terça-feira, 15 de setembro de 2026

Maturatta convoca os Bruxos do Churrasco para celebrar o Dia do Churrasqueiro

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A Maturatta, marca da Friboi, celebra o Dia do Churrasqueiro, em 30 de setembro, com uma campanha que une duas paixões brasileiras: futebol e churrasco. Criada pela Lola\TBWA, a ação convoca os “Bruxos do Churrasco”, seleção formada por especialistas em preparar carnes na churrasqueira.

Ronaldinho Gaúcho é o camisa 10 e capitão do time. Embaixador da Maturatta, o ex-jogador também será responsável por convocar os demais craques que farão parte da escalação ao longo do mês.

A seleção terá 11 nomes, escolhidos a partir de critérios relacionados à qualidade do churrasco, como maciez, sabor e suculência, além da habilidade com a grelha. A escalação será revelada gradualmente entre 15 e 30 de setembro. Patricio, Helena e Julia são os primeiros nomes anunciados pela marca.

A campanha parte da ideia de que, assim como no futebol, o churrasco também tem seus “bruxos”: pessoas capazes de dominar a churrasqueira, acertar o ponto da carne e transformar fogo, sal e técnica em uma experiência para reunir amigos e família.

“A parceria entre a Maturatta e o Ronaldinho é a melhor representação das paixões dos brasileiros: Maturatta é a marca preferida na grelha e o Ronaldinho é o bruxo dos campos”, afirma Stephanie Pellin, gerente de Comunicação e Mídia da Friboi.

Segundo Alex Adati, VP de Criação da Lola\TBWA, a campanha aproxima os universos do futebol e do churrasco para transformar uma identificação cultural em uma convocação da marca.

A participação de Ronaldinho Gaúcho é gerenciada pela Nooke, agência que representa comercialmente o ex-jogador e participou da produção da ação junto à Lola\TBWA e à Maturatta.

Fonte: publicitarioscriativos





Amazon e OpenAI fecham parceria para levar anúncios da Amazon DSP ao ChatGPT nos EUA

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Projeto piloto permite que anunciantes selecionados alcancem usuários durante pesquisas e comparações em ferramentas gerativas, com estreia da Delta Vacations

A Amazon Ads deu início a uma parceria estratégica com a OpenAI para testar a inserção de publicidade no ChatGPT. Por meio da iniciativa, anunciantes selecionados que operam na Amazon DSP (Demand-Side Platform) passam a contar com a possibilidade de veicular campanhas direcionadas aos usuários da ferramenta de inteligência artificial nos Estados Unidos.

O modelo operacional estabelece que a Amazon Ads gerencia todo o fluxo de planejamento, ativação e otimização das campanhas, enquanto a tecnologia da OpenAI define os critérios de exibição dos anúncios. Os conteúdos publicitários são rotulados de forma clara e mantidos em seções distintas das respostas geradas pelo modelo de linguagem.

Entre os primeiros anunciantes a integrar o projeto piloto está a Delta Vacations, que utiliza a plataforma para se conectar com consumidores durante as etapas iniciais de pesquisa e planejamento de viagens. Com a integração, a Amazon Ads amplia o alcance de sua DSP para além de seus ecossistemas tradicionais, posicionando os anunciantes em ambientes conversacionais onde o público busca recomendações e compara produtos.

A movimentação reflete a corrida das grandes plataformas de tecnologia para monetizar assistentes de inteligência artificial generativa, inserindo anúncios no momento em que os usuários realizam descobertas de marcas. A utilização dos sinais de comportamento e dados de audiência da Amazon DSP dentro de um ambiente conversacional consolida uma nova fronteira para a publicidade digital voltada à intenção de compra.

Fonte: ADNEWS



Diageo lança selo para verificar procedência de bebidas

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Consumidores poderão escanear o selo nas garrafas no smartphone e verificar se os produtos foram violados

No mês em que a crise do metanol nas bebidas alcoólicas completa um ano, a Diageo anuncia o lançamento de uma tecnologia antifraude, o Selo Drink Seguro Diageo. A proposta do selo é permitir que os consumidores verifiquem a procedência e integridade dos seus produtos via smartphone.

Para fazer a verificação do selo – que fica posicionado no lacre da bebida – não será necessário baixar um aplicativo específico. O cliente precisará apontar a câmera do celular para o selo, que direciona automaticamente para a plataforma Diageo.ID. A plataforma valida a autenticidade selo e confirma a procedência do produto ou emite um alerta, caso o selo não seja validado.

Segundo a fabricante de bebidas, o selo funcionará como uma camada adicional de verificação e não substitui os controles de qualidade e segurança já adotados pela operação. A verificação pode ser feita antes das compras por consumidores e varejistas e somaria, em média, cinco segundos ao processo de compra.

O selo estará nas garrafas de whiskies Johnnie Walker, Buchanan’s, Old Parr, White Horse, Black & White, Bell’s, The Singleton, Talisker e Bulleit, de gins Tanqueray e Gordon’s, das vodkas Smirnoff, Cîroc e Ketel One, da tequila Don Julio, do rum Zacapa e do licor Baileys.

Como funciona a ferramenta?

Para permitir a verificação, cada selo possui uma “impressão digital” (fingerprint) única, com mais de 27 trilhões de combinações possíveis, que são analisadas por inteligência artificial (IA). A tecnologia, desenvolvida em parceria com a Securetrace, já é aplicada em outros ambientes que exigem padrões de autenticidade, como o passaporte brasileiro e o mercado de medicamentos.

Quando o consumidor aponta a câmera para o selo, uma IA analisa o padrão e identifica se a garrafa foi violada. Quando a autenticidade é confirmada, a tela exibe a mensagem “Selo validado com sucesso”. Se o selo não for reconhecido na primeira leitura, o consumidor é orientado a uma nova tentativa. Caso o resultado permaneça, a orientação é não consumir o produto.

O usuário é orientado, ainda, a preencher um formulário sobre a garrafa em questão. As informações integrarão uma base de dados e podem ser compartilhados com as autoridades competentes.

“Cada garrafa tem uma combinação única. Esse fingerprint tem mais de 27 trilhões de possibilidades de combinação. Nunca vai ter uma igual à outra. Isso faz com que o processo de validação seja 99.99% eficaz. Isso também faz com que consigamos aumentar a nossa inteligência de mercado sobre o que acontece na rua”, aponta Guilherme Martins, vice-presidente de marketing e inovação da Diageo.

Para apresentar o Selo Drink Seguro para o público, a companhia lança nesta terça-feira, 15, uma campanha integrada, desenvolvida pela AlmapBBDO. Com o mote “Escaneie, valide e celebre”, a ação destaca a mecânica do selo e terá filmes para TV e digital, mídia OOH e peças nos pontos de vendas.

Agenda pós-crise do metanol 

O processo de desenvolvimento da solução começou ainda no final de 2025. Já em fevereiro deste ano, a companhia começou a selar as garrafas para abastecer o mercado com produtos verificáveis. A previsão é que, até o final do ano, todo o portfólio da empresa de bebidas esteja integrado à tecnologia.

Além de oferecer autonomia para o consumidor, que pode verificar diretamente a integridade do produto, a ideia é que o selo fortaleça os parceiros comerciais, que passaram por um processo de treinamento para receber as novas embalagens.

Segundo Martins, apesar de não substituir os processos de qualidade da indústria, o desenvolvimento do selo foi acelerado pela crise do metanol. A partir do lançamento, a companhia acompanhará a adoção dos clientes como uma das métricas de execução do processo.

“Mas, de fato, o KPI de sucesso que estamos olhando para isso é como casos, como o que aconteceu, nunca mais voltem a acontecer. Isso é o principal. É para isso que estamos fazendo esse movimento, para deixar um legado mesmo para a nossa indústria”.

Fonte: M&M



O que podemos aprender com a tragédia do Nepal?

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Ainda sob o impacto da devastadora avalanche e enchente de lama no Nepal, me pergunto o que poderia ter sido feito para evitar a perda de tantas vidas. Passados 12 dias do desastre, já são mais de mil mortes confirmadas e cerca de 3 mil pessoas ainda desaparecidas. Será que poderia ter havido alguma sirene ou uma mensagem por celular que avisasse a população sobre o perigo iminente?

Alguns especialistas disseram que a velocidade do desprendimento do bloco de gelo e seu impacto no rio Trishuli, na fronteira com o Tibet, foi tão rápida que não haveria tempo para emitir um aviso de emergência. Mas, de acordo com reportagens publicadas até agora, ficamos sabendo que não existia um sistema de alerta preventivo na região atingida. Nesta semana, a Reuters revelou que avanços em um monitoramento do estado das geleiras foram interrompidos pela resistência do governo da China em compartilhar dados com o Nepal.


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O repórter Alec Luhn, que trabalha na revista britânica New Scientist, é um especialista em cobertura da criosfera (o nome dos ecossistemas congelados do nosso planeta). Em um post, ele lembrou que um evento semelhante – o colapso de um glaciar – ocorreu na Suíça no ano passado, atingindo a vila de Blatten. Na ocasião, apenas uma pessoa morreu. Isso só foi possível porque um alerta emergencial foi emitido e as pessoas deixaram a cidade em tempo.

Com o aquecimento global, os glaciares em todo mundo se tornaram muito mais instáveis. O gelo em ambientes montanhosos como aquele onde ocorreu a avalanche vai se afinando a cada ano. Na região afetada no Nepal, os verões dos dois anos anteriores tinham registrado as temperaturas mais altas na série histórica. Algumas destas geleiras demoraram milênios para serem formadas, aponta Luhn, mas poderão desaparecer apenas no período de uma vida humana.

No Brasil não temos geleiras, mas temos nossos próprios eventos extremos climáticos. A tragédia mais viva em nossa memória é a mega enchente no Rio Grande do Sul em 2024. No estado, 440 mil pessoas ficaram desalojadas e 184 perderam a vida. Naquela ocasião, houve sim uma mobilização importante dos órgãos responsáveis. Alertas meteorológicos foram emitidos, a defesa civil entrou em ação. Mas a imprevisibilidade jogou um papel importante: a transformação de uma tempestade em um evento de alta intensidade ocorreu em pouco tempo e sem que pudesse ser detectado pelos sistemas de monitoramento.

“Com isso, a lacuna que se tornou evidente no Rio Grande do Sul foi a falta de manutenção da infraestrutura existente e de investimentos para se adaptar aos novos tempos. Com a temperatura média global subindo mais do que 1,5ºC, eventos devastadores como esse são esperados. A adaptação, então, se torna a palavra do momento. Precisamos adaptar nossas casas ao calor e frio extremos. Precisamos pensar no suprimento de água e alimentos frente às secas e enchentes constantes. Precisamos de alertas de emergência climática, seja para nos salvar de uma tempestade ou de uma queimada destruidora".


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A injustiça climática

Se com alertas a capacidade de resposta já é um desafio, sem eles os impactos se tornam ainda piores. É também uma questão de justiça social. Pois, como temos visto nas situações de emergência, os mais pobres se tornam ainda mais vulneráveis. São eles que perdem todas suas economias em uma enchente ou deslizamento de terra. São eles quem têm menor chance de resistir aos impactos por estarem em zonas de risco.

Uma das maiores tempestades já registradas em um dia no Brasil ocorreu em fevereiro de 2023 em São Sebastião, no litoral de São Paulo. Ela deixou evidente esta desigualdade dos impactos climáticos. Ali, após a queda de quase 800 mm de chuva em apenas algumas horas, 65 pessoas morreram em deslizamentos de terra. A maioria vivia em ocupações irregulares nas encostas da Serra do Mar. Como no Nepal, não houve sirenes ou alertas.

Mas é preciso reconhecer que tivemos avanços importantes nos últimos anos na implementação de sistemas de alertas preventivos. Em 2011, após a tragédia que afetou as cidades serranas do Rio de Janeiro, o governo da então presidente Dilma Rousseff deu um passo fundamental com a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden. Este órgão público reúne alguns dos mais qualificados cientistas e técnicos do país e se tornou parte do nosso dia-a-dia com seus avisos sobre as chuvas e secas extremas. Ao mesmo tempo, vimos uma integração grande da infraestrutura de comunicação, permitindo que a defesa civil possa enviar alertas diretamente nos celulares de cada cidadão. 

Ainda assim, vamos precisar de mais.  

A Organização Meteorológica Mundial, parte das Nações Unidas, tem promovido com força um programa chamado “Alertas Preventivos para Todos” (Early Warning for All, em inglês). Com a tecnologia existente – satélites de monitoramento em tempo real, redes de comunicação globais – é possível evitar a perda de vidas e antecipar o pior. Além disso, há cada vez mais um acúmulo de conhecimentos tradicionais ou boas soluções que podem ser compartilhadas entre países. Nem sempre é a tecnologia que faz a diferença. Existem casos, como visto entre populações indígenas na Indonésia, em que os anciões com conhecimento profundo sobre as marés, foram capazes de alertar suas comunidades sobre a chegada de um tsunami.    

Por fim, há um outro importante desafio no meio de tudo isso: o combate à desinformação. Essa foi uma lição aprendida nos incêndios em Los Angeles no ano passado. Muitas pessoas perderam suas casas por não acreditarem nos alertas emitidos pela imprensa. Por terem deixado de acompanhar os canais tradicionais de notícias, pessoas foram literalmente vítimas das informações falsas.

momento em que a mudança climática se intensifica e a adaptação se torna urgente, abraçar o negacionismo (alô, Flávio Bolsonaro!) é mais do que um risco. É uma ameaça!  

Para saber mais

Prevention Web – site de notícias e recursos da agência da ONU para redução de riscos de desastres  

Fonte: agenciapublica



"Duas metades de cavalo não fazem um cavalo."

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Não basta ser casta e honesta, é também necessário parecer ser. O "ser" não é o essencial; o "parecer" é o indispensável. - Lima Barreto

Tudo aberto

André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados ao Banco Master a pedido de Edson Fachin. O presidente do STF também determinou o envio da íntegra dos processos a todos os ministros, que terão acesso ao material antes da sessão extraordinária de terça-feira. (Clique aqui)

Caixa de Pandora

Abrir 15 procedimentos do caso Master pode ser juridicamente salutar e institucionalmente explosivo. São milhares de arquivos. Só o processo principal reúne mais de 500 documentos, sem contar os outros 14 agora abertos. Transparência é indispensável, mas despejar tamanha massa documental na praça pública a poucos dias da eleição dificilmente produzirá apenas esclarecimento. Virão mensagens, nomes, encontros, recortes convenientes e munição para campanhas de todos os lados. Nada como uma crise entre ministros do STF, Polícia Federal, políticos e banqueiros para trazer serenidade à reta final eleitoral.

O Congresso em Foco fará o trabalho menos ruidoso e mais trabalhoso: separar o que é politicamente relevante do que é apenas bisbilhotice. A cobertura estará concentrada nos atores políticos, nas relações de poder, em eventuais ilícitos e nos fatos de interesse público. Conversa privada sem relevância jornalística, mexerico e devassa da intimidade podem render barulho. Não necessariamente notícia.

Abertura de inquérito

Momentos antes da decisão acima, em sabatina no SBT, Lula defendeu a abertura total do inquérito do Banco Master, sem restrições em relação a possíveis investigados. O chefe do Executivo também elogiou a intervenção de Fachin. (Clique aqui)

Defesa da PF

Questionado sobre a disputa em torno da permanência de Andrei Rodrigues na direção da PF, Lula reiterou que mantém a confiança no delegado. (Clique aqui)

Em silêncio

Alexandre de Moraes anunciou e logo depois cancelou pronunciamento que faria ontem, em meio ao agravamento da crise no STF. (Clique aqui)

Clima de dia D

O pronunciamento convocado e depois cancelado por Alexandre de Moraes fez Brasília reviver o "dia D" de Michel Temer em 2017. Entenda. (Clique aqui)

Cautela

Edson Fachin cancelou a sessão extraordinária do STF prevista para ontem. O Plenário se reúne na próxima terça para discutir os impasses jurídicos relacionados às apurações que atingem ministros do Supremo. (Clique aqui)

Com pipoca

Alessandro Vieira quer o Senado reunido no mesmo horário em que o STF julgará os desdobramentos do caso Master. O senador aponta conflito de interesses na crise que envolve a Corte e defende que o Legislativo exerça o papel de fiscalização. (Clique aqui)

Cobra respostas

OAB pediu acesso a investigações que envolvem ministros do STF e defendeu a saída de Paulo Gonet de procedimento relacionado ao caso Master. (Clique aqui)

Mais mulheres

Simone Tebet usou as investigações sobre o Banco Master para defender maior participação feminina na política e nos espaços de poder. Candidata ao Senado afirmou que não há mulheres entre os líderes ou políticos envolvidos no esquema. (Clique aqui)


Dark Horse na mira

PF fez buscas contra Mario Frias em investigação sobre possível uso irregular de recursos públicos no filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A operação foi autorizada por Flávio Dino. (Clique aqui)

Siga o dinheiro

Após a quebra de sigilo da operação, foi possível saber que a PF rastreou uma sequência de transferências que pode ligar recursos de emendas indicadas por Mario Frias à produtora de Dark Horse. (Clique aqui)

Quem é

Galã de Malhação nos anos 1990, secretário de Cultura de Bolsonaro e hoje deputado federal, Mario Frias vem de uma família com nomes conhecidos do esporte, como João Saldanha e Bebeto de Freitas. Conheça a trajetória do parlamentar. (Clique aqui)

Tudo transparente

Alvo da operação, Mario Frias afirmou que a emenda de R$ 2 milhões investigada pela PF foi destinada a projetos esportivos e de letramento digital. Deputado disse que apresentará documentos. (Clique aqui)

Pode revirar

Flávio Bolsonaro voltou a negar irregularidades no financiamento de Dark Horse e atribuiu a operação da PF a uma tentativa de interferência eleitoral. "Não tem um centavo de dinheiro público." (Clique aqui)

Tudo igual

Tecnicamente empatados em eventual segundo turno, Flávio aparece com 46,4% das intenções de voto, contra 46,2% de Lula, em pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. (Clique aqui)

Terceira via?

Augusto Cury afirmou que não apoiaria Lula em eventual segundo turno das eleições de 2026. Com Flávio, o discurso é diferente: Cury admite apoiá-lo se o caso Dark Horse for esclarecido. (Clique aqui)

Recado diplomático

Lula disse que o Brasil não aceitará interferência estrangeira nas eleições de 2026 e que os Estados Unidos serão "derrotados" caso tentem influenciar o processo eleitoral. (Clique aqui)

Por Machado de Assis


REFERÊNCIA: "Duas metades de cavalo não fazem um cavalo." - Trecho retirado do livro "Contos Fluminenses. Obras Completas de Machado de Assis, Vol.20. São Paulo: W. M. Jackson Inc. Ed., 1957."

Fonte: congressoemfoco


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Seu candidato enriqueceu com a política? Fique de olho!

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Com o início da campanha eleitoral, os candidatos estão declarando o próprio patrimônio à Justiça Eleitoral – a abertura das contas é uma obrigação prevista na Lei das Eleições de 1997. Por um lado, é uma boa regra de transparência; por outro é até perigoso, pois alguns aumentaram tanto seu patrimônio que isso pode gerar incentivos perversos e motivações bastante escusas para entrar na política.

Entre os presidenciáveis, Lula perdeu 35,7% e Romeu Zema ganhou 37,8%; Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado ainda não declaram o patrimônio atual até a publicação da coluna; quanto a Renan Santos, não temos o patrimônio de quatro anos atrás para saber se ele aumentou ou diminuiu.

Em termos porcentuais, alguns dos candidatos que mais aumentaram seus bens foram Nikolas Ferreira (PL, +10.488%), Tarcisio Motta (Psol, +2.337%), Paulo Pimenta (PT, +870%); Chico Alencar (Psol, +399%); João Roma (PL, +298%). Mas também houve quem perdeu patrimônio, como Weverton Rocha (PDT, -45,8%), Ciro Gomes (PDT, -42%), Eduardo Riedel (PP, -22,2%) e Erika Hilton (Psol, -20,1%). No entanto, em termos absolutos, a situação muda muito: alguns têm patrimônio de milhões de reais; outros, de poucos milhares de reais. Políticos em primeiro mandato podem ter grandes saltos se tinham poucos bens antes de serem eleitos em 2022.


Erika Hilton declarou um patrimônio de R$ 15 mil, menos que os R$ 20 mil de quatro anos atrás, mas diz-se que suas roupas e joias de grife valeriam quase R$ 200 Mil. Jean Wyllys – sim, ele tentará voltar, agora no PT – também declarou um patrimônio com perdas de 80%, culpando Jair Bolsonaro (claro, a culpa de tudo é dele) por ter sido “obrigado” a sair do país e, com isso, ter perdido renda e patrimônio. Mas, nos últimos quatro anos de Lula, ele também não exerceu nenhum cargo político. Marina Helena teve um aumento de 63% em seu patrimônio, mas ela não tem mandato: em 2022, ela se candidatou à prefeitura de São Paulo e agora será candidata à Câmara dos Deputados; portanto, ganhou esse dinheiro no mercado, livremente.

Além das curiosidades dos dados, qual a moral da história?

Obviamente, ganhar dinheiro legalmente não é um problema – nem para quem tem mandato, nem para quem não exerceu nenhum cargo político desde 2022. Éimportante lembrar que o patrimônio de alguém pode aumentar por doações ou herança; e o fato de o patrimônio de um político não ter aumentado significa pouco, pois parentes ou “laranjas” podem ter enriquecido. O ponto é que alguns desses ganhos são tão grandes que podem gerar suspeitas e incentivos perversos.

Considerando a taxa Selic e os juros compostos, nesses últimos quatro anos deixando dinheiro investido, o ganho seria de cerca de 74%; acima disso, os valores foram bem investidos; abaixo disso, houve más escolhas. E, ainda que tenha sido tudo perfeitamente legal, onde esses políticos encontraram tempo para investir tão bem assim? Será que não tiraram tempo da atividade para a qual foram eleitos e pela qual são pagos? Será que não têm relações escusas com empresários? Será que não receberam favores (e, se receberam, em troca de quê)? E, por fim, compare agora esses números com os seus. Seu patrimônio cresceu tanto assim?

Se em política se ganha muito dinheiro, temos um problema. Se em política se ganha mais dinheiro que em outras atividades, temos um problema ainda mais grave, porque isso indica que temos um “desvio de cérebros” de atividades produtivas para a política. E significa também que a política passa a ser vista como fonte de dinheiro, o que atrai as pessoas erradas, pelos motivos errados.

O ex-presidente americano Harry Truman dizia que “um servidor público honesto não pode ficar rico com a política”. Querer usar um mandato para enriquecer é, no mínimo, uma péssima sinalização e um péssimo incentivo. Quando a política é vista como uma forma de fazer dinheiro, de subir na vida, de se afirmar, o problema é sério. Os incentivos perversos e a corrupção moral da máquina política são tamanhos que esse é só um dos vários casos que nos lembram sempre a mesma coisa: o sistema é podre.

Fonte: gazetadopovo