sábado, 21 de fevereiro de 2026

A IA como parte do processo criativo

Imagem: gerada por IA


Entre eficiência e significado, o desafio de preservar aquilo que nenhuma ferramenta automatiza

Há algo silencioso acontecendo nas agências, nos estúdios, nas salas de criação e até nas casas de quem trabalha com ideias.

Não é apenas a chegada de uma nova tecnologia. É uma mudança (gigante) na forma como nos relacionamos com o tempo, com o erro, com o esforço e, principalmente, com o que significa criar.

A inteligência artificial entrou no nosso cotidiano de forma rápida, sem pedir licença. Em poucos meses, passou de curiosidade a ferramenta diária. De conversa de corredor a item fixo no fluxo de trabalho. E, como acontece com toda grande novidade, veio acompanhada de fascínio, ansiedade e, em alguns casos, medo. Aliás, isso é o que eu tenho mais ouvido: o medo de perdermos o valor humano no processo criativo.

Mas talvez estejamos olhando para o lugar errado.

O valor da IA não está em ocupar o centro do palco. Está em trabalhar nos bastidores.

Ela nos ajuda a organizar o caos, a ganhar velocidade, a testar caminhos, a produzir versões, a dar forma ao que ainda está bruto. Ela encurta as distâncias entre uma ideia e sua materialização. Diminui o peso do operacional. Alivia o cansaço invisível que se acumula nos detalhes.

Ainda assim, há algo que ela não alcança.

Nenhum algoritmo sabe reconhecer o silêncio certo antes de uma decisão difícil. Nenhuma ferramenta entende o desconforto criativo que antecede uma boa ideia. Nenhuma base de dados sente o frio na barriga de colocar algo novo no mundo.

Criar continua sendo um ato profundamente humano.

É atravessado por memória, por referências que nem sempre sabemos nomear, por emoções que mudam no meio do caminho, por dúvidas que não cabem em comandos. Criar é, muitas vezes, caminhar sem mapa.

Quando os primeiros softwares de design chegaram, também houve receio. Mas o que eles fizeram foi libertar as mãos para que a mente pudesse ir mais longe. A tecnologia não diminuiu o valor do criador. Apenas mudou o peso das ferramentas que ele carrega.

A IA pode — e deve — cumprir esse mesmo papel.

Ser apoio, não voz.

Ser estrutura, não intenção.

Ser velocidade, não sentido.

O risco não está em usá-la. Está em esquecermos de nós mesmos no processo.

Porque podemos, sim, produzir mais. Podemos ser mais rápidos. Podemos ser mais eficientes. Mas nada disso substitui o que acontece quando uma ideia encontra verdade, quando uma história toca alguém do outro lado, quando uma criação carrega um pedaço real de quem a fez.

Talvez o nosso maior trabalho agora não seja aprender novos comandos, mas proteger aquilo que nunca foi automatizável: a sensibilidade, a escuta, a imperfeição, o olhar humano.

Que a inteligência artificial seja parte do processo.

Mas que a alma continue sendo nossa.

Por Fabiana Baraldi - CEO da Jellyfish


Fonte: meioemensagem


Stanley 1913 aposta em tulipa térmica para manter a cerveja gelada por até 4 horas

Imagem: reprodução / divulgação

A novidade marca a estreia do modelo tulipa bohemia no portfólio da marca no País

A Stanley 1913 ampliou seu portfólio no Brasil com o lançamento da tulipa térmica, produto inspirado no formato tradicional dos copos usados para cervejas artesanais. A novidade marca a estreia do modelo tulipa bohemia no portfólio da marca no País.

Com capacidade para 414 ml, o copo é produzido em aço inox 18/8 reciclado e livre de BPA; e conta com parede dupla com isolamento a vácuo

O produto pode manter líquidos gelados por até 4 horas ou por até 14 horas com gelo. O design apresenta fundo com efeito prismático e base de silicone, que evita que o copo escorregue em superfícies lisas. O modelo tem garantia vitalícia.

A tulipa está disponível nas cores Stainless Steel Ash, Black Eclipse e Cream Moon, com preço sugerido de R$ 319. O modelo pode ser adquirido no site oficial da marca e em lojas físicas no Brasil.

A novidade integra a nova campanha da Stanley 1913 para a linha de copos e taças térmicas, com a tagline “O que é bom dura muito”. A iniciativa é voltada ao verão, período associado a encontros e celebrações.

Messi Goat Black 

A Stanley 1913 lançou a terceira fase da colaboração internacional com o jogador de futebol Lionel Messi. A nova coleção Stanley 1913 x Messi Goat Black dá sequência às edições Goat Pink e Striker Blue.

Desta vez, a colaboração chega em uma estética minimalista, com uso de preto profundo e detalhes em rosé gold. São cinco produtos, com preços que vão de R$ 222 a R$ 529.

Na edição Goat Black, a collab incorpora um novo olhar para os rituais que moldam a rotina de Messi, desde os momentos de hidratação ao tradicional mate, que contribuem diretamente para a performance do atleta em campo e fora dele.

Fonte: mercadoeconsumo


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Tatiana Sampaio e o Brasil que importa: ciência, universidade pública e esperança real

Imagem: reprodução


Enquanto a mídia se distrai com irrelevâncias promovidas ao status de espetáculo, o Brasil profundo e transformador segue pulsando dentro dos laboratórios das universidades públicas, onde mulheres como a professora da UFRJ fazem história.

A mulher brasileira que deveria ocupar o centro do debate nacional. É disso que se quer falar ou escrever. O Brasil vive paradoxo inquietante. De um lado, a chamada “indústria da atenção” promove figuras descartáveis, celebridades instantâneas e polêmicas vazias que monopolizam manchetes.

De outro, mulheres extraordinárias, responsáveis por avanços científicos que podem mudar o destino da humanidade, permanecem quase invisíveis. Até que o mundo as descubra.

É o caso da professora doutora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, pesquisadora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), cujo trabalho de mais de 25 anos abriu uma das fronteiras mais promissoras da medicina regenerativa: a possibilidade concreta de recuperação de movimentos em pacientes com lesões graves na medula espinhal.

A professora Tatiana não é apenas cientista. Ela é símbolo do Brasil que importa.

POLILAMININA: QUANDO A CIÊNCIA SE TRANSFORMA EM ESPERANÇA

Tatiana ganhou destaque internacional pelo desenvolvimento da polilaminina, estrutura derivada da proteína laminina, encontrada na placenta humana, capaz de atuar como espécie de ponte biológica entre neurônios danificados.

Em linguagem simples: trata-se de descoberta que pode permitir que conexões nervosas interrompidas sejam reconstruídas.

Os resultados preliminares, ainda em fase experimental, apontam para recuperações parciais — e em alguns casos surpreendentes — de movimentos e sensibilidade em pacientes com paraplegia e tetraplegia.

É um avanço que, se confirmado em etapas clínicas mais amplas, pode redefinir o tratamento da paralisia no mundo.

E tudo isso nasceu onde? Na universidade pública. Na UFRJ.

UNIVERSIDADE PÚBLICA COMO PATRIMÔNIO CIVILIZATÓRIO

Tatiana formou-se inteiramente na UFRJ — graduação, mestrado, doutorado — e hoje chefia o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas.

O percurso dela desmonta mentira repetida à exaustão: a de que a universidade pública é lugar de desperdício, doutrinação ou inutilidade.

Não. A universidade pública é onde se produz ciência. É onde se formam pesquisadores. É onde se constrói a soberania nacional.

Sem a universidade pública, o Brasil não avança. Retrocede! Gravemente.

BOLSONARISMO E SATANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

É impossível ignorar o contexto político que cerca essa discussão.

A extrema-direita brasileira, especialmente o bolsonarismo, construiu nos últimos anos narrativa sistemática de ódio à educação pública.

Universidades foram tratadas como inimigas, centros de “balbúrdia”, espaços suspeitos.

Esse discurso não é apenas ignorante. É profundamente perigoso.

Porque alimenta preconceitos, destrói políticas científicas, sabota investimentos em pesquisa e transforma o conhecimento em alvo de guerra cultural.

O resultado é um País que hesita entre a ciência e o obscurantismo.

Tatiana Sampaio é a prova viva de que o obscurantismo sempre perde.

BRASIL REAL NÃO ESTÁ NO “ESPETÁCULO”. ESTÁ NO LABORATÓRIO

Em fevereiro de 2026, o nome da professora Tatiana circula com força nas redes e na imprensa, impulsionado por casos experimentais de sucesso e pela parceria com o laboratório Cristália, enquanto aguarda etapas regulatórias da Anvisa.

O trabalho dela já é associado às discussões sobre possível Nobel de Medicina.

Mas a pergunta incômoda permanece:

Por que só celebramos nossos cientistas quando o mundo nos obriga a olhar?

Por que damos tanto espaço ao irrelevante e tão pouco ao essencial?

RECONHECER TATIANA É DEFENDER O FUTURO

Valorizar a professora Tatiana Sampaio é mais do que aplaudir pesquisadora brilhante.

É defender:

• a universidade pública;

• a ciência brasileira;

• a educação como projeto nacional;

• a soberania do País; e

• a esperança de milhões de pessoas.


O Brasil que presta não está no barulho das redes, nem na vulgaridade das manchetes fáceis.

O Brasil que presta está em mulheres como a professora da UFRJ Tatiana Sampaio.

Silenciosas, persistentes, científicas.

E absolutamente indispensáveis.

Por Marcos Verlaine – Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP


Fonte: jornalggn


O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia em análise no Congresso

Imagem: reprodução


A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul — colegiado formado por deputados e senadores que acompanha e examina matérias sobre esse bloco regional — deve retomar na terça (24) a análise do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O tratado foi enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional por meio de uma mensagem (MSC 93/2026).

O debate sobre o texto começou no dia 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) leu seu relatório sobre o acordo. Chinaglia é o presidente da representação. Logo após a leitura, a discussão foi suspensa — ela será retomada após o Carnaval, com a análise e a votação do relatório.

Se o documento for aprovado pela representação, o acordo seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, para o Plenário do Senado.

Assinado em 17 de janeiro deste ano, em Assunção, o tratado cria uma área de livre comércio entre os dois blocos. O texto contém 23 capítulos que tratam, entre outros pontos, da redução de impostos de importação e da criação de regras para:

  • serviços;
  • investimentos;
  • compras públicas;
  • propriedade intelectual;
  • sustentabilidade;
  • solução de conflitos.

Com base nas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o acordo fixa como objetivos: ampliar e diversificar o comércio de bens e serviços; dar mais segurança jurídica a empresas e investidores; e incentivar o desenvolvimento sustentável.

O documento também deixa claro que cada país envolvido continua tendo o direito de criar e aplicar suas próprias leis em áreas como saúde pública, meio ambiente, educação, segurança e proteção social.

Redução de impostos

No capítulo sobre comércio de bens (Capítulo 2), as partes assumem o compromisso de reduzir ou eliminar, de forma gradual, os impostos cobrados na entrada de produtos importados, seguindo prazos definidos em anexos do acordo. Esse processo pode levar até 30 anos para alguns itens.

Há produtos mais "sensíveis" — bens considerados estratégicos para a economia interna de um país e que poderiam ser prejudicados pelo aumento das importações — que devem receber tratamento especial nesse cronograma; eles podem ser beneficiados com um prazo maior para a redução de impostos ou podem até ficar de fora da abertura prevista no acordo.

Além disso, o texto proíbe a criação de novos impostos de importação ou o aumento dos já existentes para os produtos que se enquadram nas regras do acordo, salvo exceções previstas.

Regras para produtos 

O tratado determina que, depois que o produto importado entra regularmente no país, ele deve receber o mesmo tratamento dado ao produto nacional, sem discriminação.

O acordo proíbe limites de quantidade para importação ou exportação — como cotas —, exceto nos casos já permitidos pelas regras internacionais.

Há regras específicas para produtos que saem do país para conserto e depois retornam. E também há normas sobre taxas administrativas, que devem se limitar ao custo do serviço prestado.

O acordo trata ainda da concorrência nas exportações: o documento estabelece que as partes não poderão conceder subsídios para estimular a venda de produtos agrícolas para o outro bloco. E disciplina medidas de defesa comercial, como a aplicação de sobretaxas quando houver prática considerada desleal, além de permitir a suspensão de benefícios em caso de fraude comprovada.

No Capítulo 3, o documento define quando um produto pode ser considerado de um dos blocos e, assim, ter direito aos benefícios previstos no acordo. O texto explica quais critérios devem ser atendidos e como as autoridades poderão verificar essas informações.

Aduanas e exigências técnicas 

Na parte de aduanas e facilitação de comércio (Capítulo 4), o texto busca simplificar procedimentos, reduzir burocracia e tornar mais claras as exigências para importadores e exportadores. O documento prevê cooperação entre as autoridades responsáveis e troca de informações. 

Já os capítulos sobre exigências técnicas (Capítulo 5) e regras sanitárias e fitossanitárias (Capítulo 6) tratam de normas sobre qualidade, segurança e saúde de produtos — especialmente alimentos e itens de origem animal e vegetal. O texto exige que essas regras tenham base técnica e científica e que sejam divulgadas com transparência.

Também estão previstos espaços de diálogo sobre temas ligados à cadeia agroalimentar (como o bem-estar animal e o uso de novas tecnologias no campo).

Serviços, circulação de capitais, compras públicas

O capítulo sobre serviços e estabelecimento de empresas de serviço (Capítulo 10) prevê abertura gradual de segmentos dessa área e melhores condições para empresas que queiram atuar no território da outra parte.

O acordo também trata da circulação de recursos financeiros ligados a investimentos e pagamentos correntes (Capítulo 11), permitindo medidas de proteção em caso de dificuldades econômicas graves.

Quanto às compras governamentais (Capítulo 12), o tratado determina que empresas de um bloco poderão participar de licitações públicas do outro (com regras sobre igualdade, transparência e divulgação de informações). Há um prazo de adaptação para que os países ajustem seus sistemas às novas regras. 

Propriedade intelectual e microempresas

O capítulo sobre propriedade intelectual (Capítulo 13) reafirma compromissos já assumidos anteriormente e trata de direitos autorais, marcas, patentes, indicações geográficas e proteção de informações sigilosas.

Há também um capítulo sobre micro, pequenas e médias empresas (Capítulo 14), que prevê medidas para facilitar o acesso às oportunidades criadas pelo acordo.

Concorrência, empresas públicas e desenvolvimento sustentável 

Além disso, o texto dedica capítulos à concorrência (Capítulo 15), aos subsídios (Capítulo 16) e às empresas públicas ou com privilégios especiais (Capítulo 17). O acordo não impede que os países mantenham empresas estatais, mas estabelece que, quando elas atuarem em atividades comerciais, devem respeitar regras de concorrência e transparência.

No capítulo de comércio e desenvolvimento sustentável (Capítulo 18), o tratado vincula a ampliação do comércio ao respeito a compromissos ambientais e trabalhistas. O texto prevê cooperação em temas como mudanças climáticas, preservação da biodiversidade e uso responsável de recursos naturais, além de participação da sociedade civil no acompanhamento do acordo. 

Há ainda capítulos sobre transparência (Capítulo 19), que exigem a publicação de leis e decisões relacionadas ao comércio; exceções (Capítulo 20), que garantem a adoção de medidas para proteger a segurança nacional, a saúde pública e o meio ambiente; e solução de controvérsias (Capítulo 21), que cria um sistema de consultas e painéis independentes para resolver divergências sobre a aplicação do tratado.

Por fim, as disposições institucionais (Capítulo 22) e as disposições finais (Capítulo 23) criam comissões e subcomissões para acompanhar a execução do acordo e definem regras sobre a sua entrada em vigor (e também sobre futuras revisões).

Fonte: Agência Senado


Câmara dos Deputados pode votar projeto que quebra a patente de canetas emagrecedoras



A lei de propriedade industrial permite a quebra de patente em casos de emergência ou de interesse público

O Plenário da Câmara dos Deputados pode analisar o Projeto de Lei 68/26, que declara de interesse público o Mounjaro e o Zepbound – duas marcas das chamadas canetas emagrecedoras, produzidas a partir da substância tirzepatida.

A declaração de interesse público é medida necessária para a quebra da patente do produto.

Os dois medicamentos são usados no tratamento da obesidade, das doenças crônicas decorrentes do sobrepeso e do diabetes mellitus tipo 2.

O projeto foi apresentado neste ano pelo deputado Mário Heringer (PDT-MG) e ganhou regime de urgência, o que permite que seja votado diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões permanentes da Câmara.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

O parlamentar argumenta que os dois medicamentos podem prevenir casos graves de doenças que têm impacto na saúde pública e têm preço proibitivo para a maioria da população. Uma caneta de Mounjaro, por exemplo, pode custar entre R$ 1.400 e R$ 3 mil, dependendo da dosagem.

Propriedade industrial

A proposta altera a Lei 9.279/96, que trata de propriedade industrial, e permite a quebra de patente em casos de emergência ou de interesse público.

A partir do momento em que é declarado o interesse público, o governo pode autorizar a fabricação do produto por outra empresa, mediante pagamento ao titular da patente.

Esse pagamento ao laboratório, de acordo com a Lei 9.279/96, é de 1,5% do preço do produto.

Críticas

O regime de urgência para o projeto foi aprovado pela maioria do Plenário, mas recebeu críticas da deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

“Vai trazer uma insegurança jurídica enorme para qualquer indústria, seja farmacêutica ou quem queira investir em inovação no nosso país", criticou. "É vergonhoso a gente quebrar patentes sem os devidos estudos", afirmou.

Economia

O deputado Mário Heringer, que é médico, argumentou que sai mais barato o governo pagar ao laboratório para quebrar a patente do produto do que gastar com o tratamento das doenças decorrentes da obesidade.

“Isso é vantagem para o Brasil, é vantagem para quem mais precisa. A tirzepatida não vai ficar restrita ao núcleo de pessoas mais favorecidas, que podem comprar esse medicamento." Heriger afirma que hoje a tirzepatida é um "medicamento de elite". "E nós precisamos fazer saúde pública”, defendeu.

Exceções

O projeto deixa de fora da lista de remédios que podem ter a patente quebrada os produtos à base da substância liraglutida, como o Saxenda, que já estão com o prazo de patente expirado.

Também ficam de fora os que são à base de semaglutida, como o Ozempic, cujas patentes expiram neste ano.




Fonte: Agência Câmara de Notícias


Mais uma tentativa de sabotagem às obras de extensão da Avenida Litorânea em São Luís

Imagem: reprodução

Mais uma tentativa de sabotagem às obras de extensão da avenida litorânea em São Luís, por parte de órgão federal, desta vez, se utilizam de um despacho do TCU - Tribunal de Contas da União. 

Na matéria publicada pelo site Metrópoles, fala-se de um superfaturamento, onde técnicos do TCU, identificaram suposto valor de R$ 1,8 milhão, cerca de 6% do auditado.

A matéria apresenta como documentos, o trecho de um despacho, citando uma resolução do TCU 315-2020, e seu artigo 14.

Fala ainda, que o prazo de dois anos para o  termino das obras, teria sido adiantado para maio deste ano, com finalidades eleitoreiras, e que: "decisões apressadas, falhas de planejamento e desperdício de dinheiro público, como já tem sido apurado pelo TCU, estariam ocorrendo." Lembrando que no próprio site do governo, menciona que um estudo prévio e planejamento de 2 anos, teriam sido executados, antes do início das obras.

No entanto, o engenheiro responsável pela obra, em  entrevista a TV assembleia, há um mês atrás, afirma que apenas um trecho de 5 km, será entregue em março, ficando os últimos 2,5km restantes, para o prazo estabelecido de 2027, totalizando 7,5km.

Trata também de 8 graves irregularidades, dentre elas os tais 1,8 milhões, em um suposto  superfaturamento, mas não mostrou documentos que comprovem isso.

Citou restrição a competitividade, mas cita o edital, onde  deixa claro, que existe tal restrição, por cláusula de subcontratação, o que restringe o numero de participantes. Fato confirmado em resposta dada pelo Governo do Estado, através da SECOM, segundo declaração dada pelo secretário da SINFRA, Aparício Bandeira, em entrevista a uma rádio local na última quinta-feira, onde afirmou que o portal entrou em contato com a SECOM que imediatamente acionou a SINFRA. Em resposta ao portal foi dada a seguinte explicação:

"Que não houve restrição à competitividade na licitação. Segundo a pasta, a subcontratação compulsória encontra respaldo na interpretação sistemática e teleológica de leis estaduais."

Menciona que a empresa vencedora, a Lucena, subcontratou uma suposta, 'empresa de fachada', de acordo com indícios coletados pelo tribunal de contas. 

Mas apenas faz menção ao relatório, sem apresentar documentos que comprovem que a empresa é realmente de fachada.

Vejam o que declara a proprietária da Aglas Infraestrutura, empresa supostamente de fachada, no vídeo, Fernanda Cruz, presta esclarecimentos sobre a participação da empresa nas obras de extensão da Avenida Litorânea, em São Luís.



E, em meio a tudo isso,  ainda erraram na intenção do governador em deixar o cargo, e se candidatar ao senado, quando o mesmo, já declarou que vai ficar na cadeira, até o final do mandato. 

O ministro Benjamin Zymler, relator do processo no TCU, recebeu o relatório do Auditor-Chefe da Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Urbana e Hídrica do tribunal de contas, que ressaltou: “há quantidade de irregularidades graves encontradas na fiscalização”.

“Em razão disso, numa próxima fase processual, juntamente com o exame das oitivas, serão avaliadas eventuais responsabilizações que se fizerem necessárias”, antecipou o técnico.

Trata-se de um ardil político/jurídico onde o inquérito em fase inicial é vazado, sem que o ente governamental tenha apresentado defesa, e proliferado em mídia nacional, em pleno ano eleitoral. 

O que as pessoas precisam ficar atentas, é que temos aqui pessoas que fizeram parte de um mesmo grupo político e que sabem como a máquina opera, pois já atuaram em cooperação. Agora, separados, usam o conhecimento que tem uns dos outros, e as influencias nas esferas judiciais, como munição de ataque e perseguição política. Querem o poder, a qualquer custo! Não se importam com o prejuízo que a paralização de tal obra, trará para a população.

"O poder político faz uso do judiciário, para acioná-lo, 'manipula-lo nas sombras' e jogá-lo contra seus inimigos, desafetos e opositores."

"Estas pessoas, distorcem a verdade e vivem nas próprias mentiras, tentando impor suas narrativas."

Em fim, temos aqui mais uma tentativa de sabotar o andamento das obras da Avenida Litorânea, a primeira foi através do MPF-Ministério Público Federal, em outubro do  ano passado, e nós já sabemos quem está por trás disso, não é mesmo!

Um certo 'Sr. supremo', que se  acha 'o novo dono do Maranhão', com o direito de determinar quem vai governar o estado, mas que só deixou como legado para o Maranhão; os piores indicadores socioeconômicos, belas escolas sem professores efetivos, sem merenda, sem material adequado, sem tempo integral, naquelas que seriam! E, um punhado de ex-aliados descontentes com a perda de espaços de poder e influência, que a proposito, 'ficarão todos sem mandato em 2027, sem o apoio dos Leões!', e o Maranhão, vai finalmente se livrar, de uma vez por todas, dessa 'esquerda chantagista', que já foi quase totalmente pulverizada nas eleições municipais de 2024 e será liquidada nas eleições de 2026..

"Eles não fazem a política do diálogo, fazem a política da chantagem! E se utilizam do poder judiciário para tal"

Por Daniel Braz