sábado, 9 de maio de 2026

Campanhas da semana: torcida, nostalgia e inovação

Imagem: reprodução


Friboi apresenta mãe do mestre Valdir, enquanto Duolingo lança 

xadrez com Ana Paula Renault


A Friboi lançou a campanha de mês das mães com a atriz Tânia Maria, interpretando Valdirene, mãe do mestre açougueiro da marca Valdir. Criada pela LOLA\TBWA, a ação introduz o bordão “Entender de carne está no gene, escuta a Valdirene” para reforçar a qualidade e praticidade da linha Friboi Reserva.



Já o Duolingo escalou a “rainha do jogo” Ana Paula Renault para promover seu “curso de xadrez”, que já coloca o Brasil na quarta posição global da plataforma. Desenvolvida pela Jotacom, a campanha conecta a estratégia dos reality shows à lógica do tabuleiro, mostrando que o pensamento tático faz parte do cotidiano do brasileiro. A iniciativa foca especialmente na Geração Z para estimular o raciocínio e a concentração por meio de uma experiência digital divertida e gratuita.



A Vivo convocou Gil do Vigor e o mascote Canarinho para lançar sua maior oferta de internet móvel para o Mundial de futebol. Sob a assinatura “O Pré do Brasileiro Roxo”, a campanha da Africa Creative destaca planos de até 20GB para garantir que o torcedor acompanhe cada lance sem economizar nos dados. Além de filmes com Gil no papel de técnico, a marca lança um chip limitado inspirado na competição para engajar o público em múltiplos pontos de contato.



Já o Magalu aposta em Léo Santana para a campanha “Aqui o Brasil se vê gigante”, visando resgatar a confiança do torcedor rumo ao hexa. Criada pela Ogilvy, a iniciativa foca na venda de TVs de grandes telas e traz a promoção “Sua Sala Gigante”, que sorteará 270 ambientes mobiliados com tecnologia e conforto. Os filmes mostram, com bom humor, como os produtos da varejista transformam a experiência de assistir aos jogos em um evento grandioso.



A Genera uniu ciência e ancestralidade em nova campanha protagonizada por Lázaro Ramos, sob o mote “O brasileiro precisa ser estudado”. A ação da CONEXT Agency utiliza o teste genético do próprio ator para desmistificar a genômica e promover saúde e autoconhecimento de forma acessível. A estratégia conta ainda com a participação de Dani Calabresa e se desdobra em canais digitais e pontos de venda da rede Dasa para democratizar o acesso à medicina personalizada.



Em celebração aos seus 15 anos, o iFood apresenta o enredo “O Brasil que faz o iFood” para destacar seu impacto socioeconômico no país. Criada pela YouDare, a campanha conta com histórias reais de restaurantes e entregadores apresentadas por Luciano Huck no programa Domingão. O objetivo é humanizar o ecossistema da plataforma, que movimentou R$ 140 bilhões na economia brasileira em 2024, reforçando o papel da marca como motor de crescimento para pequenos negócios.



A Brahma deu início ao movimento “Tá Liberado Acreditar”, um convite para reacender a paixão nacional pela Seleção Brasileira. Com criação da Africa Creative, o curta-metragem traz o técnico Carlo Ancelotti e o ídolo Ronaldo Fenômeno para transformar a dúvida em combustível rumo ao mundial. A marca busca ocupar os bares e as ruas com uma narrativa emocionante, reforçando sua presença histórica como a cerveja oficial do torcedor brasileiro.



A Chevrolet lançou o novo Sonic, produzido no Brasil, com uma estratégia embalada pelo clássico pop Can’t Get You Out of My Head, de Kylie Minogue. Criada pela WMcCANN, a campanha utiliza o mote “o novo Chevrolet Sonic não vai sair da sua cabeça” para destacar o design robusto do SUV cupê. A ação integra mídia integrada, redes sociais com criadores de conteúdo e treinamento especializado para a rede de concessionárias, consolidando o modelo como a grande aposta da marca para 2026.



O Airbnb convida os viajantes a explorarem a liberdade com a campanha “Feriado Liberado”, focada em inspirar pausas durante o calendário de feriados de 2026. Desenvolvida pelo time interno em parceria com a AKQA, a iniciativa destaca acomodações com comodidades exclusivas, como piscinas liberadas e espaços pet friendly. Os filmes retratam momentos de conexão entre amigos e família, reforçando a marca como facilitadora de estadias confortáveis que permitem desconectar da rotina.



O Grupo Bradesco Seguros lançou a 8ª edição da “Quinzena do Seguro”, consolidando a iniciativa como uma plataforma estratégica de negócios e educação financeira. Criada pela AlmapBBDO, a campanha mantém o conceito “Vai que…” e traz novamente o apresentador Tadeu Schmidt e o personagem “Tadeuzinho” para traduzir a importância da proteção em situações cotidianas. A estratégia foca em integrar comunicação de massa e eficiência de performance para promover o amplo portfólio de produtos da marca.



Panobianco Academia escalou Gracyanne Barbosa e Matheus Costa para estrelar a campanha nacional “Primeira Vez Panobianco”. Desenvolvida pela agência Skuad, a ação utiliza o humor e o conceito de “primeiras vezes inesquecíveis” para atrair novos alunos com a oferta especial do primeiro mês por R$ 0,99. A iniciativa visa impactar 10 milhões de pessoas e reforçar a presença da marca como a maior rede de franquias de academias do país.



A Seara convocou a icônica dupla Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para lançar a promoção “A Regra é Clara: Churrasco é Seara”. Assinada pela WMcCANN, a campanha reforça que o churrasco de qualidade começa com os produtos da marca e oferece prêmios que incluem R$ 1 milhão, TVs de 75 polegadas e vales-churrasco. A ação conecta o território da narração esportiva ao momento de consumo e celebra a parceria de mais de 50 anos entre os narradores.



A Pague Menos celebrou seu aniversário de 45 anos com o lançamento do novo posicionamento “Amor em cada cuidado”, estrelado pela embaixadora Juliette. A campanha, desenvolvida pela LOLA\TBWA, marca a evolução da rede para um atendimento mais humanizado, indo além do serviço farmacêutico tradicional para gerar maior conexão emocional com os clientes. A iniciativa busca traduzir os valores de conveniência e confiança que norteiam a trajetória da segunda maior rede de farmácias do Brasil.



A CAIXA lançou o projeto “Povos Indígenas: Empreendedorismo e Cultura” para celebrar o mês dos povos originários com foco em protagonismo econômico. Criada pela Calia, a campanha digital apresenta depoimentos reais sobre gestão financeira e autonomia para destacar como a geração de renda é fundamental para a preservação cultural. O conteúdo reforça o papel do banco como indutor de dignidade e suporte para a sustentabilidade dos modos de vida indígenas em todo o território nacional.



A BIC apresentou Ronaldinho Gaúcho como o novo rosto da linha BIC Flex3 na campanha “Faz como o Ronaldinho. Faz o simples.”. Desenvolvida pela agência DRUM, a comunicação utiliza a irreverência do ex-jogador para mostrar que a eficiência no barbear não precisa de complexidade. A estratégia foca no público masculino, unindo os territórios do futebol e do humor para destacar os atributos técnicos de suavidade e alta performance do produto.



Por fim, o Canva trouxe de volta o personagem Agostinho Carrara, ícone da televisão brasileira, para lançar as novas ferramentas do Canva IA 2.0. Desenvolvida pelo time interno da marca, a campanha utiliza o estilo inconfundível e o humor do personagem para demonstrar como a inteligência artificial pode facilitar o design e o processo criativo. A ação aposta na memória afetiva do público para humanizar a tecnologia e ampliar o alcance da plataforma no mercado nacional.



Fonte: meioemensagem


Com apelo de saudabilidade e praticidade, congelados ganham mais espaço no varejo

Imagem: reprodução

Indústria reposiciona categoria para atender consumidor que busca refeições convenientes sem abrir mão da qualidade nutricional

A combinação entre saudabilidade e praticidade vem se consolidando como uma das principais tendências de consumo de alimentos no Brasil. Ao mesmo tempo em que precisa driblar a falta de tempo, o consumidor não quer mais fazer isso sacrificando a qualidade nutricional das refeições. Esse movimento tem levado a indústria a reposicionar a categoria de congelados no varejo como uma solução de conveniência com valor agregado.

A Grano Alimentos, que atua com marcas próprias para varejo e foodservice, aposta nessa mudança de comportamento do consumidor para impulsionar seus vegetais congelados no varejo. Para Thiago Terra, gerente-executivo de Estratégia Comercial e Trade Marketing da empresa, as rotinas intensas nas grandes cidades, o fato de as pessoas cozinharem cada vez menos e de os lares contarem com cozinhas menores tornam a conveniência uma necessidade central. “Ao mesmo tempo, a gente vê a quantidade de academias surgindo, o impacto — ainda não totalmente medido — das canetas emagrecedoras. Ou seja, o consumidor claramente está buscando alimentação e hábitos mais saudáveis”, diz.


Imagem: reprodução


Os carros-chefe da Grano incluem brócolis, ervilha, seleta de legumes, mandioca e alho, entre outros produtos. O executivo afirma perceber aumento da demanda por congelados no varejo em todo o País, com base em relatos de quem atua na distribuição, em supermercados e atacadistas. “Categorias saudáveis estão crescendo, e categorias ligadas a carboidratos e açúcares estão menos fortes. Todos estão diminuindo o espaço dedicado a produtos menos saudáveis e aumentando aquele voltado aos mais saudáveis.”

Um dos desafios da marca é mostrar que os vegetais congelados mantêm qualidade e não levam conservantes, entregando desempenho semelhante ao fresco, mas com a conveniência exigida pelas rotinas urbanas intensas. Com essa missão, a empresa está presente nesta semana na Anuga, evento que reúne, em São Paulo, a indústria de alimentos e bebidas. Dentro do estande da PMG Atacadista, a Grano promove degustações e apresenta ações voltadas à ampliação da atuação no varejo e em atacarejos.

O movimento no varejo, no entanto, não se restringe aos vegetais congelados. O Grupo Trigo aposta no conceito de “comida de verdade” por meio de uma linha da marca Spoleto, uma das redes de foodservice controladas pela companhia. A proposta é levar ao varejo o mesmo produto servido nos restaurantes, como os raviólis de carne seca e ricota. Os itens já estão disponíveis em mais de 1.000 pontos de venda, seja com a marca Spoleto — como nas Lojas Swift e nos Supermercados Guanabara —, seja por meio de collabs, como a linha Qualiteto com a marca Qualitá, do GPA.

“O nosso consumidor é aquele que gosta de comer ‘comida de verdade’ e com praticidade, porque o nosso produto entrega exatamente isso”, afirma Luísa Ramiro, analista responsável pela operação de Varejo do Grupo Trigo. “É para quem quer comer bem sem ter que se esforçar ou fazer toda aquela sujeira na cozinha.”

Segundo ela, para garantir o padrão de qualidade, a empresa utiliza insumos frescos e ingredientes importados da Itália. A companhia também mantém uma cultura de “quase zero” conservantes e aditivos, mesmo que isso limite o shelf life dos produtos congelados — ou seja, o tempo de conservação e permanência dos itens aptos para consumo. Além das massas Spoleto, o Grupo Trigo leva à Anuga os produtos do Asa Açaí, marca adquirida recentemente e que vem ganhando espaço nas gôndolas da rede Zona Sul, no Rio de Janeiro.


Imagem: reprodução


Os corredores da Anuga Brasil 2026 funcionam, de fato, como um termômetro dessa transição da indústria. As tendências de ready to eat e ready to drink (“pronto para comer” e “pronto para beber”) aparecem com força ao longo da feira, assim como a busca por saudabilidade. “Observa-se o destaque para produtos com proteína, creatina e aditivos funcionais que auxiliam no desempenho diário”, afirma Beni Piatetzky, diretor-geral da Koelnmesse Brasil, organizadora do evento, que neste ano reúne 550 expositores.

Para a indústria, ampliar a presença de produtos congelados no varejo também representa uma forma de capturar novas ocasiões de consumo e diluir melhor a estrutura produtiva. “A partir do momento em que você tem um investimento muito grande em uma marca, faz sentido aproveitar sua capilaridade e colocar essa marca no mercado”, diz Piatetzky.

Fonte: mercadoeconsumo


Vai comprar um carro usado? Veja o que checar antes de fechar negócio

Imagem: reprodução

Com mais de 18,5 milhões de veículos vendidos no Brasil, mercado aquecido exige atenção redobrada do consumidor

O mercado de carros usados vive um dos momentos mais aquecidos da história no Brasil. Em 2025, o país registrou mais de 18,5 milhões de veículos negociados, um crescimento de 17,3% em relação ao ano anterior e o maior volume já registrado no setor, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). O ritmo segue forte em 2026, impulsionado principalmente pelo alto custo dos carros zero-quilômetro e pela busca por alternativas mais acessíveis.

Nesse cenário de alta demanda, cresce também o número de consumidores que entram no mercado sem experiência, o que aumenta o risco de erros na hora da compra. Para ajudar nesse processo, especialistas do SóCarrão destacam os principais pontos que devem ser analisados antes de fechar negócio e evitar dores de cabeça futuras.

“O carro usado pode representar uma excelente escolha, principalmente pelo custo-benefício. Mas é fundamental que o comprador adote uma postura criteriosa e investigativa para evitar surpresas após a compra”, afirma Jefferson Rocha, CEO do SóCarrão.

Antes mesmo de visitar uma loja ou agendar um test drive, uma etapa importante é a pesquisa de mercado. Utilizar plataformas especializadas na busca de veículos, como o SóCarrão, permite ao consumidor comparar preços, entender a média de valores praticados e identificar as melhores oportunidades disponíveis. Esse processo ajuda a tornar a decisão mais assertiva e direciona o comprador para negociações mais seguras.

Entre os principais cuidados, a primeira etapa é checar a documentação do veículo. É essencial confirmar se há pendências como multas, débitos de IPVA ou restrições judiciais. Além disso, consultar o histórico do carro pode revelar informações importantes, como passagem por leilão ou registro de sinistros.

Outro ponto de atenção é o estado de conservação. Avaliar itens como pneus, freios, suspensão e sinais de desgaste na lataria pode indicar tanto o nível de uso quanto possíveis problemas futuros. Sempre que possível, a recomendação é levar o veículo a um mecânico de confiança antes de concluir a compra.

A quilometragem também deve ser analisada com cautela. Embora números baixos sejam atrativos, é importante verificar se são compatíveis com o ano do carro e o estado geral: divergências podem indicar adulteração.

Além disso, o test drive final é indispensável. Durante o percurso, o comprador deve observar o funcionamento do motor, possíveis ruídos, desempenho e conforto ao dirigir. Pequenos detalhes podem fazer diferença na experiência e nos custos de manutenção.

O especialista também chama atenção para golpes comuns no mercado. “Ofertas com valores muito abaixo da média exigem cuidado redobrado. O ideal é sempre desconfiar de facilidades excessivas e priorizar negociações transparentes, com registro formal de todas as etapas”, reforça Rocha.

Com planejamento e atenção aos detalhes, é possível encontrar boas oportunidades no mercado de usados sem comprometer o orçamento.

Sobre o Só Carrão

Fundado em abril de 2003, o SóCarrão.com é o maior portal de classificados de veículos da Região Sul do Brasil. Atuando como marketplace de veículos novos e seminovos, a plataforma conecta compradores e vendedores, oferecendo uma jornada digital simples, prática e inovadora.

Presente em Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa (PR); Florianópolis, Blumenau e Joinville (SC); Porto Alegre e região (RS); além de Campinas (SP), o SóCarrão segue em expansão para outros estados, ampliando sua atuação e consolidando sua presença nacional.

Com foco em tecnologia e experiência do usuário, a empresa se diferencia por funcionalidades que facilitam a tomada de decisão, como busca por valor de parcela, filtro de garantia estendida e calculadora multibancos para simulação de financiamento. Seu propósito é ser a solução preferida na compra e venda de veículos, conectando pessoas com eficiência, transparência e segurança.

Fonte: No Ar Comunicação / Amanda Pacheco Kasecker


Por que gerenciar os estudos dos filhos está esgotando as mães brasileiras?

Imagem: reprodução

Sobrecarga na rotina escolar leva mulheres a assumir a gestão dos estudos dos filhos e altera a dinâmica familiar

Com a chegada do segundo trimestre letivo, a rotina familiar ganha intensidade. Provas, trabalhos interdisciplinares e a preparação para as avaliações finais passam a se concentrar no mesmo período em que o calendário profissional segue exigente. Nesse contexto, muitas mulheres assumem um papel que vai além do acompanhamento escolar: o de gestoras da vida acadêmica dos filhos.

Organizar horários, cobrar tarefas, revisar conteúdos, acompanhar o desempenho e garantir que tudo seja entregue no prazo passa a integrar o dia a dia. O que, à primeira vista, parece cuidado, frequentemente se transforma em sobrecarga. Esse cenário se intensifica em datas como o Dia das Mães, quando o olhar sobre a maternidade ganha ainda mais visibilidade.

Um levantamento da B2Mamy em parceria com a Kiddle Pass mostra que cerca de 9 em cada 10 mães trabalhadoras no Brasil relatam esgotamento mental, resultado da sobreposição de funções entre trabalho, casa e cuidados com os filhos.

Segundo Victor Cornetta, especialista em desenvolvimento estudantil e fundador da Kaizen Mentoria, essa realidade tem se tornado cada vez mais comum. “Uma das coisas que mais ouvimos são relatos de mães que chegam cansadas da rotina de trabalho e ainda precisam acompanhar a hora do dever de casa, um momento que muitas vezes gera desgaste no dia a dia. Com uma divisão mais estruturada das responsabilidades e o suporte adequado de um profissional ao estudante, essa dinâmica tende a se tornar mais leve e equilibrada para toda a família”, afirma. 

Quando essa responsabilidade recai principalmente sobre quem acompanha de perto a rotina escolar, a dinâmica doméstica tende a se transformar. O tempo que poderia ser de convivência passa a ser marcado por cobranças, lembretes e tensão. Com o passar do tempo, o estudante pode desenvolver uma relação mais dependente com o aprendizado, esperando direcionamento constante em vez de construir autonomia. Esse movimento ocorre justamente em uma fase em que os alunos precisam assumir mais responsabilidade sobre a própria organização.

Esse contexto também pode gerar impactos indiretos no desenvolvimento dos filhos. Entre eles, estão a diminuição da autoconfiança, a perda de interesse pelos estudos, dificuldades no amadurecimento emocional e mudanças de comportamento. Isso acontece porque crianças e adolescentes não respondem apenas às orientações que recebem, mas também ao ambiente em que estão inseridos. “A forma como os adultos lidam com as responsabilidades serve de referência. Quando há ausência, excesso de pressão ou desorganização, o jovem pode reproduzir esse padrão ou desenvolver resistência às próprias obrigações. Por outro lado, quando existe um ambiente de apoio, o aprendizado tende a se tornar mais leve e consistente”, ressalta o especialista.

Nesse sentido, a gestão dos estudos deixa de ser apenas uma questão de desempenho acadêmico e passa a envolver também a qualidade das relações dentro de casa. Mais do que garantir o cumprimento das tarefas, é fundamental preservar um ambiente de segurança emocional, no qual o estudante se sinta acolhido e motivado a aprender.

Buscar apoio e reorganizar responsabilidades pode ser um caminho para reduzir a sobrecarga e melhorar a dinâmica familiar. Aliviar a pressão, com o suporte de profissionais, não é apenas uma forma de cuidar de quem está à frente dessa condução, mas também uma maneira de favorecer o desenvolvimento dos filhos. “Nosso objetivo é mostrar ao estudante que ele não está sozinho e, ao mesmo tempo, trazer mais alívio para quem acompanha de perto esse processo, especialmente as mães. O mentor atua como um guia, mas quem percorre o caminho é o próprio aluno. Essa percepção de autonomia é o que realmente transforma o desempenho acadêmico e a vida pessoal”, completa Victor.

Sobre a Kaizen

Fundada em 2020, a Kaizen Mentoria é uma startup de educação com foco em mentorias personalizadas para estudantes do Ensino Fundamental ao Superior. Combinando orientação acadêmica, personalização de estudos e tecnologia, a empresa já atendeu milhares de alunos em diversas regiões do país, promovendo autonomia, estrutura e desempenho.

Fonte: Lucky Comunicação /  Patrícia


Leia também:



Senado vai analisar criação de política nacional para minerais críticos

Imagem: reprodução


Túlio, térbio, gadolínio, cério, neodímio, disprósio, érbio, európio, lutécio, hólmio, lantânio, promécio, praseodímio, escândio, samário, ítrio e itérbio. Os 17 elementos conhecidos como terras raras são usados na produção de carros elétricos, turbinas eólicas, tecnologias de iluminação e sistemas militares. Classificados como minerais críticos, ao lado do cobalto, do lítio e do grafite, são essenciais para projetos de transição energética e de tecnologias de ponta, como painéis solares, smartphones e notebooks. 

O Brasil é um dos países com maiores reservas de alguns desses minerais críticos e estratégicos. O Senado analisará em breve a proposta de criação de uma política nacional voltada exclusivamente para eles, com incentivos governamentais a projetos de processamento e transformação no país previstos em R$ 7 bilhões em cinco anos. O PL 2.780/2024 foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta semana. 

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou à Agência Senado que o Brasil precisa parar de exportar apenas minério bruto e aprender a beneficiar e refinar os minerais no território nacional.

— Isso não é fechar mercado, nem espantar investidor. É dar segurança, regra clara e defesa do interesse nacional. O pior agora seria deixar o projeto parado. O Senado pode aperfeiçoar o texto, mas precisa enfrentar esse debate com urgência, porque minerais críticos já são uma disputa econômica, tecnológica e geopolítica no mundo inteiro — analisou o senador.

Também para a Agência Senado, o senador Marcos Rogério (PL-RO) afirmou que o Brasil não pode perder a janela dos minerais críticos, mas deve ter cautela.

— Não pode errar na dose. Uma política nacional para o setor precisa atrair investimentos, dar previsibilidade e estimular a industrialização no país. Se o texto criar burocracia, controle excessivo ou insegurança jurídica, vamos trocar uma grande oportunidade por mais um entrave ao desenvolvimento.

Entre outras medidas, o projeto de lei cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com aporte de R$ 2 bilhões da União para atividades vinculadas à produção de minerais críticos e estratégicos. Está previsto um programa específico para o beneficiamento e a transformação desses minerais no próprio país, com incentivos federais de R$ 5 bilhões em créditos fiscais ao longo de cinco anos.

O fundo a ser criado somente poderá apoiar projetos considerados prioritários na política nacional. Essa decisão caberá ao Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, órgão também criado pelo projeto e que decidirá quais substâncias se enquadram como minerais críticos e estratégicos, atualizando a lista a cada quatro anos, com alinhamento ao plano plurianual.

Soberania e abastecimento

O projeto define minerais críticos como aqueles cuja disponibilidade está em risco devido a limitações na cadeia de suprimento, e cuja escassez poderia afetar setores considerados prioritários da economia nacional, como transição energética, segurança alimentar e nutricional ou segurança nacional.

Já os estratégicos são aqueles que têm importância para o Brasil em razão de o país possuir reservas significativas essenciais para a economia na geração de superávit comercial e desenvolvimento tecnológico ou para redução de emissões de gases do efeito estufa.

Fundo garantidor

Nos moldes de outros fundos garantidores, o Fundo Garantidor da Atividade Mineral será administrado por instituição federal e terá patrimônio totalmente separado dessa instituição, respondendo por todas as garantias sem aval adicional do poder público.

Além do dinheiro da União, o fundo poderá contar com recursos aportados voluntariamente por estados, municípios, outros países, organismos internacionais e organismos multilaterais, em dinheiro, títulos da dívida federal e outros títulos com valor patrimonial, inclusive títulos de direitos minerários.

Também serão fonte de recursos do fundo os “bônus de assinatura”, um valor fixo devido à União pelo contratado para exploração.

Dinheiro das empresas

Por seis anos a partir de regulamentação, as empresas ligadas à mineração (pesquisa e lavra), beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos deverão direcionar 0,2% de sua receita operacional bruta ao fundo.

Outros 0,3% dessa receita deverão ser direcionados pela empresa a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica relacionados a pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação desses minerais. O conselho nacional estabelecerá o aporte mínimo que as empresas deverão depositar no fundo para terem acesso a ele.

Cadastro nacional

Todos os instrumentos de fomento somente poderão ser acessados por projetos de minerais críticos e estratégicos que estejam no cadastro nacional e habilitados pelo conselho. O cadastro unificará informações enviadas por todos os órgãos federais, estaduais, municipais e distritais competentes sobre projetos implementados no país.

Leilões

As áreas com potencial para a produção de minerais críticos e estratégicos deverão ser priorizadas em leilões da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo as desoneradas. “Área desonerada” é aquela cujo direito minerário foi extinto por renúncia, desistência, caducidade ou indeferimento, retornando ao controle da agência.

Com base em diretrizes do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, a agência fixará um preço mínimo para as áreas. Já a autorização de pesquisa em áreas com minerais críticos ou estratégicos terá prazo máximo improrrogável de dez anos. Depois dos dez, se o interessado não tiver apresentado relatório final de pesquisa, o direito minerário será extinto.

Fonte: Agência Senado


Setor empresarial pede redução de encargos trabalhistas e critica fim da escala 6x1

Imagem: reprodução


Comissão da Câmara promoveu debate sobre o custo Brasil

Representantes do setor empresarial pediram redução de encargos trabalhistas como forma de melhorar a competitividade dos produtos brasileiros em relação aos importados. Em audiência da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, eles criticaram as propostas de redução da jornada de trabalho em análise pelos deputados.

Comissão apresenta cronograma para votação do fim da escala 6x1

Para Fábio Augusto Pina, da Fecomércio de São Paulo, a discussão sobre a jornada não deveria ser feita em ano eleitoral. “Ninguém discutiu se isso é viável e tem que ser viável através da produtividade", destacou.

Roberto Ordine, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, acrescentou que já existem instrumentos para negociar uma escala reduzida. “Através dos acordos trabalhistas, podemos ajustar essas condições. Por que o Estado precisa intervir aqui?”, indagou.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP), que solicitou o debate, disse que fez um requerimento para que em todas as audiências na Câmara sobre o fim da escala de trabalho 6x1 sejam convidados representantes patronais.

Custo Brasil

Na discussão da comissão, o custo Brasil foi estimado em R$ 1,5 trilhão pelo economista Carlos Costa. Esta seria a diferença anual de fazer negócio no Brasil em relação a um país desenvolvido. Ele defendeu a redução de encargos trabalhistas e da carga tributária e pediu um novo marco para o setor elétrico.

Segundo Fábio Augusto Pina, é preciso um novo teto de gastos para o setor público como forma de reduzir o endividamento e, consequentemente, a taxa de juros básica. Ele afirmou ainda que é difícil aumentar a produtividade porque o ensino básico no país não é de boa qualidade.

Renato Corona, da Fiesp, disse que a diferença de preço entre o produto nacional e o importado é de 24,1% em média. No caso da carga tributária, ela seria de 32,5% do PIB no Brasil contra 26,5% de países parceiros.

Fonte: Agência Câmara de Notícias