Mostrando postagens com marcador LIVRO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LIVRO. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de maio de 2026

Em ano de eleição, precisamos entender sobre política

Imagem: reprodução / divulgação


Novo livro do cientista social Aurelio Maranha destrincha conceitos-chave para o exercício da cidadania e para a compreensão do indivíduo como detentor de poder


O cientista social Aurelio Maranha levanta um debate que não pode ser ignorado em ano de eleições presidenciais: Precisamos Falar Sobre Política. Título de seu novo livro, o autor apresenta informações essenciais para o exercício da cidadania, como os conceitos de poder, soberania e justiça, além das maneiras como diferentes governos se estabelecem e se legitimam na contemporaneidade.

Com uma abordagem leve e didática, como se estivesse contando histórias entre amigos, o escritor percorre nomes fundamentais da filosofia e da Ciência Política. Ele introduz figuras centrais como Platão e Aristóteles, passa por pensadores como Maquiavel, Thomas Hobbes, Pierre-Joseph Proudhon, Karl Marx e Friederich Engels, e chega aos dias atuais com Max Weber, John Rawls, Ludwig von Mises, João Ubaldo Ribeiro e Byung-Chul Han.

Além de discorrer sobre as principais teorias, a publicação conecta política à economia para mostrar como as decisões das figuras de autoridade interferem no cotidiano da população. Lei de oferta e procura, inflação e impostos são termos que aparecem todos os dias nos veículos de comunicação, mas que se aproximam do leitor neste livro quando o cientista social retrata a relação direta entre a ação dos governantes e seus impactos financeiros na população.

À medida que explica questões-chave do campo de saber, Aurelio Maranha utiliza como norte o liberalismo clássico, que posiciona a liberdade individual como valor inegociável e inviolável frente ao estado. Amparado nas ideias de Ludwig von Mises, o escritor faz críticas ao autoritarismo, ao totalitarismo e a regimes comunistas vigentes na atualidade.

"Para superar obstáculos tão profundamente enraizados, é essencial cultivar a empatia e uma comunicação livre e aberta. A liberdade de expressão e a atuação responsável dos meios de comunicação são condições essenciais e poderosas na luta contra a desinformação. A partir daí, construir pontes entre pessoas com visões divergentes pode se tornar uma possibilidade. (Precisamos Falar sobre Política, p. 114)"

Com um olhar profundo para os acontecimentos contemporâneos, o escritor também traça uma associação entre as dicotomias dos discursos contemporâneos e as desinformações que circulam nas redes sociais. Porém seu olhar não é completamente negativo: de acordo com ele, apesar de existir uma manipulação algorítmica, o mundo digital proporciona um diálogo mais livre e se torna uma ferramenta poderosa para supervisionar as decisões dos governantes.



Entre críticas, análises e elucidações, o livro busca conceder as ferramentas necessárias para que as pessoas possam se perceber como cidadãos capazes de transformar a política e de preservar a democracia. “A obra é um convite à reflexão crítica, à busca incansável pela verdade e à superação das dicotomias simplistas que hoje fragmentam o nosso diálogo”, conclui Aurelio Maranha.

FICHA TÉCNICA

Título: Precisamos Falar sobre Política
Autor: Aurelio Maranha
Editora: Diálogo Freiriano
ISBN/ASIN: 978-65-83908-51-3
Páginas: 122
Preço: R$ 40,80 (físico) e R$ 7,87 (e-book)
Onde encontrar: Amazon 


Sobre o autor: Formado em Ciências Sociais, Aurelio Maranha possui especialização em Marketing e construiu uma trajetória marcada pela articulação entre educação e atuação no setor empresarial. Entre 1982 e 1995, lecionou Sociologia, Antropologia e Política nas faculdades de Franca, incluindo a Unifran e o Uni-Facef, contribuindo para a formação crítica de diversos estudantes. Após sua atuação acadêmica, seguiu carreira no meio corporativo, onde consolidou sua experiência na área comercial. O autor também atuou como Diretor Comercial da Yamaha Motor do Brasil. Agora ele lança Precisamos Falar sobre Política, obra que propõe uma introdução acessível e reflexiva à Ciência Política.


FonteLC - Agência de ComunicaçãoLara Montezuma

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Carreira turbinada: Minha Biblioteca lista 5 e-books para aprimorar competências técnicas e comportamentais


Estudantes universitários podem ter acesso gratuito aos livros; entenda

Noções básicas de empreendedorismo, finanças e inteligência artificial são importantes para a carreira, independentemente da área. Além das competências técnicas, aspectos comportamentais também são analisados por recrutadores - e não é incomum que eles sejam fatores de maior peso na hora da contratação.

Para ajudar a desenvolver diferentes skills, a Minha Biblioteca, ecossistema de aprendizagem que inclui uma plataforma de livros digitais, indica cinco livros que são referências e complementam a aprendizagem acadêmica e o desenvolvimento profissional. E a boa notícia: para estudantes universitários, a leitura pode estar disponível gratuitamente, isso porque a plataforma está presente nas principais universidades públicas e privadas do país.

Embora centenas de instituições de ensino já ofereçam a biblioteca digital como complemento à física, muitos estudantes ainda não exploram o potencial da plataforma. “Existe a leitura recomendada pelos professores, mas há também uma infinidade de títulos que o aluno pode acessar para estudar e aprofundar em sua área de atuação ou até em outras que tenha curiosidade”, explica Adriano Girelli, Gerente de Produtos da Minha Biblioteca, que reforça que o acesso a livros não relacionados ao curso depende do contrato de cada universidade.


5 e-books para aprimorar competências técnicas e comportamentais 


Sonhe, crie e impacte: empreendedorismo essencial para mudar o mundo (José Dornelas)

Integrante da Coleção Essencial, o livro reúne conteúdo indispensável para quem quer empreender, unindo abordagem didática, visual moderno e leitura leve. Escrito por José Dornelas, um dos maiores especialistas em empreendedorismo no Brasil, combina teoria atualizada com prática aplicada para apoiar estudantes, professores e iniciantes na área.



Inteligência Artificial - mitos e verdades (Adriano Mussa)

O livro tem o objetivo esclarecer ao leitor o que é mito e o que é verdade em Inteligência Artificial, mostrar quais técnicas e aplicações estão mais ou menos avançadas para uso, além de habilitar qualquer pessoa a reconhecer as reais capacidades da tecnologia.




Gestão financeira empresarial: aplicações reais para desafios financeiros do mundo empresarial (Cláudio Gonçalves dos Santos e Sérgio Volk)

A obra mostra como a gestão financeira se tornou estratégica em todas as áreas da empresa, conectando teoria e prática a partir de experiências reais de consultoria. Ensina a interpretar indicadores, avaliar investimentos, analisar capital de giro e fluxos de caixa, além de antecipar crises para apoiar decisões mais eficazes. 


Neurociência da memória: 7 Passos para aprimorar o poder do seu cérebro, melhorar a memória e manter a mente ativa em qualquer idade ( Sherrie D. All)

Baseado em descobertas recentes da neurociência, o livro apresenta um programa de sete passos para fortalecer conexões neurais, melhorar a memória e manter a mente ativa. Traz técnicas práticas para o dia a dia, incluindo alimentação, exercícios e hábitos saudáveis, ajudando o leitor a entender e potencializar o funcionamento da própria memória.


O que há de melhor em nós: trabalhar e honrar a vida (Christophe Dejours)

Na obra, o autor mostra como o trabalho pode ser fonte de realização quando temos liberdade para usar nossa inteligência e criatividade — e como o contrário disso pode gerar sofrimento. Ao explicar o papel da “sublimação” de forma humana e prática, o livro revela por que alguns ambientes favorecem prazer e saúde mental, enquanto outros adoecem. Uma leitura importante para quem busca entender melhor a relação entre trabalho e bem-estar.


Sobre a Minha Biblioteca

A Minha Biblioteca (MB) é um ecossistema de aprendizagem que combina tecnologia, inovação, consultoria especializada, biblioteca digital e um acervo com mais de 15 mil ebooks relevantes para a formação. A MB é parceira estratégica das Instituições de Ensino Superior (IES), oferecendo recursos práticos para docentes, discentes, bibliotecários e gestores. Tudo isso de maneira simplificada.

Há 14 anos no mercado e formada por mais de 50 editoras, a MB ajuda as instituições a atingir nota máxima no conceito MEC e a garantir a conformidade regulatória. Mais informações, acesse o site: minhabiblioteca.com.br

Fonte: Bendita Imagem / Barbara Anselmo



sábado, 13 de dezembro de 2025

VIPs: livro resgata a trajetória de um dos maiores golpistas do Brasil

Imagem: reprodução - divulgação


Obra publicada pela Matrix Editora revisita as origens do vigarista Marcelo Nascimento da Rocha, o Marcelo VIP

A fascinante vida de Marcelo Nascimento da Rocha, um dos maiores impostores que o Brasil já conheceu, ganha novas camadas em VIPs - Histórias Reais de um Mentiroso, obra publicada em 2021 pela Matrix Editora.

Assinado por Mariana Caltabiano, o livro mergulha nas múltiplas identidades assumidas por Marcelo ao longo de anos, passando por aviador, líder de facção criminosa, empresário e até integrante de banda famosa.

Com narrativa envolvente, Mariana reconstrói os passos do golpista com acesso exclusivo a entrevistas, documentos e depoimentos inéditos, revelando como um jovem nascido em berço humilde se transformou em um mestre da manipulação.

Seu golpe mais famoso ocorreu em outubro de 2001, durante o Recifolia, quando se passou por Henrique Constantino, filho do fundador da Gol Linhas Aéreas e então vice-presidente da companhia.

A farsa incluiu participações em programas de TV, deslocamentos de helicóptero e tratamento de celebridade.

A obra serviu de base para duas adaptações que ampliaram ainda mais a notoriedade da história: o documentário “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, dirigido pela própria Mariana Caltabiano, e o filme “VIPs”, estrelado por Wagner Moura, que recebeu elogios da crítica e concorreu à vaga de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2012.

Tanto o livro quanto suas adaptações mostram não apenas os feitos impressionantes de Marcelo, mas também os mecanismos psicológicos por trás de sua compulsão por mentir e assumir novas identidades.

Mais do que relatar golpes, VIPs: Histórias Reais de um Mentiroso oferece um retrato profundo sobre ambição, carência, vaidade e a busca desesperada por reconhecimento, elementos que transformaram a vida de Marcelo em uma das histórias mais improváveis e surpreendentes do país.




É uma leitura eletrizante para quem se interessa por crimes reais, psicologia e narrativas que parecem ficção, mas são absolutamente verdadeiras.

Ficha técnica

Título: VIPS - Histórias reais de um mentiroso
Autoria: Mariana Caltabiano
Editora: Matrix Editora
ISBN/ASIN: 978-6556161662
Páginas: 
144
Preço: 
R$ 38,00
Onde comprar: 
Amazon


Sobre a autora

Mariana Caltabiano começou a carreira como redatora publicitária nas agências DM9 e Talent. Em Nova York, onde estudou cinema na School of Visual Arts e na New York Film Academy, ela escreveu seu primeiro livro infantil, Jujubalândia”. O livro acabou virando um programa de TV de sucesso chamado Zuzubalândia, exibido pelo SBT e TV Rá Tim Bum. Mariana também é autora de "Garrafinha e Flora Encantada, da TV Globo, e Fábrica Maluca, da Record. Escreveu ainda os livros infantis Arca de Ninguém”, Tampinha Tira os Óculos”O Mistério da Casa HopeGrandes Pequeninos”“Brasil Animado”O Problema, O Menino que Não Sabia Ler e o best-seller “Vips – Histórias Reais de um Mentiroso”, que ganhou duas adaptações para o cinema. É criadora e diretora do portal Iguinho. Escreveu e dirigiu Brasil Animado, o primeiro longa brasileiro captado em 3D estereoscópico, e o documentário Vips - Histórias Reais de um Mentiroso. Dirigiu o musical Zuzubalândia. Suas séries Gui & Estopa e Zuzubalândia são exibidas pelos canais da Turner em toda a América Latina e estão presentes no Now e na HBO MAX.

Fonte: LC - Agência de Comunicação - Misael Freitas


terça-feira, 18 de novembro de 2025

O Dia Nacional da Proteção de Dados é um alerta, não uma celebração

Imagem: reprodução

A data foi escolhida em homenagem ao jurista Danilo Doneda (1970-2022), referência no debate sobre privacidade e proteção de dados. 

O Dia Nacional da Proteção de Dados passa a integrar o calendário oficial do Brasil e será comemorado em 17 de julho. A medida, instituída por meio do Decreto nº 15.254/2025, publicado no Diário Oficial da União (DOU), na última sexta-feira (7.11), estimula a criação de campanhas educativas, ações de sensibilização e debates públicos sobre direitos digitais, privacidade e segurança da informação.

Mais do que cumprir a LGPD, organizações devem assumir um compromisso cultural, que é o de tratar a privacidade como um direito fundamental, não como um obstáculo burocrático.

Bruna Fabiane da Silva, é coautora do livro “LGPD: Muito além da Lei” e sócia da DeServ Academy, especializada em segurança da informação e privacidade de dados

O Brasil deu um passo importante ao sancionar a Lei 15.254, que institui o Dia Nacional da Proteção de Dados. Mas sejamos francos. Essa data não deveria ser vista como uma simples comemoração. É, antes de tudo, um chamado urgente à reflexão sobre como tratamos um dos recursos mais valiosos, e vulneráveis, da era digital: a informação.

Vivemos conectados, compartilhamos dados a cada clique, e muitas vezes ignoramos que, por trás da conveniência, existe um risco real. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi criada para estabelecer regras claras, mas lei sem prática é letra morta. De que adianta um marco regulatório robusto se cidadãos e empresas continuam agindo como se privacidade fosse opcional?

O Dia Nacional da Proteção de Dados precisa ser mais do que um espaço simbólico. Deve provocar debates, inspirar ações educativas e engajar governos, escolas, universidades e empresas. Porque proteger dados é proteger pessoas, e isso começa com educação digital. Sem conhecimento, não há segurança.

Mais do que cumprir a LGPD, organizações devem assumir um compromisso cultural, que é o de tratar a privacidade como um direito fundamental, não como um obstáculo burocrático. Essa mudança exige diálogo, formação e responsabilidade compartilhada. Afinal, a proteção de dados não é um tema técnico restrito a especialistas; é uma pauta social que impacta cada um de nós.

Que essa efeméride seja um ponto de partida para conversas incômodas, práticas transformadoras e compromissos reais com um futuro digital ético e seguro. Porque, no fim das contas, a pergunta que fica é quanto vale a sua privacidade e quem está cuidando dela?

Fonte: Compliance Comunicação


Leia também:


Quatro lições para entender como encontrar o sentido da vida

Imagem: reprodução - divulgação

Clóvis de Barros e Lúcia Helena Galvão mostram caminhos possíveis para evoluir com mais consciência e propósito

O que significa viver bem? O que faz uma vida ter propósito? Essas perguntas ganham novas camadas no diálogo entre os pensadores Lúcia Helena Galvão e Clóvis de Barros Filho, no livro O valor e o sentido da vida (Papirus 7 Mares).  

A obra propõe um mergulho profundo em reflexões que transitam entre a filosofia, a sabedoria oriental e os dilemas do nosso tempo. Ao aprofundarem temas de interesse comum, os autores expõem a complexidade de afirmar quem somos e quem queremos ser.  

Ambos mostram que essa resposta vai muito além de um rótulo como “quero ser alguém bom”, pois exige clareza sobre comportamentos, escolhas, limites e prioridades. É uma pergunta que acompanha toda a existência, como uma bússola a ser ajustada de tempos em tempos. 

Aqui, destacamos quatro lições essenciais compartilhadas por Clóvis e Lúcia Helena que podem transformar a maneira como enxergamos nossa própria jornada. 

  1. Torna-te quem tu és

Inspirados na filosofia, os autores lembram que a vida boa exige autoconhecimento. Só ao compreender nossa essência é possível florescer em plenitude e atualizar nossas potencialidades. 

  1. O ideal como norte

Para Lúcia Helena, cada ser humano carrega um “grau ótimo” a ser alcançado: um ideal que orienta escolhas, valores e identidade. O verdadeiro sentido da vida está em se aproximar continuamente dessa visão de si mesmo. 

  1. Resistir à tirania social

Clóvis alerta para a pressão de um modelo de sucesso que valoriza status e bens materiais. O desafio está em sustentar nossa própria essência, mesmo quando ela contraria expectativas sociais. 

  1. Escutar as inquietudes

Lúcia Helena defende que as inquietações não são defeitos a serem silenciados, mas sinais de que algo em nós busca nascer. Dar atenção a essas “gravidezes da alma” é abrir caminho para uma vida mais autêntica e significativa. 




Mais do que oferecer respostas prontas, O valor e o sentido da vida convida à reflexão. Afinal, como lembram os autores, a verdadeira vitória não está em seguir protocolos, mas em encontrar o que realmente vale a pena viver. 

 Fonte: LC - Agência de ComunicaçãoCaroline Arnold

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Noites Brancas: a obra-prima lírica de Dostoiévski em nova edição

Imagem: reprodução


Clássico ganha tradução direta do russo e convida leitor a mergulhar em uma narrativa sobre amor, solidão e sonhos

Escrito em 1848, Noites Brancas é considerado um dos textos mais sensíveis e poéticos de Fiódor Dostoiévski. Em contraste com os romances densos e filosóficos que marcam a carreira do autor, a obra apresenta uma narrativa profundamente emotiva, revelando um olhar compassivo sobre as fragilidades humanas. 

Publicada pela Via Leitura (Grupo Editorial Edipro), a edição apresenta uma tradução direta do russo, assinada por Rafael Bonavina, doutorando em Letras Estrangeiras e Tradução pela FFLCH-USP. Desta forma, a cadência lírica e a sutileza das palavras escolhidas por Dostoiévski são preservadas e permitem ao leitor brasileiro se conectar com a musicalidade e a delicadeza da prosa. 

 A Noite Branca é um fenômeno comum em locais próximos às regiões polares, nos quais o Sol, mesmo se pondo, permanece pouco abaixo da linha do horizonte, resultando em noites iluminadas e oníricas. Nesse cenário, um jovem sonhador que, durante quatro noites de encontros fortuitos, vive uma intensa história de amor e esperança ao lado de Nástienka, uma jovem dividida entre a espera pelo retorno de um antigo amor e a possibilidade de um novo começo.  

Essa aproximação entre dois é marcada pelo contraste entre a paixão idealizada e a realidade frustrante. É um retrato da delicadeza dos encontros humanos, mas também da dor de quem ama sozinho. 

 

E que, por fim, tudo o que peço é que me dirija nem que sejam duas palavras fraternais, simpáticas, que não me afaste logo no primeiro passo, acredite na minha palavra, que ouça o que tenho a dizer, pode até rir de mim, se quiser, mas que me dê esperanças, me diga duas palavrinhas, só duas, ainda que depois disso nunca mais nos encontremos!... Mas a senhorita está rindo... Ainda assim, estou falando para isso mesmo... (Noites Brancas, p. 17) 

Para os amantes de romance, a narrativa é um mergulho intenso na solidão, nos desejos inatingíveis e nas ilusões que muitas vezes sustentam a vida cotidiana. Ao mesmo tempo em que emociona, questiona a fronteira entre os delírios de amor e os fatos, temas que atravessam grande parte da produção literária do autor. 

A nova edição de Noites Brancas reafirma a atualidade e a força de Dostoiévski, aproximando novas gerações de um texto que, mesmo escrito há quase dois séculos, continua a ressoar com intensidade nos corações dos apaixonados. 

Ficha Técnica: 

  • Título do livro: Noites Brancas
  • Autor: Fiódor Dostoiévski 
  • Editora: Via Leitura 
  • ISBN/ASIN: 9786587034690 
  • Páginas: 80 
  • Preço: 44.90 
  • Onde comprar: Amazon 

Sobre o autor: Fiódor Dostoiévski (1821-1881) foi escritor, jornalista e filósofo. Nascido na Rússia, é considerado um dos pais do existencialismo — em virtude de seus romances que retratam de forma filosófica as patologias psicológicas. Depois da morte da esposa e do irmão, viu-se afundado em dívidas, tendo de sustentar a família do irmão, o enteado e um segundo irmão alcoólatra. Para fugir da pressão dos credores, acabou se refugiando em diversas cidades da Europa com sua segunda esposa, sem nunca interromper sua produção literária. A necessidade de dinheiro o forçava a concluir rapidamente seus livros e lhe creditou a frase “a pobreza e a miséria formam o artista”. Entre suas maiores obras estão Crime e castigoO idiota e Os irmãos Karamázov. 


Sobre o tradutor: Rafael Bonavina é graduado em Letras pela FFLCH-USP, com dupla habilitação em Português e Russo, realizou intercâmbio de um ano na Universidade Estatal de Moscou (MGU). Defendeu seu mestrado sobre a utilização do formalismo russo em Morfologia do Macunaíma, de Haroldo de Campos, pelo programa de Literatura Brasileira da FFLCH-USP. Atualmente desenvolve um doutorado sobre Os demônios, de Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski, junto ao programa de pós-graduação Letras Estrangeiras e Tradução. Além de pesquisar literatura, também atua como tradutor, principalmente de textos literários e acadêmicos em língua russa, revisor e editor.  

Instagram: @oblomovsessive 

Sobre a editora: O Grupo Editorial Edipro tem como propósito, desde 1977, publicar obras que ajudem na evolução do leitor. Edipro é formação, inspiração e entretenimento. Ao longo dos anos, são mais de 500 títulos publicados nas principais áreas do saber e novos selos foram criados, como Caminho Suave e Mantra.  

Fonte: LC - Agência de Comunicação - Ana Paula Gonçalves

sábado, 27 de setembro de 2025

5 motivos importantes para conhecer o passado e não repetir sistemas de opressão

 

Imagem: reprodução

Ao refletir sobre a história, descobrimos lições valiosas para resistir à opressão e preservar a liberdade

A história recente do Brasil guarda feridas que ainda ecoam na sociedade. Entre elas, estão os episódios de violência e silenciamento vividos durante a ditadura militar. Revisitar esse período não significa apenas relembrar dores, mas compreender os mecanismos que sustentaram um sistema de opressão — e que, de diferentes formas, podem ressurgir se não houver vigilância crítica. 

Em Quase-romance nos pomares da eternidadeSilvio Damasceno recria, em forma de ficção, a morte de um estudante dentro da universidade. Inspirado em fatos reais, o livro expõe a brutalidade da repressão e a luta de jovens que ousaram sonhar em meio ao autoritarismo. 



A partir dessa obra, elencamos cinco razões pelas quais conhecer o passado é essencial para não repetir os mesmos erros coletivos. Confira: 

1. Preservar a memória coletiva

A memória histórica é um patrimônio social. Conhecer episódios de violência e resistência permite que a sociedade mantenha viva a lembrança daqueles que lutaram e sofreram com a opressão. 

2. Reconhecer mecanismos de repressão

Estudar o passado ajuda a identificar como funcionam as engrenagens de regimes autoritários — censura, perseguição política, manipulação da informação. Esse conhecimento é fundamental para não deixar que essas práticas sejam normalizadas novamente. 

3. Fortalecer a democracia

Ao refletir sobre períodos de ditadura, aprendemos a valorizar a importância da liberdade de expressão, do voto e das instituições democráticas. Esses direitos, muitas vezes, só são percebidos em sua plenitude quando ameaçados. 

4. Dar voz às vítimas silenciadas

Recontar as histórias interrompidas, como a de Zé Luiz no livro de Damasceno, é uma forma de justiça simbólica. Honrar essas trajetórias contribui para que as vítimas não sejam esquecidas e suas lutas permaneçam como referência. 

5. Estimular pensamento crítico nas novas gerações

O contato com narrativas históricas inspira jovens a questionar, refletir e se posicionar diante das injustiças do presente. Assim, o passado cumpre seu papel pedagógico: servir de alerta para um futuro mais justo. 

Sobre o autor: Silvio Damasceno é paraense, nascido em Ourém e morador de Ulianópolis. Aos 70 anos, é formado em Direito e atua como tabelião. Como escritor, publica o livro Quase-romance nos pomares da eternidade, inspirado em César Moraes Leite, um estudante que foi morto enquanto assistia às aulas na Universidade Federal do Pará. 

Fonte: LC - Agência de Comunicação /  Victória Gearini