terça-feira, 28 de julho de 2026

Campanhas da Semana: estratégias em cena

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O Boticário divulga linha de perfume com Kaká e Livelo lança campanha para o mercado de fidelidade

O Boticário lançou a campanha do novo Malbec Eau de Parfum, a versão mais concentrada de sua linha amadeirada. Criada pela AlmapBBDO, a ação é estrelada pelo ex-jogador Kaká sob o conceito “Inquestionável”, associando a trajetória do atleta à intensidade do produto. O plano de comunicação contempla comercial para TV aberta e plataformas digitais, além de um conteúdo em formato de roda de conversa com os perfumistas Honorine Blanc e Clément Gavarry no YouTube, Instagram e TikTok. A estratégia digital conta com suporte das agências W3Haus, SoWhat, Publination e PROS.



A Livelo apresentou o filme “Ponto Final”, desdobramento da campanha institucional “Viva. Pontue. Repita.”. Desenvolvida pela AlmapBBDO em parceria com a Vetor Zero, a narrativa traz um personagem caracterizado como um ponto final que se transforma no símbolo rosa da marca, ilustrando a conversão de gastos diários em recompensas. O plano de veiculação abrange os canais Meta, TikTok e YouTube, com foco na diferenciação do programa de fidelidade e na construção de lembrança de marca.



A TV Globo colocou no ar o filme promocional das oitavas de final da Copa do Brasil, narrado pelo rapper BK. Desenvolvida pelo time interno da emissora, a produção utiliza o movimento do piscar de olhos para retratar as mudanças rápidas de resultado em partidas eliminatórias. O comercial estreou na programação da TV aberta e reforça a assinatura “A Copa do Brasil não é para jogar. É para vencer.”, antecipando o início das transmissões dos jogos.



A Bis estreou a campanha “A-BIS-olvição”, criada pela agência David. A comunicação aborda hábitos frequentes de consumo do chocolate — como pegar o último da caixa ou esconder o produto de terceiros — e os transforma em julgamentos bem-humorados onde os personagens são perdoados diante da tentação do produto. A estratégia inclui comerciais para TV e ambiente digital, ações com criadores de conteúdo nas redes sociais e veiculação em mídia exterior.



O Sebrae apresentou um novo videoclipe do projeto “Nosso Canto”, criado pela agência Nova. Estrelado pela cantora Marina Sena, que interpreta a canção “Feira de Mangaio”, o vídeo foi gravado no Mercado Ver-o-Peso, em Belém, e destaca histórias de pequenos empreendedores locais apoiados pela instituição. A distribuição da campanha ocorre de forma multiplataforma no Spotify, TikTok, YouTube, redes da Meta e em inserções na programação da TV Globo.



A Stone lançou a campanha nacional “Nasceu pra Empreender”, desenvolvida pela Blast Creative. Protagonizado pelo ator e comerciante Milhem Cortaz, o filme principal introduz a assinatura “Se você nasceu pra empreender, agora tem um banco que nasceu pra você” para posicionar a marca como parceira financeira de pequenos e médios negócios. A comunicação é composta por filmetes focados em produtos como crédito, rendimento de conta PJ e gestão de funcionários, além de conteúdos didáticos para mídias digitais.



A Subway realizou uma ação digital desenvolvida pela agência Jotacom após a repercussão de um vídeo viral em que a empreendedora de rua Rafaela pronunciava o nome da rede como “Sambia”. A marca convidou a vendedora para visitar uma unidade e experimentar os produtos da linha “Subway Brasilidades”. Para acompanhar a brincadeira nas redes sociais, o perfil oficial da empresa no Instagram alterou temporariamente sua imagem de exibição e biografia em referência ao meme.



A Neoenergia estreou a campanha institucional “Mais por você”, criada pela Propeg. O filme utiliza a relação entre uma pessoa cega e seu cão-guia como metáfora para abordar a presença e a confiabilidade do serviço de distribuição de energia. A produção é embalada pela música “Os Cegos do Castelo”, de Nando Reis, e conta com veiculação em TV, rádio, mídia impressa, plataformas digitais e circuitos de OOH nas regiões de atuação da companhia.



A 99Food promoveu uma ação de rua em Santos, no litoral de São Paulo, para marcar o lançamento do seu serviço de entregas na região. Desenvolvida pela agência Mutato, a ativação utilizou como referência o verso “invadiu a cidade”, da banda Charlie Brown Jr., ocupando a orla com jet skis, veleiros e um salto de paraquedista personalizado. Os registros da ação foram transformados em filme promocional para redes sociais, acompanhados do envio de cupons de desconto para os usuários locais.



O Delboni lançou na Grande São Paulo a campanha “Confiança que se sente”, criada pela agência Nation. O projeto tem como peça central um filme em animação focado no acolhimento de pacientes em medicina diagnóstica, complementado por cinco pílulas de vídeo sobre serviços específicos, como vacinas e atendimento domiciliar. O plano de mídia contempla veiculação em salas de cinema, plataformas digitais e painéis de mídia exterior (OOH).



A C&A lançou a campanha de Dia dos Pais para apresentar o “Tradutor de Pais”, recurso integrado ao Personal Shopper da marca. Desenvolvida pela agência LePub São Paulo, em parceria com a Thinkers Lab e SOTAQ, a comunicação parte do conceito “A gente traduz o que seu pai quer” e brinca com frases conhecidas como “sua presença já é o meu presente” para sugerir roupas e acessórios de acordo com o estilo de cada perfil. A ação engloba filme publicitário, conteúdos para plataformas digitais e ambientação temática nas vitrines e lojas físicas da rede.



Fonte: meioemensagem


O futuro do varejo: intenção, contexto e a era do retail performance

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O relacionamento no varejo nunca foi apenas comunicar, mas decidir como, quando e por que interferir na jornada do consumidor, pois o PDV deve ser considerado como um ambiente de escolha, onde a intenção se transforma em ação.

Durante muito tempo, porém, as empresas e marcas tentaram influenciar essa decisão à distância, com campanhas que criavam o desejo e promoções que, depois, aceleravam o processo, restando ao varejo confirmar algo já decidido.

Contudo, o comportamento do consumidor mudou drasticamente, o cliente não separa mais o mundo físico do digital e vive em um ambiente híbrido, pesquisando online e comprando na loja ou experimentando na loja e comprando online. Ele alterna canais com naturalidade, guiado pela conveniência. Porém, diversas pesquisas apontam que uma parte significativa das escolhas finais ainda acontece dentro do estabelecimento físico, diretamente diante da gôndola, no exato momento em que intenção e contexto se encontram.

Nesse cenário, a loja física ganha um novo papel estratégico, deixando de ser um mero ponto de transação para se transformar em um ambiente rico em experiência, dados e influência qualificada. Nesse ecossistema, o retail media se consolidou em mercados maduros, como o norte-americano, passando de uma iniciativa pontual de mídia para uma infraestrutura integrante do projeto estratégico, arquitetônico e da operação das lojas.

No entanto, existe um ponto fundamental que frequentemente é negligenciado pelo mercado: antes de monetizar sua audiência para a indústria, o varejista precisa utilizar sua própria estrutura digital para aprimorar a operação, com telas, dados e comunicação servindo, antes de tudo, para melhorar a experiência do shopper e aumentar a eficiência comercial da loja.

Quando a comunicação digital é estruturada como um projeto estratégico, e não como improviso, ela acompanha perfeitamente o percurso do cliente: mensagens institucionais posicionadas na entrada da loja, organização e destaque de categorias durante a jornada nos corredores, estímulos de impulso e reforço de marca para o momento do checkout.

Dessa forma, a dinâmica da comunicação muda profundamente, deixa de ser dispersa e passa a ser estritamente intencional no exato instante da decisão, com a marca deixando de disputar uma atenção abstrata e passa a disputar critérios práticos. É nesse momento que podemos substituir o questionamento de “como convencer?” e focar em “estou ajudando a decidir?”.

O impacto dessa presença estruturada no ponto de venda é altamente mensurável e foi refletido em um estudo realizado ao longo de 4 anos – que analisou quatro milhões de tickets em supermercados norte-americanos – , que identificou os reflexos reais da exposição dos consumidores a telas digitais. Segundo a pesquisa, a estratégia gerou 8% de crescimento médio nas vendas gerais, 16% de aumento nas vendas de marcas populares, 15% de crescimento em itens de pequenos prazeres – como snacks e chocolates -, e 20% de alcance positivo em produtos de lançamento.

Esses resultados, contudo, não decorrem da simples presença física de uma tela, pois envolvem uma combinação precisa entre local, conteúdo e contexto, na qual mensagens dinâmicas substituem com sucesso a sinalização estática e aumentam a atenção do shopper ao ativar áreas do cérebro ligadas à decisão emocional.

Ainda assim, a atenção é apenas o início ao levarmos em conta que, sem clareza, ela se transforma em distração. Experiência não significa excesso, significa coerência e, quando é excessiva, desconectada ou invasiva, gera ruído. Quando é pensada estrategicamente, reduz a fricção e constrói confiança no longo prazo.

Atualmente, a relação entre o varejo e a indústria ainda opera de forma fragmentada, onde o trade marketing negocia o espaço, a mídia vende a visibilidade, a indústria busca exposição e o varejo procura margem, com metas, métricas e horizontes diferentes que resultam em campanhas que não chegam à execução ou investimentos sem comprovação clara de impacto.

Para solucionar esse desalinhamento emerge a evolução do modelo da comunicação digital no PDV: o Retail Performance, que não se resume à simples soma de trade marketing e retail media mas, sim, à integração estrutural entre planejamento, comercialização, execução, mídia e dados em uma gestão contínua orientada a resultados.

Isolados, esses pilares produzem esforço, integrados geram performance e alinham os interesses de parceiros de negócios rumo ao crescimento sustentável com a aposta na tecnologia como intenção e transformação.

No ambiente de negócios atual, a clareza tornou-se um verdadeiro diferencial competitivo, pois o consumidor valoriza e busca marcas que explicam, orientam e facilitam a sua tomada de decisão.

Assim, o futuro do varejo pertence a uma comunicação mais responsável, que entende o contexto da jornada de consumo – como o dia da semana, o horário e o clima, entre outros -, respeita o tempo do consumidor e usa as ferramentas tecnológicas como aliadas estratégicas. Ou seja, o relacionamento real se baseia em intenções verdadeiras.

Fonte: mercadoeconsumo




Rock in Rio 2026 supera número de patrocinadores da edição anterior

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Edição de 2026 reunirá 14 marcas com cotas de patrocínio máster e principal, além de 26 apoiadores e amplo pool de media partners na Cidade do Rock

O Rock in Rio 2026, agendado para os dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro na Cidade do Rock (Rio de Janeiro), superou a contagem de marcas parceiras em relação à sua edição de 2024. A organização confirmou a presença de 14 patrocinadores — dois a mais do que no evento anterior —, além de um ecossistema com 26 marcas apoiadoras e diversos parceiros de mídia.

Estrutura de Patrocínios e Apoios

O quadro de marcas para a edição de 2026 está dividido da seguinte forma:

Patrocinador Máster: Itaú;

Patrocinadores: Heineken, Coca-Cola, Seara, Ipiranga, KitKat, Prudential, TIM, Natura, Doritos, Superbet, iFood, C&A e Volkswagen;

Apoiadores (26 marcas): Movida, Johnnie Walker, Latam, Trident, 3 Corações, Hellmann’s, Schweppes, Tic Tac, Cif, Estácio, Chilli Beans, CRM Bonus, CVC, Axia Energia, Venancio, Pro Force, Cup Noodles, Philco, Bacio di Latte, Bob’s, Vale, Prevent Senior, DHL, All Acor, Filtr Music e Gerdau;

Media Partners: Globo, Multishow, Globoplay, Eletromidia, Folha de S. Paulo, Rádio Rock, Estadão, Rádio Mix, O Globo, Extra e Flix Media.

Entre as iniciativas conjuntas com os apoiadores, destaca-se a parceria com a Axia Energia, com foco na descarbonização total da operação durante os dias do festival.

Visão da Organização

"Quando o festival é grandioso e entrega o que é bom para as marcas, isso é bom para o festival. E o que é bom para o festival é bom para as marcas. O resultado positivo das cotas de patrocínio deste ano reflete essa crença e a construção de relações de confiança que o Rock in Rio vem cultivando ao longo dos anos." — Renata Guaraná, diretora geral de parcerias da Rock World (empresa proprietária do Rock in Rio).

Fonte: ADNEWS


Eleições: o que é permitido e o que é proibido nas redes sociais

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Com a proximidade das eleições de 2026 e a pré-campanha já em andamento, o ambiente digital começa a fervilhar. Por isso, é preciso estar atento às regras sobre o que é permitido e o que é proibido em redes sociais, aplicativos de mensagens e demais plataformas de internet.

A importância da atuação digital é cada vez maior na disputa por votos, e os candidatos reconhecem no espaço virtual um meio combativo e efusivo de fazer campanha. O avanço no uso da tecnologia, porém, torna mais complexo o trabalho da Justiça Eleitoral na fiscalização das campanhas e no combate à desinformação e à disseminação de conteúdos falsos, manipulados ou descontextualizados.

Para proteger os eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem atualizando as regras para disciplinar, entre outros pontos, o uso das redes sociais e da inteligência artificial (IA) pelos partidos, candidatos e provedores de internet. 

Neste ano, pela primeira vez as campanhas para presidente, governador, senador e deputado deverão seguir norma do TSE que regulamenta o uso de IA na propaganda eleitoral. As regras foram estabelecidas nas eleições municipais em 2024 e atualizadas pela corte eleitoral.

É proibido, por exemplo, o uso de deepfakes (conteúdos fraudulentos produzidos por inteligência artificial de forma hiper-realista, com rostos e vozes manipuladas). E todo material produzido por IA deverá exibir um aviso, entre outras restrições.

Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral só será permitida a partir de 16 de agosto, inclusive na internet. As normas são definidas na Resolução TSE 23.610.

Assim como nas eleições de 2024, continua proibido o disparo de mensagens de conteúdo político-eleitoral em massa. Isso vale tanto para aplicativos de mensagens como para plataformas digitais.

O impulsionamento de conteúdo — prática de pagar para plataformas digitais (como Instagram, Facebook, TikTok ou Google) aumentarem a visibilidade de uma postagem — é permitido, mas tem que ser claramente identificado. Apenas candidatos, partidos, federações ou coligações podem contratar o serviço. Plataformas e provedores que oferecem o mecanismo devem ser cadastradas na Justiça Eleitoral e garantir que seja tecnicamente possível aos contratantes inserir o aviso de conteúdo impulsionado.

As notícias falsas (fake news) e as publicações inverídicas estão na mira da Justiça Eleitoral, que pode determinar a remoção de conteúdo, a retirada de publicações ofensivas, dar direito de resposta e responsabilizar os envolvidos. Em alguns casos, o descumprimento das regras poderá acarretar a cassação do registro do candidato.

Inteligência artificial

Conteúdos gerados ou manipulados por IA ou tecnologia equivalente (chamados de conteúdos sintéticos multimídia) devem ser rotulados de forma explícita, destacada e acessível. O responsável pela propaganda precisa informar que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi utilizada, determina a regra eleitoral. Isso vale para áudios, vídeos, textos e imagens. 

No período que vai de 72 horas antes até 24 horas após o término do pleito, porém, é vedada a publicação ou a republicação de novos conteúdos sintéticos que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoa pública, mesmo que rotulados. A interdição vale tanto para publicação gratuita quanto para impulsionamento pago.

Durante todo o período eleitoral, é proibido o uso de deepfake para prejudicar ou para favorecer candidatura. A resolução do TSE define como deepfake o conteúdo sintético em áudio ou vídeo gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.


Outras regras

Qualquer pessoa pode divulgar seu posicionamento político em redes sociais, blogs, sites pessoais e aplicativos, desde que não haja propaganda eleitoral antecipada. Mas a manifestação de eleitores poderá ser limitada quando houver ofensa à honra ou à imagem de candidatos, partidos, federações ou coligações, ou quando forem divulgados fatos sabidamente inverídicos.

A resolução do TSE também trata da atuação dos influenciadores digitais com grande alcance. Para eles, é permitido o apoio espontâneo, compartilhamentos orgânicos (boca a boca digital), uso de hashtags e mobilizações espontâneas em redes sociais. Mas os influenciadores não podem ser pagos para publicar propaganda eleitoral, nem receber vantagens econômicas para que os perfis promovam os candidatos.

Também é proibida propaganda eleitoral, mesmo que gratuita, em perfis de empresas, sites de pessoas jurídicas, páginas corporativas e canais institucionais. Outra regra, atualizada neste ano, é a proibição de assédio eleitoral em ambiente de trabalho, seja ele público ou privado.

Tendência crescente

A evolução da internet e das redes sociais mudou completamente a forma como as campanhas eleitorais são feitas, tanto no Brasil como em outros países, avalia o consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni. Por isso, cada vez mais, os políticos devem enfatizar a presença nas redes sociais, estar mais próximos do eleitor no ambiente digital, porque os que não fazem isso têm mais dificuldade para se eleger. Nesse cenário, a propaganda eleitoral na Tv e rádio perde importância, observa:

— A audiência dos programas eleitorais no rádio e na televisão caiu significativamente nos últimos tempos, e o eleitor é muito mais atingido pelas redes sociais. Muda a forma como o eleitorado se informa, e não só sobre as matérias diretamente ligadas às eleições. O acesso à internet e a interação nas redes têm mudado a forma como as informações chegam à população. Isso influencia fortemente as campanhas eleitorais.

Guerzoni alerta, no entanto, para os riscos da evolução da IA, que tem tornado cada vez mais difícil distinguir o que é produzido por inteligência artificial e o que é produzido de forma real e concreta, o que representa um risco sério para os eleitores.

— Não há dúvida de que a inteligência artificial é um grande desafio no processo eleitoral. Ao mesmo tempo que é um instrumento bastante importante, que permite que se trabalhe as campanhas eleitorais de uma forma diferente, ela tem um potencial muito grande de enganar o eleitor, de fazer o eleitor acreditar em coisas que não são reais.

Segundo o consultor, será preciso aprender a lidar com essa realidade e esclarecer a sociedade, cada vez mais, sobre o que está acontecendo.

— Não é algo fácil e vai se tornar cada vez mais difícil com a evolução da tecnologia, mas é um desafio que tem de ser enfrentado tanto pelos candidatos quanto como pelos órgãos de administração do processo eleitoral.

Como denunciar

Para combater irregularidades e crimes eleitorais, vários órgãos trabalham com canais de denúncia. Entre outras ações, o TSE conta com o Siade, uma ferramenta que possibilita o apontamento de fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados que possam interferir no processo eleitoral.

Pelo Siade, são emitidos alertas que serão verificados por uma equipe. Quando houver indicação de crimes ou ilícitos eleitorais de caráter administrativo, os alertas serão encaminhados às instâncias competentes. Saiba mais aqui. 

Denúncias também podem ser feitas aos Ministérios Públicos de cada estado. Saiba mais aqui. 

O Senado também possui um serviço oficial de combate à desinformação. No Senado Verifica, uma equipe de jornalistas apura a veracidade de conteúdos relacionados à Casa e à atividade legislativa. 

Em março de 2022, o Senado assinou um protocolo de intenções para integrar o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, o que acontece por meio do Senado Verifica. O serviço identifica conteúdos enganosos que circulam nas plataformas digitais e também oferece o esclarecimento técnico de forma ágil pelos canais oficiais. Qualquer pessoa pode enviar postagens duvidosas sobre o processo eleitoral e sobre as eleições para o Senado.

As informações podem ser enviadas por WhatsApp (61 98190-0601), pelo telefone 0800 061 2211, pelo e-mail senadoverifica@senado.leg.br ou por formulário de mensagem.

Fonte: Agência Senado


A FACE DO CRIME ORGANIZADO NA POLÍTICA MARANHENSE? Beto Castro vira réu acusado de organização criminosa armada, peculato e lavagem de dinheiro

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Vara dos Crimes Organizados também aceitou denúncia contra Umbelino Júnior, Raquel Lacerda e outras sete pessoas. Gaeco diz que esquema teria associação com a facção PCM

Os juízes auxiliares Iran Kurban Filho, Rômulo Lago e Cruz e Leoneide Delfina Barros Amorim, respondendo pela Vecco (Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados), aceitaram denúncia e abriram ação penal contra o vereador de São Luís Beto Castro (Avante) por organização criminosa armada, peculato e lavagem de dinheiro.

A decisão é da última quinta-feira (16), quando também foi determinada, após questionamentos do Atual7, a publicização dos autos do processo 0874553-26.2023.8.10.0001.

Também viraram réus outras nove pessoas, incluindo o ex-vereador Umbelino Júnior e a empresária Raquel Lacerda, esposa de Beto Castro. Ele é pré-candidato à presidência da CMSL (Câmara Municipal de São Luís), em eleição prevista para ocorrer a partir de outubro próximo, para posse no primeiro dia útil de janeiro de 2027.

A ação penal decorre da Operação Benedictio, deflagrada em 15 de junho pelo Gaeco do Ministério Público do Maranhão para desarticular suposto esquema acusado de ter desviado R$ 9,6 milhões de convênios e emendas parlamentares destinados a projetos sociais em São Luís, por meio do Instituto Sê Tu Uma Bênção, inclusive para amenizar a fome na capital durante a pandemia da Covid-19.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na deflagração da operação, Beto Castro chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, uma pistola Taurus G2C, calibre 9mm, municiada com 11 cartuchos intactos, além de outras 12 munições do mesmo calibre localizadas em veículo relacionado ao parlamentar.

Contudo, atendendo parecer da promotora de Justiça de Investigação Criminal Marinete Ferreira Silva Avelar, a juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro, da 1ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís, concedeu liberdade provisória ao vereador, mediante o cumprimento de medidas cautelares como comparecimento periódico perante a CIAPIS (Central Integrada de Alternativas Penais e Inclusão Social) e proibição de ausentar-se da capital sem prévia autorização judicial.



Maços de dinheiro em espécie apreendidos pelo Gaeco durante a Operação
Benedictio, em São Luís - Foto: Divulgação/MP-MA


O Gaeco aponta na denúncia associação dos acusados com a facção criminosa PCM (Primeiro Comando do Maranhão), ligada ao CV (Comando Vermelho) — facção fluminense que o governo dos EUA classificou em maio como organização terrorista.

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Fonte: ATUAL7


" O CRIME COMPENSA, NO MARANHÃO! E MUITO..."


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Como anda a "CPI do Camarão" ou "CPI do FILIPIX"?

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A Comissão Parlamentar de Inquérito criada na Assembleia Legislativa do Maranhão para investigar o vice-governador do estado, Felipe Camarão (PT), apura suspeitas de corrupção e desvios de recursos públicos envolvendo movimentações financeiras atípicas.

O inquérito foi instaurado com base em investigações sigilosas do Ministério Público e relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram repasses financeiros e movimentações atípicas em nome do vice-governador e pessoas de seu entorno. 

A apuração foca em depósitos não identificados e possível uso da estrutura da Vice-Governadoria e da segurança para triangulação de recursos. A situação política e jurídica da comissão tem sido marcada por reviravoltas recentes:

Maio de 2026: A comissão, com a relatoria do deputado Dr. Yglésio, avançou nos trâmites. O vice-governador Felipe Camarão negou veementemente as acusações, classificando o caso como um ataque político e irregular, além de ter acionado o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender as investigações.

Junho de 2026: A maioria dos membros da CPI formou base para aprovar a quebra de sigilo bancário do vice-governador e outros investigados. No entanto, a efetivação da medida foi adiada temporariamente devido a pedidos de vista (mais tempo para análise do processo). Simultaneamente, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) negou à CPI acesso a outros processos sigilosos envolvendo o caso.

Julho de 2026: As movimentações giram em torno de R$ 39 Milhões e recentes apurações ligam o montante referente as movimentações de Felipe Camarão, familiares e assessores, em torno de R$ 19.000.000,00 (Dezenove milhões de reais). 

O desembargador responsável pela liminar, que restringe a CPI da Assembleia Legislativa do Maranhão a dados do COAF e do GAECO, é o presidente do TJ-MA, Ricardo Duailibe.

A CPI tem como base o Procedimento Investigatório Criminal nº 025065-750/2025, instaurado pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), que tramita no TJ-MA, com indícios coletados em diversas diligências investigatórias, bem como Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo Coaf.

Os elementos indicam, em tese, a existência de materialidade e indícios de autoria relacionados à possível prática de crimes de lavagem de capitais e infrações penais conexas, inclusive ilícitos que podem ter sido cometidos contra a Administração Pública, sendo que o contexto investigativo envolveria diretamente o vice-governador Felipe Camarão, além de outros indivíduos cuja eventual participação deverá ser apurada no âmbito da CPI a ser instaurada”, informou a Alema.


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