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quinta-feira, 12 de março de 2026

Reforma tributária, escala 6×1 e RN-1 exigem uma nova mentalidade de gestão no varejo

Imagem: reprodução


Nos últimos meses, três temas passaram a ocupar espaço constante nas reuniões de executivos do varejo: a reforma tributária, a revisão da escala 6×1 e novas regulamentações trabalhistas como a NR-1. Cada um deles traz impactos diferentes – fiscais, trabalhistas e operacionais –, mas todos têm algo em comum: exigem uma mudança de mentalidade na forma como os negócios são geridos no dia a dia.

Muitos varejistas têm reagido a essas transformações com preocupação. E é compreensível. Mudanças regulatórias costumam gerar insegurança, dúvidas jurídicas e, principalmente, impactos na operação. Mas há uma diferença importante entre empresas que sofrem com mudanças regulatórias e aquelas que usam essas mudanças como oportunidade para evoluir a gestão.

O ponto central não está apenas em entender a legislação. Está em revisar práticas, rotinas e hábitos de gestão que muitas vezes já estavam ultrapassados.

Para te ajudar a encarar a questão com mais leveza, direcionamento, propósito e pratricidade, listei algumas ações práticas que podem auxiliar o varejista a lidar melhor com esse novo cenário, adotando uma nova perspectiva e transformando o desafio em oportunidade. Vamos lá:á!

Transforme mudanças legais em agenda estratégica, não apenas jurídica

Um erro comum nas empresas é tratar temas como reforma tributária ou novas regras trabalhistas exclusivamente dentro do departamento jurídico ou contábil. No varejo, isso não funciona.

Essas mudanças impactam diretamente os indicadores e a gestão de vendas do negócio. Você vai precisar repensar todo o seu sistema de precificação e de markup, a avaliação de margem, as escalas de trabalho, a produtividade da loja, a jornada dos colaboradores e o planejamento operacional, só para mencionar algumas frentes.

Por isso, a primeira atitude gerencial importante é trazer esses temas para a mesa da liderança operacional. Uma prática simples e eficiente é criar um pequeno comitê interno de adaptação regulatória, envolvendo todas as áreas impactadas por esse processo, como as financeira, RH, operações, comercial e jurídica.

O objetivo não é discutir leis, mas responder perguntas práticas como:

  • Como isso muda nossa operação de loja?
  • O que precisa ser ajustado na rotina?
  • Que indicadores precisamos acompanhar?
  • Como vamos nos planejar para suprir impactos financeiros de forma prática, no dia a dia do negócio?

Quando a gestão assume protagonismo nesse debate, as decisões passam a ser mais rápidas e alinhadas com a realidade da operação. E é isso que vai te fazer ganhar o jogo.

Revisite a produtividade das equipes antes de discutir aumento de quadro

Mudanças na escala de trabalho, como as discussões sobre o modelo 6×1, costumam gerar preocupação imediata com o aumento de custos de pessoal. Mas, antes de partir para essa conclusão, existe uma pergunta essencial: a produtividade atual da loja está sendo bem utilizada?

Em muitos casos, o problema não é a escala, mas a forma como o tempo das equipes é usado. Algumas ações simples ajudam muito nesse diagnóstico:

  • Mapear horários de maior fluxo de clientes;
  • Ajustar escalas com base em dados de venda por hora;
  • Eliminar tarefas operacionais desnecessárias;
  • Redistribuir atividades entre equipe de vendas e suporte.

Muitas operações ainda funcionam com escalas definidas por hábito, e não por análise de demanda. Já passou da hora de abrir mão do “aqui sempre fizemos assim”. O que te trouxe até aqui não é o que vai te levar adiante. O mundo mudou e, com ele, mudaram as relações pessoais e no trabalho, os hábitos de consumo e a forma atender e entender o cliente. Quem já entendeu que inovar está em olhar os detalhes e pensar o que pode ser feito melhor, mais rápido e diferente vai sofrer menos no processo.

Quando a empresa passa a organizar as jornadas com base em dados reais de fluxo e conversão, os ganhos de produtividade compensam boa parte do impacto das mudanças trabalhistas.

Simplifique processos para reduzir pressão operacional

Mudanças regulatórias costumam aumentar a complexidade administrativa. Se a empresa não revisa  seus processos, há o risco é de a operação se tornar cada vez mais pesada.

Uma pergunta simples ajuda muito nesse momento: quais atividades da loja realmente geram valor para o cliente? Tudo o que não gera valor precisa ser revisto. Alguns exemplos práticos:

  • Digitalizar checklists operacionais;
  • Automatizar controles administrativos;
  • Reduzir relatórios que ninguém usa;
  • Centralizar tarefas burocráticas fora da loja.

Cada processo simplificado significa mais tempo para vender, atender e gerar resultado. Muitos procedimentos são mantidos por “apego emocional” ou por falta de questionamento sobre o que, de fato, seria mais produtivo.

O processo de transformação e implementação pode até levar um tempo considerado longo, mas a ideia é que, uma vez consolidado, gere aumento de produtividade. Se você não dedicar um tempo para resolver esse problema agora, ele irá se agravar e o preço a ser cobrado pode ser alto ou tarde demais. Não adie decisões que podem trazer aumento de performance, receita, produtividade e resultados. São pontos essenciais que não devem ser avaliados de forma isolada.

Em um cenário de novas exigências legais, a eficiência operacional deixa de ser apenas uma vantagem competitiva e passa a ser uma condição de sobrevivência.

Invista mais na formação dos líderes de loja

Outro impacto indireto dessas mudanças regulatórias está na responsabilidade gerencial dentro das lojas. Gerentes e supervisores passam a lidar com temas cada vez mais complexos, como gestão de jornada, compliance trabalhista, controle de indicadores de produtividade e organização da equipe.

Se esses líderes não estiverem preparados, a empresa corre o risco de enfrentar problemas operacionais, conflitos internos e até passivos trabalhistas. Por isso, um dos investimentos mais inteligentes neste momento é fortalecer a formação gerencial da linha de frente. Isso inclui desenvolver competências como gestão de indicadores, organização de escalas, liderança de equipes multigeracionais e tomada de decisões baseadas em dados.

Quando o líder de loja ganha maturidade de gestão, a implementação de qualquer mudança se torna muito mais fluida.

Fortaleça a cultura de adaptação contínua

O varejo sempre foi um setor de mudanças rápidas. Tecnologia, comportamento do consumidor e novos modelos de negócio já exigiam adaptação constante. Agora, as transformações regulatórias passam a fazer parte desse cenário de forma mais intensa.

Empresas que conseguem atravessar esses momentos com mais tranquilidade são aquelas que desenvolveram uma cultura baseada em três pilares:

  • Aprendizado contínuo;
  • Processos bem definidos;
  • Lideranças preparadas.

Negócios que operam apenas com base no improviso tendem a sofrer mais quando o ambiente externo muda. Já organizações com disciplina de gestão conseguem transformar mudanças em evolução.

O varejo sempre evolui na pressão

A história do varejo mostra algo curioso: muitas das evoluções mais importantes do setor surgiram justamente em momentos de pressão. Foi assim com a digitalização, com o omnichannel e com novas formas de gestão das lojas.

Agora, diante de mudanças como a reforma tributária, debates sobre jornada de trabalho e novas regulamentações, o setor tem novamente a oportunidade de revisar práticas antigas e construir operações mais eficientes.

Mais do que entender leis, o desafio está em aprimorar a forma de gerir pessoas, processos e resultados. E, no varejo, quem aprende a evoluir em meio às mudanças costuma sair mais forte do outro lado.

Por Roberta Andrade - diretora de Educação Corporativa e sócia da Friedman e da Gonow1.

Fonte: mercadoeconsumo


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Stanley 1913 aposta em tulipa térmica para manter a cerveja gelada por até 4 horas

Imagem: reprodução / divulgação

A novidade marca a estreia do modelo tulipa bohemia no portfólio da marca no País

A Stanley 1913 ampliou seu portfólio no Brasil com o lançamento da tulipa térmica, produto inspirado no formato tradicional dos copos usados para cervejas artesanais. A novidade marca a estreia do modelo tulipa bohemia no portfólio da marca no País.

Com capacidade para 414 ml, o copo é produzido em aço inox 18/8 reciclado e livre de BPA; e conta com parede dupla com isolamento a vácuo

O produto pode manter líquidos gelados por até 4 horas ou por até 14 horas com gelo. O design apresenta fundo com efeito prismático e base de silicone, que evita que o copo escorregue em superfícies lisas. O modelo tem garantia vitalícia.

A tulipa está disponível nas cores Stainless Steel Ash, Black Eclipse e Cream Moon, com preço sugerido de R$ 319. O modelo pode ser adquirido no site oficial da marca e em lojas físicas no Brasil.

A novidade integra a nova campanha da Stanley 1913 para a linha de copos e taças térmicas, com a tagline “O que é bom dura muito”. A iniciativa é voltada ao verão, período associado a encontros e celebrações.

Messi Goat Black 

A Stanley 1913 lançou a terceira fase da colaboração internacional com o jogador de futebol Lionel Messi. A nova coleção Stanley 1913 x Messi Goat Black dá sequência às edições Goat Pink e Striker Blue.

Desta vez, a colaboração chega em uma estética minimalista, com uso de preto profundo e detalhes em rosé gold. São cinco produtos, com preços que vão de R$ 222 a R$ 529.

Na edição Goat Black, a collab incorpora um novo olhar para os rituais que moldam a rotina de Messi, desde os momentos de hidratação ao tradicional mate, que contribuem diretamente para a performance do atleta em campo e fora dele.

Fonte: mercadoeconsumo


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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Latam Retail Show celebra uma década de inovação e traça o futuro do varejo e do consumo

Imagem: reprodução

Principal evento de varejo da América Latina reuniu grandes lideranças do setor, apresentou pesquisas e realizou debates sobre tendências, tecnologia e o papel da AI como principal ferramenta transformadora do setor

Latam Retail Show sponsored by IBM encerrou sua 10ª edição consolidado como o principal evento B2B de varejo, consumo e serviços da América Latina. Realizado de 16 a 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, o congresso reuniu cerca de 3.800 visitantes, mais de 250 palestrantes nacionais e internacionais, 100 horas de conteúdo e teve apresentação de 17 pesquisas inéditas, abordando temas estratégicos como inovação, transformação digital, experiência do consumidor, eficiência operacional e inteligência artificial.

Com o tema “Retail Metafusion: 10 Years Ahead”, o evento promoveu debates sobre a evolução do varejo, comportamento do consumidor, inteligência artificial, eficiência operacional, omnicanalidade e inovação tecnológica, reunindo painéis que abordaram desde transformação digital e performance operacional até o futuro do foodservice, onde o uso de tecnologia foi destaque como motor de crescimento so setor.

Além da plenária principal, o congresso contou com três Arenas com programações segmentadas com diversos painéis onde foram abordados temas nos segmentos de luxo, mercado de material de construção, tecnologia, gestão e foodservice, ampliando as discussões e possibilitando uma experiência de aprendizado mais direcionada.

O congresso também apresentou 17 pesquisas inéditas, com temas que vão desde comportamento e tendências de consumo até inovação e performance operacional. Entre os estudos, destaque para o “Censo Brasileiro de Strip Malls”, “Varejo e Serviços – Do cenário econômico aos resultados das empresas”, “WGSN Shopper Priorities: As Prioridades de Compras nos Próximos Anos”, “A Revolução da Conveniência” e “Construcheck Macrotrends - Gouvêa Inteligência”

O Latam Retail Show teme um painel inédito transmitido simultaneamente entre São Paulo e Paris, conectando a principal plataforma de conteúdo de varejo e consumo da América Latina com a primeira edição da NRF Europa. O encontro internacional reuniu Marcos Gouvêa, diretor-geral do Gouvêa Ecosystem, e Fábio Adegas Faccio, CEO da Lojas Renner com Selvane Mohandas Du Menil, diretor executivo da International Association of Department Stores (IADS), que da França trouxe uma perspectiva europeia sobre os impactos das mudanças e ajustes exigidos pelo novo cenário global.


Imagens: reprodução - divulgação

A programação contou ainda com nove eventos paralelos gratuitos, incluindo o 1º Encontro Latino-Americano de Strip Malls, o 1º Luxury Retail & Services Summit,  a 5ª edição do Fórum IDV – ESG no Varejo e Consumo, a 3ª edição do Retail Design Meeting (RDI Brasil), a 3ª Fashion Retail Arena, a 1ª edição do Retail CX Forum by SoluCX, o 1º Fórum de Líderes do E-commerce e Digital (LED), o Foodservice Meeting e o Fórum Matcon. Esses espaços permitiram debates aprofundados sobre tendências, inovação, sustentabilidade, experiência do cliente, digitalização, integração das cadeias de valor e expansão dos negócios.

O congresso foi encerrado com o painel histórico “10 anos de Latam + 10 years ahead: A Visão de Futuro de 10 Grandes Lideranças do Varejo e Consumo”, comandado por Marcos Gouvea que reuniu executivos como Luiza Helena Trajano (Magalu), Belmiro Gomes (Assaí), Sergio Zimerman (Petz), Andre Farber (Riachuelo), Peter Furukawa (Lojas Quero-Quero) e Paula Andrade (Natura).

Outros destaques foram o Prêmio Abilio Diniz – Líder que Inspira Líderes, entregue por Luiza Trajano (Magalu) para seu filho Fred Troiano e o Prêmio Retail Tech Awards – 10 Years Ahead, entregue para a startup Sinatra que venceu as 10 empresas classificadas por apresentarem soluções inovadoras capazes de transformar o futuro do varejo.

Segundo Marcos Gouvêa, diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, “Chegar aos 10 anos do Latam Retail Show é a confirmação de que o varejo brasileiro está em constante evolução. Este evento reúne as principais lideranças para discutir desafios, compartilhar experiências e inspirar soluções que vão moldar os próximos anos. O Latam Retail Show é um espaço para as pessoas que atuam em diferentes frentes do varejo acessarem conteúdos estratégicos, interagirem e se prepararem para o que vem pela frente.”, acrescenta.

Organizado pela Gouvêa Experience, o Latam Retail Show chega aos dez anos como referência em tendências, inovação e transformação digital no varejo da América Latina, consolidando-se como ponto de encontro de líderes, especialistas e profissionais que buscam antecipar o futuro do setor.

Os patrocinadores da edição de 2025 foram E-goi, Onebet, IBM, Active Campaign, 4Yousee, Beeviral, TOTVS, Espaço Laser, Capture Digital, Meta, Braze, Kadeh Varejo, Sonda, Estúdio Jacarandá, Nestlé, TNS, Awin, Omnilogic e The LED.

Sobre a Gouvêa Experience

A Gouvêa Experience integra a Gouvêa Ecosystem e atua na vertical de experiências de marca, eventos e relacionamento com as principais lideranças do setor varejista no Brasil e no exterior. Suas missões internacionais e eventos proporcionam acesso direto às inovações e tendências que moldam o varejo global.

Sobre a Gouvêa Ecosystem

A Gouvêa Ecosystem é um ecossistema de consultorias, soluções e serviços que atua em todas as frentes do setor de consumo, varejo e distribuição. Fundada em 1988, é referência no Brasil e no mundo por sua visão estratégica, atuação prática e profunda compreensão do setor. É membro do Ebeltoft Group, consórcio global de consultorias especializadas em varejo.

Fonte: Materia PrimmaRenata Rebesco

sábado, 6 de setembro de 2025

Cade aprova incorporação da BRF pela Marfrig e forma gigante do setor de alimentos

Imagem: reprodução

Fato confirma a decisão previamente adotada pela Superintendência-Geral do Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta sexta-feira, 5, sem restrições, a incorporação da BRF pela Marfrig para a formação de gigante do setor de alimentos. O fato confirma a decisão previamente adotada pela Superintendência-Geral do Cade.

A operação foi submetida à autarquia em maio deste ano. Segundo o formulário de notificação, o negócio resultará na incorporação, pela Marfrig, de todas as ações da BRF que ainda não estavam sob seu controle. Em contrapartida, os acionistas da companhia incorporada receberão papéis da Marfrig.

A Marfrig é uma multinacional brasileira dedicada à produção de alimentos de alto valor agregado à base de proteína animal, sobretudo bovina, como hambúrgueres e outros produtos prontos para consumo. Já a BRF, que passará a integrar o grupo, atua na criação, produção e abate de aves e suínos, além da industrialização, comercialização e distribuição de carnes in natura, produtos processados, massas, margarinas, pet food e outros.

A Superintendência-Geral do Cade manifestou-se pela aprovação da operação sem restrições, ao entender que o negócio não traz preocupações concorrenciais. O documento aponta que a participação conjunta das empresas nos mercados com sobreposição horizontal, em que ambas ofertam produtos semelhantes e concorrentes, é inferior a 20%, percentual abaixo do patamar presumido como posição dominante.

O órgão também verificou que, nos mercados verticalmente integrados — quando uma companhia atua em uma etapa da cadeia produtiva e a outra em estágio subsequente ou anterior — a fatia de cada parte é inferior a 30%, reduzindo a possibilidade de fechamento de mercado.

Riscos concorrenciais

O caso voltou a ser analisado pela autarquia após a Minerva Foods solicitar habilitação como terceira interessada, alegando riscos concorrenciais. A empresa destacou a participação acionária da Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic), por meio de sua subsidiária Salic International Investment Company (Siic).

A Salic é acionista da Marfrig e também detém participação na própria Minerva, o que, em sua avaliação, poderia gerar riscos adicionais de efeitos coordenados. Esses riscos decorreriam de potenciais alinhamentos de incentivos entre concorrentes e da possibilidade de ocorrência de interlocking directorates, situação em que uma mesma pessoa ou grupo participa dos conselhos de administração de empresas rivais, além da troca de informações sensíveis capazes de influenciar decisões estratégicas e reduzir a rivalidade nos mercados afetados.

O presidente do Cade e relator do caso, Gustavo Augusto, conheceu o recurso apresentado pela terceira interessada e deu-lhe parcial provimento, destacando que a participação da Salic e da Siic no capital da MBrf não faz parte do objeto analisado nesta operação.

Já o conselheiro Victor Fernandes divergiu, entendendo que o recurso não deveria ser conhecido. Para ele, o suposto risco de interlocking directorates não representa preocupações relevantes no mercado de carne bovina in natura. O voto ressaltou a existência de mecanismos que impedem a troca de informações sensíveis, o caráter financeiro do investimento da Salic e as regras estatutárias da BRF, que vedam a participação em decisões em caso de conflito de interesses.

O Tribunal, por maioria, seguiu o voto de Fernandes e não reconheceu o recurso. No mérito, o colegiado, por unanimidade, manteve a decisão da Superintendência-Geral do Cade e aprovou a operação, de acordo com o voto de Augusto.

Fonte: Conselho Administrativo de Defesa Econômica, via mercado e consumo

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Embraer: Airlink e Azorra finalizam acordo de leasing para 10 novos jatos E195-E2s

Imagem: reprodução 

A Airlink e a Azorra finalizaram um acordo de leasing para dez novos jatos Embraer E195-E2, com a primeira entrega estimada para o final deste ano. O acordo vem após a seleção anunciada dos E195-E2s pela Airlink, com sede em Joanesburgo e a principal companhia aérea de serviço completo da África do Sul.

Segundo a Embraer, a Azorra, empresa de leasing, financiamento e gestão de ativos com sede em Fort Lauderdale (Flórida, EUA), fornecerá as novas aeronaves que aumentarão a frota atual de 68 jatos da Airlink. As entregas dos dez E195-E2s deverão começar ainda este ano e têm conclusão estimada para 2027. A Airlink é cliente da Embraer desde 2001.

As novas aeronaves terão um layout confortável de classe única com 136 assentos na configuração 2×2. Os jatos proporcionarão à Airlink um aumento de capacidade e de alcance, ampliando sua competitividade em rotas de alta densidade e criando oportunidades para novas rotas em mais destinos na África Subsaariana, informou a fabricante brasileira.

“Este é um momento marcante e desafiador para a Airlink. Marcante porque representa o início de uma nova fase de desenvolvimento e crescimento da nossa companhia, consolidando-a como a líder na África Austral e região. Desafiador porque há muito a ser feito nas próximas semanas antes da entrada em operação da primeira aeronave, prevista para dezembro,” afirma Villiers Engelbrecht, CEO da Airlink.

Segundo o CEO da Azorra, John Evans, a adição do E195-E2 à sua frota destaca o compromisso compartilhado com a eficiência operacional, o crescimento sustentável e o aumento da capacidade e do serviço.

O presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, afirmou que o modelo de corredor único é o mais eficiente de sua categoria e ideal para apoiar os planos de expansão da companhia aérea na África Austral.

Fonte: mercadoeconsumo / via Estadão de Conteúdo


quinta-feira, 3 de julho de 2025

Com tecnologia e modelo colaborativo, Keeta mira crescimento no delivery brasileiro

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Presidente da companhia faz sua primeira aparição pública no país e apresenta a visão da empresa para o setor.

A chegada da Keeta ao Brasil promete transformar o mercado de delivery com tecnologia avançada e um modelo focado em parceria e eficiência. Durante a plenária do Instituto Foodservice Brasil (IFB), Tony Qiu, presidente da Keeta e vice-presidente da Meituan, fez sua primeira aparição pública no País e apresentou a visão da empresa para o setor, destacando oportunidades e desafios.

Em sua fala, Qiu abordou o potencial do mercado brasileiro, comparando São Paulo a Pequim. Apesar de terem populações semelhantes, a capital chinesa registra cerca de 4,6 milhões de pedidos diários de delivery, enquanto São Paulo gira em torno de 600 mil. O dado evidencia o espaço para crescimento no Brasil, especialmente em um cenário dominado por um único aplicativo. O executivo também ressaltou que a falta de concorrência pode ser prejudicial ao ecossistema, limitando a inovação e elevando os custos para restaurantes, entregadores e consumidores.

“A presença de Tony no IFB marca um ponto de virada no setor de foodservice brasileiro. A chegada da Keeta sinaliza não apenas a entrada de um novo player global, mas a abertura de um novo capítulo de competitividade, eficiência e inovação em nossa cadeia de valor”, comenta Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do Instituto Foodservice Brasil.

A Keeta não pretende apenas disputar participação de mercado, mas construir um modelo sustentável, baseado em eficiência operacional e colaboração. Essa estratégia já foi testada na China, onde a Meituan ajudou redes de restaurantes a crescerem de 200 para 20 mil unidades, utilizando dados geográficos e comportamentais. No Brasil, a empresa estuda como adaptar esse modelo dentro dos limites da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que as informações sejam utilizadas para beneficiar os parceiros, e não controlá-los.

“O mercado precisa de alternativas, e o Brasil precisa ser olhado com profundidade, não com fórmulas prontas, e foi exatamente isso que Tony nos trouxe hoje”, acrescenta Ingrid. 

Tecnologia

Na China, mais de 10 mil engenheiros atuam no ecossistema Meituan, muitos deles dedicados a desenvolver soluções para otimizar rotas, prever demanda e aprimorar a experiência do usuário. A empresa já opera com drones, lockers inteligentes e capacetes com sensores em outros países — tecnologias que podem ser trazidas ao Brasil conforme as necessidades do mercado local.

Qiu citou casos de adaptação a diferentes contextos, como na Arábia Saudita, onde a empresa priorizou entregas de carro devido ao calor extremo, e em Hong Kong, onde a instalação de lockers em prédios solucionou restrições de acesso para entregadores.

Entregadores

O relacionamento com os entregadores também foi destaque no painel. A Keeta busca oferecer uma fonte de renda mais estável, combatendo a imprevisibilidade que afeta muitos profissionais do setor.

Na China, a empresa já implementou programas de segurança, como capacetes conectados a centrais de monitoramento, além de iniciativas sociais, como apoio educacional para filhos de entregadores. Essas medidas estão sendo avaliadas para possível adoção no Brasil, juntamente com a instalação de lockers em prédios com restrição de acesso, o que traria benefícios tanto para os entregadores quanto para os clientes.

A operação no Brasil será majoritariamente nacional. Embora conte com cerca de 100 colaboradores chineses, 90% do time será formado por profissionais brasileiros, com autonomia para tomar decisões alinhadas à realidade local. Qiu reforçou que a Keeta está em fase de aprendizado, buscando compreender as particularidades do País antes de expandir suas operações.

Fonte: mercadoeconsumo


terça-feira, 1 de julho de 2025

Infobip lança plataforma de IA que conecta marketing, vendas e suporte

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A proposta é automatizar interações em canais como WhatsApp, RCS e chats online

A Infobip lançou uma plataforma de Inteligência Artificial (IA) voltada para automação de atendimento e melhoria da experiência do cliente. Batizada de CXOP (Plataforma de Orquestração de Experiências Conversacionais), a solução utiliza IA agêntica, capaz de interpretar contexto, tomar decisões de forma autônoma e executar tarefas, sem depender de comandos pré-programados.

Desenvolvido com base no Microsoft Azure OpenAI, o sistema permite que agentes virtuais entendam o contexto das conversas, tomem decisões de forma autônoma e atuem junto com equipes humanas quando necessário. A proposta é automatizar interações em canais como WhatsApp, RCS e chats online, integrando marketing, vendas e suporte em uma única plataforma.

“O CXOP permite às empresas irem além dos fluxos de trabalho estáticos, oferecendo interações inteligentes e empáticas em escala. É um passo fundamental para construir experiências de cliente com foco em IA que gerem impacto comercial mensurável”, diz Ivan Ostojić, Chief Business Officer da Infobip.

A plataforma também reduz o tempo de resposta e os custos de serviço por meio da automação. Entre os benefícios, estão o aumento de conversões de leads e do desempenho de campanha com a personalização em tempo real, além do suporte a equipes híbridas com intervenção humana em casos complexos, e a iniciação rápida com opções de implantação no code ou full-code.

“Usando IA agêntica em vez de automação baseada em regras, o CXOP é uma melhoria para as experiências do cliente”, explica Myladie Stoumbou, diretora sênior de Parcerias com ISVs na Microsoft.

Fonte: mercadoeconsumo


quinta-feira, 26 de junho de 2025

Adeus ao site tradicional: compras online migram para as redes sociais

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A expectativa de 8 em cada 10 consumidores é que a maioria das compras online seja feita nas redes até 2030.

Redes sociais como TikTok, Instagram e Facebook devem se tornar o principal canal de compras online até 2030. Essa é a expectativa de oito em cada dez consumidores, de acordo com o Relatório de Tendências de E-Commerce 2025, feito pela DHL eCommerce com base em insights de 24 mil consumidores online em 24 mercados globais, incluindo o Brasil.

Segundo o estudo, os sites de e-commerce tradicionais já estão sendo substituído pelas redes sociais na hora das compras. Os consumidores estão se voltando para aplicativos não apenas para descobrir novidades, mas também para comprar. De acordo com a DHL eCommerce, 73% dos compradores brasileiros afirmam que já realizaram uma compra via redes sociais.

Ainda segundo o relatório, 82% dos compradores brasileiros afirmam que tendências virais e burburinho social influenciam suas decisões de compra.

Compras impulsionadas por IA

Os avanços da Inteligência Artificial (IA) generativa e seus impactos no e-commerce também são evidenciados no relatório. Nove em cada dez compradores no Brasil desejam que os varejistas ofereçam recursos de compras impulsionados por IA.

Entre os recursos que os consumidores mais querem usar, estão provadores virtuais, assistentes de compras alimentados por IA e busca de produtos habilitada por voz .

As compras por meio de comandos de voz já estão em ascensão: 44% dos consumidores brasileiros realizam compras sem usar as mãos. À medida que as expectativas digitais aumentam, também cresce a demanda por jornadas de compras intuitivas e habilitadas por tecnologia que misturam utilidade e prazer.

Logística de entrega e devoluções

Enquanto os consumidores estão atentos às redes sociais para compras e à IA para a experiência, as formas de entrega e de devoluções continuam sendo os principais motivos para a desistência dos consumidores. Eles não estão dispostos a abrir mão de conveniência, flexibilidade e controle.

Segundo o relatório, 91% dos consumidores brasileiros afirmam que abandonarão sua compra se a opção de entrega preferida não estiver disponível. Além disso, 87% deixarão de comprar se o processo de devolução não atender às suas expectativas.

“É importante reconhecer que não existe apenas um tipo de consumidor online ou um tipo de mercado. As razões para o abandono do carrinho podem variar amplamente. Nosso Relatório de Tendências de E-Commerce analisa as tendências e desenvolvimentos que moldam as compras online em todo o mundo para ajudar nossos clientes a crescerem seus negócios. A logística desempenha um papel crucial nesse processo, e nos vemos como um parceiro vital, oferecendo a nossos clientes percepções, know-how e soluções adequadas para impulsionar seu sucesso”, afirma Pablo Ciano, CEO da DHL eCommerce.

A confiança também desempenha um papel importante: 82% dos compradores brasileiros dizem que não comprarão de um varejista se não confiarem no provedor de entrega e devoluções.

Sustentabilidade e economia circular

Outra conclusão é que a sustentabilidade evoluiu de um diferencial de marca para uma demanda central do consumidor. No Brasil, 83% dos consumidores agora consideram a sustentabilidade ao fazer compras online. Isso vai além da embalagem ou do envio — 40% dos consumidores abandonaram ativamente seus carrinhos devido a preocupações com a sustentabilidade.

Os consumidores brasileiros também estão adotando modelos de consumo mais circulares, com metade optando por bens de segunda mão ou recondicionados, motivados tanto por valores ambientais quanto por eficiência de custos.

Além disso, 65% dos consumidores argentinos expressam disposição para participar de programas de reciclagem ou recompra oferecidos por varejistas. Esses comportamentos apontam para uma expectativa crescente de que as marcas não apenas reduzam sua pegada, mas também capacitem os consumidores a comprar de forma mais sustentável.

Fonte: mercadoeconsumo

sábado, 18 de janeiro de 2025

Amazon amplia Loja de Compras Internacionais com mais de 40 milhões de produtos

Imagem: reprodução

Essa ampliação soma-se aos mais de 130 milhões de itens nacionais e internacionais já oferecidos no Brasil.

A Amazon expandiu sua Loja de Compras Internacionais, permitindo que clientes brasileiros tenham acesso a mais 40 milhões de produtos vendidos pela Amazon nos Estados Unidos, enviados diretamente para seus endereços no Brasil.

Essa ampliação soma-se aos mais de 130 milhões de itens nacionais e internacionais já oferecidos no País, entre varejo e marketplace. Desde 2019, quando iniciou suas operações locais com um milhão de produtos disponíveis, a Amazon Brasil vem apresentando crescimento contínuo.

“Com a expansão da nossa Loja de Compras Internacionais, buscamos oferecer aos nossos clientes o acesso a um universo de produtos importados vendidos pela Amazon Estados Unidos, aliado à conveniência e confiabilidade que são marcas registradas da Amazon. Clientes também podem acumular pontos e cashback em suas compras através de empresas locais como Livelo, Meliuz, ou em nosso cartão Amazon.com.br”, conta Daniel Mazini, presidente da Amazon Brasil.

Com essa expansão, os consumidores podem navegar e adquirir produtos da Amazon nos Estados Unidos em 35 categorias, incluindo livros, roupas, artigos automotivos, calçados e itens para casa, de marcas renomadas como Champion, Conair, Ninja e Carters. Na categoria de leitura, a novidade inclui mais de 26 milhões de livros físicos importados.

Programa Remessa Conforme

Todas as transações realizadas na Loja de Compras Internacionais seguem as regras do Programa Remessa Conforme. Os preços já incluem impostos e taxas de importação, o que simplifica e acelera o processo de compra. Além disso, os clientes podem usar métodos de pagamento exclusivos da loja brasileira, como Pix, boleto bancário, cartões de crédito com parcelamento, além de acumular cashback e pontos com parceiros locais.

Vantagens para membros Prime

Os membros do Amazon Prime, programa que combina benefícios de compras e entretenimento, têm ainda mais vantagens. Entre elas, o frete internacional gratuito em itens elegíveis da Loja de Compras Internacionais. Já os clientes não Prime pagam um frete reduzido de R$ 8,90 para produtos vendidos pela Amazon nos Estados Unidos.

Os produtos da Loja de Compras Internacionais são identificados com o selo “Compra Internacional” e apresentados como “vendidos e enviados por Amazon Estados Unidos”. O rastreamento das encomendas pode ser feito diretamente pelo site, e o processo de devolução é simples, com prazo de até 30 dias para devolução dos itens adquiridos.

Fonte: mercadoeconsumo / via Mercado&Tech.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

NOSTALGIA! Nestlé traz de volta chocolate Surpresa, sucesso dos anos 80

Imagem: reprodução / divulgação

Lançamento visa divulgar o programa de agricultura regenerativa

A Nestlé anunciou na terça-feira, 14, o relançamento do chocolate Surpresa, clássico das décadas de 1980 e 1990, para divulgar seu programa de agricultura regenerativa de cacau, que recebeu investimentos de R$ 110 milhões no Brasil. O programa, chamado Nestlé Cocoa Plan, conta com a parceria de 6 mil produtores sustentáveis e quatro moageiras.

O cacau cultivado por meio do programa será utilizado na produção do chocolate que marca o retorno do produto ao mercado.

Os R$ 110 milhões investidos até agora no Nestlé Cocoa Plan fazem parte do total de R$ 2,7 bilhões destinados à operação de chocolates e biscoitos da Nestlé no Brasil até 2026.

Segundo a empresa, o programa foi fundamental para que, em 2024, a Nestlé atingisse a meta de obter 30% de suas principais matérias-primas (cacau, café e leite) provenientes de agricultura regenerativa.

“Nosso foco é garantir uma cadeia produtiva eficiente, com qualidade e responsabilidade. A meta agora é ampliar a agricultura regenerativa para 50% das nossas principais matérias-primas até 2030, o que demandará mais investimentos e avanços tecnológicos”, afirmou o gerente de ESG da Nestlé no Brasil, Luiz Collaço.

As fazendas participantes do programa são avaliadas em 41 critérios de controle estabelecidos pela Nestlé, o que inclui monitoramento de emissões de carbono e treinamentos voltados para jovens agricultores.

Com o retorno do Surpresa, a Nestlé busca aliar nostalgia e sustentabilidade. O produto chega ao mercado com uma plataforma digital que inclui o jogo “Mundo Surpresa” no Roblox.

Nele, os usuários podem simular a gestão de uma fazenda de cacau sustentável, desde o plantio até a produção de chocolate.

Além disso, as embalagens da nova versão do chocolate trazem QR Codes que permitem acessar cards digitais e interagir com animais em realidade aumentada, reforçando a mensagem de educação ambiental por meio da inovação tecnológica.

Fonte: mercadoeconsumo / via Estadão Conteúdo