domingo, 19 de julho de 2026

Show do intervalo: quais as oportunidades da final da Copa?

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Pela primeira vez, Fifa realizará uma apresentação durante a final do torneio e pode gerar oportunidades comerciais no futuro

No próximo domingo, 19, o mundo saberá se Argentina ou Espanha levarão para casa a taça do principal campeonato de futebol do mundo. A Copa do Mundo Fifa de 2026 foi marcada por inúmeras estreias promovidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), que chancela o torneio.

Foi a primeira vez que o formato foi realizado com 48 seleções, ao mesmo tempo que também debutou na competição a fase 16 avos. Outra estreia foi a pausa para a hidratação, adotada em todas as 104 partidas exibidas e que gerou aos veículos de mídia uma nova oportunidade comercial.

De acordo com a BBC Sport, a emissora norte-americana Fox Sports, que é a responsável por exibir a Copa nos Estados Unidos, passou a cobrar entre US$ 200 mil e US$ 300 mil por um espaço médio de 30 segundos durante esse período.

Para a final, a entidade máxima do futebol terá, pela primeira vez, um show no intervalo do jogo. Segundo apuração da imprensa esportiva, a Fifa planeja estender o intervalo da partida para cerca de 30 minutos, o dobro do que acontece tradicionalmente.

Com isso, os presentes no MetLife Stadium, em Nova Jersey – local em que acontecerá o confronto – e os espectadores de todo o mundo acompanharão 11 minutos preenchidos com apresentações de Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber.

O show será produzida pela Global Citizen e a verba será revertida ao FIFA Global Citizen Education Fund, destinado a projetos sociais ao redor do planeta.

Esse tipo de iniciativa não é muito comum no futebol. Embora finais de campeonatos como Libertadores da América, Sul-Americana e até mesmo o Campeonato Paulista já tenham tido a presença de cantores, as apresentações geralmente acontecem antes do início do jogo, assim como foi nas partidas de abertura desta Copa.

De acordo com Ricardo Fort, fundador da Sport by Fort Consulting, um show no intervalo em um jogo a cada 4 anos, pode acontecer, mas fazer disso uma estratégia perene jamais seria aprovado, principalmente porque afetaria o desempenho dos jogadores.

“A Copa e, em especial, a Final, não são um evento de futebol; são um evento de entretenimento. As pessoas no estádio e as que assistem pela televisão não são os torcedores tradicionais do futebol”, diz.

Oportunidades comerciais

Assim como aconteceu com a pausa para a hidratação, o aumento do intervalo de jogo pode gerar às empresas de mídia oportunidades comerciais, desde que não causem prejuízo a experiência de consumo dos espectadores.

No Brasil, não houve confirmação de vendas de novos espaços publicitários para a nova pausa, mas todos os players responsáveis pela exibição da Copa do Mundo conseguiram utilizar o espaço para ações dos seus patrocinadores.

Isso tudo aconteceu com base em regras determinadas pela Fifa, que também devem ser aplicadas em todos os elementos publicitários durante a transmissão do torneio.

Informações as quais a reportagem de Meio e Mensagem teve acesso indicam que as empresas de mídia que desejarem colocar anúncios que interrompem à transmissão — ou seja, que tiram a imagem do jogo — só podem fazer isso 20 segundos depois que a equipe de arbitragem apontar a pausa.

Além disso, a transmissão deve voltar a mostrar o campo 30 segundos antes do término do tempo de parada. Nestes casos, a marca que aparece pode estar vinculada apenas ao pacote comercial do veículo, tendo em vista que não mostrará o jogo.

Já para os players que desejarem fazer uma divisão de tela, o que significa continuar mostrando o que está acontecendo em campo, a orientação é de que apenas marcas que sejam patrocinadoras da Fifa podem ser exibidas.

Mônica Esperidião, CSO da FSports, avalia que expandir o intervalo para 30 minutos em uma final de Copa do Mundo, se bem trabalhado, pode ir muito além dos comerciais de 30 segundos na tela, tendo em vista que as marcas querem mais do que apenas estar presentes nas transmissões.

“O grande ganho para as empresas de mídia e detentoras de direitos é a criação de um segundo horário nobre dentro do mesmo evento. Trinta minutos permitem a venda de cotas de patrocínio master de conteúdo (como um Halftime Show de fato), onde se podem trabalhar conteúdos de bastidores e ativações de segunda tela gamificadas que conectam a TV com o e-commerce”, diz.

Embora nenhuma das emissoras tenha confirmado à reportagem de Meio e Mensagem, até o momento, que terão ações comerciais a executiva afirma que hoje, é possível, sim ter uma evolução no mercado nesse sentido, para essa e para transmissões futuras.

“No meu ponto de vista, isso deve funcionar apenas para grandes decisões. O mercado precisa entender esse espaço como o “efeito Super Bowl”: ele se torna valioso porque é raro, esperado e desejado. Acredito que o intervalo estendido deveria se tornar perene sim, mas em eventos-chave”, completa.

Camadas de conteúdo

As diversas movimentações que vêm acontecendo no futebol, sendo coroadas por estreias no principal torneio da modalidade, abrem possibilidades do desenvolvimento de novas camadas de conteúdo.

Já há alguns anos, além dos direitos de transmissão, as entidades começaram a vender novos ativos aos detentores, como os highlights e imagens para redes sociais e digitais. Isso, por sua vez, gerou oportunidades comerciais para pagar por essas compras.

Em questão de formato, a aparição apenas na pausa do jogo deu lugar a espaços interativos com a presença de QR Code e promoções relâmpago, lançamentos exclusivos de produtos e outros movimentos que podem acontecer durante a exibição de uma partida, ou mesmo a interação com talentos.

Danielle Vilhena, diretora de projetos e operações de marcas esportivas da End to End, acredita que, nesses casos, desafio será encontrar o equilíbrio entre monetização e experiência do fã, evitando que o intervalo se transforme apenas em mais espaço publicitário ou comprometa o ritmo e a conexão emocional com a partida.

“A oportunidade está menos na ampliação do intervalo comercial tradicional e mais na criação de novas camadas de conteúdo e entretenimento capazes de manter o torcedor conectado à experiência do evento”, comenta.

Do Super Bowl à Copa do Mundo

Uma tendência que tem sido observada no ambiente do futebol é a observação do sportainment. No Super Bowl, por exemplo, o half-time show é um ativo importante como parte dos patrocínios da National Football League (NFL). A liga norte-americana vendeu, por anos, o patrocínio desse espaço para a Pepsi e agora comercializa para a Apple Music.

Eventos como esses integram esporte e entretenimento e exigem uma estratégia de relevância. Ivan Martinho, especialista em marketing esportivo e presidente da WSL, diz que, com esse intervalo estendido, a Fifa não quer copiar o modelo do Super Bowl, mas aproveitar melhor toda a jornada do torcedor, criando experiências e oportunidades comerciais sem perder a essência do futebol.

Isso faz parte do desafio da modernização do futebol e de acompanhar as tendências dos espectadores, que hoje querem mais do que os 90 minutos dentro do campo. Não à toa, a Fifa tem promovido mudanças na forma de negociar os ativos, o que já fez com que a edição 2026 já tenha quebrado recordes de audiência no mundo inteiro.

“O futebol não está se tornando um esporte americano, mas aprendendo com a capacidade dos Estados Unidos de transformar um jogo em uma experiência completa de entretenimento. A Copa de 2026 já mostrou essa influência, com mais ativações, entretenimento e integração entre esporte, música e conteúdo”, avalia.

Fonte: meioemensagem



Messi x Lamine Yamal: os negócios por trás da decisão da Copa do Mundo

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Astro argentino reúne um portfólio global consolidado, enquanto a joia espanhola acelera a entrada de grandes marcas

A final da Copa do Mundo de 2026, marcada para domingo (19), no Nova York/Nova Jersey Stadium, colocará frente a frente Argentina e Espanha na disputa pelo título. Além da decisão esportiva, o duelo reunirá Lionel Messi e Lamine Yamal, dois jogadores que também ocupam posições de destaque nas estratégias comerciais de grandes marcas e patrocinadores.

De um lado, o argentino chega ao fim de sua trajetória em Mundiais como um dos nomes mais consolidados da indústria. Do outro, Yamal representa a nova geração que começa a atrair os maiores investimentos das marcas globais.

Embora estejam em momentos opostos da carreira, ambos concentram campanhas publicitárias, acordos de patrocínio e projetos comerciais que transformam a decisão em uma vitrine para empresas de diferentes segmentos.

Messi lidera um ecossistema global de marcas

Depois de mais de duas décadas no topo do futebol, Lionel Messi construiu um dos portfólios comerciais mais robustos do esporte mundial. O argentino mantém parceria histórica com a Adidas, fabricante que o acompanha desde o início da carreira e que também é patrocinadora oficial da Copa do Mundo.

Além da empresa alemã, o camisa 10 possui contratos com marcas de diferentes mercados, entre elas Mastercard, Lay’s, Michelob Ultra, Apple TV, Beats by Dre, Duracell, Stanley 1913, Hard Rock, NetJets, Lowe’s, eFootball, YPF, Mengniu, Icons Memorabilia, Lego, Kith, Fortnite e ChatGPT.

A transferência para o Inter Miami ampliou ainda mais sua presença comercial nos Estados Unidos, mercado considerado estratégico para patrocinadores globais.

Ao mesmo tempo, Messi expandiu seus próprios negócios, investindo em operações como a bebida Mas by Messi, a linha Messi Fragrances e a produtora de conteúdo 525 Rosario.

Yamal acelera crescimento comercial

Se Messi representa um ativo consolidado, Lamine Yamal vive a fase de maior valorização de sua carreira fora das quatro linhas. Aos 19 anos, o atacante do Barcelona já reúne um grupo de patrocinadores formado por algumas das maiores empresas do mundo e desponta como um dos principais nomes para liderar o mercado nos próximos anos.

Assim como o argentino, Yamal é patrocinado pela Adidas, que vê no espanhol um dos protagonistas da próxima geração de campanhas globais da marca.

O jovem também mantém acordos com Coca-Cola, Visa, McDonald’s, Google, Beats by Dre, Powerade, Oppo, Konami, Pokémon, American Eagle e Unicef.

A Copa do Mundo acelerou esse movimento. Empresas como Visa, McDonald’s e Powerade intensificaram campanhas protagonizadas pelo espanhol durante o torneio, aproveitando sua ascensão esportiva e o crescimento de sua popularidade internacional.

Perfis distintos

A decisão da Copa coloca frente a frente dois perfis distintos de ativos comerciais. Messi oferece às marcas alcance global, credibilidade construída ao longo de uma carreira histórica e uma audiência consolidada em diferentes mercados. Yamal, por outro lado, representa potencial de crescimento, renovação geracional e a oportunidade de construir relacionamentos comerciais de longo prazo.

Independentemente do resultado em Nova Jersey, os dois chegam à final como protagonistas também no ambiente de negócios.

Enquanto Messi busca ampliar um legado comercial que atravessa diferentes gerações, Yamal tenta consolidar sua posição como o principal nome da nova safra de atletas capazes de movimentar investimentos milionários em patrocínios e campanhas globais.

Fonte: MKT Esportivo

Como a Jack Daniel's transforma a criatividade brasileira em estratégia para seu novo sabor de whiskey

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Com a chegada do Tennessee Blackberry, marca combina referências globais e hábitos locais para aproximar o novo sabor dos diferentes públicos do país

Lançar um novo sabor é apenas uma parte do trabalho. Quando um produto desenvolvido para diferentes mercados chega a um país tão plural quanto o Brasil, o desafio da comunicação passa por entender como os consumidores incorporam a novidade aos próprios hábitos, ingredientes e ocasiões de consumo. É a partir dessa leitura que a Jack Daniel’s apresenta no mercado brasileiro o Tennessee Blackberry, rótulo que combina seu tradicional whiskey com notas doces e levemente ácidas de amora-preta.

O produto amplia a linha de whiskeys saborizados da marca, que já conta com as versões Apple, Honey e Fire. O lançamento ocorre seis anos depois da apresentação do último sabor e mantém como base o Jack Daniel’s Tennessee Whiskey, produzido em Lynchburg, nos Estados Unidos, a partir de uma receita composta por 80% de milho, 12% de cevada maltada e 8% de centeio.

Com graduação alcoólica de 35%, o destilado passa pelo processo tradicional de suavização em carvão de maple e pela maturação em barris novos de carvalho americano tostados internamente. Depois dessas etapas, recebe o sabor de amora-preta antes do engarrafamento.

Embora o produto tenha sido concebido para uma estratégia internacional, sua chegada ao Brasil ganhou combinações próprias. Ao receber as primeiras informações sobre o lançamento, a equipe brasileira começou a discutir como o novo sabor poderia se aproximar dos rituais de consumo do país.

Uma das respostas foi a criação do Jack Blackberry & Guaraná. Enquanto a mistura com limonada acompanha a apresentação internacional do produto, a combinação com refrigerante de guaraná foi desenvolvida para o público brasileiro.

“Nenhum outro país do mundo vai ter o Jack Blackberry com guaraná. Isso é uma coisa nossa, criada no Brasil”, afirma Laura, diretora de marketing da Brown-Forman Brasil, em entrevista exclusiva ao Adnews.

A executiva explica que a adaptação não significa alterar a identidade da marca, mas encontrar formas de inseri-la no cotidiano das pessoas. Em vez de determinar uma única maneira de beber whiskey, a Jack Daniel’s procura estimular diferentes usos para o produto, seja puro, com gelo ou misturado a ingredientes conhecidos pelo consumidor.

“Não existe apenas um jeito ou um copo certo para tomar. É do jeito que funcionar para você. Isso abre um espaço de possibilidades e ajuda a aproximar a categoria de diferentes consumidores”, diz.

Um produto global com sotaques brasileiros

A criação de receitas locais não começou com o Tennessee Blackberry. Em ações realizadas no São João de Maracanaú, no Ceará, a marca trabalhou com ingredientes ligados à região, incluindo cajá e tamarindo. A ideia era apresentar os produtos por meio de sabores já reconhecidos pelo público local.

Para Laura, a variedade cultural e gastronômica do Brasil cria um campo fértil para esse tipo de adaptação. Assim como os hábitos alimentares mudam entre as regiões, as formas de preparar e consumir bebidas também podem assumir características locais.

“A estratégia dos drinks procura criar relevância e aproximar a marca de sabores conhecidos. Isso pode acontecer nacionalmente, como no caso do guaraná, ou regionalmente, com ingredientes enraizados em determinada cidade ou estado”, explica.

Essa liberdade também atende a uma característica que, na avaliação da executiva, diferencia o consumidor brasileiro: a disposição para provar combinações novas e adaptá-las ao próprio gosto.

“O brasileiro é muito aberto e muito ‘novidadeiro’. Ele tem vontade de experimentar sabores diferentes, mas também gosta de colocar o seu tempero, o seu salzinho, a sua pimentinha. A criatividade brasileira ajuda muito a explorar um novo produto.”

Para o marketing da companhia, esse comportamento transforma o lançamento em um processo construído em conjunto. A empresa apresenta o produto e sugere algumas maneiras de consumi-lo, mas reconhece que novas combinações também podem surgir espontaneamente em bares, festas, encontros e dentro de casa.

“Acaba sendo uma cocriação. Quando você traz a criatividade do brasileiro e a forma como o consumidor decide adaptar o produto, a relação se torna uma parceria na construção da marca”, afirma Laura.

Festivais como porta de entrada para a categoria

Além das receitas locais, os eventos de música ocupam uma posição importante na estratégia de divulgação do Tennessee Blackberry. Um dos primeiros grandes movimentos do lançamento ocorrerá no João Rock, em Ribeirão Preto, festival com público estimado em cerca de 65 mil pessoas.

A atuação não ficará restrita ao espaço do evento. A marca prepara uma ocupação da cidade com mídia exterior, comunicação nos estabelecimentos parceiros e anúncios direcionados a pessoas que estejam se deslocando para o festival ou para bares e restaurantes participantes.

Por meio de anúncios em aplicativos de mobilidade, por exemplo, a empresa poderá alcançar consumidores que estejam a caminho do João Rock, voltando do evento ou visitando endereços ligados à ação. A transmissão dos shows também permitirá que a comunicação ultrapasse o público presente em Ribeirão Preto e chegue às pessoas que acompanharem a programação de casa.

Segundo Laura, os festivais são tratados internamente como uma plataforma de recrutamento de consumidores. A escolha do termo está ligada à forma como muitas pessoas se aproximam do mercado de destilados: antes de comprar uma garrafa, costumam provar a bebida em um show, bar, festa ou encontro social. “Dificilmente alguém entra em um supermercado ou em uma loja online e compra uma garrafa sem conhecer o sabor ou saber como preparar. É um desembolso maior e a pessoa pode nem entender o que fazer com aquele produto. Em um evento, ela consegue provar primeiro em forma de drink”, explica.

A degustação em doses ou receitas prontas reduz a barreira de entrada e permite que o público conheça o perfil da bebida sem precisar adquirir imediatamente uma garrafa inteira. A mesma lógica orienta o investimento da companhia em opções prontas para beber, como Jack & Coke, que reproduzem combinações conhecidas em embalagens individuais.

“O drink é uma maneira diferente de entrar em contato com o produto. Ele é mais acessível, mostra como a bebida pode ser misturada e ajuda o consumidor a descobrir possibilidades”, afirma.

Uma marca construída na cultura

Com mais de 160 anos de história, a Jack Daniel's consolidou sua presença muito além das prateleiras. Ao longo das décadas, a marca passou a fazer parte do universo da música, do entretenimento e da cultura popular, tornando-se uma referência que frequentemente aparece de forma espontânea em letras, shows e diferentes manifestações culturais.

Para Laura, essa conexão continua relevante porque acompanha as mudanças de comportamento do consumidor. Segundo ela, uma marca centenária só permanece atual quando deixa de falar sozinha e passa a construir sua trajetória junto com o público.

"Uma marca dessa idade só continua relevante se participar da cultura das pessoas. Não é uma conversa em que apenas a marca fala. O consumidor também constrói essa história."

A executiva lembra que essa relação começou muito antes de conceitos como marketing de influência ganharem espaço no mercado. Artistas e movimentos culturais já incorporavam espontaneamente a Jack Daniel's ao seu universo, fortalecendo uma associação construída ao longo do tempo.

"Quando você escuta uma música citando Jack Daniel's ou vê a marca inserida naturalmente na cultura, percebe que essa relação foi construída ao longo do tempo. Isso só acontece quando existe diálogo."

Essa mesma lógica orienta o lançamento do Tennessee Blackberry no Brasil. Em vez de estabelecer uma única forma de consumir o novo whiskey, a empresa observa como os brasileiros reinterpretam o produto, criam receitas próprias e adaptam a bebida às diferentes ocasiões de consumo.

O novo rótulo já está disponível inicialmente em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com distribuição em redes varejistas, lojas especializadas, comércio eletrônico, bares e restaurantes. O produto será vendido em garrafas de um litro, pelo preço sugerido de R$ 184,90, e de 700 ml, por R$ 149,90.

Mais do que acompanhar essas iniciativas, a Jack Daniel's procura transformá-las em parte de sua estratégia de comunicação. A criatividade do consumidor brasileiro deixa de ser apenas uma curiosidade de mercado e passa a orientar novas receitas, experiências e formas de apresentar um produto global a um dos mercados mais diversos da marca.

Fonte: AD News


Flamengo convida torcida para desenhar e escolher o novo manto do time

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Para o torcedor rubro-negro, vestir o manto é quase um ato de pertencimento, e o Flamengo decidiu transformar esse sentimento em protagonismo real. Em vez de apenas anunciar um novo uniforme, o clube abre espaço para que a própria Nação assine a peça que vai representá-la dentro de campo, com o projeto Manto da Nação convidando qualquer torcedor maior de idade a submeter seu próprio design.

A dinâmica se divide em três fases batizadas de acordo com o papel do torcedor em cada uma. Na primeira, “A Nação Cria”, qualquer rubro-negro maior de 18 anos pode enviar uma proposta autoral em PDF, acompanhada de um texto explicando o conceito da criação. Uma comissão interna faz a curadoria e seleciona os dez melhores projetos, que avançam para “A Nação Escolhe”, etapa em que a votação popular define o vencedor. Por fim, em “A Nação Veste”, o design campeão ganha vida em uma edição limitada, produzida sob demanda e vendida por apenas uma semana. Antes de participar, o site do projeto disponibiliza para download o briefing com requisitos técnicos e critérios de avaliação, os arquivos de apoio com logos e manual de aplicação, e o regulamento com as regras oficiais do concurso.

O cronograma já está definido: as inscrições vão até 9 de agosto, a seleção das dez finalistas acontece entre 10 e 16 de agosto, a votação popular ocorre de 17 a 30 de agosto, e o resultado sai em 1º de setembro. O autor do modelo vencedor leva um prêmio de R$ 10 mil e uma camisa com o próprio desenho, enquanto os outros nove finalistas também recebem uma unidade da edição campeã. A produção começa em 9 de setembro, com entrega prevista para dezembro.

A iniciativa não é inédita no futebol brasileiro, já que o Atlético-MG abriu esse caminho em 2020 com o Manto da Massa, mas é a primeira vez que o Flamengo entrega às mãos da torcida todas as etapas de criação de um uniforme. É uma forma de transformar identidade em coautoria, deixando claro que a maior torcida do país também pode ser sua maior equipe de design.

Saiba mais em mantodanacao.flamengo.com.br

Fonte: publicitarioscriativos


Câmara aprova suspensão de prescrição para condenado que fugir da prisão

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que muda a forma de contagem do tempo máximo para execução de pena de condenado foragido. O texto será enviado ao Senado.

De autoria do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), o Projeto de Lei 5500/19 foi aprovado com parecer favorável do deputado Alberto Fraga (PL-DF), sem modificações.

Segundo o texto, a prescrição executória deixará de ser contada com base no tempo restante de pena se o condenado fugir da prisão ou violar as condições da liberdade condicional.

Esse tipo de prescrição é o prazo depois do qual o Estado perde o direito de executar a pena do condenado em definitivo por determinado crime.

A nova regra determina a suspensão da prescrição anteriormente calculada até a captura ou reapresentação do condenado para o cumprimento do período restante.

Segundo Kataguiri, o projeto faz algo simples e óbvio. "Senão você está premiando, você está estimulando o sujeito a fugir, porque se ele for competente na sua fuga, não for pego num determinado período de tempo, que vai depender do crime que ele cometeu, ele pode voltar como se nada tivesse acontecido."

Cálculo da prescrição

A prescrição do direito do Estado de prender o condenado (executar a pena) é calculada de acordo com regras do Código Penal e é variável em função do tempo de pena fixado pelo juiz, podendo ir de 3 anos, para as penas mais leves (até 1 ano), até 20 anos, caso a pena seja superior a 12 anos.

Assim, atualmente, para uma pessoa condenada a uma pena de 9 anos que tenha fugido depois de cumprir 4 anos, o Estado terá um período de prescrição calculado com base nesses 5 anos restantes, em vez dos 9

Com a redação proposta pelo projeto, continua valendo o cálculo inicial que tomou como parâmetro os 9 anos de pena, mas sua contagem será suspensa até o novo encarceramento.

"Prêmio para o condenado"

Para o relator, deputado Alberto Fraga, a redação atual acaba sendo um "prêmio para o condenado", que pode ter a prescrição decretada durante o período em que esteja procurado e foragido.

"A proposta é oportuna e conveniente, inovando positivamente no ordenamento jurídico nacional, ao criar uma hipótese de suspensão da prescrição condenatória de condenados que fugiram do cumprimento da pena", disse.

Benefício indireto

Já a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou que o projeto impede que a fuga de condenados gere benefício indireto decorrente de decurso de tempo e mexe no reforço da efetividade da execução penal.

"A gente fica indignado quando se vê tanto bandido solto, tanto bandido que foge e volta, depois aproveita o prazo prescricional. Isso dá uma insegurança enorme, porque mexe com aquela questão que a gente pensa: na impunidade", declarou.

Ex-deputados

A deputada Erika Kokay (PT-DF), vice-líder da maioria, disse que a proposta vai impedir a impunidade de quem cometeu crimes contra a democracia e fugiu do Brasil.

"Imaginem Carla Zambelli, que está foragida, que teria seu crime prescrito, talvez, daqui a 12 anos ou coisa que o valha, ficar na Itália esse tempo, voltar para o Brasil depois desse período e não esperar mais nenhum tipo de condenação", disse, ao também citar o ex-deputado Alexandre Ramagem.

O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) questionou se a proposta valeria para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. "Não se aplica ao caso. Eduardo Bolsonaro não fugiu", respondeu Alberto Fraga.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


Justiça abre prazo final para Lahesio Bonfim em processo que apura fraude e movimentações de R$ 44 milhões

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A ação penal que coloca o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e pré-candidato ao Senado, Lahesio Bonfim, no centro de graves acusações envolvendo fraude em licitação, sobrepreço, associação criminosa e armazenamento irregular de combustíveis entrou em sua fase decisiva.

Em despacho assinado na quinta-feira, 9 de julho, a juíza Urbanete de Angiolis Silva, que responde pela 5ª Vara da Comarca de Balsas, determinou a intimação pessoal de Lahesio Bonfim, Elizany Costa e Silva Rodrigues e Thaisa Costa Silva Rodrigues para que informem se pretendem contratar novos advogados ou se desejam ser representados pela Defensoria Pública.

A medida foi adotada após o encerramento do prazo destinado à apresentação das alegações finais das defesas. Cumprida essa etapa, o processo deverá ser encaminhado para sentença, quando a Justiça decidirá se os acusados serão absolvidos ou condenados. A nova movimentação foi divulgada pelo site “Direito e Ordem” e confirmada pelo site Folha do Maranhão.

A ação foi proposta pelo Ministério Público do Maranhão e tem como réus João Batista dos Santos Coutinho e Celsivan dos Santos Jorge. Todos são acusados de participação, em diferentes níveis, em um suposto esquema montado no Pregão Presencial nº 26/2018, destinado à compra de combustíveis para a Prefeitura de São Pedro dos Crentes.

Segundo a denúncia, o processo licitatório teria sido preparado para beneficiar o Auto Posto Fortaleza e a empresa Andrade e Coutinho. O Ministério Público sustenta que houve combinação prévia de preços, divisão dos contratos, apresentação de documentos irregulares e criação de obstáculos que dificultaram a participação de outras empresas.

A perícia apontou que a pesquisa de preços foi realizada com apenas dois fornecedores e teria provocado um sobrepreço de R$ 124.483,03. Também foram identificados pagamentos de R$ 32.970,58 acima do valor previsto no contrato firmado com o Auto Posto Fortaleza.

O comportamento das empresas durante a licitação foi considerado suspeito pelos investigadores. Um mesmo produto era oferecido por preços diferentes dependendo do lote. Em algumas disputas, uma empresa apresentava o menor valor e vencia; em outras, cobrava mais caro pelo mesmo item, permitindo que a concorrente ficasse com o contrato.

Para o Ministério Público, a alternância não representava uma concorrência verdadeira, mas uma forma de acomodar os interesses das duas empresas. Ao final, o Auto Posto Fortaleza ficou com 56% do valor contratado, enquanto a Andrade e Coutinho recebeu os outros 44%.

Posto teria vendido mais combustível do que comprou

Um dos pontos mais graves da acusação envolve a quantidade de combustível comercializada.

De acordo com a denúncia, o Auto Posto Fortaleza comprou 90 mil litros de diesel S10, mas registrou a venda de 124.838,71 litros somente para a Prefeitura de São Pedro dos Crentes. A diferença ultrapassa 34,8 mil litros, quantidade que, conforme os dados apresentados pelo Ministério Público, não tinha origem compatível demonstrada.

A investigação também apontou que o posto estaria fechado e sem atividade regular durante parte do período em que deveria fornecer combustível ao município. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados indicaram que o empreendimento não possuía funcionários registrados entre 2011 e março de 2019.

Fotografias produzidas em outubro de 2018 mostrariam o estabelecimento fechado, com plásticos sobre as bombas e sem cobertura adequada. Mesmo nessas condições, a empresa foi vencedora de parte da licitação e recebeu recursos públicos.

Os documentos fiscais também apresentaram divergências. Enquanto informações obtidas junto à Secretaria de Estado da Fazenda indicavam vendas de R$ 458.924,83 durante o período do contrato, os documentos apresentados pela prefeitura demonstravam pagamentos de R$ 239.637,80.

Garagem da prefeitura teria virado posto clandestino

O combustível contratado não era abastecido diretamente nos veículos municipais. Conforme a investigação, ele era transportado até a garagem da Prefeitura de São Pedro dos Crentes, onde ficava armazenado em tanques e era distribuído pela própria administração.

Em depoimento citado na denúncia, Lahesio afirmou que não existia uma anotação específica para cada abastecimento. O controle seria apenas “visual” e realizado por pessoas de sua confiança.

A Agência Nacional do Petróleo informou que a Prefeitura de São Pedro dos Crentes não possuía autorização para armazenar, abastecer ou exercer atividade de revenda de combustíveis automotivos.

Na prática, segundo a acusação, a gestão municipal transformou a garagem de um prédio público em uma espécie de posto clandestino, sem autorização do órgão regulador e sem um sistema confiável para demonstrar quanto combustível entrava, quanto saía e quais veículos eram efetivamente abastecidos.

Por esse motivo, Lahesio também foi denunciado pela suposta prática de crime ambiental relacionado ao armazenamento de substância perigosa sem autorização legal.

Movimentações chegaram a R$ 44 milhões

Após a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil identificou que as pessoas e empresas investigadas movimentaram, juntas, aproximadamente R$ 44 milhões.

A conta pessoal de Lahesio Bonfim teria movimentado cerca de R$ 5 milhões no período analisado, com maior volume justamente em 2018, ano em que ocorreu a licitação investigada.

O documento também aponta a existência de 112 transferências do Auto Posto BF para a conta pessoal de Lahesio, totalizando R$ 545.229. Os repasses teriam ocorrido em valores frequentes superiores a R$ 4,5 mil.

O Auto Posto BF já havia pertencido a Lahesio e, posteriormente, passou a ser controlado por uma pessoa apontada na investigação como próxima ao então prefeito. A denúncia afirma que Lahesio teria mantido relações financeiras com pessoas e empresas ligadas ao fornecimento de combustíveis.

Outro dado considerado incompatível envolve o então presidente da Comissão Permanente de Licitação e pregoeiro de São Pedro dos Crentes. Celsivan dos Santos Jorge teria movimentado aproximadamente R$ 700 mil, embora seus pagamentos salariais somassem R$ 59.681,14 no período analisado.

Elizany Costa e Silva Rodrigues, sócia do Auto Posto Fortaleza, teria movimentado aproximadamente R$ 5,5 milhões em sua conta pessoal. O valor era superior à movimentação da própria empresa, que possuía capital social declarado de R$ 200 mil.

Segundo o Ministério Público, as movimentações demonstrariam que os envolvidos mantinham relações financeiras entre si, inclusive por meio de repasses fracionados.

Lahesio responde por três acusações

O Ministério Público denunciou Lahesio Bonfim por suposta fraude ao caráter competitivo da licitação, associação criminosa e armazenamento irregular de substância perigosa.

João Batista dos Santos Coutinho, Elizany Costa e Silva Rodrigues e Thaisa Costa Silva Rodrigues respondem por acusações de fraude em licitação, associação criminosa e transporte ou destinação irregular de substância perigosa, conforme a participação atribuída a cada um.

Celsivan dos Santos Jorge, que atuava como presidente da Comissão de Licitação e pregoeiro do município, foi denunciado por suposta fraude ao caráter competitivo da licitação e associação criminosa.

Durante a fase inicial do processo, o Ministério Público chegou a pedir o afastamento cautelar de Lahesio do cargo de prefeito. O órgão alegou que sua permanência no comando do município poderia facilitar a coação de testemunhas, a adulteração de documentos e outras interferências na produção das provas.

Agora, anos depois dos fatos investigados, a ação penal chega à reta final justamente quando Lahesio tenta retornar ao centro da política maranhense como pré-candidato ao Senado.

O processo coloca sob análise da Justiça o contraste entre o discurso público de moralidade defendido pelo ex-prefeito e uma denúncia que descreve licitação direcionada, sobrepreço, documentos irregulares, combustível vendido sem origem compatível, armazenamento clandestino dentro da prefeitura e uma rede financeira que movimentou cerca de R$ 44 milhões.

Fonte: folhadomaranhao


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