quinta-feira, 5 de março de 2026

Ambev lança Arena Nº1 para a Copa do Mundo em cinco capitais

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Com Brahma e Agência California, iniciativa projeta reunir 600 mil pessoas em experiência nacional

A Ambev oficializou o lançamento da Arena Nº1, plataforma que será o hub central de experiências da companhia para a Copa do Mundo da FIFA 2026. Faltando 100 dias para o início do mundial, o projeto é apresentado como a “maior watch party já realizada em solo nacional”, com a meta de reunir mais de 600 mil pessoas ao longo do torneio.

Liderada pela marca Brahma, a iniciativa ocorrerá simultaneamente em cinco capitais estratégicas: Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia e Recife. A estrutura das arenas prevê a transmissão ao vivo dos jogos da seleção brasileira, além de shows e ativações de marca. A operação nacional e o desenho estratégico da plataforma são assinados pela Agência California.

Além do foco na experiência do torcedor, o projeto foi estruturado para servir como uma vitrine de engajamento e cultura. O modelo de negócio da Arena Nº1 permite diferentes formatos de patrocínio, parcerias com produtoras e apoios táticos, possibilitando que outras marcas integrem suas ativações ao ecossistema de entretenimento montado para o mundial.

Fonte: meioemensagem


A Copa do Mundo FIFA 2026 e o maior ecossistema comercial da história

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Com 48 seleções e sedes em três países, o Mundial se consolida como o principal palco de engajamento para marcas globais, impulsionado pela alta expectativa do público brasileiro e por uma estrutura inédita de patrocínios.

A Copa do Mundo de 2026 representa o ápice do marketing esportivo contemporâneo. Unindo uma escala sem precedentes a um ecossistema digital e comercial altamente sofisticado, as estratégias de marcas globais e locais já estão a pleno vapor para as seis semanas de competição.

Estrutura Comercial e Patrocinadores Globais: A FIFA organiza seus parceiros em níveis de exposição para garantir exclusividade em categorias estratégicas:

Parceiros FIFA (Nível 1): Coca-Cola, Adidas, Visa, Aramco, Qatar Airways, Lenovo e Hyundai/Kia.

Patrocinadores do Torneio: Marcas como AB InBev (Budweiser e Michelob ULTRA), McDonald’s, Bank of America e Mengniu.

Apoiadores Regionais e Outros: Airbnb, Verizon, Unilever (com as marcas Clear e Dove Men+Care), Lay’s e Home Depot.

O Cenário no Brasil: Engajamento e Transmissão O Brasil lidera o interesse global pelo Mundial, com 71% da população pretendendo acompanhar os jogos. Isso gerou uma movimentação intensa no mercado publicitário nacional:

CazéTV (LiveMode): Única detentora de direitos com cobertura 100% digital e multiplataforma no Brasil. O projeto atraiu um "plantel" de peso, incluindo Ambev, Coca-Cola, Itaú, iFood, Mercado Livre, Vivo e GM.

Clear (Unilever): Ativa sua parceria histórica focando no bem-estar masculino, utilizando o craque Vini Jr. como embaixador oficial.

Adidas: Já antecipa o clima do torneio com a promoção da Trionda, a bola oficial da competição, apresentada em eventos pelo país.

Identidade e Logística: Mascotes e Estádios Apresentados recentemente, os mascotes Maple (Canadá), Zayu (México) e Clutch (EUA) representam a biodiversidade das nações sedes e terão papel central nas campanhas voltadas ao público jovem.

Além disso, a FIFA impôs mudanças rigorosas nos naming rights dos estádios para proteger seus patrocinadores. O MetLife Stadium, palco da final, será oficialmente chamado de Estádio de Nova York/Nova Jersey durante o torneio. Das 16 sedes, apenas o Estádio Azteca (México) e o BC Place (Vancouver) manterão seus nomes originais por não possuírem conflitos de marcas.

Fonte: ADNEWS


Nubank e Inter Miami CF anunciam parceria e revelam o Nu Stadium, a nova casa do Inter Miami

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O Nubank e o Inter Miami CF anunciam uma parceria de longo prazo que marca uma nova fase para ambas as marcas e para o futebol nos Estados Unidos. Como principal destaque do acordo, o novo estádio do clube passará a se chamar Nu Stadium, consolidando o Nubank como principal parceiro do atual campeão da MLS Cup em um momento estratégico de expansão internacional da empresa no mercado norte-americano.

Localizado no Miami Freedom Park, o Nu Stadium tem inauguração prevista para 4 de abril de 2026 e contará com 26.700 assentos. Projetada para uso durante todo o ano, a arena será a nova casa do Inter Miami CF e também um espaço multiuso voltado a eventos, entretenimento e experiências para torcedores, famílias e a comunidade local, com ativações exclusivas para fãs e clientes do Nubank.


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A parceria reforça a presença do Nubank nos Estados Unidos, após o avanço do banco no processo de obtenção de licença bancária nacional, e acompanha a consolidação do Inter Miami CF como uma das franquias mais influentes do futebol mundial, impulsionada pelo protagonismo de Lionel Messi e de outros talentos internacionais e locais. A colaboração simboliza a convergência entre esporte, tecnologia e serviços financeiros na construção de novas experiências para o público.

Além dos naming rights do estádio, o acordo prevê a presença da marca Nu no uniforme do Inter Miami CF a partir de 2026, com o logotipo estampado nas costas da camisa, uma das mais vendidas do futebol global. O Nubank também assinará espaços exclusivos dentro do estádio, incluindo lounges premium e áreas abertas ao público, ampliando o contato da marca com os torcedores dentro e fora dos dias de jogo.

A apresentação oficial do Nu Stadium foi celebrada com uma ação visual em Miami, incluindo iluminação especial e show de drones, simbolizando o início de uma nova era para o clube e para a cidade. Com a abertura do estádio, o Inter Miami CF passa a ter um novo centro de identidade, enquanto o Nubank fortalece sua estratégia de posicionamento global por meio do esporte e da cultura.

Fonte: publicitarioscriativos



O motorola signature chega ao Brasil com tecnologia Sound by Bose e inaugura novo padrão em áudio premium móvel

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Com sistema estéreo calibrado em parceria com a Bose e processamento avançado de áudio, o modelo entrega maior fidelidade sonora, graves otimizados e experiência imersiva inédita no segmento premium.

A Motorola confirma a chegada ao Brasil do motorola signature, modelo que apresenta a tecnologia Sound by Bose. O lançamento marca o novo posicionamento da marca em áudio móvel, ao integrar um sistema estéreo com processamento digital de sinal (DSP) ajustado em colaboração com engenheiros da Bose, proporcionando maior fidelidade sonora, melhor equilíbrio tonal e graves otimizados, para uma experiência de escuta surpreendentemente rica e envolvente.




O diferencial técnico do motorola signature está em sua calibração personalizada. Em vez de uma equalização genérica, o dispositivo utiliza perfis de áudio desenvolvidos em conjunto com a Bose, validados para entregar o melhor desempenho possível em um dispositivo móvel ultrafino.

O sistema promove gestão inteligente de frequências para evitar distorções, ao ajustar automaticamente o equilíbrio entre graves e agudos conforme o volume. A resposta sonora prioriza suavidade vocal, clareza e definição instrumental. Para filmes, jogos e podcasts, o aparelho oferece uma imagem estéreo mais ampla e imersiva, o que amplia a percepção espacial e a nitidez dos diálogos e entrega um equilíbrio inédito no segmento premium de smartphones.

Disponibilidade 

O motorola signature chega ao Brasil no dia 10 de março de 2026. 

ebay

Fonte: RPMA -  Emanuelle Araújo


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Mercosul-UE: o que diz o acordo aprovado pelo Senado

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Aprovado na quarta-feira (4) pelo Senado, o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia tem previsão de redução de tarifas de importação para diversos setores. O cronograma de desoneração inclui eliminação imediata de tarifas e pode chegar a até 30 anos para algumas exceções. O PDL 41/2026, que ratifica o texto do acordo, será promulgado.

Um dos principais efeitos do texto é a eliminação de tarifas, que será imediata para alguns produtos e gradual para outros. Enquanto o Mercosul vai liberar tarifas para 91% dos bens europeus (imediatamente ou ao longo de prazos de 4, 8, 10 ou 15 anos), a União Europeia eliminará tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos produtos do Mercosul (imediatamente ou em prazos de 4, 7, 8, 10 e 12 anos).

O tratado, assinado em 17 de janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai, cria uma área de livre comércio entre os dois blocos. O texto foi enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional e passou pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e pela Câmara dos deputados antes de chegar ao Senado.

A negociação para que o acordo fosse fechado se estendeu por mais de 26 anos. O acordo provisório (ITA, na sigla em inglês), que foi aprovado pelo Congresso, trata da parte comercial e foi assinado junto com outro documento mais extenso, que engloba também política e cooperação.

Segundo o governo, o aumento de arrecadação do Brasil com as transações comerciais deverá compensar a perda com impostos de importação incidentes da ordem de R$ 683 milhões em 2026, R$ 2,5 bilhões em 2027 e R$ 3,7 bilhões em 2028.

Regras

 O texto contém 23 capítulos que tratam, entre outros pontos, da redução de impostos de importação e da criação de regras para:

  • serviços;
  • investimentos;
  • compras públicas;
  • propriedade intelectual;
  • sustentabilidade;
  • solução de conflitos.

Com base nas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o acordo fixa como objetivos: ampliar e diversificar o comércio de bens e serviços; dar mais segurança jurídica a empresas e investidores; e incentivar o desenvolvimento sustentável. Cada país envolvido continua tendo o direito de criar e aplicar suas próprias leis em áreas como saúde pública, meio ambiente, educação, segurança e proteção social.

Redução de impostos

No capítulo sobre comércio de bens, as partes assumem o compromisso de reduzir ou eliminar, de forma gradual, os impostos cobrados na entrada de produtos importados, seguindo prazos definidos em anexos do acordo. Esse processo pode levar até 30 anos para alguns itens.

Há produtos mais "sensíveis" — bens considerados estratégicos para a economia interna de um país que poderiam ser prejudicados pelo aumento das importações — que devem receber tratamento especial nesse cronograma. Alguns produtos podem ter prazo maior para a redução de impostos ou podem até ficar de fora da abertura prevista no acordo.

Segundo a relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS) a maior resistência do lado europeu é no setor agropecuário, atividade que há anos enfrenta desafios de produtividade e que se sustenta com subsídios da Política Agrícola Comum. Já do lado brasileiro, ela citou o setor de lácteos e o vitivinícola (uvas e vinhos).

— A mesma lógica orienta o setor automotivo: veículos e autopeças contam, predominantemente, com exclusões ou cronogramas de 10 a 15 anos, alcançando até 30 anos, com período de carência, no caso de novas tecnologias. Preserva-se, desse modo, o direito e a capacidade de o Brasil avançar na industrialização em segmentos de ponta e na consolidação de uma base produtiva competitiva — explicou.

Cotas

Para alguns setores de alta sensibilidade econômica, em que a liberação total não foi politicamente viável, o acordo institui o regime de cotas tarifárias, em que os produtores contam com isenção ou tarifa reduzida apenas até o limite estabelecido. No que ultrapassar esse limite, será paga a tarifa cheia.

A União Europeia delimita cotas para produtos do agronegócio brasileiro como carne bovina, aves, milho, açúcar e etanol, enquanto o Mercosul estabelece cotas para lácteos (leites, queijos, fórmula infantil) e alhos europeus.  De acordo com a relatora, produtos sujeitos a quotas ou tratamentos não tarifários representam apenas de 3% dos bens e 5% do valor importado pela União Europeia.

O tratado determina que, depois que o produto importado entra regularmente no país, deve receber o mesmo tratamento dado ao produto nacional, sem discriminação.  No que diz respeito à concorrência nas exportações, as partes não poderão conceder subsídios para estimular a venda de produtos agrícolas para o outro bloco.

O acordo disciplina medidas de defesa comercial, como a aplicação de sobretaxas quando houver prática considerada desleal, além de permitir a suspensão de benefícios em caso de fraude comprovada.

Além disso, o texto proíbe a criação de novos impostos de importação ou o aumento dos já existentes para os produtos que se enquadram nas regras do acordo, salvo exceções previstas.

Aduanas e exigências técnicas 

Na parte de aduanas e facilitação de comércio, o texto busca simplificar procedimentos, reduzir burocracia e tornar mais claras as exigências para importadores e exportadores. O documento prevê cooperação entre as autoridades responsáveis e troca de informações. 

Também há capítulos específicos sobre exigências técnicas e regras sanitárias e fitossanitárias, com normas sobre qualidade, segurança e saúde de produtos — especialmente alimentos e itens de origem animal e vegetal. O texto exige que essas regras tenham base técnica e científica e que sejam divulgadas com transparência.

Também estão previstos espaços de diálogo sobre temas ligados à cadeia agroalimentar (como o bem-estar animal e o uso de novas tecnologias no campo).

Serviços, circulação de capitais, compras públicas

Quanto aos serviços e estabelecimento de empresas de serviço, o texto prevê abertura gradual de segmentos e melhores condições para empresas que queiram atuar no território da outra parte.

O acordo também trata da circulação de recursos financeiros ligados a investimentos e pagamentos correntes, permitindo medidas de proteção em caso de dificuldades econômicas graves.

No caso de compras governamentais, o tratado determina que empresas de um bloco poderão participar de licitações públicas do outro (com regras sobre igualdade, transparência e divulgação de informações). Há um prazo de adaptação para que os países ajustem seus sistemas às novas regras. 

Propriedade intelectual e microempresas

O capítulo sobre propriedade intelectual reafirma compromissos já assumidos anteriormente e trata de direitos autorais, marcas, patentes, indicações geográficas e proteção de informações sigilosas.

Há também um capítulo sobre micros, pequenas e médias empresas, que prevê medidas para facilitar o acesso às oportunidades criadas pelo acordo.

O acordo não impede que os países mantenham empresas estatais, mas estabelece que, quando elas atuarem em atividades comerciais, devem respeitar regras de concorrência e transparência.

Desenvolvimento sustentável

No capítulo de comércio e desenvolvimento sustentável, o tratado vincula a ampliação do comércio ao respeito a compromissos ambientais e trabalhistas. O texto prevê cooperação em temas como mudanças climáticas, preservação da biodiversidade e uso responsável de recursos naturais, além de participação da sociedade civil no acompanhamento do acordo. 

Há ainda trechos do acordo sobre transparência, que exigem a publicação de leis e decisões relacionadas ao comércio; exceções, que garantem a adoção de medidas para proteger a segurança nacional, a saúde pública e o meio ambiente; e solução de controvérsias, com um sistema de consultas e painéis independentes para resolver divergências sobre a aplicação do tratado.

As disposições institucionais e as disposições finais criam comissões e subcomissões para acompanhar a execução do acordo e definem regras sobre a entrada em vigor e sobre futuras revisões.



Fonte: Agência Senado


Câmara aprova PEC da Segurança Pública em 2º turno

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Proposta segue para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25), que pretende melhorar a integração dos órgãos de segurança e garantir mais recursos para o setor. Aprovada com 461 votos a 14, a proposta será enviada ao Senado.

No primeiro turno, foram 487 votos a favor, 15 contrários e 1 abstenção.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), que fez diversas alterações na versão original da proposta, encaminhada pelo governo ao Congresso.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprovação da PEC significa um dia histórico e foi resultado de diálogo e equilíbrio, “convergindo na vontade de ter um país mais seguro para todos os brasileiros”.

Motta também elogiou os trabalhos da comissão especial sobre a proposta, lembrando que houve “ampla escuta da sociedade, o que deu legitimidade às decisões tomadas”.

Arrecadação das bets

Entre outros pontos, o texto aprovado prevê a destinação de dinheiro arrecadado com as bets (loterias por quota fixa) para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

Gradativamente, 10% dos recursos arrecadados com essas apostas serão direcionados a esses fundos no período de 2026 a 2028 até totalizar 30%, permanecendo esse montante daí em diante.

No entanto, antes de calcular essa reserva, do total arrecadado deverão ser descontados os valores dos prêmios, do Imposto de Renda sobre eles e o lucro bruto das casas de apostas.

Dessa forma, não aumenta o imposto sobre as operadoras, mas diminui em 30% o valor a repassar para outras instituições, inclusive o próprio FNSP, já contemplado com o rateio atual, afetando ainda a seguridade social e os ministérios do Esporte e do Turismo.

Em relação à versão anterior da PEC apresentada na comissão especial, Mendonça Filho desistiu de aumentar em 6% a tributação sobre essas casas de apostas.

Em relação aos recursos do Fundo Social do pré-sal, 10% do superávit financeiro de cada ano deverão ir para o FNSP e o Funpen, também com transição gradativa (1/3 desse aumento por ano de 2027 a 2029). Na versão anterior, seriam 15% das receitas do fundo.

O Fundo Social (FS) foi criado para receber recursos da União obtidos com os direitos pela exploração do petróleo para projetos e programas em diversas áreas, como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Maioridade penal

O relator da PEC, Mendonça Filho, retirou do texto a diminuição da maioridade penal de 18 anos para 16 anos em crimes com violência ou grave ameaça à pessoa, cuja validade dependeria de um referendo popular. A decisão foi anunciada hoje, após negociações intermediadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Bloqueio orçamentário

Outra mudança na PEC aprovada foi a desistência de impedir o bloqueio, limitação de empenho e movimentação financeira de recursos do FNSP, do Funpen e do fundo da Polícia Federal (Funapol).

O bloqueio ou contingenciamento poderá ocorrer no caso de queda de arrecadação, monitoramento feito bimestralmente para alcance de metas fiscais.

Será proibido, entretanto, alocar os valores em reservas de contingência ou transpor sobras ao fim do ano para o tesouro da União ou de estados, devendo o saldo ficar no próprio fundo ao final do exercício.

Aos valores recuperados, apreendidos, confiscados ou declarados perdidos em razão da exploração ilegal das apostas com bets, inclusive os provenientes de cooperação jurídica internacional, não se aplicam as vedações de colocá-los em reserva de contingência ou de impor bloqueio ou contingenciamento e sua exceção.

Distribuição obrigatória

Em relação ainda aos recursos do FNSP, do Funpen e aos do Fundo Social do pré-sal direcionados aos dois primeiros, a PEC prevê distribuição obrigatória a estados e ao Distrito Federal sem convênio de 50%.

Atualmente, apenas o FNSP funciona assim, e no Funpen o repasse obrigatório é de 40%.

DRU

Quanto à Desvinculação de Receitas da União (DRU), mecanismo que permite o uso livre de 30% de certos tributos e fundos, o texto do relator propõe que o dinheiro do FNSP e do Funpen não seja atingido pela desvinculação.

A DRU atinge também contribuições sociais ao INSS, contribuições de intervenção no domínio econômico (Cides), taxas e receitas patrimoniais. Já a exceção atual é apenas para o Fundo Social e montante específico dele direcionado à educação e à saúde.

Conselho Nacional de Justiça

Em relação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o texto atribui competência para o Congresso Nacional sustar atos desses conselhos que passem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa, mas somente em matéria de segurança pública, direito penal, direito processual penal e direito penitenciário.

A proposta proíbe a adoção de medidas que “atentem contra as competências do Congresso Nacional”. Mendonça Filho citou como exemplos do que considera atos legislativos do CNJ as resoluções sobre audiências de custódia, sobre política antimanicomial e sobre monitoramento eletrônico.

O Congresso terá ainda a atribuição de fiscalizar e controlar a atividade de inteligência.

Polícias municipais

A PEC 18/25 autoriza a criação de polícias municipais de natureza civil, organizadas em carreira e destinadas a ações de policiamento ostensivo e comunitário.

Mendonça Filho retirou a restrição inicial de criação das polícias apenas por municípios com mais de 100 mil habitantes.

Outros critérios exigidos serão:

  • realizar acreditação periódica pelo Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, segundo padronização nacional de lei federal;
  • demonstrar capacidade financeira, por meio de receita própria, compatível com a manutenção da corporação;
  • demonstrar o cumprimento integral da legislação sobre guarda municipal, se ela já existir; e
  • realizar formação de pessoal de acordo com os parâmetros nacionais básicos.

No entanto, será proibida a coexistência, no mesmo município, de órgão municipal de segurança pública com atribuições sobrepostas.

O texto deixa explícito que tanto as guardas quanto as polícias municipais estão sujeitas ao controle externo pelo Ministério Público. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) veda aos municípios chamarem as guardas municipais de polícias municipais por falta de previsão constitucional.

Com a mudança, municípios que cumprirem esses requisitos e criarem polícia municipal comunitária ou transformarem suas guardas nesse tipo de polícia terão a previsão constitucional de que ela faz parte dos órgãos de segurança pública listados no artigo 144 da Constituição.

Polícia penal

Quanto à polícia penal, o texto do relator especifica que todas elas (federal, estaduais e distrital) são órgãos de natureza civil, estruturadas em carreira e vinculadas ao órgão administrador do sistema penal do respectivo ente federativo.

As polícias penais terão atribuição de custódia, ordem e disciplina e segurança dos estabelecimentos penais da jurisdição.

Ainda sobre penitenciárias, a PEC aprovada cria o Sistema de Políticas Penais, definido como o conjunto de órgãos, instituições e políticas públicas destinadas à custódia, ordem e disciplina, correição, reeducação e integração social das pessoas apenadas.

O Poder Executivo de cada ente federativo deverá:

  • alocar e transferir presos por critérios técnicos e legais;
  • exercer as funções de polícia administrativa no âmbito do sistema de execução penal;
  • executar o regime disciplinar interno e aplicar sanções administrativas;
  • organizar visitas e atendimento jurídico e escolar; e
  • operar tecnologias de segurança.

A segurança e a gestão de unidades socioeducativas ficarão a cargo dos órgãos estaduais do sistema socioeducativo.

Polícia Federal

Sobre as atribuições da Polícia Federal, o texto deixa mais claro que cabe a ela apurar crimes cometidos por organizações criminosas e milícias privadas de repercussão interestadual ou internacional, sem prejuízo das atribuições das polícias estaduais e do Ministério Público.

Outra atribuição incluída é a de apurar crimes contra o meio ambiente, mas ficam de fora as infrações penais praticadas em locais sob administração militar.

Polícia Rodoviária

Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que o governo pretendia transformar em polícia viária, continua com o mesmo nome e mais atribuições, como policiamento ostensivo de ferrovias e hidrovias federais, ressalvadas as competências das Forças Armadas, que exercerão o policiamento em seus terrenos.

A União poderá autorizar ainda o emprego da PRF para:

  • policiamento ostensivo na proteção de bens, serviços e instalações federais ou de interesse da União;
  • prestar auxílio aos órgãos de segurança pública dos estados quando requerido por seus governadores; e
  • atuar em cooperação com os demais órgãos integrantes do Sistema Único de Segurança Pública em situações de estado de calamidade pública ou em caso de desastres.


Fonte: Agência Câmara de Notícias