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Foto: Reprodução |
Os ministérios da Saúde e da Educação assinaram portaria ontem (4) com orientações para o retorno às aulas presenciais, suspensas com a pandemia de covid-19. A norma não obriga os estados e instituições federais, que possuem autonomia para definir seus calendários e a manutenção ou não do regime de ensino remoto.
Entre as recomendações para evitar a disseminação do novo coronavírus está o uso de máscaras por estudantes e profissionais que atuam nas unidades de ensino e higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel. No caso das máscaras, a indicação é que haja unidades suficientes para trocar a cada três horas (máscara de tecido) ou quatro horas (máscara cirúrgica).
Também é sugerido um distanciamento mínimo de 1 metro entre as pessoas. Áreas comuns devem ser evitadas, como bibliotecas, pátios e quadras. As refeições devem ser feitas nas salas, e não nos refeitórios.
Os horários de chegada e saída, bem como o intervalo, devem ser escalonados, para evitar concentração de alunos nos corredores e nos pontos de acesso a cada unidade escolar. Não é recomendável a autorização da entrada de pessoas externas à escola.
O documento orienta que os alunos não utilizem o bebedouro, preferindo levar água de casa. Também deve-se evitar o compartilhamento de materiais. O guia dos ministérios coloca a importância de evitar aglomerações, tanto nas escolas quanto após as aulas.
As gestões de cada unidade de ensino devem reforçar a higienização das escolas e de seus espaços. Professores e gestores devem buscar manter os ambientes ventilados, com portas e janelas abertas.
Se um estudante demonstrar sintomas de covid-19, deve procurar um posto de saúde. Os pais ou responsáveis devem avisar a escola nessas situações. A notificação também vale para o caso de o aluno ter contato com alguém que testou positivo para o novo coronavírus.
O guia de retorno às aulas do Ministério da Saúde coloca a importância de uma comunicação constante entre gestores, trabalhadores da educação, estudantes e familiares como forma de divulgar as ações de prevenção e facilitar a sua execução.
Veja algumas medidas indicadas:
- Deve ser mantida quantidade suficiente de máscaras para trocas durante o período de permanência na escola, considerando o período máximo de uso de 3 horas para máscara de tecido e 4 horas para máscara cirúrgica, ou trocas sempre que estiverem úmidas ou sujas;
- Evitar uso de áreas comuns, como bibliotecas, parquinhos, pátios e quadras. No caso da prática de atividade física, optar sempre que possível por atividades individuais e ao ar livre;
- Evitar ao máximo uso de materiais coletivos e o compartilhamento de materiais
- Fazer uso de máscaras, inclusive durante a atividade física;
- Evitar atividades em grupo, programas após a escola e grandes eventos;
- Realizar as refeições nas salas de aula em vez de utilizar refeitório;
- Suspender o uso de armários compartilhados;
- Evitar a entrada de voluntários, convidados externos e pais/responsáveis na escola;
- Orientar que os estudantes levem suas garrafas de água, evitando a utilização de bebedouros coletivos e o compartilhamento de garrafas;
- Intensificar a frequência de limpeza e desinfecção para minimizar o potencial de exposição a gotículas respiratórias.
Fonte: Ag. Brasil / Oglobo
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