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sábado, 2 de maio de 2026

SERÁ A VENEZUELIZAÇÃO DO BRASIL? No regime lulista, criticar Lula e o STF virou crime

Imagem: reprodução

Hoje, no Brasil, parlamentar vira réu por crítica política. Virou crime associar Lula ao nazismo, mas, quando era com Bolsonaro, estava tudo bem. A imprensa podia chamá-lo de fascista, nazista, genocida e ditador. Teve até capa de revista fazendo esse tipo de associação contra Bolsonaro, e ninguém tratou aquilo como crime contra a honra. Mas, quando @gusgayer fez algo semelhante envolvendo Lula, a crítica virou injúria, denúncia e ação penal no STF.

Em uma democracia verdadeira, imprensa, parlamentares e cidadãos precisam ter liberdade para criticar, satirizar e incomodar o poder. O problema é que essa regra só parece valer quando o alvo é a direita.


Imagens: reprodução

Quando o alvo é Lula e o STF, tudo muda.

Uma simples faixa escrita “ladrão” já vira caso de Polícia Federal. Uma montagem contra Lula vira denúncia. Uma crítica mais dura ao Supremo pode ser tratada como ataque institucional. Agora, até parlamentar corre o risco de responder no STF por associar o presidente a alguma tirania do passado.

Isso não é democracia sólida. Isso é regime lulista com blindagem judicial.

A liberdade de expressão virou seletiva. Para atacar Bolsonaro, podia tudo. Para criticar Lula, cuidado: o Estado pode bater à sua porta. Para questionar o STF, cuidado: a crítica pode acabar dentro de algum inquérito. Nos últimos anos, o Supremo passou a usar o chamado inquérito das fake news para mirar opositores, intimidar vozes críticas e enquadrar manifestações políticas como ameaça à democracia.

O Brasil chegou a um ponto gravíssimo: o poder não quer apenas governar, quer controlar o que pode ser dito. Quer decidir qual crítica é aceitável, qual sátira é permitida e qual opinião merece processo


Os intocáveis - Imagem: reprodução

E quando criticar o governante, questionar ministros do STF ou expressar indignação política vira risco jurídico, a democracia já deixou de ser plena há muito tempo.

Fonte: epocamundo





terça-feira, 21 de abril de 2026

Autoritário, arbitrário ou maquiavélico? As polêmicas envolvendo Flávio Dino e a política maranhense

Imagem: composição

"Dê o poder ao homem e descobrirá quem ele realmente é" - Nicolau Maquiavel


SUSPENSÃO DE INQUÉRITO SOBRE FRAUDE A COTA DE GÊNERO ENVOLVENDO O PARTIDO PODEMOS EM SÃO LUÍS NA JUSTIÇA ELEITORAL


O relator constatou que a continuidade das investigações no juízo eleitoral, antes de pronunciamento do Supremo, pode comprometer prerrogativas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu parcialmente medida liminar na reclamação constitucional (Rcl) 93066 para suspender o trâmite do Inquérito Policial n° 060001294.2025.6.10.0003 e da Medida Cautelar n°0600015-49.2025.6.10.0003, que tramitam no Juízo da 2ª Zona Eleitoral de São Luís/MA.

Segundo o blog do Isaías Rocha apurou, o inquérito relacionado à chapa do Podemos foi instaurado com a finalidade de investigar uma possível organização criminosa dedicada à prática de delitos eleitorais. De acordo com as informações, o caso envolve fraude decorrente do uso de candidaturas fictícias nas eleições municipais de 2024 na capital maranhense, visando dissimular o cumprimento da cota de gênero.


Vereadores cassados, beneficiados com a decisão - Imagem: reprodução


Na reclamação ajuizada pelo vereador Fabio Macedo Filho (ao centro), a defesa alega que o Juízo da 2ª Zona Eleitoral teria usurpado a competência do STF durante o trâmite do procedimento criminal.

Isso ocorreu porque, segundo as alegações, o caso que investiga a suposta organização criminosa ligada a crimes eleitorais faz “menção expressa a diversas figuras políticas”, incluindo algumas com foro privilegiado no Supremo.

O relator do pedido, ministro Flávio Dino, concordou parcialmente com os argumentos e decidiu suspender a investigação em relação ao parlamentar até que o Supremo se manifeste sobre sua competência e análise um eventual desmembramento do inquérito que tramita em segredo de justiça.

“O risco de dano irreparável ou de difícil reparação também se evidencia. A continuidade de diligências investigatórias no juízo eleitoral, antes de pronunciamento deste STF, pode comprometer prerrogativas parlamentares”, frisou.

Clique aqui para ler a decisão


Por Isaías Rocha


Laudo atesta que Dino votou em ação dele mesmo contra ex-senador

Imagem: reprodução

Roberto Rocha (Novo) acusa ministro de usar cargo no STF contra rivais políticos no Maranhão, resgatando denúncia de 2022

O ministro Flávio Dino registrou voto para rejeitar um recurso em petição sobre queixa-crime que ele mesmo apresentou contra o ex-senador do Maranhão, Roberto Rocha, no Supremo Tribunal Federal (STF). É o que atesta o laudo da empresa Verifact, incluído em nova petição de Rocha contra a queixa-crime em que Dino o acusou de calúnia e difamação por ter denunciado que o ministro, quando governador do Maranhão, em 2022, teria usado suposta influência para coagir prefeitos a não apoiá-lo, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça.

O ex-senador que se filiou na terça-feira (31) ao Partido Novo para disputar eleição ao Senado acusa Flávio Dino de suposto uso da Suprema Corte como instrumento político para perseguir rivais da política no Maranhão. Porque, argumenta Rocha, após se tornar ministro em 2024, Dino conseguiu reativar a queixa-crime que havia sido arquivada ainda em outubro de 2022, pela ministra-relatora Cármen Lúcia. O arquivamento havia sido determinado após a ministra concluir que as denúncias do então senador foram feitas sob a proteção da imunidade parlamentar, como também havia entendido a Procuradoria-Geral da República (PGR).

No laudo da empresa Verifact, elaborado sob a responsabilidade de Alex Ferreira Borralho, ficou registrado o voto de Dino em sessão virtual, entre 20h15 e 20h17 da última quarta-feira (25/03), na Primeira Turma do STF, presidida pelo próprio ministro autor da queixa-crime. O voto do ex-governador do Maranhão contra seu rival político no estado nordestino acompanhava o voto do ministro-relator, Alexandre de Moraes, no embargo de declaração no agravo regimental da Petição 10.541.

Antes do final do julgamento em sessão virtual, encerrado na sexta-feira (27), Dino anulou seu voto e se declarou impedido. Ainda assim, o desfecho foi favorável ao ministro, com votos de Moraes, de Cármen Lúcia e de Cristiano Zanin, pela manutenção da tramitação da queixa-crime e rejeição dos argumentos do ex-senador Roberto Rocha, que insistiam na tese de sua imunidade parlamentar e pediam que a eventual ação penal tramite na primeira instância, não mais no STF.

Veja trecho do laudo:

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Erro no sistema

Antes de publicar esta matéria, o Diário do Poder enviou pedidos à assessoria de imprensa do STF por posicionamentos dos ministros citados. Após a publicação, o gabinete do ministro Flávio Dino informou o seguinte: “O ministro se declarou impedido. Houve erro no sistema que não registrou o impedimento do ministro, mas foi corrigido no dia 26”.

Política no Supremo

Ao Diário do Poder, o ex-senador reforçou as acusações contra Flávio Dino, afirmando que, se o ministro é capaz de usar o STF como instrumento político para perseguir adversários políticos no Maranhão, poderia se imaginar o que ele não teria sido capaz de fazer numa eleição, em 2022, quando ele era candidato a senador. E relatou ter perdido 120 de 126 apoios de prefeitos à sua candidatura ao Senado e à do senador Weverton Rocha (PDT-MA) a governador.

Ex-senador Roberto Rocha (Novo-MA) denunciou ministro Flávio Dino de perseguição via STF. ”Denunciei isso na Tribuna do Senado, que ele enquanto candidato a senador estava aparelhando as instituições para chantagear prefeitos e candidatos a deputado da minha coligação para poder declarar apoio a ele. […]Cabia ele se defender. Nunca o fez. Eu denunciei normal, como qualquer político no exercício do mandato faz e pela Constituição está imune. No artigo 53 tá escrito ‘pelas suas palavras, opiniões e votos’. Isso é é a imunidade parlamentar”, disse Roberto Rocha.

O ex-senador relata que foi alvo de cinco queixas-crime apresentas por Flávio Dino, com quatro já derrubadas no Supremo. “Ao chegar no Supremo, Flávio Dino pediu ao Alexandre Moraes, ele desarquivou”, relembrou Rocha, ao citar que o processo estava parado desde dezembro de 2024, quando seu advogado fez um embargo, com a PGR se manifestando ao seu favor.

Mas o ex-senador destacou que a decisão de enviar o caso para julgamento virtual foi publicada no dia 11 do mês de março, um dia após a pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas (veja aqui) apontar que ele e o governador maranhense Carlos Brandão (PSB) seriam eleitos para as duas vagas em disputa ao Senado no Maranhão.

“Acendeu o sinal de alerta, né?, para eles todos. Bom, se no mês de março um estado como o Maranhão, que fica no Nordeste, tá elegendo o senador da direita, imagina quando chega outubro. O que está em discussão é isso, é o próximo Senado, é próxima legislatura, é essa que é a discussão. Não é o caso de 2022, não! O que está em discussão é 2026! Ou seja, ele tá fazendo política, completamente fazendo política”, denunciou o ex-senador.

Roberto Rocha ainda demonstrou estranhamento com o fato de a ministra Carmen Lúcia, quatro anos após arquivar o caso, ter mudado seu voto, para votar contra seu recurso. Mas o rival do ministro maranhense ressalta que o mais incrível foi Dino ter votado acompanhando o relator Alexandre Moraes, numa ação que o próprio ex-governador integrante do STF moveu contra o ex-senador.

“Ou seja, alguém deve ter dito para ele que isso é loucura. E no dia seguinte ele mudou o voto para impedido. E foi feito inclusive uma auditoria, né? Então, imagina você, o cara na Suprema Corte é capaz de votar contra um adversário político num processo em que ele é o autor e ele que preside a sessão da Primeira Turma do Supremo. Pois se ele se declarou impedido, ele não podia estar presidindo uma sessão dessa, cara. É completamente nula a sessão. Lamento que isso tudo esteja acontecendo em nosso país”, protestou o ex-senador.

Para Roberto Rocha, o Supremo já teria passado de todos os limites, há muito tempo. “Eu acho que do jeito que tá aí, chega até o dia da eleição, o Supremo ainda muito, mas muito mais rejeitado pela população brasileira. E a população brasileira é arriscado ir para as ruas, protestar contra isso. […] Então, eu serei o fiel depositário dessa indignação popular no dia da eleição. E é isso que ele [Dino] não quer.  Senadores completamente comprometidos em levantar o Senado que tá de cócoras, de joelho, perante o Supremo”, concluiu Roberto Rocha.

STF acolhe tese de abuso 

Ao manter a tramitação da queixa-crime contra Roberto Rocha, os ministros Zanin e Cármen Lúcia acolheram o entendimento de Moraes de que o STF havia  contra concluído pela justa causa para a ação penal contra o ex-senador. E concluíram não haver omissão do acórdão embargado, porque haveria mero inconformismo de Rocha com o desfecho do julgamento.

Prevalecendo, a queixa-crime, Roberto Rocha responderá à acusação do ministro de que, em 10 de agosto de 2022, o então senador teria feito um pronunciamento, “em  ambiente virtual e na ocasião usou-se de forma nitidamente abusiva do seu direito à liberdade de manifestação, prolatando diversas acusações caluniosas e difamatórias em desfavor” de Dino, “de forma a vulnerar intencionalmente sua reputação”.

Ainda segundo a queixa-crime que tramita no STF, as acusações de Roberto Rocha “são graves e não guardam qualquer relação com sua atividade parlamentar”, mesmo com o então senador ter enviado ofício à Presidência do Senado pedindo providências, por não provar qualquer investigação em curso. Dino vê “animus caluniandi”, por Rocha ter imputado ao ministro crimes de “constrangimento ilegal, ameaça e prevaricação”, além de “fatos ofensivos a sua reputação”.

Por Davi Soares


Dino assume no STF investigações contra adversário no Maranhão

Flávio Dino e Carlos Brandão - Imagem: reprodução

Ministro comanda apurações sobre compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado pelo governador Carlos Brandão (SEM PARTIDO) e seus familiares e possível interferência em caso de homicídio

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, é relator de ao menos 4 investigações da Polícia Federal contra o atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), e familiares. As apurações citam compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado e possível interferência em julgamento no Superior Tribunal de Justiça em um caso de homicídio. 

Antes de assumir o governo estadual, em 2022, Carlos Brandão foi vice-governador na chapa encabeçada por Dino, de 2015 a 2022. Brandão rompeu politicamente com o grupo em 2024, depois que Dino, já ministro do Supremo, suspendeu em decisão liminar (provisória) a indicação feita pelo atual governador para uma das vagas para o TCE.

Aliados de Brandão afirmam que o ministro tem atuado para favorecer a pré-candidatura de Felipe Camarão (PT), atual vice-governador e adversário de Brandão, para a disputa ao Palácio dos Leões em 2026. O governador apoia a candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), atual secretário de Assuntos Municipalistas. 

Questionado pelo Poder360, o gabinete de Flávio Dino afirmou que o ministro não se manifesta sobre as investigações em andamento e não comenta “assuntos de natureza política”, como determina a Lei Orgânica da Magistratura.

Em 3 de março, Dino requisitou ao gabinete do ministro André Mendonça o acesso às provas colhidas pela operação Sem Desconto contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Aliado de Brandão, o congressista passou a ser investigado por ser suspeito de “tentar cooptar” um ministro do STJ para “garantir a impunidade de pessoas”, segundo dados do processo, no caso do assassinato de João Bosco Pereira, em agosto de 2022, no Tech Office, um prédio comercial em São Luís (MA). 

Nas investigações sobre o homicídio, foi identificado um possível envolvimento de Daniel Brandão, presidente do TCE-MA e sobrinho de Carlos Brandão. Gilson Cesar Soares Curtinum Junior, acusado de ser o matador, foi o único denunciado pelo Ministério Público do Maranhão. Em 11 de setembro de 2024, o Tribunal do Júri condenou apenas Gilson pelo homicídio.  

Agora, as apurações retornam aos casos para averiguar se a presença de Daniel Brandão perto da cena do crime tinha alguma relação direta com o homicídio. O sobrinho do governador foi indicado ao Tribunal de Contas em 2023 e detém prerrogativa de foro privilegiado no STJ.

Em outubro de 2025, a defesa dele apresentou um habeas corpus ao Supremo, indicando uma interferência de Weverton no julgamento da progressão da pena de Gilson, que até então estava em análise no Superior Tribunal de Justiça. O processo subiu para o STF por causa do foro privilegiado do senador e foi designado ao gabinete de Flávio Dino por sorteio. 

O ministro determinou que fosse aberta uma investigação pela Polícia Federal para apurar se há indícios de que o congressista atuou para atrapalhar o processo no STJ. Dino também indicou uma conexão entre as apurações envolvendo Weverton e outro inquérito, também sob sua relatoria, que apura venda de indicação de vagas ao TCE mediante contrapartidas políticas. Um dos investigados é Carlos Brandão. 

A defesa de Brandão nega qualquer irregularidade no processo de indicação ao Tribunal Eleitoral e sustenta que o Supremo não tem competência para analisar as investigações, uma vez que a prerrogativa de foro privilegiado para governadores é do STJ. O grupo do governador também afirma que Dino suspendeu duas indicações para o TCE em ações de inconstitucionalidade sob sua relatoria.

Trata-se de ações que questionam a constitucionalidade do rito de indicação dos conselheiros na Assembleia Legislativa do Maranhão por uma “tramitação secreta”. Em fevereiro de 2024, Dino foi sorteado relator de pedidos da PGR (Procuradoria Geral da República) e do partido Solidariedade contra o modelo de indicação. Em liminar, o ministro suspendeu o processo de indicação.

A liminar chegou a ser submetida ao referendo do plenário, em março de 2024, mas o julgamento foi interrompido com o pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques. Nos autos dessas duas ações, a advogada Clara Alcântara Botelho Machado apresentou um pedido para ser amicus curiae (que significa amigo da corte) no caso, alegando que havia indícios de irregularidades no sistema de indicação – possível venda de indicações para o TCE e nepotismo.

Dino negou o pedido de amicus curiae, uma vez que pessoa física não pode acompanhar os processos nessa condição, mas determinou a abertura de uma investigação sobre o caso. As apurações estão a cargo da Polícia Federal e têm como principais alvos o governador Carlos Brandão e seu sobrinho Daniel.

ELEIÇÕES 

Aliados de Carlos Brandão afirmam que as investigações não têm conexão direta e que o ministro Flávio Dino tem interesses eleitorais no Estado. Segundo o grupo, Dino quer fortalecer a candidatura de Felipe Camarão (PT) para o governo estadual. Camarão é investigado pelo Ministério Público do Estado por lavagem de dinheiro e se mantém no cargo de vice-governador enquanto o Tribunal de Justiça do Maranhão julga um pedido liminar para o seu afastamento da função pública. 

Procurado, o gabinete do ministro Flávio Dino declarou que não se manifestará sobre alegações de cunho político. “A assessoria do ministro Flávio Dino informa que, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, é vedado ao magistrado se manifestar ou emitir opinião sobre processos em tramitação e comentar assuntos de natureza política”, declarou.

O Poder360 tentou entrar em contato com o senador Weverton Rocha, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato com o congressista e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada. 

Este jornal digital também procurou a assessoria de comunicação de Carlos Brandão e pediu uma manifestação do governador sobre as investigações da PF. O Poder360 atualizará esta reportagem caso uma manifestação seja enviada.

Por Nino Guimarães


Fontes: blog passandoalimpo / diariodopoder / poder360


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sábado, 13 de dezembro de 2025

DESMORALIZAÇÃO DO STF! Para Vieira, prisão de ministros do Judiciário está próxima

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Vieira fez críticas ao voo de Toffoli com advogado do caso Master e ao escritório da família de Moraes

Durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado na última terça-feira (9), o relator do colegiado, Alessandro Vieira (MDB-SE), previu que o Brasil está prestes a presenciar a prisão de ministros de tribunais superiores. Segundo o parlamentar, o país tem registro de diversas autoridades detidas, mas não de magistrados de alta cúpula que se corrompem.

– Este é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, governador preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministro de tribunais superiores. Me parece que esse momento se avizinha – declarou Vieira, na sessão que contou com a presença do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) e hoje ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Na ocasião, Vieira criticou ministros que “acham normal” e parte do “cotidiano” pegar carona em jatinhos bancados pelo crime organizado. A fala é uma alusão ao ministro Dias Toffoli, do STF, que voou junto do advogado Augusto Arruda Botelho, que atua no caso do Banco Master, tema do qual o ministro se tornou relator na Suprema Corte.


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O cara sabe que é crime organizado, entra no jatinho, vai para uma viagem paga pelo crime organizado, acessa um evento de luxo pago pelo crime organizado, se hospeda, come, bebe, pago pelo crime organizado, e retorna a Brasília para julgar na nossa Corte Superior – apontou.



No fim da audiência, Vieira foi ainda mais explícito e citou diretamente Dias Toffoli, bem como a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci.


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– Eu tenho o meu hábito de dar o nome às coisas. O escândalo que é o ministro Dias Toffoli viajar num jatinho para um compromisso particular junto com o advogado do Banco Master e despachar em favor do pedido do advogado. Era o escândalo do momento, mas já mudou. O escândalo do momento agora é o suposto contrato subscrito entre o Banco Master e o escritório da esposa e dos filhos do ministro Alexandre de Moraes no valor de R$ 129 milhões para uma atuação de três anos – pontuou.


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Vieira frisou que o crime organizado não se limita ao “preto pobre armado na favela” e que isso é apenas “o sintoma” de algo mais profundo. De acordo com o senador, o crime organizado é “aquilo que a gente vê em Brasília infiltrado em gabinetes, escritórios e várias atuações”, havendo um “ponto de infiltração muito claro e estabelecidos em relação aos Poderes brasileiros”.

Fonte: pleno.news


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sexta-feira, 14 de março de 2025

SUBMUNDO DO ORÇAMENTO SECRETO! Venda de emendas tem ameaça de morte e medo de desvio de propina

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Três deputados do PL viram réus por desvios de emendas parlamentares: provas contemplam diálogos, planilhas de pagamento e até extratos bancários.

A investigação que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a transformar três deputados do Partido Liberal (PL) em réus desnuda o submundo da negociação de propina em troca de emendas parlamentares do chamado orçamento secreto.

O processo contra os parlamentares Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) inclui relatos de ameaça de morte e até medo de desvio do dinheiro que já era, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), roubado do povo.

As provas que fazem parte da denúncia incluem diálogos, planilhas de pagamento e até extratos bancários.

O caso, relatado pelo ministro Cristiano Zanin, registra em detalhes a exigência de "R$ 1,6 milhão em contrapartida à destinação de recursos públicos federais no total de R$ 6,6 milhões ao município de São José de Ribamar (MA)". O dinheiro vinha das emendas dos parlamentares.

A denúncia foi julgada ontem pela Primeira Turma, e o voto de Zanin foi seguido por todos os integrantes do colegiado: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux.

O ministro afirmou que há "depósitos e transferências bancárias documentalmente comprovados, extratos e planilhas de pagamentos indicando valores repassados aos denunciados envolvidos nas negociações das emendas parlamentares".

Na denúncia, a PGR elencou uma série de elementos, inclusive diálogos, que mostram que os deputados tinham um "cobrador de propina" trabalhando para eles. O homem, que era conhecido Pacovan, foi assassinado a tiros em junho de 2024. Até a última atualização dessa matéria, não havia indício de ligação entre a morte de Pacovan e o desvio de emendas parlamentares.

Nos diálogos, fica evidente que há profunda desconfiança entre todas as pessoas envolvidas no desvio do dinheiro das emendas parlamentares, e que as emendas se tornaram um negócio alvo de lobistas e atravessadores.

O cobrador, Pacovan, temia que a propina cobrada pelos deputados fosse desviada. A denúncia da PGR e o voto de Zanin mostram que havia uma demanda por comprovantes da autoria das emendas destinadas às prefeituras, para que a propina fosse paga.


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"Essa situação de eu não ter pegado o comprovante... Pagou no dia 31, dia 05 já era pra [sic] eu estar com os papéis na mão. Entendeu? Rapaz, só raposas. Na hora que cai na conta, já cai [sic] outras pessoas dizendo que é deles. Outros lobistas, outras pessoas. Tem que ser assim, caiu na conta, no dia seguinte já pegar o comprovante. E eu fui lá com 30 dias depois. Caiu dia 31, eu tô [sic] indo lá dizer: ‘aqui é meu’, dia 21 de janeiro. Como é que é teu, por que tu não veio dia 05, dia 10? Eu tô [sic] com ar de doido", diz Pacovan ao deputado Maranhãozinho em áudio.

O medo de perder a propina chega a fazer o cobrador tecer ameaças de morte. "Esse daí é o telefone do prefeito e do secretário de saúde. Porque eu quero desmascarar, esse cara que tá dizendo que é dele. Ele vai pegar uma bala na cara. Esse vagabundo. Eu fiquei ontem até meia noite lá com o prefeito", disse Pacovan.

No fim, o deputado Maranhãozinho é instado a pegar o dinheiro pessoalmente. Ele se recusa a ir até a casa do pagador da propina. "Não posso ir na [sic] casa dele. É perigoso, pois pode ter câmeras para nos filmar. Pode ser aqui em São Luís, em qualquer local. Não podemos ir em escritório dele”, diz o parlamentar do PL.

Numa outra conversa, também registrada pelos investigadores, Pacovan diz que a prefeitura só vai pagar o dinheiro diretamente para o deputado. "Bom dia, Josimar, tudo bom meu filho? Deixa eu te falar, ontem eu fui atrás do Homi [sic] lá do Ribamar. Tentei falar com ele. Ele disse que só senta se for contigo. Entendeu? Ele só paga se for pra [sic] você. Ele só resolve as coisas com você."

Por Daniela Lima

Fonte: G1

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sábado, 22 de fevereiro de 2025

Moraes manda suspender o 'Rumble' em todo o território brasileiro

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A medida ocorre após a plataforma descumprir diversas decisões judiciais e de o CEO da Rumble, Chris Pavlovski, desafiar Moraes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata, completa e integral do funcionamento do Rumble Inc no Brasil. A medida é válida até que a plataforma cumpra todas as decisões judiciais proferidas pelo STF e indique representante legal no Brasil.

Moraes ressaltou que concedeu todas as oportunidades à plataforma, mas teve de tomar após “reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos das ordens judiciais, além da tentativa de não se submeter ao ordenamento jurídico e Poder Judiciário brasileiros, para instituir um ambiente de total impunidade e ‘terra sem lei’ nas redes sociais brasileiras”.

O ministro considerou ainda o “periculum in mora – que consistente na manutenção e ampliação da instrumentalização da Rumble por meio da atuação de grupos extremistas e milícias digitais nas redes sociais, com massiva divulgação de discursos nazistas, racistas, fascistas, de ódio, antidemocráticos”.

Guerra do Rumble contra Moraes

Reduto de grupos conservadores, a plataforma Rumble foi fundada em 2013 pelo empresário canadense Chris Pavlovski.

Em 2023, a plataforma chegou a interromper as atividades no Brasil após Alexandre de Moraes determinar a remoção de alguns conteúdos e usuários da plataforma. O caso aconteceu após o ministro pedir a derrubada de perfis, como o do influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, e de outros nomes da direita brasileira.

Na época, o influenciador, que já chegou a defender o nazismo, realizou uma transmissão em que colocou dúvidas sobre a eleição presidencial de 2022, sem que provas fossem apresentadas.

O Rumble voltou a operar em solo brasileiro no início deste ano.

Ao lado de um grupo empresarial de Trump, a rede social entrou com ação mirando o ministro Moraes, acusado de violar a liberdade de expressão. Eles pedem que a Justiça conceda salvaguardas para as duas empresas contra decisões do ministro do STF.

Representante legal

Moraes determinou que o Rumble apresente representante legal no Brasil. O ministro considerou que “não há qualquer prova da regularidade da representação da RUMBLE INC. em território brasileiro”.

A plataforma não tem cumprido reiteradas decisões da Justiça brasileira com a determinação de tirar do ar perfis do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. Moraes considera que o blogueiro usa a rede com novos perfis “para reproduzir o conteúdo que já foi objeto de bloqueio”, “burlando novamente decisão judicial, o que pode caracterizar, inclusive, o crime de desobediência à decisão judicial”.

A suspensão ocorre após o CEO da Rumble, Chris Pavlovski, desafiar Moraes nas redes sociais. Pavlovki disse que a plataforma recebeu nova ordem de Alexandre de Moraes, mas afirmou que sua empresa não vai cumprir a determinação do ministro do STF por considerar a decisão “ilegal”. A declaração do empresário aconteceu nesta quinta-feira (20/2).

Pavlovski não falou do que se trata a ordem, mas revelou que Moraes determinou seu cumprimento até a noite desta sexta-feira (21/2).

“Recebemos mais uma ordem ilegal e sigilosa na noite passada, exigindo nosso cumprimento até amanhã à noite”, escreveu o CEO da Rumble no X. “Você não tem autoridade sobre a Rumble aqui nos EUA, a menos que passe pelo governo dos Estados Unidos”, disparou.

Assim como já havia feito, o CEO da rede social voltou a ameaçar Moraes e disse aguardar o ministro do STF no tribunal.

“Repito – nos vemos no tribunal”, desafiou Pavlovski.

Ao lado do grupo empresarial Trump Media & Technology Group (TMTG), do presidente dos EUA, a Rumble entrou com ação judicial contra Moraes na quarta-feira (19/2). O ministro brasileiro é acusado de violar a liberdade de expressão com suas decisões contra empresas norte-americanas.

Anatel notificada

Moraes determinou a intimação do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Manuel Baigorri, a fim de que adote imediatamente todas as providência necessárias para a efetivação da ordem. Determinou que a medida seja comunicada ao STF, no máximo, em 24 horas.

Fonte: metropolis

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

APERTANDO O CERCO! Ministério Público Federal mira emendas Pix em 400 cidades e apura corrupção

Imagem: reprodução / composição

O Ministério Público Federal abriu, nos últimos meses, procedimentos para monitorar o uso das chamadas emendas Pix enviadas às prefeituras de ao menos 400 municípios e aos governos de três estados.

A justificativa é que essas emendas -conhecidas pela baixa transparência e pela falta de necessidade de apontar a área em que a verba é aplicada- favoreceriam "a prática de atos de corrupção e o uso inadequado de recursos públicos".

Centenas de portarias publicadas entre setembro de 2024 e janeiro deste ano anunciam o acompanhamento de recursos que foram enviados a cidades espalhadas por todo o Brasil, além dos estados do Rio de Janeiro, do Maranhão e de Roraima.

Além desses 400 municípios, também há portarias mais amplas publicadas pelas unidades do Ministério Público Federal no Espírito Santo, no Pará e no Piauí. Elas citam apenas que serão analisados todos os municípios desses estados que receberam emendas Pix.

O número de cidades monitoradas deve aumentar, já que a área técnica da PGR (Procuradoria-Geral da República) aponta que mais de 4.000 municípios receberam essas emendas. No ano passado, estavam disponíveis R$ 7,6 bilhões do Orçamento para essa modalidade de transferência.


Procurador-geral da República, Paulo Gonet - foto: reprodução

Um dos casos sob escrutínio da Procuradoria, por exemplo, é o de Normandia (RR), um município de 14 mil habitantes que recebeu emendas Pix no valor de R$ 11 milhões. A portaria que instala procedimento sobre a cidade foi publicada no dia 9 de dezembro.

Ao menos um inquérito civil por suspeita de desvio de dinheiro público de emenda Pix já foi aberto pelo Ministério Público Federal a partir desse monitoramento.

A investigação trata de uma emenda Pix de R$ 1 milhão enviada pelo deputado Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, à cidade de Casa Branca (SP). O parlamentar não é investigado e, procurado, disse que é favorável à apuração sobre as suspeitas.

O dinheiro chegou à cidade em 4 de julho passado e foi integralmente transferido para uma empresa de pinturas, supostamente para pagamento de mão de obra e material para manutenção de três escolas municipais.

A Procuradoria investiga suspeitas de improbidade administrativa relacionada a atos de enriquecimento ilícito e de lesão aos cofres públicos.

Baleia Rossi afirmou que sempre defendeu publicamente e votou a favor de maior transparência nas emendas de todos os tipos.

"Se, neste caso específico de Casa Branca, foi identificado um problema na execução da emenda por parte da prefeitura, vamos cobrar que seja devidamente investigado e os responsáveis por qualquer mal feito, punidos", afirmou o emedebista.

"Acredito na importância das emendas para levar obras para as cidades. Não podemos deixar que um caso específico comprometa a credibilidade dos demais."

Também procurado, o prefeito de Casa Branca, Antonio Eduardo Marçon Nogueira, conhecido como Duzão (PSD), não se manifestou.

O monitoramento das emendas Pix em todo o país começou a partir de um ofício expedido pela 5ª CCR (Câmara de Coordenação e Revisão) do Ministério Público Federal, responsável por uniformizar o combate à corrupção no país, que recomendava a ação.

As câmaras do MPF funcionam vinculadas à PGR, em Brasília.

A intenção da 5ª CCR, que é coordenada pelo subprocurador-geral da República Alexandre Camanho, é que sejam abertos procedimentos sobre todas as emendas Pix transferidas a municípios e estados.

Um dos argumentos do ofício é que os municípios têm que seguir as determinações do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino a respeito da necessidade de transparência e rastreabilidade nas transferências.

Essa decisão é do início de agosto. Mesmo antes dela, o Ministério Público já vinha formatando a necessidade de monitorar essas transferências.

A ideia discutida internamente foi a de que todas as emendas precisavam ser monitoradas, para evitar acusações de que procuradores selecionam os investigados.

Além disso, ficou definido que as investigações se concentrarão na primeira instância. O foco estaria no uso feito pelos municípios dos valores das emendas, não sobre o deputado federal responsável pela indicação da verba.

A razão para essa decisão é que os deputados federais têm foro especial no Supremo e, portanto, a investigação não poderia ser feita na primeira instância.

Nos procedimentos, o Ministério Público pede que municípios e estados recebedores de emendas Pix informem dados das contas bancárias específicas abertas para a movimentação dos recursos, além do valor total recebido e da destinação do dinheiro, com definição dos objetos das despesas.

Parte dos prefeitos, porém, não respondeu às solicitações. Para esses casos, o Ministério Público estuda acusar os gestores pela falta de prestação de contas.

Membros da PGR afirmam que essa será a "segunda fase" de cobrança de transparência das emendas Pix pelas Procuradorias.

O trabalho de monitoramento das emendas Pix também era considerado por procuradores como uma das maneiras de evitar que esse dinheiro fosse usado de maneira irregular nas eleições municipais do ano passado.

A ideia é que o Ministério Público Federal atue não somente de forma reativa a denúncias de uso irregular de recursos públicos, mas também de forma preventiva.

Possíveis irregularidades em emendas passaram a ser uma das prioridades do procurador-geral da República, Paulo Gonet, desde o ano passado. O tema é motivo de uma crise que põe o Congresso, de um lado, e o governo Lula (PT) e o STF, de outro.

Fonte: MSN / via FOLHAPRESS


Vejam trecho do discurso de Dino durante 

a abertura do Ano Judiciário de 2025 no TJ-MA

"SOBRE O USO DO DINHEIRO PÚBLICO"

1:36:50 - Abertura do Ano Judiciário de 2025 - 22/01/2025


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