Mostrando postagens com marcador DENÚNCIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DENÚNCIA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de março de 2026

Escândalo no Pé-de-Meia: quase 3 mil pessoas já falecidas teriam recebido o benefício, aponta o TCU

Camilo Santana (PT) - Ministro da Educação - Imagem: reprodução

O Tribunal de Contas da União apontou, na quarta-feira (18), problemas no controle do programa Pé-de-Meia, destinado a alunos de baixa renda da rede pública de ensino médio. Em decisão oficial, o órgão determinou a suspensão de pagamentos considerados irregulares e a atualização dos cadastros dos beneficiários.

Na análise, foram encontrados repasses a 2.712 pessoas com CPF vinculado a indivíduos já falecidos, além de 12.877 beneficiários com renda acima do permitido pelas regras do programa. Também surgiram situações de acúmulo indevido com o Bolsa Família e inconsistências em registros de matrícula em diversos municípios.

Criado com o objetivo de combater a evasão escolar, o Pé-de-Meia pode garantir até R$ 9,2 mil por estudante ao longo do ensino médio.

De acordo com o TCU, as irregularidades representam menos de 0,5% dos cerca de 4 milhões de participantes, mas evidenciam falhas que precisam ser corrigidas. 

A apuração começou após suspeitas de inconsistências nos números do programa. Apesar dos problemas identificados, o órgão concluiu que não há indícios de fraude generalizada e que o total de beneficiários é compatível com o número de matrículas, embora ainda existam questões relacionadas à elegibilidade.

Fonte: tesejuridica






terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

SANTA HELENA – MPMA aciona envolvidos em esquema de “servidores fantasmas” na Prefeitura

Imagem: reprodução

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de Santa Helena, pediu, em Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa, ajuizada no dia 4 de fevereiro, a indisponibilidade de bens de seis servidores municipais para garantir o ressarcimento aos cofres públicos pelos danos causados por um esquema de servidores fantasmas na Prefeitura.

A manifestação, assinada pela promotora de justiça Rita de Cássia Pereira Souza, cita outros seis integrantes do esquema, incluindo o prefeito João Jorge Jinkings Pavão Filho (mais conhecido como Joãozinho Pavão), o ex-gestor Zezildo Almeida Júnior, que administrou a cidade no período entre os anos de 2021 e 2023, e a secretária municipal de Educação, Rosinelba Ferreira.

A lista de requeridos inclui, ainda, Everlany Silva Corrêa, Safira Roland Dias, Wariston José Lobato Dias, João Paulo Furtado Lopes, Yane Dias Lobato, Wedy Soares Pinheiro, Adenrouse Ferreira Dias, Fábio Moreira de Freitas e Madair Roland Dias. Destes, cinco são servidores efetivos, três são servidoras comissionadas e a irmã de uma servidora efetiva.

O esquema causou danos ao erário municipal no valor de 522.793,68.

ESQUEMA

Uma das principais integrantes do esquema é Everlany Corrêa que, apesar de ter cargo efetivo de professora, mora em São Luís e atua como influenciadora digital. Safira Roland reside e trabalha como farmacêutica em Porto Alegre (RS). Além disso, a irmã dela, Madair Roland, a substitui em sala de aula, há pelo menos dois anos.

Também chama atenção o caso do enfermeiro Wariston José Dias, com cargo efetivo, mas que mora e trabalha em São Paulo (SP). Outro caso é o de João Paulo Lopes, servidor que é lotado em uma secretaria municipal e reside em Aparecida de Goiânia (GO).

Wedy Pinheiro, com cargo de vigia em uma creche, viaja com frequência e deixa um terceiro, exercendo as funções dele e simulando presença ao trabalho. Servidora comissionada, Yane Lobato atua como esteticista em São Luís. Fábio Freitas atua como taxista ao invés de desempenhar atividades na escola em que é lotado.

Questionada pelo MPMA, a secretária municipal de Educação, Rosinelba Pereira Ferreira, prestou informações falsas. “Além disso, ela possui nítido interesse no esquema porque a filha dela, Adenrouse Dias, também é investigada como ‘servidora fantasma’ com dispensa de frequência autorizada pela gestão”, relatou a promotora de justiça.

GESTORES

“Mesmo diante da evidência de servidores residindo em outros estados e atuando em atividades privadas incompatíveis (como a de influenciadora digital na capital maranhense), Zezildo Almeida Júnior e João Jorge Jinkings Pavão Filho mantiveram o pagamento integral de seus vencimentos por anos. Não havia qualquer controle de frequência ou fiscalização sobre estes ‘servidores fantasmas’, permitindo que o erário fosse dilapidado”, apontou a representante do MPMA.

No caso de Zezildo Jr, a participação no esquema é evidenciada pela assinatura de documentos oficiais que mantinham o vínculo de servidores que não compareciam aos seus postos de trabalho.

Quanto a João Jorge, o caso é mais grave. Provas como prints de conversas de WhatsApp demonstram que ele negociou diretamente com a servidora Everlany Corrêa, permitindo que ela morasse em São Luís e permanecesse em suposto regime de “home office”, o que não existe na legislação municipal, em troca de apoio político e divulgação eleitoral. “Isto configura o uso da máquina pública para satisfação de interesses pessoais e eleitoreiros, facilitando o enriquecimento ilícito de terceiros com nítido desvio de finalidade”.

PEDIDOS

Quanto a Everlany Corrêa, Safira Roland, Wariston Dias, João Paulo Lopes, Wedy Pinheiro, Yane Lobato, Adenrouse Dias, Fábio Freitas e Madair Dias, o MPMA requer a condenação à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio e das respectivas funções públicas, suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, pagamento de multa equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios/incentivos fiscais ou creditícios por prazo até 14 anos.

Em relação ao ex-prefeito Zezildo Almeida Júnior, ao prefeito João Jorge Jinkings Pavão Filho e à secretária municipal Rosinelba Ferreira, o pedido é a condenação à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, pagamento de multa equivalente ao valor do dano causado ao erário e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios/incentivos fiscais por até 12 anos.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Ainda com o objetivo de combater o esquema de servidores fantasmas e garantir a correta aplicação dos recursos públicos, o MPMA ajuizou uma Ação Civil Pública, em 3 de fevereiro, para obrigar o Município de Santa Helena e o prefeito João Jorge Jinkings Pavão Filho a implantarem o controle eletrônico biométrico, no prazo de 30 dias, para todos os servidores (efetivos, contratados, cedidos e comissionados).

“O Ministério Público recebeu diversas denúncias acerca da existência de servidores que não comparecem ao local de trabalho, mas recebem regularmente seus vencimentos, o que demonstra que não há efetivo controle de frequência e dificulta saber se o servidor público está cumprindo com seu dever de assiduidade”, declarou a promotora de justiça Rita de Cássia Pereira Souza.

Outra Ação Civil Pública por ato de Improbidade Administrativa envolve o servidor Yann Markus Lobato Souza. Contratado em 2022 como nutricionista, recebe vencimentos dos cofres públicos de Santa Helena, mas reside em outro Estado e há muito tempo não comparece ao município, conforme denúncias enviadas à Ouvidoria do MPMA.

Contra o servidor, a ação requereu a aplicação de sanções como perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; perda da função pública que ocuparem ao tempo do julgamento; suspensão dos direitos políticos por até 14 (catorze) anos; pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios/incentivos fiscais ou creditícios por prazo não superior a 14 anos.

Fonte: CCOM-MPMA




terça-feira, 20 de janeiro de 2026

DENÚNCIA! ONG anticorrupção diz sofrer "escalada de assédio" do governo Lula

Imagem: reprodução

A Transparência Internacional, organização sem fins lucrativos que atua no combate à corrupção, afirmou que sua unidade no Brasil enfrenta uma “escalada de assédio” por parte de membros do governo Lula. Segundo a ONG, declarações públicas tentam deslegitimar seu trabalho por meio de acusações sem comprovação e alegações de motivação política. A manifestação foi divulgada pelo secretariado global da organização, sediado em Berlim.

Em nota, a entidade diz que “seu capítulo brasileiro está enfrentando uma escalada de assédio vinda de membros do governo brasileiro”, apesar de o próprio governo defender publicamente o papel das organizações da sociedade civil na formulação de políticas públicas, na governança democrática e na prevenção da corrupção, especialmente em programas de grande volume de investimentos públicos.

A ONG afirma que o braço brasileiro participa de iniciativas governamentais e atua em debates sobre políticas públicas e mecanismos de controle, com recomendações baseadas em evidências e foco no fortalecimento institucional e na proteção de recursos públicos.

Pedido de independência

O presidente do Conselho Global da Transparência Internacional, François Valérian, manifestou apoio à unidade brasileira e pediu que o governo cesse o que a entidade classifica como assédio, defendendo que organizações da sociedade civil exerçam análise independente sem retaliações.

A nota menciona ainda declaração recente de um integrante do governo segundo a qual a Transparência Internacional – Brasil estaria sob investigação da Polícia Federal. De acordo com a organização, “não há registros públicos dessa investigação, e a Transparência Internacional – Brasil não foi formalmente notificada nem recebeu documentação oficial”. Diante disso, a entidade informa ter enviado cartas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a outros ministros solicitando esclarecimentos.

O texto cita também que, em outubro, a Transparência Internacional já havia reagido a ataques após autoridades do alto escalão do Judiciário brasileiro repetirem publicamente alegações que a organização classifica como infundadas sobre seu financiamento e suas atividades.

Por Paulo Cappelli


Fonte: metropolis

sábado, 8 de novembro de 2025

CENSURA E INTIMIDAÇÃO NO MARANHÃO! O caso Fred Campos e o ataque à liberdade de imprensa

Imagem: reprodução 


Indiciado por corrupção ativa e alvo da Operação 18 Minutos, o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), tenta usar o poder político para intimidar a imprensa que denuncia sua gestão

No Maranhão, a inversão de valores chegou a um ponto em que o poder parece andar de cabeça para baixo. A expressão popular “o poste mijando no cachorro” descreve, com precisão desconfortável, o que se observa quando autoridades públicas, sob investigação por corrupção, passam a usar a máquina estatal para intimidar jornalistas e silenciar denúncias que deveriam, no mínimo, ser apuradas com transparência.

O caso mais recente envolve o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB). O gestor, indiciado pela Polícia Federal por corrupção ativa — crime previsto no artigo 333 do Código Penal —, tenta agora calar a voz da imprensa que cumpre o papel de fiscalizar o poder. Segundo denúncias, o prefeito teria mobilizado o aparato policial após reportagens que expuseram possíveis irregularidades milionárias em contratos da prefeitura.

Fred Campos foi um dos alvos da Operação 18 Minutos, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2024. A investigação apura o envolvimento de magistrados e advogados em um suposto esquema de venda de sentenças, com ganhos financeiros que ultrapassariam os R$ 6 milhões. O nome da operação faz referência à rapidez anormal com que certas decisões judiciais eram emitidas — em média, 18 minutos após o protocolo.

Entre os indiciados, além de Fred Campos, estão os advogados Francisco Xavier de Sousa Filho, José Helias Sekeff do Lago, Carlos José Luna dos Santos e Sebastião Moreira Maranhão, todos suspeitos de participação nas mesmas práticas ilícitas. O prefeito chegou a usar tornozeleira eletrônica e foi proibido de manter contato com familiares investigados. Ainda assim, permaneceu politicamente ativo e, com o apoio do governador Carlos Brandão (PSB), venceu as eleições municipais.


Imagem: reprodução


Agora, o gestor volta ao centro das atenções por um motivo diferente — e igualmente grave. Após reportagem exibida pela TV Band Maranhão, assinada pelo jornalista Joerdson Rodrigues, que revelou contratos milionários da gestão municipal, o comunicador recebeu a visita da polícia em casa. A coincidência levantou suspeitas sobre o uso do poder público como instrumento de retaliação contra o exercício do jornalismo. 

As denúncias apresentadas por Joerdson Rodrigues baseiam-se em dados públicos do Portal da Transparência. Segundo o levantamento, a Prefeitura de Paço do Lumiar já teria destinado mais de R$ 71 milhões a empresas contratadas para obras e serviços de limpeza urbana. 

A Construtora Praxis – Obras e Serviços Ltda., apontada como ligada à Construtora Lucena, teria recebido R$ 13,4 milhões. A Agrasty Construções aparece com R$ 33,9 milhões, enquanto a Vox Ambiental Ltda, acumula R$ 24,4 milhões em contratos de coleta de resíduos sólidos.

Diante da exposição desses números, a reação do prefeito parece ter sido pautada mais pelo instinto de autopreservação do que pelo compromisso com a transparência. Em vez de esclarecer as denúncias, optou por tentar desacreditar o mensageiro — um gesto que, na prática, reforça a importância do jornalismo independente.

Mais preocupante do que o comportamento do gestor é o silêncio institucional que o cerca. O Ministério Público, a Câmara Municipal e parte da imprensa local preferem olhar para o outro lado, enquanto o município mergulha em um cenário de desconfiança, pressão e censura velada. Essa omissão compromete não apenas a credibilidade das instituições, mas o próprio direito da sociedade de ser informada.

O episódio revela o descompasso entre poder e responsabilidade que ainda marca boa parte da política maranhense. Quando um prefeito investigado por corrupção tenta intimidar jornalistas, o que está em jogo não é apenas sua imagem — é o direito coletivo à informação. E quando o sistema político fecha os olhos para isso, reforça a ideia de que, por aqui, as regras valem mais para uns do que para outros.

No fim das contas, a metáfora popular segue dolorosamente atual: no Maranhão, o poste continua tentando mijar no cachorro.

Fonte: G7MA



Leia também:

terça-feira, 28 de outubro de 2025

A censura 'fascista' de Felipe Camarão a Blogs do Maranhão

Imagem: reprodução - composição

Em menos de seis meses já foram 2 blogs censurados, vítimas de tutela de urgência e decisão liminar, impetradas pelo vice-governador, Felipe Camarão, e concedidas por um desembargador do TJ-MA e uma juíza da 10ª Vara Cível de São Luís.

O primeiro caso foi contra o jornalista Victor Landim, editor do 'MARANHÃO METRÓPOLIS', no caso dos PRINTS, onde o vice-governador, ataca com falas machistas, sexistas e misóginas a pessoa da deputada estadual, Mical Damasceno (PSD) através de mensagens de WHATSAPP, periciadas pela polícia civil e autenticadas em cartório, mas a turminha de dinistas não tardou em tentar descredenciar o jornalista, chamando-o de 'PICARETA' na tribuna da assembleia e 'CRIMINOSO', por aliado, em mais de uma rede de TV local. Também tentaram descredibilizar os PRINTS, A PERÍCIA DA POLÍCIA CIVIL, O PERITO e todo rol de provas utilizados para elucidar a veracidade dos PRINTS.

Mas Camarão não parou por aí, quando uma 'MATÉRIA JORNALÍSTICA NÃO O AGRADA', ele segue censurando! Mais recentemente, a vítima de seu autoritarismo e de sua atitude intempestiva em censurar blogs maranhenses, foi contra o 'Jornalista Domingos Costa', obrigando-o a retirar do ar, uma matéria onde o foco das denúncias, fundamentadas e documentadas de carga horária excessiva de 74 horas semanais, 'HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL DE SER CUMPRIDA', foi exposta pelo jornalista, em que questionava falas do vice-governador explicando o que ele tratava como 'NEPOTISMO' e,  contrastando com os cargos ocupados por sua esposa, a médica TAYNAH CAMARÃO, que teve seis registros divulgados pelo jornalista, provando que a mesma, ocupa 6 cargos distintos em 4 municípios diferentes, um deles, em prefeitura do PL, partido que Camarão hora diz ser contra e quando convém, hora diz ser a favor e, até alega ter bons amigos no PL.

A decisão liminar, foi concedida por uma juíza maranhenseda 10ª Vara Cível de São Luís, evolvida em outras decisões no mínimo, polêmicas, depois de um juiz e um desembargador terem negado o pedido de CAMARÃO.

Como se vê, o Maranhão vem regredindo no que diz respeito a liberdade de expressão e direito constitucional a informação verificada, apurada  e constatada. Vivemos uma era de narrativas, onde os poderosos, com seus inúmeros meios, influências e recursos financeiros, orientados por grandes escritórios de advocacia e aparelhados por partidos políticos, judicializam e impedem que a população fique ciente da veracidade dos fatos e sejam mais e mais, influenciados pela narrativa dos políticos e não por constatações jornalísticas, sérias!. "SE NÃO BATE COM A NARRATIVA DELES,  ELES TIRAM DO AR!"

Por Daniel Braz


Leia também:





quinta-feira, 18 de setembro de 2025

NEGÓCIOS DE FAMÍLIA! Documentos revelam que Márcio Jerry direcionou emendas para prefeitura do Maranhão, que beneficiaram empresa do filho

Imagem: reprodução

Caetano Barroso fez negócio da China (ou do Maranhão) ao adquirir em abril de 2023 a Fênix Serviços e Construção Civil Ltda. (CNPJ: 21.169.676/0001-83): a empresa era dona de ótimo contrato com a prefeitura de São José de Ribamar, destinatária de emendas-pix milionárias do deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA). Olha que coincidência: Caetano é filho de Jerry. Três meses após o negócio, Jerry despachou emenda-pix de R$1 milhão, de acordo com documentos em poder da coluna, inclusive do Portal da Transparência. No mesmo ano, a Fênix de Caetano, o visionário, receberia R$2 milhões, R$540 mil acima do aditivo válido até fevereiro de 2024.

E a investigação?

Revoltado com emendas-pix, Flavio Dino poderia mandar investigar isso, mas adversários no Maranhão lembram que são aliados e amigos.

Pix à vontade

Em maio de 2024, Jerry enviou emenda-pix de R$ 750 mil à prefeitura de Ribamar. Achou pouco e três dias depois mandou mais R$ 601 mil.

Cliente generoso

No mesmo 2024, a empresa do filho de Jerry receberia da prefeitura R$ 706 mil, apesar do contrato aditivo encerrado em fevereiro.

Faz Tudo Ltda

A Fênix faz capina e jardinagem, mas seu contrato social prevê qualquer coisa, de desratização a montagem de palcos e eventos.

Por Cláudio Humberto


A EMPRESA

A Fênix Serviços e Construção Civil Ltda. (CNPJ: 21.169.676/0001-83) foi adquirida pelo filho do deputado Márcio Jerry, Caetano Azevedo Saraiva Barroso, ocorreu oficialmente em 4 de abril de 2023. Na época da aquisição, a Fênix Serviços possuía um contrato em andamento com a Prefeitura de São José de Ribamar.

Trecho de documento que revela a aquisição oficial da Fênix Serviços
e Construção por Caetano Saraiva Barroso, filho do deputado Márcio Jerry.

No “Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral da Fênix Serviços”, a empresa é classificada como EPP (Empresa de Pequeno Porte) e sua atividade principal é “Limpeza em prédios e em domicílios”. Atualmente, Caetano Azevedo Saraiva Barroso figura como Sócio-Administrador da empresa, com um capital social de R$ 500.000,00, conforme o “Quadro de Sócios e Administradores (QSA)”.


Carteira Nacional de Habilitação de Caetano Azevedo Saraiva Barroso
o identifica como filho de Márcio Jerry Saraiva Barroso
e Katia das Graças Azevedo Barroso.

O CONTRATO

O contrato inicial da Fênix Serviços com a Prefeitura de São José de Ribamar, de número 05/2022, foi assinado em 25 de fevereiro de 2022, com um valor estimado de R$ 1.530.855,60, para a prestação de serviços de capina, roçagem mecanizada e recuperação de passeios, com vigência de 12 meses.

Posteriormente, em 24 de fevereiro de 2023, foi formalizado o “Primeiro Termo Aditivo ao Contrato Administrativo nº 05/2022-SEMOSP”, prorrogando a vigência por mais 12 meses, até 25 de fevereiro de 2024, para a continuidade dos mesmos serviços de capina e roçagem. O valor global deste contrato, com o aditivo, alcançou R$ 3.061.711,20. A necessidade de prorrogação foi justificada pela continuidade dos serviços e pela ausência de equipe própria na prefeitura.

Portal da transparência da Prefeitura de São José de Ribamar revela que
a empresa de capina recebeu mais de R$ 2.5 milhões após ser
adquirida pelo filho do parlamentar.

Os pagamentos à Fênix Serviços e Construção Civil Eireli/Ltda pela Prefeitura de São José de Ribamar totalizaram R$ 2.070.974,36 em 2023, ano em que foi adquirida pelo filho do parlamentar. Em 2024, mesmo após o término da vigência do aditivo em fevereiro, foram feitos pagamentos de R$ 706.483,29 à empresa.

Esses pagamentos de 2024 referenciam o “contrato Nº 94/2022 (do aditivo de 2023)” e o “PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 19/2024-SEMTUR”, para o qual não foram localizadas mais informações. Isso sugere que a prefeitura utilizou um “processo interno” para continuar realizando pagamentos à empresa, mesmo após o contrato ter vencido.

MEU PAIPAI!

A atuação de caetano Azevedo no negócio de capinagem pode indicar apenas um bem-sucedido empresário do setor. A não ser pelo fato de que os cofres da Prefeitura que injetam milhões nas contas da empresa são abastecidos com recursos públicos destinados ao município pelo seu próprio pai, o deputado federal Márcio Jerry.

O deputado Márcio Jerry direcionou uma emenda individual para São José de Ribamar no valor de R$ 1.000.000,00, datada de 5 de julho de 2023. Apenas três meses após a empresa ser adquirida pelo filho.

Esta emenda, identificada como nº 202338930005, é descrita como uma “TRANSFERENCIA ESPECIAL” e apresenta “Grupo da fonte de recursos 0 – Codigo Inexistente No Siafi” e “Modalidade da Licitação Não se Aplica”.


Nota de emprenho comprova envio pelo deputado de “emenda pix”
um mês após filho adquirir empresa.

Essas características são indicativos de uma “emenda Pix”, que permite o repasse de recursos federais diretamente aos cofres municipais sem detalhamento prévio do uso. O valor total dessa emenda foi pago integralmente em 2023, com duas ordens bancárias: R$ 830.872,50 em 2 de outubro de 2023 e R$ 169.127,50 em 11 de dezembro de 2023.

EMENDAS PARA A SAÚDE

Além da emenda de R$ 1 milhão de 2023, Márcio Jerry destinou mais recursos para o Fundo Municipal de Saúde de São José de Ribamar em 2024. Foram duas emendas: uma de R$ 601.793,00 (nº 202438930001) para incremento temporário ao custeio de serviços de assistência hospitalar e ambulatorial, e outra de R$ 750.000,00 (nº 202438930002) para incremento temporário ao custeio de serviços de atenção primária à saúde.


Documento que comprova envio de emenda de R$ 601.793,00 pelo deputado.


O total de emendas de Márcio Jerry para São José de Ribamar, entre 2023 e 2024, soma R$ 2.351.793,00. Coincidência, ou não, o valor é bastante próximo do montante total que a empresa de seu filho recebeu da prefeitura.


Documento que comprova envio de mais uma emenda pix, dessa vez
no valor de R$ 750.000,00.

OS EVENTOS DE 2024

O que torna a situação ainda mais questionável são os eventos de 2024. O aditivo contratual da Fênix, que deveria ter garantido os serviços até fevereiro de 2024, simplesmente expirou. Contudo, os pagamentos à empresa do filho de Jerry não cessaram.

Entre 22 de fevereiro e 29 de julho de 2024, a Fênix Serviços e Construção EIRELI recebeu mais R$ 706.483,29 em empenhos da prefeitura.

A justificativa para a continuidade desses pagamentos após o término formal do contrato é nebulosa. Os registros indicam referências a um “PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 19/2024-SEMTUR” e, conforme conversas apuradas, a um “processo interno que só aparece nos pagamentos”, sem que documentos formais de um novo aditivo que justificasse esses pagamentos subsequentes tenham sido localizados.

Além disso, havia um “pedido de prorrogação de prazo” para os serviços de capina e roçagem assinado por Thyago Macedo de Araújo, Secretário Adjunto de Serviços Públicos, o que mostrava a intenção de manter os serviços ativos.

A ausência de transparência nos pagamentos de 2024, após o vencimento do contrato principal, representa um convite aberto para os órgãos de controle investigarem a fundo a idoneidade desses “processos internos” e a destinação real do dinheiro público em São José de Ribamar.

O QUE DIZ MÁRCIO JERRY QUANDO É PEGO COM A BOCA NA BOTIJA...



Fonte: Blog do L


Yglésio pede que investigue emendas ligadas a Márcio Jerry

Imagem: reprodução

O deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB) pediu, na terça (16), apuração rigorosa das denúncias envolvendo o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB). A acusação aponta que emendas parlamentares teriam beneficiado a empresa Fênix Serviços e Construção Ltda, pertencente ao filho de Jerry.

E AGORA, CAMARADA... COMO EXPLICAR ESSA MARCA DE BATOM NA CUECA???


Leia também:


sexta-feira, 29 de agosto de 2025

DENÚNCIA! Mariana Carvalho deve ser denunciada ao Ministério Público por operar suposto “Gabinete do Ódio” no Maranhão

Imagem: reprodução

Denúncia aponta uma estruturada rede de corrupção em torno do financiamento de milícias digitais no Maranhão.

Uma representação que deve ser protocolada nos próximos dias no Ministério Público do Maranhão (MPMA) promete abrir um novo capítulo nas denúncias envolvendo a suplente de deputada Mariana Carvalho e seu esposo Ivanildo Tavres. O documento, segundo apurado pela reportagem, aponta que Mariana, ao lado do empresário Ivanildo, estaria no centro de um esquema de corrupção e de manutenção de um suposto “Gabinete do Ódio” financiado com recursos desviados de prefeituras ligadas ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).


Ivanildo e Mariana - Imagem: reprodução

De acordo com o denunciante, o esquema funcionaria por meio de duas agências de publicidade fantasmas, que mantêm contratos milionários com prefeituras controladas por aliados de Josimar — entre elas a de Zé Doca, cidade do interior do estado.

Imagem: reprodução


Segundo os relatos, os recursos provenientes desses contratos estariam sendo repassados mensalmente a Mariana Carvalho na capital São Luís, sempre entre os dias 10 e 12 de cada mês. Essa estrutura, de acordo com a denúncia, financiaria a atuação digital de militantes pagos para atacar adversários políticos e defender os interesses de Josimar e seus aliados entre eles o vice governador Felipe Camarão.


Imagem: reprodução

Nos últimos meses, Mariana Carvalho tem sido alvo de diversas denúncias por supostamente articular a rede de ataques virtuais conhecida como “Gabinete do Ódio”. O grupo, segundo os relatos, estaria sendo usado para destruir a imagem de opositores políticos e manipular o debate público no Maranhão, em benefício de Josimar do PL e do vice-governador Felipe Camarão (PT), apontados como um dos aliados do casal Mariana e Ivanildo.


Em um vídeo que circula nas redes sociais, o deputado federal Aluísio Mendes (Republicanos) afirma que Mariana Carvalho agora “faz parte de uma quadrilha”, reforçando as acusações de que a suplente estaria envolvida sim em um esquema criminoso de desvio de dinheiro público e ataques virtuais.



(Na ocasião, o presidente estadual do Republicanos, Aluísio Mendes, teceu críticas à candidata do próprio partido à prefeitura de Imperatriz, Mariana Carvalho.

“Ela tomou uma opção política. Estar abraçada com o grupo político que eu considero uma organização cr1m1n0s4, que eu combato há 14 anos no Estado do Maranhão”, disparou sobre a aliança com Josimar de Maranhãozinho (PL). 

Aluísio afirmou que Mariana teria loteado cargos na prefeitura caso vencesse a eleição.

“Imperatriz, que tem sofrido tanto nos últimos anos, não merece e não pode cair nas mãos dessa organização criminosa“, finalizou. Fonte: acontece_maranhao)


A reportagem tentou contato com os citados, mas até o momento nenhum deles foram localizados por nossa reportagem.

Se confirmadas, as denúncias podem resultar em ações civis e Criminais contra os envolvidos, além de abrir mais uma frente de investigação sobre o uso indevido de recursos públicos desviados no Maranhão.

Fonte: CAST LESTE


Leia também:


terça-feira, 19 de agosto de 2025

DENÚNCIA! Cargos comissionados e a sombra da falta de transparência na gestão de Paulo Victor

Imagens: reprodução / composição


Uma das acusações mais recentes partiu do vereador Douglas Pinto, que denunciou (na Sessão Ordinária - 12/08/2025) a existência de mais de 600 cargos comissionados na Câmara, mais especificamente 685 assessores, que contemplam R$ 30 milhões em salários de um orçamento anual de R$ 166 milhões da Câmara Municipal, sem qualquer transparência quanto à identidade ou função dos nomeados. Para Pinto, a gestão de Paulo Victor estaria abrindo espaço para um verdadeiro “cabide de empregos”, prática que fere a confiança da população e transforma o Legislativo em balcão de negócios.

  • São salários que vão de R$ 1.200 a R$ 10.000 reais e que somam mais de R$ 2.3 milhões por mês.

A denúncia ganhou força porque, até agora, a presidência não apresentou respostas claras. A opacidade levanta suspeitas de que os cargos estariam sendo usados como moeda de troca política.


Presidência questionada

Apesar de acumular dois mandatos e tentar se projetar como pré-candidato a deputado estadual, o desgaste de Paulo Victor é evidente. Sua eleição é considerada improvável, pois está politicamente desacreditado. Ele já não conta mais com o apoio de líderes do governo do Estado, e sua base política se enfraquece a cada dia.

Além disso, servidores concursados afirmam ser prejudicados pela atual gestão, enquanto o prédio da Câmara apresenta sérios problemas estruturais, reflexo do fiasco administrativo de sua gestão. Sua reeleição para a presidência foi classificada por opositores como “constrangedora”, diante do fato de responder a ações por corrupção. Para críticos, a Câmara vive hoje sob uma gestão que prefere o improviso e a blindagem a um projeto sério de fortalecimento institucional.

As denúncias devem ampliar o debate sobre a necessidade de maior controle dos gastos públicos e de responsabilização dos envolvidos em eventuais irregularidades no Legislativo municipal.

Fonte: Vinhais/Bequimão e Regiões