de telas em 180º no cenário da produção. 



“O LED traz mais realismo para o estúdio e ajuda o elenco a se sentir inserido no cenário. Além disso, o recurso também vai encurtar o tempo de pós-produção. Foram produzidos 14 cenários virtuais, desenvolvidos exclusivamente para este filme”, explica Wagner.


Imagem: reprodução

Nosso Lar 3 - Vida Eterna vai acompanhar Zenóbia e Domênico em uma missão de socorro espiritual, cheia de amor incondicional por vivos e “mortos”. O terceiro longa da franquia também vai apresentar novos personagens que terão papel essencial diante dos desafios de dar uma nova chance e perdoar aqueles que desejam recomeçar. Os protagonistas se conheceram ainda novos, mas por uma decisão do pai de Zenóbia, não puderam ficar juntos como um casal. Com o caminhar da vida, cada um seguiu seu caminho, até se reencontrarem em outro plano.

O elenco traz outros grandes nomes: Othon Bastos, Renato Prieto; Annah Kutner, Dandara Albuquerque, Caio Scot, Gerson Barreto, Vandré Silveira, Alex Brasil, Gustavo Pace, Cadu Libonati, Rod Carvalho, Talita Castro, Alle Franco, Will Anderson, Márcio Vito, Cynthia Aparecida, Helga Nemetik, Manuela Duarte, Renata Tobelem, Beatriz Alcântara e Antônio Zeni.

Em “Nosso Lar 3 – Vida Eterna”, Zenóbia, líder de uma casa espiritual nas zonas umbralinas, enfrenta os abismos mais sombrios para resgatar espíritos arrependidos e salvar Domênico, sua alma gêmea perdida nas trevas. Entre batalhas espirituais e perdão extremo, ela arrisca tudo por um amor que acredita ser eterno.

Sobre o diretor Wagner de Assis

Wagner de Assis, carioca, jornalista, é diretor, roteirista e produtor. Responsável pelos longas “Nosso Lar”, “Nosso Lar 2 - Os Mensageiros”, “A Cartomante”, “A Menina Índigo” e "Amor Assombrado”, “Ninguém é de Ninguém”, além da direção e roteiro da cinebiografia “Kardec”. Assina também a produção de documentários como “Os Transgressores” e “Que Geração é Essa?”. Foi autor de séries para TV como “Rondon, o grande-chefe” e autor-colaborador de novelas como “Além do Tempo” e “Espelho da Vida”, da TV Globo. É responsável pela empresa Cinética Filmes, fundada em 1997.

Sobre a Cinética Filmes

A Cinética Filmes foi fundada por Wagner de Assis em 1997. A produtora tem se destacado pela produção de filmes de longas-metragens e documentários. Dentre seus mais conhecidos projetos está o longa-metragem “Nosso Lar”, sucesso de bilheteria, tendo alcançado um público de 1,6 milhão de espectadores em 10 dias de exibição, e, ao todo, foi visto por mais de 4 milhões de espectadores somente nos cinemas. Outros filmes recentes são “Nosso Lar 2 - Os Mensageiros", atual maior abertura do cinema nacional de 2024 com 560 mil ingressos vendidos no primeiro fim de semana; “Ninguém é de Ninguém”, da obra de Zíbia Gasparetto, “A Menina Índigo” e “Amor Assombrado”, inspirado na obra de Heloísa Seixas. Wagner também escreveu e dirigiu a cinebiografia “Kardec”. 

Atualmente, em fase de pré-produção, a produtora desenvolve "Emmanuel, a cinebiografia de um espírito", e, em pós produção, com previsão de estréia em 2025,  “O Advogado de Deus", de Zíbia Gasparetto, e "The Fox Sisters", biografia das irmãs pioneiras do espiritualismo nos EUA; além dos documentários “Cidade Maravilhosa”, "Photochart, a história de J.Ricardo" e “Em Busca de Cinderela” que serão lançados.

Sobre a FEB

Fundada em 1884, a Federação Espírita Brasileira é uma instituição referência sobre o Espiritismo no mundo. A FEB tem por missão oferecer a Doutrina Espírita ao ser humano por meio do seu estudo, prática e difusão, pela união solidária dos espíritas e unificação das instituições espíritas, contribuindo para a formação do homem de bem. Com sede administrativa em Brasília (603 norte) e histórica no Rio de Janeiro (Av. Passos n. 28/30), é mantida com a venda de livros, por doações e trabalho voluntário.

Sobre a Migdal Filmes

A Migdal Filmes, criada há 15 anos pela produtora Iafa Britz, é referência no mercado audiovisual, tendo levado mais de 30 milhões de espectadores aos cinemas. A produtora equilibra em seu line-up entretenimento com impacto social. Com sucessos de crítica e público, a Migdal vem desenvolvendo franquias e IPs importantes em parceria com grandes players e talentos. Foi responsável pela trilogia de “Minha Mãe é uma Peça”, fenômeno cuja terceira parte alcançou o posto de filme mais lucrativo da história do cinema nacional, pelos premiados “Cássia Eller”, “M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida” e “As Polacas”, pela comédia “Linda de Morrer”, pela biografia cinematográfica “Irmã Dulce” e por “Nosso Lar”. Em 2025/2026, destacam-se grandes projetos, entre eles os filmes “Overman”, dirigido por Tomás Portella e baseado nas tirinhas da cartunista Laerte Coutinho, “(Des)Controle”, dirigido por Rosane Svartman e codirigido por Carol Minêm, “Geni e o Zepelim”, de Anna Muylaert, inspirado na canção homônima de Chico Buarque e “Caramelo”, dirigido por Diego Freitas em parceria com a Netflix.

Fonte: Atomicalab / Eliabe Figueiredo

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Número de normas que preveem proibição de caixas de som nas praias tende a aumentar nos estados e municípios, afirma especialista

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Não há nenhuma lei nacional específica que proíba caixas de som, mas diversos municípios litorâneos já vêm tratando do tema e realizando fiscalizações.

As reclamações sobre as caixas de som em alto volume nas praias durante o verão brasileiro vêm dominando os noticiários e causando polêmica pelo país. Em Salvador, foi criado um abaixo-assinado para impedir a presença desses aparelhos nas praias e um projeto de lei sobre o mesmo tema também chegou a ser protocolado. No Rio de Janeiro, a Prefeitura segue realizando fiscalizações para impedir a poluição sonora. Os casos de desobediência também são comuns nas orlas do Guarujá, em São Paulo, em que foram registradas mais de 4,7 mil queixas por conta do som alto apenas entre o Natal e o Ano Novo.

Mesmo com a enxurrada de casos por todo o Brasil, ainda não há nenhuma lei nacional que proíba especificamente o uso de caixas de som nas praias, mas tão somente normas gerais que proíbem a poluição sonora. O tema é abordado no Artigo 42 do Decreto-Lei n° 3.888/1941, conhecido como Lei de Contravenções Penais, que prevê pena de prisão simples, de 15 dias a 3 meses ou multa à perturbação do sossego. Já a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal n° 9.605/1998) trata apenas da poluição de forma ampla, incluída a poluição sonora.

“O que se verifica historicamente é que o tema da poluição sonora sempre teve um enfoque voltado à saúde, especialmente em relação à segurança do trabalho, à perda auditiva, e também aos ambientes urbanos, em razão do intenso barulho provocado por obras, meios de transporte, bares e eventos. Com a chegada das caixinhas de som, essa discussão está se ampliando também para o litoral”, afirma Heloisa Verri, sócia do Verri Paiva Advogadas, escritório especializado em Direito Ambiental.

Diversos estados, como São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, assim como alguns municípios, a exemplo de São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, impõem leis com limites para o barulho, que preveem níveis de decibéis permitidos durante horários específicos. No caso do Rio de Janeiro, Guarujá, Ubatuba, Santos e Cabo Frio, leis municipais proíbem expressamente a presença de caixas de som nas praias.

Segundo a advogada, o aumento dos debates a respeito do incômodo do barulho nas praias poderá despertar novas discussões jurídicas para o enfrentamento desse problema.

“Chegamos a um momento salutar de efetivamente estabelecer limites e parâmetros do que é razoável em termos de produção sonora nos locais de descanso e interação com a natureza. Isso não está necessariamente relacionado a um dano auditivo, mas a um prejuízo do bem-estar das pessoas que estão ali. Tem havido um incômodo muito grande em relação a esse som nas praias, justamente em razão dos exageros cometidos, então é um movimento que, além de benéfico, amplia o enfoque da proibição da poluição sonora. A tendência é que, devido à ausência de uma lei nacional mais específica sobre as caixas de som, essas normas se multipliquem nos municípios”, destaca ela.

A advogada ainda aponta que outro movimento observado nas praias é o incômodo com as barracas já instaladas na areia, que ocupam a maior parte do espaço e realizam cobranças no momento da chegada dos turistas. “Muitas vezes há praias que já estão tomadas por cadeiras, barracas e guarda-sóis e a pessoa se vê sem alternativa e impelida a pagar para estar naquele local. Essa é outra questão que não foi regulamentada, mas já há movimentos para buscar algum tipo de controle”, ressalta. “Precisamos lembrar que as praias são um espaço público e todos que vão até lá precisam ter garantido o direito ao bem-estar”, finaliza.

Fonte:  Agência Em Foco /  Renan Araújo

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Conheça alguns dos principais destinos brasileiros para o lazer e esportes náuticos

 

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O Brasil, com belezas naturais, seu extenso litoral, rios e lagos navegáveis, e clima apropriado para navegar durante o ano todo, é um dos principais palcos para o turismo náutico. Cidades como Rio de Janeiro, Itajaí, Brasília, São Paulo, Salvador e Foz do Iguaçu são destaques para receber barcos de lazer, pelas suas atrações "sobre as águas", pela infraestrutura em desenvolvimento e fazem parte do calendário de boat shows, atraindo visitantes de todo o país e do exterior para conhecer as últimas novidades do setor.

O Brasil, com aproximadamente 8.500 quilômetros de litoral e vasta rede de rios e lagos navegáveis, se destaca como um destino privilegiado para os amantes do turismo náutico. Os estados brasileiros com cidades que sediam os maiores eventos náuticos da América Latina: Rio de Janeiro (RJ), Itajaí (SC), Brasília (DF), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Foz do Iguaçu (PR) se destacam não apenas pela realização de eventos náuticos, mas também pelas diversas atrações que proporcionam aos visitantes. A Boat Show Eventos, que reúne os principais players do setor nacional e internacional, oferece uma ampla variedade de atrações, incluindo a exposição de embarcações com tecnologia de ponta, produtos, serviços, além de lançamentos exclusivos de marcas renomadas nacionais e internacionais. 

“As cidades que recebem os eventos da Boat Show se destacam pela náutica e as regiões são polos estratégicos para esse lazer no país. Combinando cenários deslumbrantes, cultura local e condições ideais para navegação, esses destinos reforçam o Brasil e seu enorme potencial para esse turismo. Levar os boat shows para essas localidades reforça a importância do mercado náutico para o desenvolvimento, conectando pessoas a novas experiências e democratizando o lazer, já que oferecemos opções para  quem já possui embarcações até os que querem conhecer e comprar seu primeiro barco”, destaca Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos. 

O mercado náutico brasileiro se prepara para um ano promissor em 2025, com a realização de seis Boat Shows em diferentes regiões do país. O Rio Boat Show, abrirá o calendário de eventos de 2025 de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, celebrando sua 26ª edição. Em seguida, o Marina Itajaí Boat Show será de 3 a 6 de julho, o maior evento náutico do sul do Brasil. O calendário continua com o Brasília Boat Show, de 13 a 17 de agosto, na Orla da Concha Acústica. O São Paulo Boat Show, maior salão náutico indoor da América Latina, está programado para 19 a 24 de setembro, no São Paulo Expo. Em outubro, Salvador recebe a segunda edição do Boat Show, seguido pelo Foz Internacional Boat Show, de 27 a 30 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, em Foz do Iguaçu. 

Conheça mais sobre cada destino náutico:

Rio de Janeiro (RJ)

O estado do Rio de Janeiro oferece diversos destinos ideais para o lazer e a prática de esportes náuticos. Entre as inúmeras opções, a Baía de Guanabara proporciona navegação com vistas deslumbrantes do Pão de Açúcar e do Cristo Redentor. Angra dos Reis, composta por 365 ilhas, oferece águas cristalinas perfeitas para vela, mergulho e passeios de lancha. Paraty combina charme histórico com belas baías, sendo excelente para passeios de barco e exploração de ilhas próximas.

Santa Catarina (SC)

O estado catarinense também se destaca como um destino privilegiado para os apaixonados por esportes náuticos e lazer aquático. Em Florianópolis, a Ilha da Magia, repleta de praias e recantos naturais, são inúmeras as opções para navegação. Já em Porto Belo, a Enseada do Caixa D’Aço é um refúgio para barcos de lazer, com águas tranquilas cercadas pela natureza. Itajaí, principal polo náutico do país com concentração de fabricantes que estão entre os melhores do mundo, oferece infraestrutura de marina de alta tecnologia e é cercada por belas praias e destinos de destaque no turismo.

Paraná (PR)

Além da costa, com praias como Caiobá e a famosa Ilha do Mel, o Paraná tem se desenvolvido como importante destino náutico em razão dos grandes lagos, rios e represas. É o caso do Lago do Itaipu, referência do turismo internacional, com 1.350 km² de área e ideal para atividades como passeios de barcos, além de esportes náuticos como a pesca esportiva.

Bahia (BA)

A Baía de Todos-os-Santos, a maior do Brasil, possui um espelho d’água de 100 quilômetros de extensão, abrigando 56 ilhas com belas praias e locais históricos. Além de suas belezas naturais, a região tem recebido projetos e investimentos focados no turismo náutico, com programas de atendimento ao navegador, além de projetos de capacitação e construção de marinas. A Ilha de Itaparica, situada a aproximadamente 10 milhas náuticas da Bahia Marina, é conhecida por suas praias de águas calmas e cristalinas, sendo um destino popular para velejadores e navegadores.

Distrito Federal (DF)

A capital do país também concentra um importante atrativo: o Lago Paranoá, um dos maiores lagos urbanos artificiais do mundo com grande frota de embarcações. É um destino de lazer para nadar, mergulhar, remar, praticar stand up paddle (SUP), caiaque, canoa e vela, além de atrativos em suas margens como renomados bares, restaurantes e marinas. 

São Paulo (SP)

São Paulo oferece diversos destinos favoráveis para a prática de esportes náuticos e navegação tanto na costa, com belas praias em destinos como Guarujá, Ilhabela, Ubatuba, São Sebastião e inúmeras outras, que são referências brasileiras. O interior paulista também traz inúmeros cenários para navegação em represas e rios. Inclusive, por meio de programa do Governo do Estado, obras em infraestrutura pública para receber embarcações estão sendo executadas em diversas cidades. 

Calendário de eventos náuticos 2025

  • Rio Boat Show

26/04 a 04/05/2025

  • Marina Itajaí Boat Show

03 a 06/07/2025

  • Brasília Boat Show

13 a 17/08/2025

  • São Paulo Boat Show

18 a 23/09/2025

  • Salvador Boat Show

30/10 a 02/11/2025

  • Foz Internacional Boat Show

27 a 30/11/2025


Sobre o Grupo Náutica

Com mais de 40 anos de mercado, o Grupo Náutica traz soluções em infraestrutura, eventos e comunicação náutica. É formado pela Revista Náutica (https://www.nautica.com.br), pioneira e líder absoluta no setor; o Boat Show, mais importante salão náutico da América Latina com as edições de São Paulo, Itajaí, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Foz do Iguaçu; a Metalu, maior fabricante de píeres e passarelas em alumínio do mundo. O grupo também se preocupa com as questões sociais e é detentora das ações “Só Jogue na Água o que Peixe pode Comer”, assinada pelo cartunista Ziraldo, e “Por Uma Cidade Navegável”, que busca a navegação em lugares inimagináveis, assim como desenvolve os principais Guias de Turismo Náutico do país.

Fonte: Rotas Comunicação / Bianca Luca

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

EBC realiza maior cobertura jornalística de sua história com as transmissões do G20

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A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e seus veículos promoveram a maior cobertura jornalística da história da instituição, com a mobilização realizada durante o G20, G20 Social e atividades relacionadas que aconteceram na cidade do Rio de Janeiro (RJ), de 14 a 19 deste mês. Mais de 300 profissionais participaram dessa megaoperação, que permitiu que o Brasil e o mundo acompanhassem os eventos. A EBC foi a emissora parceira do G20.

Para o presidente da EBC, Jean Lima, essa cobertura comprova a capacidade da EBC de planejar e executar coberturas e transmissões de grandes eventos, em nível internacional. "Estamos orgulhosos do trabalho desenvolvido e do impacto positivo que isso teve na percepção dos nossos veículos enquanto fontes confiáveis de informação.”

A EBC contou com dois estúdios na capital fluminense, sendo um no Espaço Kobra para o G20 Social, e outro no Museu de Arte Moderna (MAM) para a Cúpula do G20 – que teve a participação das lideranças de 19 países-membros, juntamente com União Europeia e União Africana.

Veículos públicos

A TV Brasil trouxe boletins ao vivo ao longo de toda a programação e reportagens especiais sobre os acontecimentos. Os dois telejornais da emissora – Repórter Brasil Tarde e Repórter Brasil - foram ancorados diretamente do Rio de Janeiro durante o G20 Social para levar ao telespectador as movimentações e principais temas de discussão.

A Agência Brasil, usada como fonte de informação por centenas de outros veículos país afora, também preparou cobertura especial. Desde o início do mês, foram produzidas mais de 100 matérias em português alusivas à temática. Houve ainda tradução para espanhol e inglês. As equipes de fotojornalismo publicaram dezenas de galerias de imagem. As notícias sobre o G20 e G20 Social estiveram entre as mais lidas de todo o site.

Equipes de reportagem fizeram entradas ao vivo na programação da Rádio Nacional. O tradicional noticiário Repórter Nacional teve edições especiais e apresentação do Rio de Janeiro. Outras emissoras puderam aproveitar o material em áudio na página da Radioagência Nacional.

Veículos governamentais

Com o Canal Gov, a EBC foi responsável pela geração de imagens para mais de 200 emissoras de televisão brasileiras e estrangeiras. Desde a quinta-feira (14), foram 87 horas de programação dedicada. Um dos destaques foi o Giro Social, programa de entrevistas com ministros que atuaram nos principais eixos temáticos. O público também acompanhou as transmissões pela conta oficial do Canal Gov no YouTube.

A Voz do Brasil, programa radiofônico mais antigo em exibição no hemisfério sul, foi veiculada em edição especial durante todos os dias do G20 e G20 Social. A Agência Gov, por sua vez, realizou cobertura com distribuição de material em áudio, texto e vídeo. O conteúdo produzido ficou disponível na página oficial do encontro.

Redes Sociais

As redes sociais da EBC também se engajaram ativamente na pauta, produzindo ampla variedade de conteúdo para todas as contas e plataformas da empresa. Além de dar visibilidade ao trabalho realizado pelas emissoras, divulgando cortes dos momentos mais importantes, os jornalistas repercutiram pontos de vista de especialistas e da sociedade civil, com discussões e bastidores diretamente dos locais dos eventos.

Uma das iniciativas foi a transmissão, no YouTube da TV Brasil, dos shows do Aliança Global Festival, que reuniu artistas nacionais no Boulevard Olímpico, na Praça Mauá.

Fonte: EBC TV BRASIL / Divulgação EBC

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sábado, 10 de agosto de 2024

Instituto Ayrton Senna homenageia munícipios parceiros por seu compromisso e conquistas na educação

 

Imagem: reprodução

Mais de 80 municípios foram reconhecidos por seus avanços em alfabetização, desenvolvimento socioemocional e políticas educacionais bem-sucedidas em evento que contou com a presença de Viviane Senna

O Instituto Ayrton Senna (IAS) realizou nesta quinta-feira, 25, o Evento de Reconhecimento aos Territórios Parceiros, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. O evento comemorou três décadas de impacto educacional, reunindo prefeitos, secretários de educação e autoridades de mais de 80 cidades brasileiras que se destacaram pelo compromisso com a educação.

Durante a abertura oficial, a fundadora e presidente do Instituto, Viviane Senna, reforçou o legado do piloto tricampeão mundial e parabenizou a todos pela jornada vitoriosa dos municípios.  “O Ayrton nasceu com um potencial. Ele estava lá, mas precisou de oportunidades e atitudes, como garra, disciplina, determinação perseverança e todas as competências socioemocionais que estamos falando aqui há mais de 10 anos. Todos nascemos com um potencial e precisamos de oportunidades e atitudes certas para alcançarmos o nosso propósito. Estamos todos aqui porque acreditamos que é possível fazer isso a partir da educação”, disse Viviane.

A presidente do Instituto ainda lembrou que Ayrton Senna sempre dizia que nenhum piloto ganha a corrida sozinho e fez uma analogia com a educação; “Para vencer uma corrida, é preciso um bom carro e uma boa equipe. Para as crianças, o carro é a educação. Para enfrentar os adversários, a pobreza, a violência, que são oponentes perigosos, eles precisam do melhor carro. E todos nós, que estamos aqui, formamos uma boa equipe, que acredita nessa missão”.

Ewerton Fulini, vice-presidente do Instituto, acrescentou que o evento é uma oportunidade para reconhecer o trabalho excepcional das cidades que institucionalizaram os programas do Instituto como políticas públicas. “Acreditamos que essas histórias de sucesso servirão como modelo e inspiração para outros municípios”.

O evento contou com dois painéis temáticos: Agentes da Transformação, que destacou personalidades relevantes para a educação, e Políticas Educacionais de Sucesso, em que os territórios compartilharam suas experiências.

Mediado por Inês Kisil Miskalo, diretora de educação do Instituto, o painel de políticas educacionais apresentou resultados notáveis e estratégias educacionais bem-sucedidas nas cidades Boca do Acre (AM), Domingos Mourão (PI), Licínio de Almeida (BA), Manaus (AM) e Ribeirão Pires. Já no painel de agentes de transformação, mediado por Ewerton, participaram Rossieli Soares, secretário de educação do Pará, Luiz Miguel Garcia, presidente da UNDIME São Paulo e secretário de educação de Sud Menucci (SP), Marcelo Beltrão Siqueira, prefeito de Coruripe (AL), Ana Dayse Rezende Dórea, ex-secretária de educação de Maceió (AL) e Ivo Ferreira Gomes, prefeito de Sobral (CE).

Novo parceiro do Instituto, Centro Paula Souza, também apresentou a evolução do programa de desenvolvimento socioemocional dos estudantes.

Outros destaques

Ao longo do evento, os participantes tiveram contato com grandes feitos realizados por alguns dos parceiros do Instituto Ayrton Senna nas últimas três décadas.

Impacto na Alfabetização: Ribeirão Pires (SP) recebeu o troféu ‘Município Destaque na Alfabetização’ por seu trabalho exemplar, beneficiando cerca de 3 mil alunos com projetos focados em alfabetização e correção do fluxo escolar.

Avanços no IDEB: Licínio de Almeida (BA) foi reconhecido por sua ascensão significativa no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), subindo da 1.953ª posição em 2005 para a 92ª em 2021, e alcançando a liderança estadual em 2019.

Desenvolvimento Socioemocional: O Centro Paula Souza (CPS) apresentou seu programa inovador para o desenvolvimento socioemocional, que já impactou estudantes de 41 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs), integrando habilidades para a vida ao currículo escolar.

Ao final, Ewerton Fulini, em nome do Instituto Ayrton Senna, expressou gratidão a todos os parceiros e participantes que contribuíram para o sucesso do evento e para a transformação da educação em todo o Brasil. A celebração dos 30 anos marca um capítulo importante na história do Instituto e reforça o compromisso contínuo com a melhoria da qualidade educacional.

Acesse aqui algumas fotos do evento

 Sobre o Instituto Ayrton Senna 

O Instituto Ayrton Senna trabalha pela transformação de vidas por meio da educação pública de qualidade. Desde 1994, inspirados pelo legado do tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, o Instituto aplica conhecimentos para levar programas educacionais inovadores para escolas públicas, impactando cada vez mais crianças e jovens do Brasil. Por meio da pesquisa, da mobilização social e projetos educacionais aplicados em escala, acelera a qualidade da educação pública para impulsionar o potencial que cada estudante tem de alcançar sua própria linha de chegada. Em 30 anos de história, já realizou mais de 36 milhões de atendimentos a crianças e jovens em 3 mil municípios brasileiros. Para saber mais, acesse o site


Fonte: Mosaike Comunicação / Ariane Dias

sábado, 11 de maio de 2024

Brahma anuncia patrocínio de O Auto da Compadecida 2 e campanha de São João estrelada por João Grilo e Chicó

Imagem: reprodução divulgação

Além da parceria com a segunda versão do filme clássico com direito a filme publicitário especial, marca reuniu formadores de opinião para oficializar a presença como cerveja oficial de Campina Grande e diversas outras festas de São João pelo Brasil.

Brahma deu início às preparações para as festas de São João com um anúncio especial. A cerveja das paixões nacionais anunciou que é patrocinadora master de O Auto da Compadecida 2, um dos filmes mais aguardados do ano. Além de apoiar a produção, a parceria é inspiração para a campanha de Brahma para o São João de 2024, que faz homenagem à cultura brasileira e tem criação assinada pela agência Africa Creative. Presente em diversas festas pelo Brasil, Brahma também patrocina o maior São João do mundo, em Campina Grande (PB).

Em um momento exclusivo para convidados na exposição O Auto de Ariano, que celebra a vida e obra do autor paraibano criador de O Auto da Compadecida, em João Pessoa (PB), a marca contou seus planos para o projeto, que inclui um filme publicitário especial que terá os personagens João Grilo e Chicó e deve agitar as redes sociais nas próximas semanas.

“Essa parceria com O Auto da Compadecida é um verdadeiro mergulho na essência da cultura brasileira e nordestina. Algo que só Brahma, que sempre apoiou as maiores festas populares do Brasil, poderia fazer. Para nós, estar ao lado de João Grilo e Chicó é um privilégio, para juntos convidar todos a viverem esta grande festa que é o São João”, diz Maurício Landi, diretor de marketing de Brahma.


Imagem: reprodução / divulgação

Produzido pela Conspiração Filmes e pela H2O Films, O Auto da Compadecida 2 tem estreia agendada para 25 de dezembro deste ano. Já o filme publicitário de Brahma, que também foi desenvolvido em colaboração com a Conspiração Filmes, será lançado oficialmente nas próximas semanas, embalando as comemorações do São João. Para acompanhar as novidades, é só seguir Brahma nas redes sociais.

Fonte: LK Assessoria e Produção / Leilla Caroline

Congresso derruba vetos de Lula ao PL do Veneno; entidades alertam para risco à saúde

Foto: reprodução

Pesquisadores da Fiocruz publicaram um documento intitulado "Os 12 retrocessos e falácias propagadas pelo PL do 6.299".

O Congresso Nacional derrubou na quinta-feira (9) os vetos do presidente Lula (PT) à lei aprovada no final do ano passado que flexibilizou o registro de agrotóxicos no Brasil. Antes da aprovação, o projeto de lei ficou conhecido como PL do Veneno, por representar risco ao meio ambiente e à saúde humana.

Contrariando o Executivo, os parlamentares decidiram que o principal responsável por liberar novos agrotóxicos é o Ministério da Agricultura.

Outros órgãos que até então participavam do processo — como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) — tiveram suas atribuições diminuídas pelo Congresso, o que contraria o modelo tripartite adotado em outros países.

O PL 1459/2022 é de autoria do senador Blairo Maggi (PP-MT), conhecido como “rei da soja”, e tem apoio da bancada ruralista. Por outro lado, instituições socioambientais e da área da saúde, além de especialistas e pesquisadores, alertam para graves riscos à saúde da população.

Para a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, composta por centenas de organizações populares, do campo e partidos políticos, a lei em vigor coloca em risco os direitos à vida, à saúde, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e à dignidade humana, previstos na Constituição.

“Essa mudança (…) retira o rigor técnico desses órgãos especializados na avaliação dos impactos ambientais e de saúde. O Brasil, já conhecido como o maior consumidor de agrotóxicos do mundo (cerca de 719 mil toneladas consumidas em 2021), pode potencializar esse ranking a partir das consequências dessa flexibilização”, afirmou em nota a Campanha Contra os Agrotóxicos após a derrubada dos vetos.

Fiocruz: ‘A ciência está errada e o agro está certo?’

Os trechos da lei vetados por Lula (PT) foram considerados inconstitucionais não apenas pelo presidente da República, mas também por organizações científicas, como a Fiocruz e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

Em 2022, pesquisadores da Fiocruz publicaram um documento intitulado “Os 12 retrocessos e falácias propagadas pelo PL do 6.299” (antiga numeração do mesmo projeto de lei).

“Entidades de renome internacional e notório saber científico como a Fiocruz, o INCA, a Abrasco e a ONU destacaram que o PL vai permitir o registro de produtos mais tóxicos no país, incluindo aqueles com maior potencial cancerígeno. A ciência está errada e o agro está certo?”, escreveram os pesquisadores da Fiocruz.

Fonte: iclnoticias


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Crianças Yanomami morrem quase 13 vezes mais por causas evitáveis

Imagem: Reprodução

Considerando apenas 2019 e 2020, foram oito mortes por malária de crianças menores de 5 anos, o equivalente a dois terços do total de óbitos nessa faixa etária em todo o Brasil, segundo a Agência Pública.

Em 16 de setembro, a comunidade de Makabei, na Terra Indígena (TI) Yanomami, chorou a morte de uma criança de apenas 2 anos, que vamos chamar de M. Ela estava com malária, infectada pelo Plasmodium falciparum, o mais agressivo dos protozoários que causam a doença, e desenvolveu malária cerebral, uma complicação grave que, não raramente, leva à morte.

A morte de M. não é um caso isolado. Nos três primeiros anos do governo Bolsonaro (2019-2021), ao menos 14 crianças menores de 5 anos morreram em decorrência de malária na maior TI do país, localizada entre Amazonas e Roraima.

Os dados inéditos foram obtidos pela Agência Pública junto à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Considerando apenas 2019 e 2020, os últimos anos em que há dados nacionais disponíveis, foram oito mortes por malária na TI Yanomami, o equivalente a dois terços do total de óbitos nessa faixa etária em todo o Brasil, onde 12 crianças faleceram por complicações da doença.

Júnior Hekurari Yanomami, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuana (Condisi-YY) e responsável por relatar o caso de M. à Pública, resume o processo de luto que uma morte como essa causa em seu povo. “Choram todos os dias, todas as noites. Toda a comunidade, não só a mãe, a família inteira. Ficam de luto, chorando, de manhã, de tarde, de noite. Ficam chorando durante meses”, explica o líder indígena, que preside também a Urihi Associação Yanomami.

A malária, que matou mais de uma dezena de crianças Yanomami e infectou milhares em três anos, está incluída em uma lista de “óbitos por causas evitáveis”, classificação que abrange doenças tratáveis, como pneumonia, desnutrição, diarreia e verminoses.

Se considerarmos todas as mortes por causas evitáveis, o cenário na TI Yanomami se mostra ainda mais aterrador: entre 2019 e 2021, “ao menos 404 crianças menores de 5 anos”, morreram no território indígena por causas que poderiam ter sido evitadas ou tratadas. É uma média de 134 a cada ano, sendo os dados de 2020 e 2021 ainda preliminares.


Terra Indígena Yanomami — Foto: Bruno Fonseca/Agência Pública - Reprodução

Para se ter uma dimensão do tamanho da tragédia entre os Yanomami, basta comparar as taxas nacionais com os números encontrados na TI. Entre 2019 e 2020, últimos anos com dados disponíveis em nível nacional, a taxa de óbitos evitáveis de crianças com menos de 5 anos no Brasil foi cerca de 165 a cada 100 mil habitantes, de acordo com informações obtidas no DataSUS. Na TI Yanomami, no mesmo período, a taxa foi de 2.275 mortes a cada 100 mil habitantes. São  13,7 vezes mais crianças que perderam a vida, de acordo com os dados obtidos via LAI pela reportagem.

Garimpo e ausência do Estado são corresponsáveis pelas mortes

“Quando uma criança indígena morre, assassinada pela ganância dos predadores do meio ambiente, uma parte da humanidade morre junto com ela”, disse o presidente eleito Lula (PT) em seu discurso de vitória após o segundo turno das eleições, em 30 de outubro. Na TI Yanomami, os mais de 20 mil garimpeiros “predadores do meio ambiente”, a ausência e a corrupção do poder público são apontados como os principais responsáveis pela morte de centenas de crianças indígenas anualmente.

A cada contato feito pela reportagem com fontes Yanomami ou ligadas ao território ao longo dos últimos meses, uma mesma situação se repetiu. Além de atualizações verbais sobre o cenário na TI, cada diálogo vinha acompanhado de novas fotos que reforçam o que está ocorrendo na TI Yanomami.

São imagens quase sempre de crianças, extremamente magras, com os ossos à mostra e a barriga inchada. Algumas delas, como M., mencionada no início deste texto, estão no colo de suas mães, à beira da morte. Outras fotos revelam postos de saúde extremamente precários, onde dezenas de famílias se amontoam em redes, à espera de atendimento médico.

Uma das imagens recebidas pela Pública não mostra nenhuma criança, mas sim uma página de um caderno com anotações. Enviada pela liderança indígena Fernando Yanomami, o registro traz o nome de dez comunidades da região do Palimiú, acompanhado do número de mortes por doenças, especialmente malária, ocorridas em cada uma delas. São 74, entre crianças e adultos. Não é possível saber se todos os óbitos computados foram contabilizados oficialmente.


Caderno de Fernando Yanomami, da região do Palimiú, traz informações sobre óbitos
em várias comunidades da região — Foto: Arquivo pessoal - Reprodução


Em conversa com a reportagem, Fernando destaca a comunidade de Haxiu, que lidera a lista de óbitos, com 17 mortes, e explica os motivos que levaram a aldeia a esse cenário. “Sem saúde, sem rádio, muito sofrimento lá. Tem garimpo, muito garimpo, invasão mesmo. Rio contaminado, sujo, lama, barro mesmo. Muito sujo. Morreram”, diz.

Para Júnior Hekurari, da Urihi Associação Yanomami, o que está ocorrendo é uma “crise humanitária”. “Fome, malária, todos os Yanomami com malária. E malária pega com fome, é morte certa. É muito triste. Eu já várias vezes clamei ao governo para ajudar, mas a ajuda não está conseguindo chegar nas comunidades. As comunidades estão sem medicamentos, não tem ação permanente [de saúde]”, afirma a liderança indígena.

Na visão do médico e pesquisador Paulo Basta, trata-se de “um estado permanente de crise ambiental, social, sanitária, sob o ponto de vista de violação de direitos”. “É uma crise que vem progredindo de maneira a colocar os Yanomami numa situação ainda de maior vulnerabilidade com o crescimento do garimpo nas terras indígenas”, explica Basta, um dos responsáveis por uma série de estudos sobre os Yanomami conduzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Unicef.

Para ele, a violência dos garimpeiros criou um clima de medo no território, fazendo com que a Sesai não mais coloque profissionais de saúde em áreas de conflito conflagrado, deixando os indígenas “abandonados à própria sorte” e tendo que recorrer aos garimpeiros quando têm alguma questão emergencial. 

“É claramente insuficiente o serviço de saúde prestado a essa população. A cobertura das unidades de saúde é baixa, a qualidade do atendimento é péssima. Não há infraestrutura local, não há medicamentos em quantidade e qualidade suficientes, não há insumos, não há equipamentos pra fazer procedimentos. Não há estrutura pra acolher pacientes com quadros graves, tampouco há estrutura pra fazer remoção desses pacientes pra unidades de saúde na cidade em tempo oportuno”, afirma o pesquisador.

Mortes por desnutrição na infância ocorrem 191 vezes mais que a média nacional

Em setembro de 2021, a Pública revelou que o índice de mortes por desnutrição na infância da TI Yanomami era o maior do país, com 24 mortes por desnutrição entre 2019 e 2020, na faixa etária de até 5 anos. Números atualizados mostram um cenário ainda pior: foram 29 óbitos, o que representa 7,7% do total de 374 mortes no país, mesmo com os Yanomami sendo cerca de 30 mil – apenas 0,013% da população brasileira.

Quando se considera o índice por 100 mil habitantes, as mortes por desnutrição na infância entre os Yanomami ocorreram 191 vezes mais do que a média nacional. A TI Yanomami contabiliza também pelo menos 14 crianças em 2021, ano que ainda não tem dados disponíveis em nível nacional.


Taxa de mortes evitáveis por 100 mil habitantes, entre crianças de 0 a 5 anos
- Foto: Bruno Fonseca/Agência Pública; dados: Ministério da Saúde - Reprodução

Além disso, em 2021, 56,51% das 4.245 crianças Yanomami acompanhadas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y) tinham um quadro de desnutrição aguda (baixo ou baixíssimo peso para a idade). Em 20 dos 37 Polos Base do Dsei-Y, o índice era superior a 50%, chegando a 82,93% na região do Homoxi, uma das áreas onde o garimpo mais se expandiu nos últimos anos.

Os dados são ainda piores do que os apresentados pela Pública no ano passado, referentes a 2019, quando 54,32% das crianças Yanomami apresentavam desnutrição aguda, com o índice passando de 50% em 18 dos 37 Polos Base. A título de comparação, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde mostram que, em 2021, 4,27% das 4,5 milhões de crianças menores de 5 anos no Brasil tinham um quadro de desnutrição aguda.

A tragédia se repete quando se analisam outras moléstias. As mortes de crianças por pneumonia no Brasil foram cerca de 2.400 entre 2019 e 2020, sendo que 78 delas eram Yanomami, o equivalente a 3,2% do total – tendência que se manteve em 2021, quando ao menos 46 crianças do território indígena morreram em decorrência da doença.

O índice é semelhante para mortes por diarreia: foram 26 em dois anos na TI Yanomami, 3,5% do total no Brasil. Os dados obtidos pela Pública mostram também que pelo menos oito crianças de 0 a 5 anos morreram por Covid-19 na TI Yanomami entre 2020 e 2021.

Saúde Yanomami teve fraude na compra de medicamentos

Uma série de fatos ocorridos nas últimas semanas traduzem as razões pelas quais a TI Yanomami continua apresentando alguns dos piores índices de saúde do país.

Em 30 de novembro, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a Operação Yoasi, visando combater um esquema de desvio de recursos públicos que deveriam ser destinados à compra de medicamentos para abastecer o Dsei-Y. 

A fraude, de acordo com as investigações, teria se iniciado em outubro do ano passado, quando a empresa Balme Empreendimentos Ltda. firmou contrato com o Dsei-Y para o fornecimento de 90 tipos de remédios. Ao longo do último ano, porém, foram entregues menos de 30% dos medicamentos contratados.

O esquema, que teria movimentado cerca de R$ 600 mil, envolve dois ex-coordenadores do Dsei Yanomami, Rômulo Pinheiro e o ex-vereador Ramsés Almeida da Silva, além de uma farmacêutica, um assessor de Ramsés e o empresário Roger Henrique Pimentel, dono da Balme Empreendimentos.

Entre os medicamentos afetados está o vermífugo albendazol, que é utilizado de maneira coletiva no tratamento de verminoses e que, por conta da fraude investigada, deixou de ser aplicado em mais de 10 mil crianças, de acordo com o MPF.

A falta desse e de outros fármacos já vinha sendo denunciada pelos Yanomami pelo menos desde julho, quando a Hutukara Associação Yanomami divulgou carta relatando casos extremos de verminose, inclusive com crianças expelindo vermes pela boca. Há inclusive registros visuais da situação. 

Além de vermífugos, as fontes relataram falta de antibióticos usados no tratamento de pneumonia e a necessidade do uso de remédios mais caros, com mais efeitos colaterais, para combater a malária. “No ano passado, foi feito um esforço tão grande pra formar o ‘kit covid’ e enfiar goela abaixo da população que hoje não tem cloroquina pra fazer tratamento de malária”, conta o médico e pesquisador Paulo Basta, que alerta para a possibilidade de desenvolvimento de resistência dos parasitas causadores da doença por conta do uso indiscriminado de medicamentos mais fortes.

De acordo com ele, os postos de saúde do território só não ficaram em situação pior graças à atuação de ONGs e da sociedade civil organizada, que fez vaquinhas para compra de medicamentos e outras ações de saúde na TI. 

No mesmo 30 de novembro em que foi realizada a Operação Yoasi, a PF e o Ibama deflagraram a terceira fase da “Operação Guardiões do Bioma”, que destruiu aviões e equipamentos utilizados por garimpeiros ilegais que atuam na TI Yanomami.

Em reação à operação, garimpeiros atearam fogo na Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) do Homoxi, que já está há mais de um ano fechada por causa de ameaças contra os profissionais de saúde que lá atendiam. Reportagem do Fantástico (TV Globo) que revelou a construção de 150 km de estradas clandestinas no território mostrou também imagens de uma nova operação contra garimpeiros, realizada em 7 de dezembro.

Também em 30 de outubro, o MPF em Roraima emitiu uma recomendação pedindo que o Ministério da Saúde nomeasse um interventor no Dsei-Y e que a Sesai criasse um grupo específico para acompanhar em tempo real a situação da saúde na TI Yanomami. No documento, o procurador da República Alisson Marugal destaca que, entre o começo de 2020 e a metade de 2022, foram empenhados mais de R$ 225 milhões na saúde Yanomami – o mais caro Dsei do Brasil –, sem que isso tenha se convertido em qualquer melhoria no atendimento de saúde dentro da TI.

Marugal já havia tomado outras medidas em relação à saúde dos Yanomami em anos anteriores. Em 2020, apresentou recomendação demandando que a Sesai voltasse a fornecer alimentação nos postos de saúde do Dsei-Y; diante da negativa do órgão, o procurador entrou com Ação Civil Pública (ACP), que não precisou prosperar porque a Sesai voltou atrás, abrindo licitação.

No ano seguinte, os MPF em Roraima e no Amazonas apresentaram recomendação conjunta demandando ações para melhoria dos serviços de saúde da TI. A despeito de a Sesai ter acatado parcialmente a recomendação, os indicadores de saúde do território indígena continuaram piorando.

A taxa de mortes evitáveis na faixa etária de 0 a 5 anos por 100 mil/habitantes na TI Yanomami foi calculada com base em uma estimativa de 6 mil crianças nessa faixa, o que vai ao encontro de dados de 2010 da Associação Hutukara, que fala em 20% da população tendo menos de 5 anos.

Fonte: revistagalileu


Em tempo!

Texto atualizado às 12:30 de 05/01/2023: Após revisão dos dados extraídos do DataSUS e obtidos via LAI, a reportagem precisou ser corrigida nos seguintes trechos:

– Onde estava “quase 10 vezes mais”, no título, houve alteração para “13 vezes mais”;
– No quarto parágrafo, o trecho “ao menos 429 crianças menores de 5 anos”, foi alterado para “ao menos 404 crianças menores de 5 anos”.
– Também no quarto parágrafo, o trecho “143 a cada ano”, foi alterado para “134 a cada ano”;
– No quinto parágrafo, onde estava “cerca de 260”, houve alteração para “cerca de 165”.
– Também houve alteração no quinto parágrafo de “a taxa foi de 2.400 mortes” para “a taxa foi de 2.275 mortes” e “9,2 vezes” para “13,7 vezes”;
– Por fim, houve correção dos dados no infográfico.

A versão acima já está com as informações corrigidas.

Atenciosamente,