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terça-feira, 25 de novembro de 2025

Projetos comunitários impulsionam a geração de renda de microempreendedores em São Luís

Imagem: reprodução


Feirinha do Território e Lembrança de Praia são iniciativas que fortalecem a economia local ao gerar oportunidades para microempreendedores comercializarem seus produtos e transacionarem suas carreiras, preservando o os saberes tradicionais e a cultura ancestral das comunidades

A social tech maranhense Reapp Mobi está desempenhando um papel importante na conexão entre organizações sociais, empreendedores e comunidades locais. Em São Luís (MA), dois projetos apoiados pela plataforma, o Feirinha do Território, promovido pelo Instituto Mariana, e o Lembrança de Praia, desenvolvido em parceria com empreendedores locais, estão fortalecendo a economia solidária e impulsionando o turismo de base comunitária em territórios tradicionais.

“Apoiar projetos em nosso Estado de fundação, fortalecendo-os  financeiramente e com orientação de governança comunitária, é importante para mostrar a potência e capacidade de auto gestão desses territórios para os grandes centros financeiros do país. Que por vezes cercam-se de protetivos administrativos ao apoiar comunidades e organizações distantes de seus escritórios, o que as fazem deixar de lado o principal: as ações efetivas para diminuição das desigualdades", comenta Jovemar Júnior, diretor-executivo da Reapp Mobi.

Feirinha do Território nasceu em 2022 como uma alternativa para empreendedores que perderam renda durante e após a pandemia de Covid-19. O projeto, que reúne de 20 a 25 expositores por edição, oferece uma vitrine para pequenos negócios locais, com produtos que vão desde alimentação e roupas até artesanato.


Imagem: reprodução

“A Feirinha surgiu como uma forma de reunir pessoas que estavam sem renda. Começamos realizando os encontros no espaço Viva, na Cidade Operária, e depois trouxemos as atividades para o Instituto Mariana, onde conseguimos manter o evento”, explica Neuza Ribeiro, CEO do Instituto Mariana.

O projeto, que já beneficiou 42 empreendedores, está passando por uma pausa temporária devido à regulamentação da prefeitura sobre o uso de espaços públicos, mas deve retornar ainda neste ano. “Nossa previsão é retomar a Feirinha no início de novembro ou, no mais tardar, em dezembro, quando o público também está mais animado com as compras de fim de ano”, adianta Neuza.

Para participar, os interessados realizam um cadastro e integram grupos de comunicação, como o WhatsApp, nos quais recebem informações sobre datas, estrutura e seleção. “A estrutura é toda montada por nós. Nós fazemos a divulgação na comunidade e no Instagram do Instituto Mariana, onde as pessoas podem acompanhar as novidades”, completa Neuza.

A parceria com a Reapp Mobi fortaleceu a divulgação e a estrutura do projeto. “Eles estão conosco desde o início, registrando os dados das nossas ações e incentivando o fortalecimento das iniciativas locais”, complementa. 

Turismo comunitário que transforma realidades

Com o apoio da social tech, o projeto Lembrança de Praia ganhou força para promover a sustentabilidade social e econômica em comunidades tradicionais do litoral maranhense. A iniciativa facilita a transição de carreira de moradores de comunidades tradicionais da subsistência para o turismo de base comunitária, unindo gastronomia, cultura e meio ambiente em experiências que valorizam os saberes ancestrais e geram renda local. Voltado à região costeira  de São Luís, o projeto oferece aos visitantes um café da manhã regional feito pela comunidade e experiências  de pesca artesanal e outras atividades tradicionais, fortalecendo o protagonismo das comunidades e o compromisso com a preservação ambiental.

Presente em três comunidades (Araçagy, Olho de porco e Mangue-seco) do Maranhão, a iniciativa atua em parceria com organizações locais, como o Sesc Maranhão, promovendo autonomia e sustentabilidade por meio de capacitações e ações de educação ambiental. A meta é preparar 120 pessoas de comunidades tradicionais para atuar no turismo de base comunitária até 2027. Além disso, o projeto busca articulação com políticas públicas de turismo, cultura e meio ambiente, para garantir recursos e apoio à continuidade das atividades locais.

“Esse projeto trouxe muitos benefícios para o meu estabelecimento e para a comunidade”, conta Nilzete Ferreira, do Cantinho da Nil, empreendedora local e uma das responsáveis pela parte gastronômica do projeto. A cada edição, cerca de oito pessoas trabalham diretamente na experiência, entre cozinheiras, garçons e pescadores da região. “O projeto está trazendo visibilidade para o meu restaurante e para a nossa comunidade. Temos as meninas da cozinha, os garçons que servem e os meninos da vila que participam da demonstração da pesca. Todos estão envolvidos”, relata.

A iniciativa também impulsiona o desenvolvimento profissional dos participantes. “A Reapp foi essencial nesse nosso convívio e visibilidade, porque está trazendo muitas pessoas para o café da manhã, o passeio e a experiência da pesca. Melhorou para mim e para toda a equipe. Investimos mais no café da manhã, aumentamos a qualidade do serviço e tivemos mais movimento. O Lembrança de Praia foi uma das portas que mais deu visibilidade ao restaurante”, complementa Nilzete.

Conexão entre organizações sociais e doadores

Criada no Maranhão, a Reapp Mobi é uma social tech que conecta organizações sociais a empresas e doadores. A plataforma de captação de recursos e governança comunitária nasceu a partir da experiência do publicitário Jovemar Júnior, que decidiu direcionar sua carreira ao fortalecimento do terceiro setor.

Lançado em 2025, o aplicativo da Reapp Mobi foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e a Universidade de Lancaster, no Reino Unido, dentro do programa Digital Good Network — sendo a única iniciativa do Nordeste a integrar o projeto. Construída de forma colaborativa com 18 instituições de São Luís, a plataforma já reúne 110 organizações de 12 estados, com meta de chegar a 450 até o fim do ano.

Com uma interface inspirada nas redes sociais, a Reapp já incentivou mais de 25 projetos e distribuiu R$ 4 milhões em recursos, impactando mais de 2.600 famílias em todo o país. A social tech atua alinhada ao ODS 17 da ONU, que busca fortalecer as parcerias para o desenvolvimento sustentável. Mais informações sobre a plataforma estão disponíveis em @reappmobi -  reappmobi.org.


Fonte: DePropósito Comunicação de CausasJéssica Amaral

sábado, 27 de setembro de 2025

Empreenda Jovem abre inscrições para capacitar 100 jovens com mentoria e capital semente

 


Iniciativa gratuita da Aliança Empreendedora oferece formação online com conteúdos, mentorias e capital semente de R$ 400 para os 50  microempreendedores destaque

Voltado para jovens entre 15 e 29 anos, a Aliança Empreendedora, por meio do programa de mentoria Guru de Negócios, em parceria com o Instituto Localiza, está com inscrições abertas para a segunda edição da trilha Empreenda Jovem, iniciativa que oferece formação gratuita, mentoria coletiva e capital semente para quem já empreende ou deseja tirar suas ideias do papel. O projeto faz parte do Tamo Junto, multiplataforma da organização que reúne mais de 240 conteúdos gratuitos para microempreendedores. O prazo para inscrição vai até 30 de setembro e podem ser realizadas pelo link tamojunto.aliancaempreendedora.org.br/trilhas/empreenda-jovem

O processo seletivo do programa inclui duas etapas: assistir a cinco videoaulas disponíveis na Trilha de Conteúdos Empreenda Jovem da plataforma Tamo Junto e, depois, preencher o formulário de inscrição para a fase de aceleração. Ao todo, 100 jovens serão selecionados para participar de uma jornada de cinco semanas de mentorias online, encontros em grupo e desafios práticos. Os 50 participantes que mais se destacarem nesta etapa receberão um capital semente de R$ 400 para investir em seus negócios.

“Acreditamos no potencial empreendedor da juventude brasileira e sabemos que, com o apoio certo, esses jovens podem transformar suas realidades e comunidades. O Empreenda Jovem foi pensado justamente para oferecer esse suporte, de forma prática, acessível e inspiradora”, destaca Jhenifer Bernardo, líder do programa Guru de Negócios da Aliança Empreendedora.

Jornada prática e incentivo financeiro

De acordo com um estudo do Sebrae, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc), o empreendedorismo entre jovens de 18 a 29 anos cresceu 25% nos últimos 12 anos. Em 2024, esse movimento alcançou um marco histórico, com mais de 4 milhões de jovens à frente de seus próprios negócios. Esses dados mostram que os jovens estão empreendendo mais e alcançando melhores resultados.

Entre os jovens que já passaram pela primeira edição do Empreenda Jovem, dois microempreendedores mostram como a formação e o acompanhamento podem ser transformadores. Evelin Silva, 25 anos, é mãe e empreendedora no Jaraguá, zona norte de São Paulo (SP). Ela criou o Variedades da Vic, negócio de laços infantis para cabelos e artesanato que nasceu como uma renda extra, mas que hoje se tornou sua principal fonte de sustento.

“Todos os temas que o programa proporcionou foram muito importantes, principalmente o financeiro, pois era algo que eu precisava no momento. Hoje, o maior desafio em ser um empreendedor jovem no Brasil é que não temos tantas oportunidades em receber patrocínio ou outras coisas por ser jovem. Meus planos para o futuro é que minha loja continue crescendo e seja bem reconhecida, e eu consiga me manter somente com o meu salário vindo dos artesanatos dos lacinhos”, conta Evelin.

Já Emanoel Lopes, 26 anos, de Parnaíba (PI) transformou seu interesse em marketing digital em um negócio e fundou a “eugência” (como ele se refere) Lopes Agência. Ele conheceu a Aliança Empreendedora ao procurar parcerias para uma ONG em que trabalhava e acabou mergulhando no Empreenda Jovem.

“Eu concluí a trilha em três ou quatro dias e participei de quase todas as mentorias, só perdi duas por conta de horários. Os temas que mais me despertaram interesse foram sobre vendas e marketing, por ser a minha área de atuação. Comecei a implementar o que aprendi, li o livro Spin Selling por indicação de uma mentora e isso foi um divisor de águas na minha vida, porque consegui oferecer meus serviços de uma maneira bem mais eficiente”, relembra Emanoel.

Para ele, empreender jovem no Brasil ainda é um desafio. “Quando a gente é jovem e quer empreender, parece que precisa aprender tudo de uma vez: precificar, vender, entregar, lidar com burocracia, entender finanças e ainda se virar no marketing. É uma enxurrada de coisas, e sem alguém para ajudar a organizar tudo de forma simples, fica muito fácil se sentir perdido. Além disso, existe a dificuldade de conseguir crédito, se destacar em um mercado competitivo e até encontrar apoio ou capacitação adequada. Não é à toa que muita gente acaba seguindo caminhos mais fáceis”, reflete.

Mesmo diante das dificuldades, Emanoel deixa um conselho para quem está começando. “Não se prenda a aprender tudo para começar, aprenda o básico e apenas comece. O resto você aprende no caminho. Procure estar rodeado de pessoas que pensam igual a você, que te entendam, e só continue. Pode parecer difícil, mas quando estamos construindo algo do zero sempre é mais complicado e recompensador no final”.

Empreendedorismo entre jovens cresce no país

Imagem: reprodução

Pensando na profissionalização dos jovens, a Tamo Junto é uma das principais referências de apoio ao microempreendedor brasileiro. Com mais de 300 mil inscritos, a plataforma oferece cursos online gratuitos em áreas para o desenvolvimento dos negócios, como marketing e vendas, finanças, formalização do MEI, precificação, além de conteúdos voltados ao bem-estar e ao comportamento empreendedor, e hoje conta com os parceiros institucionais a Pluxee e o Instituto Heineken.

Além disso, os usuários encontram artigos com dicas práticas, videoaulas, histórias inspiradoras e ferramentas de gestão como planilhas de controle de vendas, livro caixa e modelos de precificação. Os conteúdos podem ser acessados via desktop ou celular e são desenvolvidos com linguagem simples, voltada especialmente para empreendedores em situação de vulnerabilidade. 

E o impacto é comprovado. Segundo dados da Tamo Junto, entre os participantes avaliados três meses após a formação, 93% continuam empreendendo, 45% aumentaram sua renda pelo negócio e 19% iniciaram um novo negócio. “O Tamo Junto nasceu em 2015 com o sonho de chegar e estar mais perto dos microempreendedores de todo o Brasil, um movimento que até hoje é desenhado para de fato compreender as principais dificuldades do público que empreende e se encontra em situação de vulnerabilidade, e vê no empreendedorismo uma ferramenta de inclusão e geração de renda. Acreditamos que todas e todos podem empreender, pois diariamente enxergamos essa potência. Para isso, nos conectamos com organizações, voluntários e governos que nos apoiam em levar o Tamo Junto para ainda mais pessoas e regiões”, complementa Helena Casanovas Vieira, cofundadora da Aliança Empreendedora e Líder de Projetos do Tamo Junto. 

Serviço

Inscrições para o Empreenda Jovem

Sobre a Aliança Empreendedora

A Aliança Empreendedora acredita que todos e todas os brasileiros podem empreender de forma digna e justa, e usa o empreendedorismo como forma de transformar o Brasil. Em 20 anos já apoiou mais de 300 mil microempreendedores, recebendo em 2023 o Prêmio de Melhor ONG de Geração de Renda do Brasil. Neste sentido, capacita e apoia gratuitamente microempreendedores formais e informais em comunidades e periferias de todo o país, gerando inclusão e desenvolvimento econômico social, em parceria com empresas, governos, organizações sociais e interessados na causa. Saiba mais em: www.aliancaempreendedora.org.br

Fonte: DePropósito Comunicação de CausasJéssica Amaral

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Tecnologia no aluguel de carros é tema de curso em São Luís

 

Imagem: reprodução - divulgação

Curso acontecerá no dia 25 de setembro e está com as inscrições abertas

A Universidade Corporativa do Setor de Locação de Veículos (UNIABLA) realiza, no dia 25 de setembro (quinta-feira), em São Luís, o curso “Tecnologia e Inovação” para empresários, gestores e outros profissionais que trabalham com locação de veículos no Maranhão. O curso acontecerá das 8h às 17h30, no Hotel Luzeiros - Rua João Pereira Damasceno, nº 2 Lote 02 Área B - Ponta do Farol.

O instrutor será Julian Gritsch, empreendedor com 25 anos de experiência e CEO da JGCorp, que apresentará casos reais do mercado brasileiro. “Vamos mostrar como as locadoras devem usar a tecnologia para reduzir custos com manutenção, gestão de frotas, para melhorar a experiência dos clientes e ainda aumentar a eficiência operacional”, adianta Gritsch.

Segundo ele, o Brasil está se tornando referência mundial em inovação na atividade de aluguel de veículos. “Aplicar a inteligência artificial e outras soluções deixou de ser uma opção e passou a ser um fator competitivo essencial”, destaca o instrutor, que também é responsável pela elaboração do “Guia Definitivo das Locadoras” e do “RentalCast”, podcast referência no setor de aluguel de veículos.

As inscrições estão abertas, com investimento de R$ 385 por participante. Profissionais de locadoras que fazem parte da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA) e/ou do Sindicato das Locadoras têm desconto e pagam R$ 219. Orientações e informações para interessados podem ser obtidas via WhatsApp (11) 97390-9283.

Nesta edição do evento em São Luís, o curso terá a Mardisa Autos, Audi Recife, Bremen, Hyundai Pateo, Grupo Parvi e Toyolex como patrocinadores. E apoio do Sindloc/MA.

UNIABLA

A Uniabla é a principal responsável pela qualificação dos recursos humanos do setor de aluguel de carros no Brasil. Desde 2016, já capacitou aproximadamente 10 mil profissionais nas modalidades presenciais e de Ensino a Distância (EAD). “O propósito é disseminar conhecimento para desenvolver pessoas e empresas de locação”, diz o coordenador da Uniabla, Leonardo Soares.

Os cursos são de curta duração, com média de 8 horas e realizados em um único dia, de maneira itinerante nas capitais e principais cidades do país. Cada etapa conta com apoio dos sindicatos patronais das locadoras (Sindlocs) e das diretorias da ABLA em cada estado.

Fonte: Agência Em Foco Carol Maia