quinta-feira, 4 de junho de 2026

Block no Tigrinho: campanha pede influência contra bets

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Movimento, criado pela 342 Artes, já tem adesão de vários artistas e destaca os prejuízos econômicos e sociais que seriam causados pelas plataformas


“De que lado da influência você está?" Essa é a pergunta que encabeça o texto de apresentação do site da campanha Block no Tigrinho, lançada oficialmente na terça-feira, 2, no ambiente digital, e que já conta com a adesão de diversas personalidades da música, televisão, cinema e artes.

A proposta da iniciativa, que é assinada pela empresa 342 Artes, é fazer um alerta geral ao que considera como “epidemia” de bets e plataformas de apostas no Brasil, algo que, nas palavras do movimento, estão “criando vício, sofrimento e dívidas”.

O site da campanha convida o público a participar por meio de um abaixo assinado, de um movimento que pede que influenciadores, personalidades e também anônimo usem suas redes sociais para alertar sobre os riscos decorrentes da utilização das plataformas de apostas.

No fim da manhã desta quarta-feira, 3, a página do Block do Tigrinho no Instagram já havia ultrapassado a marca de 44,3 mil seguidores.

Já o site menciona que quase 12 mil pessoas haviam assinado o manifestado e que, ao todo, as páginas do movimento somavam mais de 94 mil seguidores, considerando todas as redes sociais.

Celebridades pedem “Block no Tigrinho”

No vídeo de destaque publicado no perfil do movimento, diversas personalidades aparecem pedindo “block” no uso das plataformas de apostas.

Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan, Marieta Severo, Paulinho da Viola, Luisa Arraes, Claudia Abreu, Letícia Sabatella e Camila Pitanga estão entre as personalidades que, ao longo do vídeo, citam dados que pontuam como o vício nas plataformas de apostas teria aumentado e como os jogos online estariam colaborando para o endividamento das famílias. Veja:



A questão das bets

O questionamento a respeito das possíveis consequências das plataformas de apostas tanto para o cenário econômico do País como no dia a dia das pessoas já vem sendo debatida pela Câmara e Senado há algum tempo.

Em fevereiro deste ano, o Senado chegou a aprovar, por meio da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), o Projeto de Lei 3.563/2024, que tinha intenção de proibir todas as modalidades de publicidade, patrocínios ou promoção de apostas esportivas e jogos de azar online.

O PL, contudo, ainda precisa passar pela análise e debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, caso siga adiante, pela votação no Plenário do Senado e, posteriormente, na Câmara dos Deputados. Caso o texto seja aprovado nessas etapas, ainda precisará da sanção presidencial para se tornar Lei.

O projeto é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) e foi apresentado pela relatora, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). De acordo com o texto, o objetivo principal da lei é eliminar a visibilidade das bets no cotidiano das pessoas, ajudando a frear, de alguma maneira, os impactos nas finanças e na saúde mental dos brasileiros.

Impactos do patrocínio das bets

A aprovação da PL causaria impactos importantes na seara do marketing esportivo, sobretudo no futebol, já que os clubes, federações e estádios não poderiam mais exibir marcas de bets em uniformes ou nas placas de publicidade.

Seria também proibido o patrocínio a eventos culturais e cívicos, bem como a promoção de empresas de apostas por parte por parte de celebridades, influenciadores e produtores de conteúdo nas redes sociais.

Desde quando o setor passou a ser regulamentado no Brasil, no início de 2024, as empresas de apostas esportivas passaram a ter de seguir algumas determinações para a comunicação e oferta de seus serviços.

Por determinação do Senado Federal e também da Câmara dos Deputados, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) foi colocado como responsável por elaborar um conjunto de princípios éticos para que as empresas do segmento seguissem.

Dessa forma, surgiu o Anexo X, conjunto de regras estabelecidas pelo Conar para evitar publicidade abusiva por parte das bets. Entre as principais regras estava a de que as empresas não poderiam, em anúncios publicitários ou qualquer outra peça de comunicação, sugerir a ideia do ganho de dinheiro “fácil” a partir das apostas esportivas.

Também ficou vetado o direcionamento de publicidade de apostas para crianças e adolescentes. As empresas ainda tinham de se comprometer em adotar práticas para combater a ludopatia (vício em jogo).

O assunto, porém, seguiu gerando debates a medida em que a presença das empresas de apostas esportivas crescesse na mídia e no ambiente do futebol brasileiro.

No ano passado, os 20 clubes que competiram na série A do Campeonato Brasileiro tinham, no mínimo, uma empresa de apostas esportivas em seus uniformes.

Apenas em 2025, as empresas do segmento aplicaram R$ 1,4 bilhão em TV aberta, TV paga, rádio e streaming. Os dados são do relatório “Investimentos Bets 2025 – Análise Estratégica do Setor de Apostas Esportivas”, elaborado pela Tunad.

Fonte: meioemensagem


Brahma promete cerveja grátis para brasileiros caso a Seleção conquiste o hexa em 2026

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A Brahma decidiu transformar a esperança da torcida brasileira em uma das maiores promessas promocionais já feitas por uma marca durante uma Copa do Mundo. Como parte da campanha “Tá Liberado Acreditar”, a cerveja da Ambev anunciou que irá distribuir Brahma gratuitamente para consumidores de todo o país caso a Seleção Brasileira conquiste o tão sonhado hexacampeonato mundial em 2026.

A iniciativa busca reacender o otimismo dos torcedores após um jejum de 24 anos sem títulos mundiais. Desde a conquista do pentacampeonato, em 2002, mais de 40 milhões de brasileiros nasceram sem vivenciar uma comemoração de Copa do Mundo vencida pelo Brasil. Agora, a marca aposta justamente nesse sentimento de espera para mobilizar os fãs de futebol ao longo da competição.

O anúncio foi feito durante a transmissão do amistoso entre Brasil e Panamá, exibido pela Globo, e contou com a participação de Ronaldo Fenômeno, um dos principais símbolos da conquista do penta. No filme da campanha, o ex-jogador convida os brasileiros a retomarem a confiança na Seleção e acreditarem novamente na possibilidade do sexto título mundial.

Segundo Felipe Cerchiari, diretor das marcas Core da Ambev, a ação representa a confiança da marca no potencial da equipe brasileira. “A gente sabe que esse jejum todo fez muitos brasileiros desanimarem e ficarem descrentes de que a taça pode ser nossa de novo. Mas a gente também sabe que, quando o assunto é futebol, o brasileiro nunca deixa totalmente de sonhar. Por isso a promessa de Brahma chega como forma de provar que a gente realmente acredita e que vamos, sim, trazer esse hexa em 2026”, afirma.



Criada pela Africa Creative, a campanha reforça a conexão histórica entre Brahma e o futebol brasileiro. Para Nicholas Bergantin, co-CCO da agência, a proposta é devolver ao torcedor o direito de sonhar após décadas de espera. A promessa de cerveja gratuita surge como uma forma simbólica de recompensar os brasileiros pelos anos sem uma comemoração mundial.

Caso o Brasil seja campeão, a distribuição acontecerá por meio de uma operação nacional envolvendo Zé Delivery, bares participantes, supermercados e parceiros credenciados. A ação permitirá que consumidores maiores de 18 anos resgatem gratuitamente um pack de Brahma nos canais participantes ou uma garrafa de 600 ml nos bares selecionados, respeitando o limite de um resgate por CPF.

A promoção ficará disponível por pelo menos um dia após a conquista do título e poderá ser estendida para ampliar o acesso dos consumidores à ação. Com a iniciativa, Brahma transforma a expectativa pelo hexa em uma promessa que une futebol, celebração e uma das bebidas mais tradicionais das comemorações brasileiras.

Fonte: publicitarioscriativos


“Alimentação saudável deixou de ser nicho”, diz Italac ao ampliar aposta em proteína e zero lactose

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Marca completa 30 anos com novos produtos ao mercado e se reposiciona em busca de consumidores que olham menos para preço

Aos 30 anos, a Italac vem ampliando sua aposta em categorias ligadas à proteína, digestibilidade e conveniência, em linha com uma tendência global de incorporar mais valor nutricional ao consumo diário. Em entrevista à Mercado&Consumo, Andréia Alvares, gerente de Marketing da companhia, afirma que o consumidor brasileiro passou a buscar produtos mais alinhados a bem-estar e funcionalidade, sem abrir mão de sabor e indulgência. “Alimentação saudável deixou de ser nicho, mas as pessoas ainda querem comer um docinho.”

Entre os lançamentos recentes da Italac (empresa familiar fundada na cidade de Corumbaíba, em Goiás), que marcam sua terceira década, estão o doce de leite zero açúcar, a manteiga zero lactose, novos itens da linha proteica Pro+Play (15g de proteína) e o leite A2, produto voltado à alta digestibilidade. Segundo Andréia, o leite A2 utiliza uma caseína diferente da convencional, proporcionando maior conforto digestivo para algumas pessoas. O produto, no entanto, não é indicado para pessoas com alergia à proteína do leite de vaca (APLV), já que continua contendo proteína do leite. “É um leite especial que passa mais fácil no trato digestivo”, afirma.

A companhia também acaba de anunciar uma colaboração inédita com a The Hershey Company, nos sabores cacau com cranberry e cacau com café. Já as bebidas lácteas serão nos sabores cookies n’ cream e caramelo salgado. “Esperamos 30 anos para essa parceria com uma companhia americana.” Outro destaque da estratégia é o lançamento de um leite proteico em embalagem individual, voltado ao consumo prático e ao aumento da demanda por conveniência e aporte nutricional ao longo do dia. A executiva afirmou que a inspiração veio de tendências observadas no hábito do consumidor.

Andréia destaca, ainda, que o avanço do digital e do omnichannel não elimina a importância do varejo físico e dos supermercados na jornada de compra. “A experiência do físico nunca vai deixar de existir”, afirma. Segundo ela, o ambiente digital amplia possibilidades de sortimento e relacionamento, mas complementa – e não substitui – a experiência presencial de consumo.

Com cerca de 180 produtos no portfólio, incluindo itens para o foodservice, e capacidade produtiva de aproximadamente 7,5 milhões de litros por dia, a Italac vem ampliando sua atuação para além do leite tradicional, avançando em categorias de maior valor agregado e conveniência. “A gente vem buscando o público mais fiel, menos preço e que esteja mais preocupado com a qualidade”, diz a executiva.

Por Bruna Lencioni


Fonte: mercadoeconsumo




Carreta leva cinema gratuito ao Maranhão

Imagem: reprodução / divulgação


Com estrutura climatizada e filmes para toda a família, o Cine CAIXA CAP traz a experiência do cinema para vários municípios; iniciativa estará em Cedral de 5 a 6 de junho

Assistir a um filme no cinema ainda é um privilégio distante para milhões de brasileiros fora dos grandes centros urbanos. No Maranhão, porém, essa prátic,1a ganhou novos contornos nos últimos dias, quando várias cidades do Estado passaram a receber o Cine CAIXA CAP, iniciativa com objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando a emoção da telona até a população. Com sessões gratuitas e direito a pipoca e refrigerante inclusos, o projeto da CAIXA Capitalização, que ocorre em parceria com o Ministério da Cultura e é organizado pelo Instituto Acerte, transformará praças e espaços abertos em sala de cinema.

Nos dias 5 e 6 de junho, o projeto desembarca em Cedral e receberá a população na Praça Governador Newton Bello, 66, localizada em frente à Prefeitura Municipal, no Centro.

A programação do Cine no estado maranhense contempla ainda as cidades de Presidente Sarney, 9 e 10 de junho; Penalva, 12 e 13 de junho; Bela Vista do Maranhão, 16 e 17 de junho; Graça Aranha, 19 e 20 de junho; Sitio Novo, 23 e 24 de junho; Porto Franco, 26 e 27 de junho.

Acesse o site cinecaixacap.com.br para saber o endereço onde a carreta permanecerá em cada município.7

A temporada no Maranhão marca a 3ª edição do Cine CAIXA CAP, que também passou por Tocantins e Pará neste ano. Em edições anteriores, o projeto percorreu Minas Gerais, em 2024, e estados do Nordeste, em 2025.

Mais do que uma programação de lazer, o Cine CAIXA CAP propõe um encontro entre cultura, inclusão e comunidade. Ao levar o cinema até cidades e bairros onde o acesso ao cinema é inexistente ou limitado, o projeto amplia horizontes, cria memórias afetivas e reforça o papel da cultura como ferramenta de transformação social, marcado por histórias que emocionam, divertem e conectam gerações.

“O Cine CAIXA CAP vai além de um projeto voltado às comunidades, é uma iniciativa que contribui para democratizar o acesso à cultura em um país marcado por desigualdades sociais. Temos muito orgulho de chegar ao terceiro ano do projeto e seguimos comprometidos em ampliar o acesso ao lazer e à cultura, promovendo mais qualidade de vida para os brasileiros”, afirma Nelma Tavares, presidente da CAIXA Capitalização.

O Cine CAIXA CAP

Com quase 20 metros de extensão, a estrutura da carreta foi pensada para reproduzir e ampliar a magia dos cinemas: são 85 poltronas (sendo 2 delas acessíveis para cadeirantes), projeção digital, isolamento acústico, ar-condicionado e bomboniere. O formato do projeto foi desenvolvido especialmente para que crianças, jovens e adultos possam assistir aos filmes com conforto, pipoca e refrigerante, gratuitamente.


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A programação conta com dois dias de exibições em cada cidade, com cinco sessões diárias: sempre às 8h, 10h, 14h, 16h e às 19h. Os filmes em exibição são sucessos da Disney para toda a família, como “Divertida Mente 2”, “Elementos”, “Pluft, O Fantasminha”, “Encantos”, “A Pequena Sereia”, “Lilo & Stitch”, “Os Farofeiros”, entre outros.

Os ingressos serão distribuídos presencialmente no local do evento, uma hora antes do início de cada sessão.

Confira programação completa da 3ª edição do Cine CAIXA CAP e os endereços onde a carreta receberá o público em cada estado e município no site: cinecaixacap.com.br


 Programação – Cine CAIXA CAP | 3ª edição – Maranhão

 Primeiro dia:

  • 8h - Encanto
  • 10h - Elio
  • 14h - Lilo & Stitch
  • 16h - Como Treinar o seu Dragão
  • 19h - Os Farofeiros

 Segundo dia:

  • 8h - Viva - A Vida é uma Festa
  • 10h - Elementos
  • 14h - Pluft, o Fantasminha
  • 16h - A Pequena Sereia
  • 19h – Divertida Mente 2


Fonte: Lettera Comunicação Estratégica Marcele



PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas: A nova fronteira do risco corporativo brasileiro

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A recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como Foreign Terrorist Organizations (FTO) e Specially Designated Global Terrorists (SDGT) pelo governo norte-americano tem sido amplamente analisada sob a perspectiva criminal.

Na minha avaliação, esse enquadramento é insuficiente, já que, o verdadeiro impacto não será percebido nos processos penais, será observado nos modelos de governança, critérios de investimento, mecanismos de concessão de crédito, procedimentos de due diligence, nas estruturas de financiamento internacional e nos parâmetros utilizados para avaliação de exposição corporativa.

Pela primeira vez, duas organizações cuja atuação sempre foi interpretada como problema doméstico de segurança pública passam a integrar um sistema normativo concebido para proteção da segurança nacional dos Estados Unidos. O tema deixa de ocupar exclusivamente o campo da criminalidade organizada e passa a ingressar na arquitetura global de sanções, inteligência financeira, combate ao financiamento do terrorismo e proteção da integridade do sistema econômico internacional.

A partir desse momento, a discussão não se limita à existência de atividades ilícitas, passa a envolver a identificação de conexões econômicas, estruturas de influência, redes de relacionamento, beneficiários indiretos, fluxos financeiros, cadeias produtivas e ambientes empresariais suscetíveis à captura por agentes externos.

Esse deslocamento produz uma consequência imediata, em que o centro da análise deixa de ser a ilegalidade e passa a ser a exposição. Essa distinção parece sutil, mas não é.

Os regimes modernos de sanções não foram construídos apenas para punir condutas, mas concebidos para interromper circulação de recursos, restringir acesso a infraestrutura financeira, dificultar suporte operacional e reduzir capacidade de expansão econômica de determinados atores. Em razão disso, investidores, bancos, seguradoras e autoridades regulatórias tendem a ampliar significativamente o escopo das avaliações realizadas sobre empresas brasileiras.

Do compliance tradicional à análise de ecossistemas

O primeiro reflexo deverá surgir nos sistemas de OFAC Screening, processo preventivo de verificação e conformidade, em que tradicionalmente, muitos controles corporativos concentram esforços na identificação de indivíduos ou entidades expressamente incluídas em listas restritivas. Essa abordagem tende a se tornar insuficiente.

A expectativa regulatória passa a alcançar relacionamentos indiretos, estruturas societárias interpostas, beneficiários econômicos ocultos, operadores de fachada e mecanismos de ocultação patrimonial. Não se trata mais de verificar nomes, mas de compreender ecossistemas. O mesmo fenômeno deverá atingir programas de Know Your Customer (KYC), Know Your Business (KYB) e Enhanced Due Diligence.

Durante muitos anos, a diligência prévia se concentrou na confirmação da existência jurídica de clientes, fornecedores e parceiros comerciais. A nova realidade exige algo substancialmente mais sofisticado. Será necessário compreender quem exerce influência material sobre determinada atividade econômica.

Nesse contexto, Beneficial Ownership Transparency deixa de ser uma obrigação documental e se transforma em instrumento de inteligência corporativa. A figura do Ultimate Beneficial Owner passa a representar apenas o ponto de partida de uma investigação mais ampla destinada a compreender estruturas de comando, influência econômica e controle efetivo.

O efeito sobre bancos, cadeias produtivas e operações internacionais

Essa transformação alcança diretamente instituições financeiras internacionais, já que modelos utilizados em Correspondent Banking Risk Assessments tradicionalmente avaliam jurisdição, perfil de clientes, qualidade de controles internos, histórico regulatório e exposição a ilícitos financeiros.

A influência exercida por organizações enquadradas como terroristas em determinados segmentos econômicos ou localidades passa a integrar matrizes de avaliação utilizadas por bancos correspondentes. O resultado pode ser percebido em exigências documentais mais rigorosas, procedimentos adicionais de validação, aumento de custos transacionais e restrições de relacionamento.

Outro aspecto que considero particularmente relevante envolve a chamada Material Support Doctrine. Sob essa lógica, a preocupação regulatória não se limita ao financiamento direto, a análise passa a considerar qualquer forma de suporte econômico, operacional, logístico ou estrutural que possa fortalecer entidades submetidas a restrições.

Essa interpretação amplia significativamente o universo de questionamentos possíveis, em que a discussão deixa de estar concentrada na intenção e passa a examinar consequência econômica.

Em paralelo, ganha relevância crescente aquilo que alguns especialistas internacionais denominam Chain Contamination Theory. Embora o conceito não constitua categoria jurídica formalmente consolidada, sua lógica influencia diversas análises de integridade conduzidas por instituições financeiras e investidores globais.

A premissa é simples, mesmo quando inexistem vínculos diretos, cadeias econômicas podem sofrer contaminação reputacional ou regulatória caso determinados elos apresentem conexões relevantes com ambientes considerados sensíveis. Essa percepção tende a ampliar a importância de Supply Chain Integrity Verification.

Até recentemente, muitas organizações concentravam atenção nos fornecedores imediatos. A tendência agora é avançar sucessivamente pelas camadas subsequentes da cadeia produtiva. A pergunta deixa de ser quem contratamos e passa a ser quem está por trás de quem contratamos.

Geografia, exposição regulatória e novas vulnerabilidades

Em determinadas regiões, a influência exercida por grupos criminosos transcende a prática de delitos e alcança circulação de mercadorias, contratação de serviços, acesso a mão de obra, distribuição de produtos, exploração econômica de determinadas atividades e ocupação informal de espaços estratégicos.

Quando organizações dessa natureza passam a ser enquadradas dentro de regimes internacionais voltados ao combate ao terrorismo, a geografia assume papel completamente diferente. O território deixa de representar apenas variável operacional e passa a constituir elemento de avaliação regulatória. Esse cenário exigirá que empresas desenvolvam mecanismos de Sanctions Exposure Mapping. Ou seja, metodologias capazes de identificar pontos de contato, áreas de vulnerabilidade, dependências econômicas, conexões indiretas e potenciais fontes de exposição decorrentes da atuação em ambientes complexos. Não se trata de mapear ilegalidades, mas de compreender fragilidades.

Mapas corporativos tradicionalmente estruturados em torno de fraude, corrupção, privacidade, concorrência e lavagem de dinheiro tendem a incorporar novas dimensões relacionadas à influência territorial, integridade de cadeias produtivas, exposição indireta e captura econômica.

Governança corporativa sob uma nova lógica de responsabilidade

Sob a ótica da governança corporativa, entretanto, o ponto mais sensível talvez esteja nos conselhos de administração, em que a evolução recente da jurisprudência norte-americana sobre Board Oversight Liability e Caremark Oversight Failures demonstra que a responsabilização de administradores está cada vez menos associada à ocorrência do evento em si.

O foco se desloca para a robustez dos mecanismos destinados à obtenção de informações relevantes, em que a discussão deixa de ser "O problema aconteceu?", e passa a ser "Existiam estruturas minimamente adequadas para permitir sua identificação?".

A partir do momento em que determinado assunto passa a representar preocupação legítima para reguladores, financiadores, investidores institucionais e seguradoras, se torna difícil sustentar que sua supervisão não integra as atribuições da alta administração.

O debate não envolve apenas decisões equivocadas, ele alcança falhas informacionais, omissões deliberativas, ausência de mecanismos de reporte e deficiência na obtenção de visibilidade sobre fatores potencialmente relevantes para a preservação do valor empresarial.

O novo custo de fazer negócios

Outro efeito provável será o fortalecimento das chamadas De-Risking Policies. Frequentemente mal compreendidas, essas medidas não pressupõem a existência de irregularidades, mas representam decisões econômicas destinadas a reduzir exposição diante de cenários considerados excessivamente complexos. Na prática, relacionamentos comerciais podem ser revistos, financiamentos podem sofrer reprecificação, coberturas securitárias podem ser reavaliadas e critérios de investimento podem se tornar mais seletivos.

As consequências também tendem a atingir sistemas de Transaction Monitoring, protocolos de escalonamento de operações suspeitas, estruturas de investigação corporativa e mecanismos destinados à identificação de Trade-Based Money Laundering.

Movimentações incompatíveis com a atividade declarada, fluxos financeiros sem racionalidade econômica aparente, utilização recorrente de intermediários, estruturas artificiais de faturamento e padrões transacionais atípicos deverão receber atenção crescente.

No universo de Private Equity e M&A, as transformações podem ser igualmente significativas. Due diligences tradicionalmente orientadas para passivos tributários, trabalhistas, ambientais e concorrenciais tendem a incorporar análises relacionadas à integridade territorial, influência econômica indireta, concentração de dependências operacionais, beneficiários ocultos, relacionamentos sensíveis e vulnerabilidades reputacionais.

A avaliação deixa de examinar apenas a empresa-alvo e passa a examinar o ambiente onde ela gera valor. A discussão contemporânea sobre governança corporativa não se limita mais à composição de conselhos ou à existência de políticas formais.  Investidores passaram a observar qualidade informacional, transparência decisória, rastreabilidade econômica, mecanismos de prevenção e capacidade institucional de antecipação.

Sob essa perspectiva, compreender como uma organização identifica potenciais fontes de influência externa deixa de ser tema de Compliance e passa a integrar a avaliação da maturidade de sua governança.

A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas não aumenta apenas a exposição dessas estruturas, ela amplia o custo regulatório de operar em determinados ambientes econômicos. E esse custo não será necessariamente percebido por meio de sanções, investigações ou processos judiciais, ele poderá surgir na forma de crédito mais caro, exigências documentais ampliadas, transações mais lentas, auditorias mais profundas, negociações mais complexas, coberturas mais restritas, avaliações mais conservadoras e escrutínio mais intenso.

O verdadeiro impacto dessa decisão não está na esfera criminal, mas na redefinição dos critérios utilizados pelo sistema financeiro internacional para medir previsibilidade, transparência, rastreabilidade econômica e capacidade de controle. É exatamente por isso que a discussão não pertence somente aos departamentos jurídicos e chegou aos conselhos de administração.

Por Patricia Punder, advogada e CEO da Punder Advogados


Partner e fundadora do escritório Punder Advogados no modelo de negócios “Boutique”, une excelência técnica, visão estratégica e integridade inegociável na advocacia. www.punder.adv.br

- Advogada, com 17 anos dedicados ao Compliance;

- Atuação nacional, América Latina e mercados emergentes;

- Reconhecida como referência em Compliance, LGPD e ESG;

- Artigos publicados, entrevistas e citação em matérias de veículos renomados, como Carta Capital, Estadão, Revista Veja, Exame, Estado de Minas, entre outros, tanto nacionais quanto setorizados;

- Nomeada como perita judicial no caso Americanas;

- Professora na FIA/USP, UFSCAR, LEC e Tecnológico de Monterrey;

- Certificações internacionais em compliance (George Whashington Law University, Fordham University e ECOA);

- Coautora de quatro livros de referência em compliance e governança;

- Autora da obra “Compliance, LGPD, Gestão de Crises e ESG – Tudo junto e misturado – 2023, Arraeseditora.


Fonte: Comunicação Vertical


Partidos aguardam divisão dos valores do Fundo Eleitoral para 2026

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu do Tesouro Nacional na segunda-feira (1º) o repasse dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para as eleições gerais deste ano. Em breve, o órgão divulgará os valores a serem destinados a cada partido, conforme os critérios pré-estabelecidos.

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como Fundo Eleitoral ou Fundão, foi instituído em 2017, quando as doações empresarias para campanhas políticas foram proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com repasses concentrados somente nos anos de eleição, o Fundo Eleitoral tem seu valor definido na Lei Orçamentária Anual (LOA). Cabe ao TSE fazer a distribuição aos diretórios nacionais dos partidos.

A adição

Pode-se dizer que o Fundo Eleitoral reúne as operações básicas da matemática. Adição, porque veio somar-se ao Fundo Partidário como um dos mecanismos de financiamento público das campanhas eleitorais no Brasil. Apesar de ambos funcionarem com recursos públicos, cada qual tem suas regras.

Bem mais antigo — instituído pela Lei 9.096, de 1995 —, o Fundo Partidário é destinado primeiramente à manutenção e às atividades dos partidos, como pagamento de serviços e despesas administrativas. Mas os recursos também podem ser utilizados para as campanhas eleitorais. Antes da criação do Fundo Eleitoral, o Partidário era a única fonte pública de recursos divididos entre as agremiações.

A adição do Fundo Eleitoral ao financiamento de campanha teve objetivo de garantir mais transparência e reduzir influências externas no processo eleitoral.

O Fundo Eleitoral foi criado quando acabou a doação de pessoa jurídica, para não haver influência de empresários na eleição, evitando que o candidato ficasse refém de interesses privados. A finalidade é ser financiado pelo Estado para não haver essa dívida, que pode levar à corrupção, e também proporcionar um maior equilíbrio econômico nas disputas — afirma a consultora legislativa do Senado Flávia Magalhães, da área do direito Constitucional, Administrativo e Eleitoral.

A subtração

Uma questão que ainda recebe críticas é a distribuição dos recursos feita dentro do partido. Cada agremiação distribui o montante recebido como quer. Ou seja, subtrai-se de alguns, em benefício de outros.

— O partido distribui como quer, assim como era quando recebia de doações de pessoas jurídicas. Questiona-se porque um recurso público acaba sendo distribuído de uma forma não necessariamente justa entre os candidatos. Os diretórios é que vão definir quais os candidatos que receberão mais ou menos recursos.

A multiplicação

A destinação de quase R$ 5 bilhões ao Fundo Eleitoral chama atenção pelo fato de o montante ter quase triplicado em um período de oito anos, desde 2018, quando foi distribuído R$ 1,7 bilhão (veja quadro). Há quem questione o montante do fundo, argumentando que o valor poderia ser usado em outras finalidades essenciais do Estado. Outras vozes, porém, lembram que também é fundamental garantir a lisura do pleito, a independência dos eleitos e o financiamento das eleições.

— Os partidos podem até renunciar ao valor, se quiserem. Em 2022, o Partido Novo recusou o Fundo Eleitoral. Mas isso deve ser feito até 1º de junho. Neste ano, nenhum recusou — explica a consultora Flávia Magalhães.

A divisão

A divisão do valor do Fundo Eleitoral entre os partidos segue critérios regulamentados por resolução de 2019 do TSE. 2% são garantidos a todos os partidos registrados no Tribunal. Na sequência, 35% são distribuídos entre os partidos com pelo menos um deputado federal. E essa divisão será feita na proporção do percentual de votos obtidos na última eleição geral para a Câmara.

Flávia Magalhães lembra que a Constituição define que os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas de 2022 a 2030 devem ser contados em dobro para a divisão de recursos.

Outros 48% serão divididos na proporção dos deputados federais titulares eleitos na última eleição e 15% na proporção dos senadores titulares e que estiverem nos primeiros quatro anos de mandato.

Assim, toda a base de cálculo para o repasse referente às eleições gerais de 2026 vai considerar os resultados das eleições gerais de 2022. Serão incluídas nesse cômputo as retotalizações — a partir de cassações de deputados, por exemplo — processadas até 1º de junho deste ano.

Em 2024, 29 partidos dividiram o montante de R$ 4,9 bilhões. Ao final do pleito, todos os partidos tiveram de apresentar prestação de contas detalhada. Os recursos que não forem utilizados nas campanhas eleitorais devem sempre ser devolvidos ao Tesouro Nacional.

O PL levou a maior parte dos recursos (17,87%) em 2024, seguido do PT (12,49%). Na sequência aparecem os partidos União (10,81%), PSD (8,48%), PP (8,41%) e MDB (8,15%).

Novas operações

Alguns projetos em tramitação nas duas Casas Legislativas têm objetivo de mexer no Fundão. No Senado, por exemplo, o PL 573/2020, de iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), a partir de uma ideia legislativa, reduziria à metade do valor de 2020 (quando foram destinados R$ 2 bilhões) para as eleições de 2022, com congelamento desse montante até 2042. É o que propõe também o PL 4.775/2019, do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Já o PL 2.538/2023 determina a devolução ao Tesouro Nacional dos recursos do Fundo Eleitoral nos casos de cassação de registro, diploma ou mandato. Autor da proposta, o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) argumenta que “não há razoabilidade em permitir que se empenhe recursos públicos em campanhas de candidatos que não possuam todas as condições de elegibilidade ou que tenha alguma das condições de inelegibilidade no ato do registro de candidatura, sem a possibilidade de que os valores sejam restituídos aos cofres nos casos citados”.

O senador Jayme Campos (União-MT) apresentou no ano passado projeto que destina recursos do Fundo Eleitoral a programas de educação cidadã e letramento democrático, sob gestão do TSE (PL 6.469/2025).

— Não há uma democracia forte sem uma sociedade bem informada. Não há cidadania absoluta sem compreensão dos direitos e deveres, do funcionamento das instituições e do papel de cada indivíduo na vida pública. Assim, o projeto que apresento propõe a destinação de 2% do Fundo Eleitoral para ações permanentes e estratégicas de educação — disse o senador em Plenário.

Os fundos Eleitoral e Partidário também poderiam ter sofrido alterações pelo projeto de lei complementar (PLP) 112/2021, debatido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no ano passado. A matéria, aprovada pelo colegiado, acabou não sendo analisada pelo Plenário, de forma que pudesse trazer alterações para a eleição de 2026.

Na Câmara, o PL 2.652/2022, do ex-deputado Nereu Crispim (RS), propõe a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral de forma igualitária entre os candidatos. Outros mais radicais, como o PL 2.722/2019, da ex-deputada Paula Belmonte (DF), e o PL 4.910/2019, do deputado Diego Garcia (União-PR), simplesmente extinguem o Fundão.

Fonte: Agência Senado




sábado, 16 de maio de 2026

Campanhas Publicitárias da Copa do Mundo: Estratégias e Impacto no Engajamento Global

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Análise das estratégias históricas de Nike, Adidas e Coca-Cola revela como a construção de narrativas emocionais e culturais consolidou o Mundial da FIFA como o maior palco do marketing global

A Copa do Mundo da FIFA tem servido como uma plataforma global para o desenvolvimento de campanhas publicitárias que transcendem o evento esportivo, tornando-se referências em estratégia de marketing e engajamento de público. Análises recentes destacam a evolução das abordagens de marcas como Nike, Adidas e Coca-Cola na utilização do torneio para fortalecer sua presença e conexão com consumidores.

Nike: Narrativa e Identificação com o Atleta

A Nike tem se notabilizado por campanhas que enfatizam a narrativa e a identificação com o universo dos atletas. O comercial "Aeroporto" (1998), por exemplo, apresentou a seleção brasileira em uma partida informal, utilizando a música "Mas que Nada" como trilha sonora. Esta campanha contribuiu para associar a marca ao estilo de jogo brasileiro e à cultura do futebol.


Outras iniciativas de grande impacto incluem:

"Write the Future" (2010): Esta campanha explorou o impacto de momentos decisivos no futebol na trajetória de jogadores como Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo, focando na dramaturgia e na aspiração.



"Winner Stays" (2014): A campanha retratou jovens se transformando em jogadores profissionais durante uma partida de rua, abordando a paixão e a imaginação dos fãs pelo esporte.



Adidas: Tradição e Conexão Geracional

A Adidas, parceira histórica da FIFA, tem focado em campanhas que celebram a tradição do futebol e promovem a conexão entre diferentes gerações de fãs. A campanha "José +10" (2006) ilustrou essa abordagem ao reunir jogadores lendários e contemporâneos em uma partida simbólica, reforçando a herança da marca no esporte e o elo afetivo entre pais e filhos que compartilham a mesma paixão.



Coca-Cola: Celebração e União Global

A Coca-Cola, por sua vez, tem direcionado suas campanhas para a celebração da união e da paixão global pelo futebol. A campanha "Juntos na Copa" (2018) destacou a participação histórica da seleção da Islândia e o entusiasmo contagiante de sua torcida, sublinhando a capacidade do futebol de unir diferentes culturas, nações e celebrar o otimismo sob uma mesma linguagem universal.

Esses exemplos demonstram a diversidade de estratégias adotadas pelas marcas para capitalizar a visibilidade da Copa do Mundo, utilizando o storytelling como ferramenta central para criar campanhas memoráveis e estabelecer conexões duradouras com o público.

Fonte: ADNEWS



Zico, o Samurai de Quintino, e a mudança da Vudoo Filmes

Imagem: reprodução

Produtora estreou no cinema em maio com o documentário sobre o jogador e já atraiu 36 mil pessoas aos cinemas

A Vudoo Filmes completa 15 anos e tem motivos para celebrar.

Até então restrita ao mercado publicitário, a produtora estreou no cinema no dia 30 de abril com o documentário 'Zico, o Samurai de Quintino', dirigido por João Wainer.

O resultado é que o filme alcança agora a maior abertura em número de salas da história entre os documentários no Brasil, com 511 salas, e foi visto, até o momento, por 36 mil espectadores.

Isso faz com que o documentário brasileiro seja o mais assistido do ano até o momento, segundo dados do Filme B.

A produção cinematográfica, de fato, amplia o escopo da empresa, criada por André Wainer e Luiz Porto, em um período de transformação tecnológica do setor e continua a acompanhar essas mudanças.

Desde o início, adotou modelo flexível, com equipe criativa e executiva fixa e equipes operacionais formadas sob demanda, o que permitiu transitar entre diferentes formatos.


Da esquerda para a direita: André Wainer, sócio-fundador, Luiz Porto, sócio-fundador,
e Bruno Tinoco, diretor criativo (Imagem: Catarina Ribeiro) - reprodução


Vudoo Filmes e os 15 anos

Nesses 15 anos, a Vudoo consolidou uma carteira de clientes relevante e recorrente.

Dessa forma, atende grandes marcas e players como TV Globo, Bradesco Seguros, Santander, Itaú, O Botícário, Natura, Coca-Cola, Vivo, além de agências e empresas de diferentes setores.

Grande parte dos filmes publicitários da produtora estão sob a direção de Bruno Tinoco, que é também diretor criativo da produtora e parceiro de longa data dos sócios.

No documentário, de fato, a Vudoo investiu na manipulação e tratamento de imagens de arquivo com o uso de ferramentas recentes de inteligência artificial (IA).

Dessa forma, registros com mais de 40 anos passaram por um processo avançado de recuperação e aprimoramento, elevando a qualidade visual do material.

Com mais de 500 profissionais envolvidos, o projeto evidencia a capacidade da produtora de liderar trabalhos de grande porte, com a integração de frentes de criação, produção e gestão.

Assim, mesmo com a entrada no cinema, a Vudoo mantém o mercado publicitário como base do negócio, e o filme surge como expansão de possibilidades no audiovisual.

As mudanças da Vudoo

André Wainer e Luiz Porto falaram com Meio & Mensagem sobre essas mudanças.

Sobre o documentário, como surgiu esse projeto e como a Vudoo o desenvolveu até chegar ao cinema?

Luiz Porto – Esse projeto começou em 2020, uma longa jornada entre a primeira conversa e o filme chegar na tela do cinema. O Pedro Curi, um dos produtores, tinha uma conexão com o Thiago Coimbra (filho do Zico), que nos recebeu, acreditou na gente e nos levou até o Zico. A partir daí, buscamos parceiros, investimento e iniciamos o desenvolvimento com a equipe criativa que se juntou ao projeto. A ideia sempre foi deixar um legado. Uma obra grandiosa e definitiva sobre a sua vida. Uma grande homenagem pra um cara que está na primeira prateleira do futebol mundial.

Quais são as coincidências e diferenças entre produção publicitária e para o cinema?

André Wainer – O set de publicidade e cinema é similar em termos de equipe e estrutura. Ali não tinha segredo: levantar a produção, equipe, a estrutura toda da pré a pós-produção. Sabíamos o que queríamos e montamos a equipe que entregaria aquilo que imaginamos. Mas documentário tem suas peculiaridades, trabalha com o imprevisível, enquanto a publicidade precisa de previsibilidade. E essa é a parte mais legal do doc: planejar uma coisa e acabar se surpreendendo no set, na pesquisa. Curtimos muito isso tudo. Mas o maior aprendizado foi na montagem da engrenagem que viabiliza o filme. Captar dinheiro, parceiros, lidar com leis de incentivo, patrocínio, distribuição. Não fazemos isso no universo da publicidade. Foi um aprendizado enorme.

Uso de IA

⁠Quando vocês falam em uso de IA no filme, dá para detalhar como isso foi feito?

Wainer – O filme agregou imagens das mais diversas origens e épocas. Como a entrega do filme é em 4K, o desafio sempre foi ampliar e tratar as imagens de acervo. Utilizamos ferramentas de upscale e limpeza que utilizam IA nos seus processos, e alcançamos resultados impressionantes, especialmente no material de película. Acredito que isso foi fundamental para a experiência do filme em cinema.

Nesses quinze anos de existência, como avalia a mudança da demanda publicitária?

Porto – Há 15 anos essa demanda mudou e acho que vai continuar mudando para os próximos 15 anos também. A Vudoo nasceu já em um momento de transição de tecnologia, com novas possibilidades em termos de equipamentos de produção e pós. Nascemos com esse chip, animados e sem medo de encarar os desafios. Hoje vivemos outra transição, com clientes buscando presença constante em diversas plataformas. E cada uma delas fala com um público, usa uma linguagem.  Buscamos mesclar a experiência com a juventude nas nossas equipes, além de buscar sempre estar em dia com a tecnologia do momento. Mas são desafios que gostamos de encarar e solucionar. Nosso compromisso é sempre com o produto final e com nossos parceiros.

Próximos passos

Depois dessa primeira experiência com o cinema, quais são os próximos projetos?

Wainer – Primeiro, foco na publicidade. Queremos escalar nossa produção, atender novos clientes e agências. O filme validou nossa capacidade de mobilizar grandes equipes, na excelência técnica e estética. Sinto que nossas ferramentas, nosso repertório, está maior, mais parrudo para atender a publicidade. Em paralelo, temos projetos em desenvolvimento para cinema e streaming. Vamos trabalhar nos dois mundos.

Fonte: meioemensagem




Contaminação de detergentes reforça a importância do controle microbiológico na indústria

Milena, assessora científica da Kasvi Priscilla Fiedler - Imagem: reprodução


Análises microbiológicas feitas nos ambientes fabris e no produto final garantem segurança para o consumidor

Nas últimas semanas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um comunicado alertando os consumidores a pararem de usar alguns produtos da marca Ypê, como detergente, sabão líquido e desinfetante. Já os mercados e distribuidores tiveram que retirá-los das prateleiras, enquanto a fábrica precisou parar a produção. O motivo foi irregularidades encontradas na produção durante uma inspeção da agência realizada em abril deste ano. 

Um dos fatores que contribuíram para a decisão foi o registro, em novembro de 2025, de um episódio de contaminação microbiológica pela bactéria Pseudomonas aeruginosa na fábrica. Até o momento, a Anvisa não divulgou a presença da bactéria na última visita (abril). Casos como esse reforçam a importância do controle microbiológico em indústrias. As análises devem ser feitas em todas as etapas do processo, desde a matéria-prima até o produto final. 

“O principal objetivo é prevenir contaminações que possam comprometer a eficácia, estabilidade e segurança do produto, além de garantir conformidade com requisitos regulatórios e normas de boas práticas de fabricação. Um controle microbiológico eficiente reduz riscos ao consumidor e prejuízos à empresa”, explica Milena Clasen, biomédica e assessora científica da Kasvi. 

Contaminações trazem riscos à saúde e prejuízos à indústria

Os riscos causados pela contaminação microbiológica variam conforme o tipo de produto, o microrganismo envolvido e a condição de saúde do consumidor. Em produtos alimentícios, as bactérias podem causar intoxicações alimentares, gastroenterites, náuseas, vômitos e diarreias. Em produtos saneantes, cosméticos ou itens hospitalares, por exemplo, podem ocorrer infecções cutâneas, respiratórias, oftálmicas e até sistêmicas, especialmente em grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas imunocomprometidas.

Segundo a biomédica, os principais riscos de contaminação dentro da indústria estão relacionados a falhas em higiene operacional, sanitização inadequada, água contaminada, matérias-primas fora de especificação e problemas no controle ambiental e de equipamentos. “Microrganismos oportunistas, como Pseudomonas spp., podem proliferar durante o processo produtivo e comprometer lotes inteiros. Mesmo produtos saneantes, cosméticos ou itens com ação antimicrobiana não estão isentos de contaminação caso existam falhas no processo fabril”, destaca.

Quando a contaminação é identificada e comprovada, os problemas se tornam ainda maiores para as indústrias, que lidam com perdas produtivas, recalls e danos à credibilidade perante o mercado e órgãos reguladores. Nestes casos, é realizada uma investigação completa de causa raiz, que inclui revisão de matérias-primas, água de processo, ambiente fabril, equipamentos, limpeza, sistema conservante, armazenamento e fluxo produtivo. Para os consumidores, a indicação é interromper o uso e, caso tenha reações ou sintomas adversos, procurar atendimento médico e relatar o uso do produto. 

Soluções laboratoriais auxiliam no controle microbiológico industrial

Para evitar a contaminação e assegurar a saúde do consumidor, o controle de qualidade aliado às Boas Práticas de Fabricação são aliados. Entre os principais processos está a análise microbiológica, realizada ainda nas fases de produção. A Kasvi, empresa brasileira dedicada a oferecer as melhores soluções para pesquisa, ciência, diagnósticos, estudos e novas descobertas, oferece insumos e materiais para análise de diversos tipos de alimentos e indústrias.

Entre os produtos disponíveis e utilizados nas análises está o Ágar Cetrimide, um meio de cultura seletivo utilizado para isolamento e identificação presuntiva de Pseudomonas aeruginosa — bactéria identificada na fábrica da Ypê em 2025. A empresa também oferece swabs, microscópios, placas de Petri, alças de inoculação, meios de cultura desidratados, consumíveis microbiológicos e equipamentos utilizados no preparo e execução das análises microbiológicas.

Todas as soluções comercializadas auxiliam laboratórios e indústrias de diferentes segmentos a fortalecer protocolos de controle de qualidade, rastreabilidade e prevenção de contaminações, contribuindo para maior segurança dos processos produtivos e conformidade com exigências regulatórias.

Sobre a Kasvi

A Kasvi é uma empresa brasileira dedicada a oferecer as melhores soluções para pesquisa, ciência, diagnósticos, estudos e novas descobertas. Com mais de 10 anos de expertise no mercado laboratorial, a Kasvi é referência em produtos e equipamentos de alta performance para indústrias e laboratórios. Mais informações em www.kasvi.com.br.

Fonte: DePropósito Comunicação de Causas  / Sabrina Fernandes 


Em ano de eleição, precisamos entender sobre política

Imagem: reprodução / divulgação


Novo livro do cientista social Aurelio Maranha destrincha conceitos-chave para o exercício da cidadania e para a compreensão do indivíduo como detentor de poder


O cientista social Aurelio Maranha levanta um debate que não pode ser ignorado em ano de eleições presidenciais: Precisamos Falar Sobre Política. Título de seu novo livro, o autor apresenta informações essenciais para o exercício da cidadania, como os conceitos de poder, soberania e justiça, além das maneiras como diferentes governos se estabelecem e se legitimam na contemporaneidade.

Com uma abordagem leve e didática, como se estivesse contando histórias entre amigos, o escritor percorre nomes fundamentais da filosofia e da Ciência Política. Ele introduz figuras centrais como Platão e Aristóteles, passa por pensadores como Maquiavel, Thomas Hobbes, Pierre-Joseph Proudhon, Karl Marx e Friederich Engels, e chega aos dias atuais com Max Weber, John Rawls, Ludwig von Mises, João Ubaldo Ribeiro e Byung-Chul Han.

Além de discorrer sobre as principais teorias, a publicação conecta política à economia para mostrar como as decisões das figuras de autoridade interferem no cotidiano da população. Lei de oferta e procura, inflação e impostos são termos que aparecem todos os dias nos veículos de comunicação, mas que se aproximam do leitor neste livro quando o cientista social retrata a relação direta entre a ação dos governantes e seus impactos financeiros na população.

À medida que explica questões-chave do campo de saber, Aurelio Maranha utiliza como norte o liberalismo clássico, que posiciona a liberdade individual como valor inegociável e inviolável frente ao estado. Amparado nas ideias de Ludwig von Mises, o escritor faz críticas ao autoritarismo, ao totalitarismo e a regimes comunistas vigentes na atualidade.

"Para superar obstáculos tão profundamente enraizados, é essencial cultivar a empatia e uma comunicação livre e aberta. A liberdade de expressão e a atuação responsável dos meios de comunicação são condições essenciais e poderosas na luta contra a desinformação. A partir daí, construir pontes entre pessoas com visões divergentes pode se tornar uma possibilidade. (Precisamos Falar sobre Política, p. 114)"

Com um olhar profundo para os acontecimentos contemporâneos, o escritor também traça uma associação entre as dicotomias dos discursos contemporâneos e as desinformações que circulam nas redes sociais. Porém seu olhar não é completamente negativo: de acordo com ele, apesar de existir uma manipulação algorítmica, o mundo digital proporciona um diálogo mais livre e se torna uma ferramenta poderosa para supervisionar as decisões dos governantes.



Entre críticas, análises e elucidações, o livro busca conceder as ferramentas necessárias para que as pessoas possam se perceber como cidadãos capazes de transformar a política e de preservar a democracia. “A obra é um convite à reflexão crítica, à busca incansável pela verdade e à superação das dicotomias simplistas que hoje fragmentam o nosso diálogo”, conclui Aurelio Maranha.

FICHA TÉCNICA

Título: Precisamos Falar sobre Política
Autor: Aurelio Maranha
Editora: Diálogo Freiriano
ISBN/ASIN: 978-65-83908-51-3
Páginas: 122
Preço: R$ 40,80 (físico) e R$ 7,87 (e-book)
Onde encontrar: Amazon 


Sobre o autor: Formado em Ciências Sociais, Aurelio Maranha possui especialização em Marketing e construiu uma trajetória marcada pela articulação entre educação e atuação no setor empresarial. Entre 1982 e 1995, lecionou Sociologia, Antropologia e Política nas faculdades de Franca, incluindo a Unifran e o Uni-Facef, contribuindo para a formação crítica de diversos estudantes. Após sua atuação acadêmica, seguiu carreira no meio corporativo, onde consolidou sua experiência na área comercial. O autor também atuou como Diretor Comercial da Yamaha Motor do Brasil. Agora ele lança Precisamos Falar sobre Política, obra que propõe uma introdução acessível e reflexiva à Ciência Política.


FonteLC - Agência de ComunicaçãoLara Montezuma