Evento promovido pelo Cubo Itaú e Itaú Unibanco reuniu lideranças corporativas, investidores e especialistas; 11ag assinou a estratégia de brand experience e cenografia ESG do projeto
A Brazil Climate Solutions 2026, iniciativa promovida pelo Cubo Itaú em parceria com o Itaú Unibanco, reuniu executivos, investidores, startups e formuladores de políticas públicas em São Paulo. O evento ocorreu no Cubo Itaú no âmbito da Semana do Clima paulistana.
A iniciativa marca a evolução do projeto iniciado em 2023 com o COP ao Cubo e posteriormente a São PauloClimate Week, expandindo o escopo de debates para finanças sustentáveis, tecnologia, inovação, resiliência e mercado de carbono.
Para traduzir os pilares da conferência em uma jornada física e de conteúdo, a agência de brand experience e live marketing 11ag foi a responsável pela estratégia de experiência de marca, identidade visual e execução cenográfica. O projeto priorizou práticas alinhadas às diretrizes ESG, incluindo a reutilização de insumos e redução de resíduos materiais nos espaços de palestras, networking, matchmaking e eventos de relacionamento.
Temáticas e Lideranças Presentes
A programação de cinco dias cobriu vetores essenciais para a transição para a economia de baixo carbono:
Eixos de Debate: Transição e segurança energética, agronegócio e sistemas alimentares, mobilidade e logística verde, desdobramentos da COP30, Inteligência Artificial, resiliência climática e regulamentação dos mercados de carbono;
Palestrantes e Especialistas: O encontro contou com a presença de Suzana Khan (Diretora Geral da COPPE), Mônica Sodré (CEO da Meridiana), David Laborde (Diretor de Divisão da FAO) e Izabella Teixeira (Conselheira do CEBRI);
Representação Corporativa e Apoios: Participaram do evento executivos de empresas como Nestlé, Suzano, Grupo Boticário, Mercado Livre, iFood, CNH, Copa Energia, Auren e NTT Data, além do apoio da Elera Renováveis e contribuições técnicas da ANBIMA, CEBDS, Pacto Global, Febraban, The Earthshot Prize, Insper e IBP.
Processo desenvolvido pela Anacouto visa conectar as plataformas e submarcas sob uma mesma visão estratégica de negócios
O Flamengo anuncia o rebranding de sua marca e passa a se posicionar como uma plataforma de sportainment. Com isso, o clube carioca quer conectar suas diferentes frentes, plataformas e submarcas sob uma mesma visão estratégica de negócios.
A decisão aconteceu, pois ao longo dos últimos anos, o crescimento do clube deu origem a cerca de 24 marcas e submarcas que não tinham uma estratégia de gestão.
Por isso, o rubro-negro carioca procurou se transformar em uma plataforma integrada, capaz de operar de forma estratégica e ampliar sua relevância para além do futebol.
Para isso, por intermédio da agência Anacouto, o time quer se apresentar como uma plataforma presente na rotina do torcedor 24 horas por dia, sete dias por semana, ampliando seu papel para além de um clube esportivo.
De acordo com a agência, o posicionamento se desdobra na reorganização completa do portfólio de marcas, que passa a operar integrada, estruturada em três grandes frentes de negócio: esportes, entretenimento e legado & formação.
Identidade visual
Com esse rebranding, a agência desenvolveu uma nova identidade visual para o clube, baseada no conceito de plataforma criativa e big idea. A concepção foi guiada pelo mote de “trazer magia para o dia a dia da nação”.
Desse modo, as listras rubro-negras ganharam uma nova interpretação em gradiente, transitando do vermelho ao preto para criar sensação de movimento e encantamento.
Fotografias especiais, produzidas em alto contraste sobre fundo vermelho, fazem referência ao icônico bandeirão do Zico, enquanto efeitos de longa exposição traduzem a beleza do esporte em imagens que se aproximam de pinturas.
A tipografia também foi redesenhada para ampliar sua performance visual e ganhar maior protagonismo na comunicação e nos produtos.
Tudo isso será replicado na ambientação do complexo, que ocupa um quarteirão inteiro, seguirá os princípios da plataforma criativa, reforçando a presença da marca no dia a dia de quem passa pelo local.
Osplit paymenté um dos temas que mais têm chamado a atenção de profissionais da contabilidade diante da regulamentação da reforma tributária. Previsto no Projeto de Lei Complementar 68/2024, esse novo modelo de arrecadação promete transformar a forma como os tributos sobre consumo são recolhidos no Brasil.
A proposta traz avanços importantes em termos de automação, segurança fiscal e combate à sonegação. No entanto, também impõe novos desafios para a gestão financeira das empresas — especialmente em relação ao fluxo de caixa e à adaptação tecnológica.
Para os contadores, entender desde já o funcionamento e as implicações do split payment é essencial para orientar clientes, adaptar rotinas e antecipar riscos. Neste artigo, você vai entender o que é o split payment, como ele se integra à reforma tributária e quais impactos esperar para sua atuação e para as empresas brasileiras.
O que é split payment?
O split payment, ou “pagamento dividido”, é uma das mudanças mais significativas previstas na reforma tributária brasileira. Trata-se de um novo modelo de arrecadação em que os tributos são automaticamente descontadosno momento da transação financeira, antes mesmo do valor ser repassado ao vendedor.
Na prática, quando um produto ou serviço é vendido, a parte referente ao imposto — como CBS e IBS — é separada automaticamente e direcionada diretamente ao governo.O valor restante, já líquido dos tributos, é então repassado ao prestador ou comerciante.
Essa dinâmica representa uma mudança profunda em relação ao modelo atual, no qual os tributos são pagos posteriormente, geralmente até o dia 25 do mês seguinte à venda. O split payment elimina esse intervalo, o que tem consequências diretas no fluxo de caixa das empresas — especialmente para as micro e pequenas.
Por que o split payment foi proposto na reforma tributária?
A proposta do split payment surgiu com o objetivo de tornar o sistema tributário mais eficiente, seguro e transparente. Com essa mudança, o governo busca:
Reduzir a sonegação fiscal, impedindo que o valor dos tributos circule pelas empresas antes do recolhimento;
Simplificar o processo de apuração e pagamento dos impostos, por meio da automação;
Aumentar a previsibilidade da arrecadação;
Aprimorar o aproveitamento de créditos tributários, especialmente para quem compra de forma recorrente no mercado.
A ideia é que o sistema funcione automaticamente nas transações realizadas com meios eletrônicos de pagamento, como maquininhas de cartão, e-commerces e plataformas digitais. A versão manual será permitida apenas em casos onde a tecnologia de pagamento não viabilize a divisão automática.
Como o split payment funciona na prática?
Imagine uma empresa que venda um serviço de consultoria no valor de R$ 1.000. Com a alíquota de tributo sobre o consumo (CBS e IBS) estimada em 28,5%, o sistema de split payment funcionaria assim:
O cliente paga R$ 1.000;
R$ 285 são automaticamente direcionados ao Fisco;
A empresa recebe R$ 715 líquidos, sem precisar realizar o pagamento posterior.
No modelo tradicional,esses R$ 285 ficariam no caixa da empresa até o vencimento da obrigação, podendo ser usados para cobrir despesas até o pagamento do imposto. Já com o split payment, esse montante é retido no ato e a empresa precisa se reorganizar financeiramente para lidar com esse novo cenário.
Impactos do split payment nas empresas
Sem dúvidas, esse novo modelo impacta diretamente as empresas, que precisarão se adaptar a uma forma de recolhimento de tributos ainda pouco familiar. Entre os principais impactos, destacam-se:
Redução no fluxo de caixa
Um dos principais impactos do split payment é a perda temporária de capital de giro. Como o valor dos tributos deixa de transitar pelo caixa da empresa, o empreendedor terá menos recursos disponíveis para financiar suas operações diárias, pagar fornecedores e colaboradores, ou até reinvestir no negócio.
Esse efeito será especialmente sentido por negócios que operam com margens apertadas ou vendas parceladas, como varejo, construção civil e serviços contínuos.
Necessidade de reestruturação contábil e financeira
As empresas precisarão rever seus modelos de gestão financeira. Isso inclui:
Reorganizar o fluxo de caixa, prevendo entradas líquidas dos tributos;
Negociar novos prazos com fornecedores, para preservar a margem de lucro;
Reavaliar contratos com clientes, especialmente no caso de operações com pagamento posterior;
Adotar ferramentas tecnológicas integradas, que permitam rastrear os valores pagos, garantir o repasse correto e acompanhar os créditos tributários gerados.
Custos de adaptação
A implementação do split payment exigirá investimentos em tecnologia, especialmente em sistemas de pagamento e gestão fiscal integrados. Pequenas empresas podem enfrentar desafios maiores nesse ponto, com necessidade de adequação dos seus sistemas e processos.
Ainda que o objetivo do split payment não seja alterar os preços, os impactos no fluxo de caixa e nos custos operacionais podem levar algumas empresas a reajustar seus valores. Isso exige um planejamento tributário cuidadoso para manter a competitividade no mercado.
Split payment e o contador: novos papéis e responsabilidades
Com a adoção do split payment, os profissionais de contabilidade assumem um papel ainda mais estratégico. Será fundamental que contadores orientem seus clientes sobre:
Os impactos no capital de giro;
A forma correta de monitorar os créditos tributários;
A adequação dos sistemas de gestão;
As melhores práticas para manter a regularidade fiscal diante do novo modelo.
Além disso, o split payment exigirá uma atuação mais próxima dos setores financeiros e operacionais, garantindo que as informações transacionais estejam corretamente integradas aos sistemas contábeis.
O que dizem as experiências internacionais?
O modelo de split payment já foi testado em países como Itália, Romênia e Bulgária. Enquanto a Itália obteve bons resultados, com aumento na arrecadação e redução da evasão fiscal, países como Romênia enfrentaram dificuldades técnicas e acabaram abandonando o sistema.
O diferencial brasileiro está na infraestrutura tecnológica robusta: sistemas de documentos fiscais eletrônicos, notas fiscais integradas, uso massivo do PIX e plataformas de pagamento evoluídas aumentam a viabilidade da aplicação do split payment no país.
Cronograma de implementação e próximos passos
Segundo o Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, o split payment seria implementado gradualmente até este 2º semestre de 2026, mas foi adiado para janeiro de 2027. O modelo será obrigatório, com exceção dos microempreendedores individuais (MEIs), e envolverá diferentes tipos de transações, incluindo aquelas realizadas por marketplaces e plataformas digitais.
A regulamentação prevê que:
A divisão do pagamento será proporcional no caso de vendas parceladas;
Haverá mecanismos de compensação automática em caso de inconsistências;
A plataforma tecnológica que sustenta o modelo será construída de forma colaborativa entre o governo, estados, municípios, bancos e empresas.
Como sua empresa pode se preparar para o split payment?
Para se adaptar ao novo modelo, especialistas recomendam:
Mapear obrigações fiscais e prazos atuais;
Simular o novo fluxo de caixa, considerando o recolhimento imediato dos tributos;
Negociar prazos com fornecedores;
Investir em sistemas integrados de gestão contábil e fiscal;
Acompanhar as etapas da regulamentação e buscar apoio profissional especializado.
O split payment é uma das propostas mais transformadoras da reforma tributária brasileira. Embora sua implementação represente desafios significativos para o setor privado — especialmente em termos de fluxo de caixa e adaptação tecnológica —, também traz benefícios como maior transparência, redução da sonegação e simplificação das obrigações tributárias.
Para os contadores, trata-se de uma oportunidade de fortalecer seu papel consultivo e apoiar seus clientes com estratégias eficazes de adaptação. Estar atualizado e preparado será essencial para garantir uma transição segura e bem-sucedida nesse novo cenário tributário.
Levantamento encontrou mais de 500 anúncios em dois meses e meio
Em apenas dois meses e meio, 544 falsos anúncios sobre o programa Desenrola Brasil, do governo federal, foram veiculados em redes sociais, para praticar golpes contra seus usuários. A constatação é de um levantamento do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (Netlab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O estudo foi feito com as redes sociais mantidas pela empresa Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp, Threads e Messenger) além da Audience Network, através da qual, segundo os pesquisadores, a empresa veicula anúncios em aplicativos de terceiros.
Os pesquisadores analisaram essas plataformas entre 1º de abril e 14 de junho deste ano e revelaram que as fraudes foram feitas por 48 páginas diferentes. A maioria delas (34) usou o nome oficial do programa (Desenrola Brasil) para publicar 278 anúncios e enganar os usuários.
Outras 15 páginas usavam um programa governamental inexistente, que foi chamado de Libera Brasil, para publicar 264 anúncios. Uma das páginas misturava os dois nomes para praticar sua fraude.
O Desenrola Brasil foi um programa criado em 2023 com o objetivo de facilitar a renegociação de dívidas pelos consumidores. Em maio deste ano, o governo lançou uma segunda versão do programa.
Segundo o Netlab, os golpes que usam anúncios falsos sobre o programa começaram logo que a primeira versão foi lançada, em 2023. Em julho daquele ano, de acordo com o grupo de pesquisa, o Ministério da Justiça determinou a retirada dos anúncios do ar e uma medida cautelar foi determinada, o que resultou em uma multa de R$ 9,3 milhões contra a Meta.
Os anúncios continuaram neste ano e, em maio, ganharam força, depois do lançamento da segunda versão do Desenrola Brasil, de acordo com o Netlab.
Os pesquisadores constataram que a maioria dos anúncios (72%) faz uso indevido do nome e da imagem do governo e/ou de marcas privadas como sites de notícias e bancos. Além disso, 19,1% deles promovem links que se passam por canais oficiais do governo e 38,1% apresentam conteúdo gerado por Inteligência Artificial.
“As pessoas não sabem que tantos anúncios fraudulentos estão circulando nas redes sociais sem nenhum tipo de fiscalização, de filtro ou de sistema de segurança. Então, isso torna cada vez mais perigoso, porque as pessoas veem anúncios legítimos e ilegítimos numa mesma plataforma, misturados. Para o usuário, é muito difícil diferenciar e, claro, isso torna as pessoas cada vez mais vulneráveis”, explica a diretora do Netlab, Marie Santini.
Ao atrair os usuários das redes sociais para seus sites fraudulentos, os golpistas coletam dados sigilosos e pessoais além de direcionar a vítima para conversas de WhatsApp, onde outras etapas do golpe são conduzidas. O estudo destaca que os anunciantes golpistas usam estratégias de manipulação comuns a esse tipo de anúncios fraudulentos relacionados a políticas públicas, como promessas de soluções financeiras irreais e falsa urgência para induzir cliques.
Marie Santini defende que as plataformas digitais deveriam ter sistemas de controles que verificassem a legitimidade dos anunciantes e analisassem os próprios conteúdos dos anúncios.
“É obrigação daquele que presta o serviço garantir segurança e qualidade para o consumidor. E o que as autoridades públicas deveriam fazer para impedir esse tipo de crime? As autoridades precisam punir as plataformas”, afirma.
Meta
Por meio de nota, a Meta informou que o combate a fraudes e golpes online é uma prioridade.
“Estamos intensificando nossos esforços utilizando tecnologia de inteligência artificial, modelos de linguagem de grande escala (LLMs) e reconhecimento facial para detecção e remoção de conteúdos, aplicando políticas rigorosas e oferecendo ferramentas de segurança e alertas”.
De acordo com a Meta, as denúncias de usuários sobre anúncios de golpes caíram mais de 50% entre meados de 2024 e final de 2025.
“Em 2025, removemos mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos por violarem nossas políticas, sendo 92% deles antes de serem denunciados, e também desativamos 10,9 milhões de contas no Facebook e Instagram associadas a centros de aplicação de golpes de criminosos”.
A Meta conclui que não permite atividades fraudulentas ou que violem os Padrões da Comunidade ou de Publicidade. “Usamos uma combinação de tecnologia e revisão humana para identificar e remover conteúdos violadores, o que temos feito em relação ao Desenrola Brasil. A Meta reforça ainda que coopera e responde a requisições das autoridades brasileiras nos termos da legislação aplicável”.
O ministro do STF, André Mendonça, autorizou inquérito para investigar irregularidades na relação de Lulinha com o sócio da 3Structure It
A 3Structure It LTDA, empresa para a qual o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria feito lobby para prospectar negócios junto à administração pública, segundo a Polícia Federal (PF), fechou seis contratos com o governo federal que somam R$ 85,7 milhões.
Os acordos têm como objeto a contratação de soluções de tecnologia da informação. Ao menos cinco deles foram fechados após realização de processo licitatório. As informações foram levantadas pela coluna no Portal da Transparência, Comprasnet e Diário Oficial da União (DOU).
A 3Structure It foi criada em 2019 e mantém sede em Florianópolis. O primeiro contrato foi fechado com o Centro Integrado de Telemática do Exército em novembro de 2022. O instrumento prevê solução de TI e comunicação de backup de forma a expandir a infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército. Inicialmente com valor de R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano.
Todos os outros contratos foram firmados na gestão do presidente Lula (PT). O instrumento de maior valor é com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Em 2023, a pasta celebrou contrato para adquirir solução para sustentação do ambiente analítico de dados do ministério. O valor acumulado ultrapassa os R$ 42 milhões.
A 3Structure It mantém ainda um outro contrato com o Ministério do Desenvolvimento, dessa vez de R$ 19,3 milhões. O documento assinado em abril deste ano prevê a contratação de nova solução de backup em substituição à solução atualmente implantada no ministério.
Já o Instituto Nacional de Educação de Surdos, que é vinculado ao Ministério da Educação, tem contrato de quase R$ 178 mil e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) tem firmado contrato de cerca de R$ 2,5 milhões.
Em outubro de 2024, a 3Structure It também assinou um contrato com a Telebrás, estatal ligada ao Ministério das Comunicações. O valor não foi divulgado.
Investigação da PF
Como mostrou a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Lulinha. A informação foi revelada pelo Estadão. Além desse novo inquérito, o filho do presidente é alvo de outra investigação que apura supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde.
A nova apuração identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3Structure It LTDA. A empresa teria buscado negócios na Dataprev, companhia de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos.
Ainda segundo a coluna, após a decisão de Mendonça, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e advogado de Lulinha, ressaltou que a defesa segue tranquila. No entanto, afirma que não teve acesso a essa nova abertura de investigação.
Regra permite selecionar casos de impacto econômico, político, social ou jurídico
A Lei 15.484/26regulamenta o filtro de relevância para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analise recursos especiais. A Emenda Constitucional 125, de 2022, criou esse requisito, mas ainda faltava uma lei para regulamentar as hipóteses.
O recurso especial permite questionar decisões de tribunais de segunda instância sobre a interpretação ou a aplicação de leis federais.
Agora, para que o STJ analise o recurso, deverá ser demonstrado que a questão tem relevância econômica, política, social ou jurídica e vai além dos interesses das partes.
A falta de relevância somente poderá ser reconhecida pelo voto de 2/3 dos integrantes do órgão responsável pelo julgamento.
A Constituição já definia como relevantes os recursos relacionados a ações penais, ações de improbidade administrativa, causas com valor superior a 500 salários mínimos, casos que possam resultar em inelegibilidade e decisões que contrariem a jurisprudência dominante do STJ.
PROJETO DO SENADO
A nova lei é originada do Projeto de Lei 3085/26, do senador Davi Alcolumbre (União-AP), aprovado pelos deputados e pelos senadores.
O texto foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União de terça-feira (4).
Ao apresentar a proposta, Davi Alcolumbre argumentou que a regulamentação do filtro de relevância contribuirá para reduzir a sobrecarga do STJ e permitirá que a Corte concentre sua atuação em questões de maior impacto.
EFEITOS DAS DECISÕES
O texto também altera o Código de Processo Civil (CPC) para disciplinar os efeitos das decisões do STJ. Quando a relevância de um recurso for reconhecida, o relator poderá suspender, por até seis meses, os processos que tratem da mesma questão jurídica. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez em situações específicas.
As decisões tomadas nesses julgamentos também deverão ser observadas pelas demais instâncias do Judiciário em processos semelhantes.