sábado, 16 de maio de 2026

Campanhas Publicitárias da Copa do Mundo: Estratégias e Impacto no Engajamento Global

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Análise das estratégias históricas de Nike, Adidas e Coca-Cola revela como a construção de narrativas emocionais e culturais consolidou o Mundial da FIFA como o maior palco do marketing global

A Copa do Mundo da FIFA tem servido como uma plataforma global para o desenvolvimento de campanhas publicitárias que transcendem o evento esportivo, tornando-se referências em estratégia de marketing e engajamento de público. Análises recentes destacam a evolução das abordagens de marcas como Nike, Adidas e Coca-Cola na utilização do torneio para fortalecer sua presença e conexão com consumidores.

Nike: Narrativa e Identificação com o Atleta

A Nike tem se notabilizado por campanhas que enfatizam a narrativa e a identificação com o universo dos atletas. O comercial "Aeroporto" (1998), por exemplo, apresentou a seleção brasileira em uma partida informal, utilizando a música "Mas que Nada" como trilha sonora. Esta campanha contribuiu para associar a marca ao estilo de jogo brasileiro e à cultura do futebol.


Outras iniciativas de grande impacto incluem:

"Write the Future" (2010): Esta campanha explorou o impacto de momentos decisivos no futebol na trajetória de jogadores como Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo, focando na dramaturgia e na aspiração.



"Winner Stays" (2014): A campanha retratou jovens se transformando em jogadores profissionais durante uma partida de rua, abordando a paixão e a imaginação dos fãs pelo esporte.



Adidas: Tradição e Conexão Geracional

A Adidas, parceira histórica da FIFA, tem focado em campanhas que celebram a tradição do futebol e promovem a conexão entre diferentes gerações de fãs. A campanha "José +10" (2006) ilustrou essa abordagem ao reunir jogadores lendários e contemporâneos em uma partida simbólica, reforçando a herança da marca no esporte e o elo afetivo entre pais e filhos que compartilham a mesma paixão.



Coca-Cola: Celebração e União Global

A Coca-Cola, por sua vez, tem direcionado suas campanhas para a celebração da união e da paixão global pelo futebol. A campanha "Juntos na Copa" (2018) destacou a participação histórica da seleção da Islândia e o entusiasmo contagiante de sua torcida, sublinhando a capacidade do futebol de unir diferentes culturas, nações e celebrar o otimismo sob uma mesma linguagem universal.

Esses exemplos demonstram a diversidade de estratégias adotadas pelas marcas para capitalizar a visibilidade da Copa do Mundo, utilizando o storytelling como ferramenta central para criar campanhas memoráveis e estabelecer conexões duradouras com o público.

Fonte: ADNEWS


Zico, o Samurai de Quintino, e a mudança da Vudoo Filmes

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Produtora estreou no cinema em maio com o documentário sobre o jogador e já atraiu 36 mil pessoas aos cinemas

A Vudoo Filmes completa 15 anos e tem motivos para celebrar.

Até então restrita ao mercado publicitário, a produtora estreou no cinema no dia 30 de abril com o documentário 'Zico, o Samurai de Quintino', dirigido por João Wainer.

O resultado é que o filme alcança agora a maior abertura em número de salas da história entre os documentários no Brasil, com 511 salas, e foi visto, até o momento, por 36 mil espectadores.

Isso faz com que o documentário brasileiro seja o mais assistido do ano até o momento, segundo dados do Filme B.

A produção cinematográfica, de fato, amplia o escopo da empresa, criada por André Wainer e Luiz Porto, em um período de transformação tecnológica do setor e continua a acompanhar essas mudanças.

Desde o início, adotou modelo flexível, com equipe criativa e executiva fixa e equipes operacionais formadas sob demanda, o que permitiu transitar entre diferentes formatos.


Da esquerda para a direita: André Wainer, sócio-fundador, Luiz Porto, sócio-fundador,
e Bruno Tinoco, diretor criativo (Imagem: Catarina Ribeiro) - reprodução


Vudoo Filmes e os 15 anos

Nesses 15 anos, a Vudoo consolidou uma carteira de clientes relevante e recorrente.

Dessa forma, atende grandes marcas e players como TV Globo, Bradesco Seguros, Santander, Itaú, O Botícário, Natura, Coca-Cola, Vivo, além de agências e empresas de diferentes setores.

Grande parte dos filmes publicitários da produtora estão sob a direção de Bruno Tinoco, que é também diretor criativo da produtora e parceiro de longa data dos sócios.

No documentário, de fato, a Vudoo investiu na manipulação e tratamento de imagens de arquivo com o uso de ferramentas recentes de inteligência artificial (IA).

Dessa forma, registros com mais de 40 anos passaram por um processo avançado de recuperação e aprimoramento, elevando a qualidade visual do material.

Com mais de 500 profissionais envolvidos, o projeto evidencia a capacidade da produtora de liderar trabalhos de grande porte, com a integração de frentes de criação, produção e gestão.

Assim, mesmo com a entrada no cinema, a Vudoo mantém o mercado publicitário como base do negócio, e o filme surge como expansão de possibilidades no audiovisual.

As mudanças da Vudoo

André Wainer e Luiz Porto falaram com Meio & Mensagem sobre essas mudanças.

Sobre o documentário, como surgiu esse projeto e como a Vudoo o desenvolveu até chegar ao cinema?

Luiz Porto – Esse projeto começou em 2020, uma longa jornada entre a primeira conversa e o filme chegar na tela do cinema. O Pedro Curi, um dos produtores, tinha uma conexão com o Thiago Coimbra (filho do Zico), que nos recebeu, acreditou na gente e nos levou até o Zico. A partir daí, buscamos parceiros, investimento e iniciamos o desenvolvimento com a equipe criativa que se juntou ao projeto. A ideia sempre foi deixar um legado. Uma obra grandiosa e definitiva sobre a sua vida. Uma grande homenagem pra um cara que está na primeira prateleira do futebol mundial.

Quais são as coincidências e diferenças entre produção publicitária e para o cinema?

André Wainer – O set de publicidade e cinema é similar em termos de equipe e estrutura. Ali não tinha segredo: levantar a produção, equipe, a estrutura toda da pré a pós-produção. Sabíamos o que queríamos e montamos a equipe que entregaria aquilo que imaginamos. Mas documentário tem suas peculiaridades, trabalha com o imprevisível, enquanto a publicidade precisa de previsibilidade. E essa é a parte mais legal do doc: planejar uma coisa e acabar se surpreendendo no set, na pesquisa. Curtimos muito isso tudo. Mas o maior aprendizado foi na montagem da engrenagem que viabiliza o filme. Captar dinheiro, parceiros, lidar com leis de incentivo, patrocínio, distribuição. Não fazemos isso no universo da publicidade. Foi um aprendizado enorme.

Uso de IA

⁠Quando vocês falam em uso de IA no filme, dá para detalhar como isso foi feito?

Wainer – O filme agregou imagens das mais diversas origens e épocas. Como a entrega do filme é em 4K, o desafio sempre foi ampliar e tratar as imagens de acervo. Utilizamos ferramentas de upscale e limpeza que utilizam IA nos seus processos, e alcançamos resultados impressionantes, especialmente no material de película. Acredito que isso foi fundamental para a experiência do filme em cinema.

Nesses quinze anos de existência, como avalia a mudança da demanda publicitária?

Porto – Há 15 anos essa demanda mudou e acho que vai continuar mudando para os próximos 15 anos também. A Vudoo nasceu já em um momento de transição de tecnologia, com novas possibilidades em termos de equipamentos de produção e pós. Nascemos com esse chip, animados e sem medo de encarar os desafios. Hoje vivemos outra transição, com clientes buscando presença constante em diversas plataformas. E cada uma delas fala com um público, usa uma linguagem.  Buscamos mesclar a experiência com a juventude nas nossas equipes, além de buscar sempre estar em dia com a tecnologia do momento. Mas são desafios que gostamos de encarar e solucionar. Nosso compromisso é sempre com o produto final e com nossos parceiros.

Próximos passos

Depois dessa primeira experiência com o cinema, quais são os próximos projetos?

Wainer – Primeiro, foco na publicidade. Queremos escalar nossa produção, atender novos clientes e agências. O filme validou nossa capacidade de mobilizar grandes equipes, na excelência técnica e estética. Sinto que nossas ferramentas, nosso repertório, está maior, mais parrudo para atender a publicidade. Em paralelo, temos projetos em desenvolvimento para cinema e streaming. Vamos trabalhar nos dois mundos.

Fonte: meioemensagem





Contaminação de detergentes reforça a importância do controle microbiológico na indústria

Milena, assessora científica da Kasvi Priscilla Fiedler - Imagem: reprodução


Análises microbiológicas feitas nos ambientes fabris e no produto final garantem segurança para o consumidor

Nas últimas semanas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um comunicado alertando os consumidores a pararem de usar alguns produtos da marca Ypê, como detergente, sabão líquido e desinfetante. Já os mercados e distribuidores tiveram que retirá-los das prateleiras, enquanto a fábrica precisou parar a produção. O motivo foi irregularidades encontradas na produção durante uma inspeção da agência realizada em abril deste ano. 

Um dos fatores que contribuíram para a decisão foi o registro, em novembro de 2025, de um episódio de contaminação microbiológica pela bactéria Pseudomonas aeruginosa na fábrica. Até o momento, a Anvisa não divulgou a presença da bactéria na última visita (abril). Casos como esse reforçam a importância do controle microbiológico em indústrias. As análises devem ser feitas em todas as etapas do processo, desde a matéria-prima até o produto final. 

“O principal objetivo é prevenir contaminações que possam comprometer a eficácia, estabilidade e segurança do produto, além de garantir conformidade com requisitos regulatórios e normas de boas práticas de fabricação. Um controle microbiológico eficiente reduz riscos ao consumidor e prejuízos à empresa”, explica Milena Clasen, biomédica e assessora científica da Kasvi. 

Contaminações trazem riscos à saúde e prejuízos à indústria

Os riscos causados pela contaminação microbiológica variam conforme o tipo de produto, o microrganismo envolvido e a condição de saúde do consumidor. Em produtos alimentícios, as bactérias podem causar intoxicações alimentares, gastroenterites, náuseas, vômitos e diarreias. Em produtos saneantes, cosméticos ou itens hospitalares, por exemplo, podem ocorrer infecções cutâneas, respiratórias, oftálmicas e até sistêmicas, especialmente em grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas imunocomprometidas.

Segundo a biomédica, os principais riscos de contaminação dentro da indústria estão relacionados a falhas em higiene operacional, sanitização inadequada, água contaminada, matérias-primas fora de especificação e problemas no controle ambiental e de equipamentos. “Microrganismos oportunistas, como Pseudomonas spp., podem proliferar durante o processo produtivo e comprometer lotes inteiros. Mesmo produtos saneantes, cosméticos ou itens com ação antimicrobiana não estão isentos de contaminação caso existam falhas no processo fabril”, destaca.

Quando a contaminação é identificada e comprovada, os problemas se tornam ainda maiores para as indústrias, que lidam com perdas produtivas, recalls e danos à credibilidade perante o mercado e órgãos reguladores. Nestes casos, é realizada uma investigação completa de causa raiz, que inclui revisão de matérias-primas, água de processo, ambiente fabril, equipamentos, limpeza, sistema conservante, armazenamento e fluxo produtivo. Para os consumidores, a indicação é interromper o uso e, caso tenha reações ou sintomas adversos, procurar atendimento médico e relatar o uso do produto. 

Soluções laboratoriais auxiliam no controle microbiológico industrial

Para evitar a contaminação e assegurar a saúde do consumidor, o controle de qualidade aliado às Boas Práticas de Fabricação são aliados. Entre os principais processos está a análise microbiológica, realizada ainda nas fases de produção. A Kasvi, empresa brasileira dedicada a oferecer as melhores soluções para pesquisa, ciência, diagnósticos, estudos e novas descobertas, oferece insumos e materiais para análise de diversos tipos de alimentos e indústrias.

Entre os produtos disponíveis e utilizados nas análises está o Ágar Cetrimide, um meio de cultura seletivo utilizado para isolamento e identificação presuntiva de Pseudomonas aeruginosa — bactéria identificada na fábrica da Ypê em 2025. A empresa também oferece swabs, microscópios, placas de Petri, alças de inoculação, meios de cultura desidratados, consumíveis microbiológicos e equipamentos utilizados no preparo e execução das análises microbiológicas.

Todas as soluções comercializadas auxiliam laboratórios e indústrias de diferentes segmentos a fortalecer protocolos de controle de qualidade, rastreabilidade e prevenção de contaminações, contribuindo para maior segurança dos processos produtivos e conformidade com exigências regulatórias.

Sobre a Kasvi

A Kasvi é uma empresa brasileira dedicada a oferecer as melhores soluções para pesquisa, ciência, diagnósticos, estudos e novas descobertas. Com mais de 10 anos de expertise no mercado laboratorial, a Kasvi é referência em produtos e equipamentos de alta performance para indústrias e laboratórios. Mais informações em www.kasvi.com.br.

Fonte: DePropósito Comunicação de Causas  / Sabrina Fernandes 


Em ano de eleição, precisamos entender sobre política

Imagem: reprodução / divulgação


Novo livro do cientista social Aurelio Maranha destrincha conceitos-chave para o exercício da cidadania e para a compreensão do indivíduo como detentor de poder


O cientista social Aurelio Maranha levanta um debate que não pode ser ignorado em ano de eleições presidenciais: Precisamos Falar Sobre Política. Título de seu novo livro, o autor apresenta informações essenciais para o exercício da cidadania, como os conceitos de poder, soberania e justiça, além das maneiras como diferentes governos se estabelecem e se legitimam na contemporaneidade.

Com uma abordagem leve e didática, como se estivesse contando histórias entre amigos, o escritor percorre nomes fundamentais da filosofia e da Ciência Política. Ele introduz figuras centrais como Platão e Aristóteles, passa por pensadores como Maquiavel, Thomas Hobbes, Pierre-Joseph Proudhon, Karl Marx e Friederich Engels, e chega aos dias atuais com Max Weber, John Rawls, Ludwig von Mises, João Ubaldo Ribeiro e Byung-Chul Han.

Além de discorrer sobre as principais teorias, a publicação conecta política à economia para mostrar como as decisões das figuras de autoridade interferem no cotidiano da população. Lei de oferta e procura, inflação e impostos são termos que aparecem todos os dias nos veículos de comunicação, mas que se aproximam do leitor neste livro quando o cientista social retrata a relação direta entre a ação dos governantes e seus impactos financeiros na população.

À medida que explica questões-chave do campo de saber, Aurelio Maranha utiliza como norte o liberalismo clássico, que posiciona a liberdade individual como valor inegociável e inviolável frente ao estado. Amparado nas ideias de Ludwig von Mises, o escritor faz críticas ao autoritarismo, ao totalitarismo e a regimes comunistas vigentes na atualidade.

"Para superar obstáculos tão profundamente enraizados, é essencial cultivar a empatia e uma comunicação livre e aberta. A liberdade de expressão e a atuação responsável dos meios de comunicação são condições essenciais e poderosas na luta contra a desinformação. A partir daí, construir pontes entre pessoas com visões divergentes pode se tornar uma possibilidade. (Precisamos Falar sobre Política, p. 114)"

Com um olhar profundo para os acontecimentos contemporâneos, o escritor também traça uma associação entre as dicotomias dos discursos contemporâneos e as desinformações que circulam nas redes sociais. Porém seu olhar não é completamente negativo: de acordo com ele, apesar de existir uma manipulação algorítmica, o mundo digital proporciona um diálogo mais livre e se torna uma ferramenta poderosa para supervisionar as decisões dos governantes.



Entre críticas, análises e elucidações, o livro busca conceder as ferramentas necessárias para que as pessoas possam se perceber como cidadãos capazes de transformar a política e de preservar a democracia. “A obra é um convite à reflexão crítica, à busca incansável pela verdade e à superação das dicotomias simplistas que hoje fragmentam o nosso diálogo”, conclui Aurelio Maranha.

FICHA TÉCNICA

Título: Precisamos Falar sobre Política
Autor: Aurelio Maranha
Editora: Diálogo Freiriano
ISBN/ASIN: 978-65-83908-51-3
Páginas: 122
Preço: R$ 40,80 (físico) e R$ 7,87 (e-book)
Onde encontrar: Amazon 


Sobre o autor: Formado em Ciências Sociais, Aurelio Maranha possui especialização em Marketing e construiu uma trajetória marcada pela articulação entre educação e atuação no setor empresarial. Entre 1982 e 1995, lecionou Sociologia, Antropologia e Política nas faculdades de Franca, incluindo a Unifran e o Uni-Facef, contribuindo para a formação crítica de diversos estudantes. Após sua atuação acadêmica, seguiu carreira no meio corporativo, onde consolidou sua experiência na área comercial. O autor também atuou como Diretor Comercial da Yamaha Motor do Brasil. Agora ele lança Precisamos Falar sobre Política, obra que propõe uma introdução acessível e reflexiva à Ciência Política.


FonteLC - Agência de ComunicaçãoLara Montezuma



O aparato judicial brasileiro como ferramenta de vingança e vitimismo feminista

Imagem: gerada por IA


O aparato da justiça brasileira hoje, especialmente no que tange aos Ministérios Públicos dos estados, bem como Defensorias foi estruturado para tornar a mulher vítima, e o homem, automaticamente em um criminoso.

No que diz respeito ao artigo 147-A do código penal, foi especialmente formulado para isso. Deixa margem a interpretação e cria um amplo leque de significados e denotações.

Tudo tem início com uma 'simples reclamação' ou 'queixa', seja qual for, causou algum abalo no que tange a subjetividade da ampla abrangência dos incisos do tal artigo, gera motivo para uma medida protetiva, hoje, distribuídas no Brasil, como balinhas em uma loja de doces. Muitas das vezes, essas medidas são utilizadas por mulheres, não como instrumento de proteção, mas como ferramenta de vingança ocasionando por vezes processos criminais.

A palavra 'vitima', é automaticamente banalizada e atribuída a mulher no curso de um inquérito e o homem, estigmatizado como 'agressor', então a mulher passa a ser tratada pelas instituições DEM - Delegacias especiais da Mulher, MP - Ministério Público e TJ - Tribunal de Justiça como 'incapaz', dotadas pela Lei, como tendo mais direitos que uma criança e o homem como criminoso, a partir dai, o que vai ocorrer é um mero procedimento judicial, 'onde muitas vezes', as fases processuais são 'atropeladas' e o devido processo legal, vira uma mera sucessão de ritos burocráticos procedimentais, servindo também como instrumento de manipulação, 'por atores políticos', na destruição de reputações.


Na lei brasileira, para se obter uma medida protetiva para uma criança, é preciso haver, 'provas do suposto crime', para uma mulher, não.

 

Imagem: gerada por IA


As varas criminais, estão se transformando, no Brasil, em verdadeiros tribunais de inquisição para os homens, onde obter uma absolvição se torna algo praticamente impossível e muitos advogados, já estão evitando tais casos, dada as dificuldades com que estas questões estão sendo tratadas em termos de interpretação nas esferas criminais, sobretudo no que tange aos incisos do artigo 147 - A.

Por isso senhores, muito cuidado ao se relacionarem com mulheres pelas redes sociais, especialmente as 'feministas militantes de esquerda', pois elas se utilizam de artifícios ardilosos tais como intercalar diálogos normais com palavras e frases delituosas Ex; abuso, assédio, assunto tóxico, abalo psicológico e vão intercalando isso nas interlocuções normais, repetindo de novo, de novo e de novo, até que tenham material suficiente para uma denúncia E até estendem as conversas por meses, para ter robustez nessas denuncias, 'dando corda para você se enforcar'.

Cuidado com os pedidos e com a quantidade de convites, isso pode ser considerado 'conduta criminosa' no Brasil.

"A psiquiatria afirma que nenhum pai em sã consciência deixaria uma filha fazer tatuagem, afirmam pois, que aquelas mulheres que o fazem, sofreram danos emocionais e psicológicos com a ausência paterna e, quanto mais tatuagens uma mulher tem, mais danos emocionais e psicológicos ela carrega. Cuidado!"


Por Daniel Braz


Emendas propõem fim da escala 6×1 só em 2036 e mais de 170 deputados já assinaram

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Aplicação após aprovação de lei complementar e exceções de acordo com as necessidades dos setores também foram propostas

Um grupo que reúne em torno de 176 deputados federais, entre eles Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Ricardo Salles (NOVO-SP), Paulo Azi (União-BA) e Zé Trovão (PL-SC), de partidos de direita e do Centrão, pretende adiar em 10 anos o fim da escala 6×1. A proposta está presente nas duas emendas parlamentares apresentadas até o momento à Comissão Especial da Câmara Federal responsável por consolidar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que pretende oferecer aos trabalhadores brasileiros pelo menos dois dias de descanso seguidos na semana e a diminuição da jornada semanal de 44 para 40 horas.

As duas emendas trazem outras propostas ligadas aos setores da economia contrários ao fim da escala 6×1 e foram apresentadas por deputados do Partido Progressistas (PP). Além de tentar adiar a execução da nova legislação em estudo, ainda mantém a possibilidade de jornadas maiores em setores considerados “essenciais”, amplia o poder de negociação de empresas sobre escalas e jornadas e condiciona a redução da jornada à aprovação de leis complementares futuras.

Apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), uma delas estabelece, além da necessidade de lei complementar, que a implementação da nova jornada esteja relacionada ao cumprimento de metas nacionais de produtividade. O texto, que já conta com a assinatura de apoio de 176 deputados, cujos nomes podem ser conferidos aqui, também privilegia acordos individuais e coletivos sobre normas trabalhistas e autoriza jornadas até 30% superiores ao novo limite constitucional.

A outra, protocolada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR), cria exceções amplas para atividades classificadas como essenciais, permitindo que determinados setores continuem operando sob teto de 44 horas semanais mesmo após a aprovação da PEC. As emendas também defendem um tratamento especial para micro e pequenas empresas. O texto conta com 171 assinaturas e pode ser lido na íntegra.

Membros da comissão, que pediram anonimato, admitiram à reportagem da Agência Pública que parte das flexibilizações defendidas por empresários já passou a ser considerada nas negociações conduzidas pelo relator.

Entre os pontos vistos como possíveis concessões estão regras de transição mais longas para determinados setores e mecanismos ampliados de negociação coletiva. Parlamentares governistas, porém, resistem às mudanças que esvaziam os objetivos centrais da PEC de ampliar períodos de descanso e reduzir jornadas.



Representantes do setor empresarial defendem que a PEC incorpore mecanismos mais amplos de flexibilização e negociação coletiva. O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Fábio Pina, confirmou à Pública que sugestões formuladas pela entidade vêm sendo defendidas por parlamentares ligados ao empresariado desde as primeiras discussões sobre o fim da escala 6×1 no Congresso.

“As emendas que a gente pleiteou com diversos gabinetes tiveram tratamento diferenciado [como as voltadas] para micro e pequena empresa, tratamento tributário diferenciado para empresas com quatro empregados, tratamento diferenciado setorial e manter a questão da negociação coletiva”, afirmou.

Um grupo que reúne em torno de 176 deputados federais, entre eles Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Ricardo Salles (NOVO-SP), Paulo Azi (União-BA) e Zé Trovão (PL-SC), de partidos de direita e do Centrão, pretende adiar em 10 anos o fim da escala 6×1. A proposta está presente nas duas emendas parlamentares apresentadas até o momento à Comissão Especial da Câmara Federal responsável por consolidar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que pretende oferecer aos trabalhadores brasileiros pelo menos dois dias de descanso seguidos na semana e a diminuição da jornada semanal de 44 para 40 horas.

As duas emendas trazem outras propostas ligadas aos setores da economia contrários ao fim da escala 6×1 e foram apresentadas por deputados do Partido Progressistas (PP). Além de tentar adiar a execução da nova legislação em estudo, ainda mantém a possibilidade de jornadas maiores em setores considerados “essenciais”, amplia o poder de negociação de empresas sobre escalas e jornadas e condiciona a redução da jornada à aprovação de leis complementares futuras.

Apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), uma delas estabelece, além da necessidade de lei complementar, que a implementação da nova jornada esteja relacionada ao cumprimento de metas nacionais de produtividade. O texto, que já conta com a assinatura de apoio de 176 deputados, cujos nomes podem ser conferidos aqui, também privilegia acordos individuais e coletivos sobre normas trabalhistas e autoriza jornadas até 30% superiores ao novo limite constitucional.

A outra, protocolada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR), cria exceções amplas para atividades classificadas como essenciais, permitindo que determinados setores continuem operando sob teto de 44 horas semanais mesmo após a aprovação da PEC. As emendas também defendem um tratamento especial para micro e pequenas empresas. O texto conta com 171 assinaturas e pode ser lido na íntegra.

Membros da comissão, que pediram anonimato, admitiram à reportagem da Agência Pública que parte das flexibilizações defendidas por empresários já passou a ser considerada nas negociações conduzidas pelo relator.

Entre os pontos vistos como possíveis concessões estão regras de transição mais longas para determinados setores e mecanismos ampliados de negociação coletiva. Parlamentares governistas, porém, resistem às mudanças que esvaziam os objetivos centrais da PEC de ampliar períodos de descanso e reduzir jornadas.

POR QUE ISSO IMPORTA?

A garantia constitucional de dois dias de descanso remunerado, com carga semanal máxima de 40 horas e sem redução de salário, demanda mudanças em três trechos diferentes da Constituição Federal de 1988.

Representantes do setor empresarial defendem que a PEC incorpore mecanismos mais amplos de flexibilização e negociação coletiva. O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Fábio Pina, confirmou à Pública que sugestões formuladas pela entidade vêm sendo defendidas por parlamentares ligados ao empresariado desde as primeiras discussões sobre o fim da escala 6×1 no Congresso

“As emendas que a gente pleiteou com diversos gabinetes tiveram tratamento diferenciado [como as voltadas] para micro e pequena empresa, tratamento tributário diferenciado para empresas com quatro empregados, tratamento diferenciado setorial e manter a questão da negociação coletiva”, afirmou.

Segundo Pina, a principal preocupação do empresariado é impedir que a PEC estabeleça um modelo único de escala para todos os setores econômicos. A Fecomercio defende que as jornadas sejam negociadas diretamente entre sindicatos patronais e laborais e quer incluir esse mecanismo no próprio texto constitucional.

“A questão da escala para a gente é uma interferência enorme do Estado. [Ele querer] determinar qual deve ser a escala para todos os setores”, declarou.

Nesta semana, a comissão realizou duas audiências públicas para discutir propostas na terça-feira, 12 de maio, e na quarta-feira, 13. Os debates seguem na próxima semana, a partir desta segunda-feira, 18. O objetivo da comissão é realizar a votação da PEC 26 e 27 de maio.

O prazo regimental para apresentação de emendas na comissão especial da Câmara se encerrou na última sexta-feira, 15 de maio, e o próximo passo envolve o relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), analisar as sugestões e elaborar um parecer indicando quais mudanças serão incorporadas à versão final que será votada pela comissão.

Deputados diante de um dilema

A pressão empresarial aprofundou um dilema que os parlamentares identificados com a atual direita brasileira estão enfrentando desde o início dos debates sobre o fim da escala 6×1. De um lado, empresários e representantes do comércio e do outro, deputados conservadores que lidam com o forte apoio popular à proposta entre trabalhadores jovens e eleitores de direita nas redes sociais.

O relator da comissão especial, Léo Prates (Republicanos-BA), afirmou que irá construir uma saída intermediária entre empresários, governo e parlamentares de centro e direita. Segundo ele, a discussão não envolve reduzir jornadas de categorias que já trabalham menos horas, mas redefinir o teto constitucional hoje aplicado aos trabalhadores submetidos às 44 horas semanais e à escala 6×1.

“A discussão não é sobre reduzir jornada de quem já trabalha menos. Nós estamos discutindo os trabalhadores que hoje estão nas 44 horas semanais e na escala 6×1. É disso que a sociedade está falando”, disse.

O deputado Zé Trovão (PL-SC), um dos parlamentares que defendem mudanças no texto, afirmou à Pública que considera importante discutir formas de garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores, mas criticou o que classifica como “populismo” no debate sobre o fim da escala 6×1. Segundo ele, pequenas empresas poderiam enfrentar dificuldades para manter empregos caso fossem obrigadas a reduzir jornadas sem alterações nos custos trabalhistas.

O parlamentar também defendeu mudanças mais amplas na legislação trabalhista, incluindo a possibilidade de contratos por hora trabalhada fora do modelo tradicional da CLT. “O modelo mais adequado hoje para o Brasil era a gente ter o fim da CLT e você poder fazer através de contratação por hora trabalhada”, afirmou.

Já o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), por exemplo, afirma que a mudança representa uma transformação estrutural nas relações de trabalho e relaciona diretamente a escala 6×1 ao aumento dos casos de adoecimento mental no país. “O fim da escala 6×1 não é apenas uma pauta trabalhista. É uma pauta de saúde pública”, declarou.

A advogada trabalhista Marcelle Chalach, concorda com Lopes e enxerga no modelo atual de jornada impactos profundos sobre a saúde mental e a vida social dos trabalhadores. Segundo ela, a escala 6×1 “colide com a dignidade da pessoa humana, ao limitar o tempo para lazer e convívio social”.

Chalach ainda salienta que a discussão atual reflete uma mudança social impulsionada pelo crescimento dos casos de adoecimento ligados ao trabalho. “A discussão atual tenta conciliar a necessidade de descanso e saúde mental do trabalhador diante de altos índices de afastamentos previdenciários”.

A especialista avalia que o Brasil enfrenta barreiras estruturais para discutir mudanças mais profundas sobre a jornada de trabalho, especialmente por conta da resistência de setores econômicos e do debate sobre produtividade. “O país enfrenta desafios específicos de gestão, produtividade e resistência setorial. Um dos maiores obstáculos é justamente a necessidade de aumentar a produtividade”, disse.

O argumento de que a redução da jornada representaria uma forma de “proibir trabalho” encontra resistência em estudos recentes sobre produtividade e saúde ocupacional. Pesquisa da revista científica Nature Human Behaviour acompanhou quase 3 mil trabalhadores de 141 empresas em seis países durante seis meses e concluiu que semanas reduzidas de trabalho melhoraram indicadores de saúde mental, diminuíram níveis de burnout e fadiga e não provocaram queda relevante de produtividade.

Os pesquisadores apontam que jornadas menores podem, em alguns casos, elevar eficiência e desempenho, justamente por reduzir exaustão e afastamentos relacionados ao trabalho. Os resultados contrariam o argumento que relaciona automaticamente a redução de jornada à perda de competitividade econômica e à queda de produção.

Por Duda Sousa


Fonte: agenciapublica