sábado, 27 de junho de 2026

UMA REFLEXÃO MORAL! A promiscuidade entre políticos e o judiciário

Imagem: gerada por IA

Não é de hoje que tais poderes trocam favores entre si, vem de longas datas a empregabilidade dos filhotes dos poderosos da política e de parentes de juízes e desembargadores ocupando cargos tanto nos executivos municipais e estaduais, bem como parentes de políticos, ocupando cargos nas esferas do poder judiciário.

Mas só ficamos sabendo de tais questões, envolvendo estes poderes quando há uma ruptura, ou uma rixa entre grupos políticos que outrora foram aliados.

Aqui no Maranhão, estamos vivenciando este fenômeno intrigante, onde temos um grupo político que rachou, e as duas facções, digladiam entre si na estúpida competição para saber quem pode mais, quem é o mais poderoso e quem tem o maior rugido.

Então vem a tona os segredos envolvendo a prole dos integrantes destas facções politicas, momentaneamente rivais, mas que durante a estúpida competição pelo poder, entregam os segredos uns dos outros, para que sejam julgados perante a opinião pública num teatro midiático que acaba se tornando um verdadeiro 'show de horrores' de revelações.

Mas como fica a imagem destas instituições, como fica a integridade moral de seus membros, e que credibilidade terão depois de tais revelações?


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Decisões judiciais, aqui no Maranhão, são tomadas com base na influência que cada poder possui no acolhimento de suas proles ou com base nos laços de amizade.

Não citarei nomes, mas o que pensar quando descobrimos que a filha ou filho de um desembargador ocupa um cargo no executivo municipal ou estadual ou que a filha, ou filho, ou parente de um político ocupa um cargo de assessor no gabinete de um magistrado, e suas decisões acabam sofrendo influência direta dessa proximidade?

A filha de um magistrado ocupando cargo público no executivo municipal e muitas decisões desse magistrado, favorecendo seu dirigente. Mais recentemente, a filha do presidente do Tribunal de Justiça, ocupando um alto cargo no executivo estadual e uma decisão julgada por ele, recentemente, favorecendo o dirigente do executivo estadual. 

No Maranhão, já constatamos diversos casos como este, recentemente aqui em São Luís, um presidente do poder municipal, confessou ter sido vítima de chantagem por um membro do Ministério Público Estadual, que ofertou silenciar investigações em andamento, em troca de cargos públicos em seu gabinete, e o filho do presidente deste mesmo Ministério Público, ocupando cargo público no gabinete do presidente da Câmara Municipal de São Luís e, recentemente, tendo uma decisão judicial vergonhosa, favorecido o presidente da Câmara, em um processo por corrupção, por ter perdido prazo da denúncia, por 'apenas', 24 horas.

Então temos, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Executivo Municipal e Executivo Estadual, todos envolvidos em; 'toma lá, da cá?'

Ou os envolvidos perderam completamente a noção de ética, moral e cívica ou a coisa já está tão normalizada, que só quem se espanta com tais fatos, é justamente o povo, que fica sabendo das artimanhas do poder, apenas quando eles digladiam entre si.

Em fim, como fica a integridade moral e ética do nosso judiciário e como confiar em suas decisões quando estamos assistindo diariamente os escândalos de corrupção envolvendo membros da mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal, onde os filhos de seus integrantes, bem como esposas que administram escritórios de advocacia, estavam recebendo quantias milionárias através desses escritórios e favores generosos como voos em jatinhos, eventos patrocinados, hospedagens em luxuosos hotéis e resorts, festas milionárias e degustação de Whisky de milhares de dólares a garrafa, envolvendo também, não somente os membros do STF, mas o chefe da PGR e o chefe da Polícia Federal. Tudo isso patrocinado por um 'banqueiro trambiqueiro', criminoso e com possíveis ligações inclusive, com o crime organizado.

Tais fatos não cabem em um estado democrático, e quando tentam silenciar nossas falas e críticas as instituições e os atores políticos desse cenário, com 'perseguições políticas', fazendo uso da 'justiça', a democracia deixa de ser democracia e passa a ser um 'regime opressor'fazendo com que as instituições e seus integrantes sejam tomados pela 'corrupção'. Não bastando tudo isso, já testemunhamos senadores e candidatos a presidência da república, sendo ameaçados por membros do STF.

Não é só imoral a crise que enfrenta tais poderes do nosso Brasil, é estarrecedor, e de se perguntar; 'E AGORA, EM QUEM PODEMOS CONFIAR, NESTE, "PAÍS"?'

Por Daniel Braz


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