terça-feira, 28 de julho de 2026

Campanhas da Semana: estratégias em cena

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O Boticário divulga linha de perfume com Kaká e Livelo lança campanha para o mercado de fidelidade

O Boticário lançou a campanha do novo Malbec Eau de Parfum, a versão mais concentrada de sua linha amadeirada. Criada pela AlmapBBDO, a ação é estrelada pelo ex-jogador Kaká sob o conceito “Inquestionável”, associando a trajetória do atleta à intensidade do produto. O plano de comunicação contempla comercial para TV aberta e plataformas digitais, além de um conteúdo em formato de roda de conversa com os perfumistas Honorine Blanc e Clément Gavarry no YouTube, Instagram e TikTok. A estratégia digital conta com suporte das agências W3Haus, SoWhat, Publination e PROS.



A Livelo apresentou o filme “Ponto Final”, desdobramento da campanha institucional “Viva. Pontue. Repita.”. Desenvolvida pela AlmapBBDO em parceria com a Vetor Zero, a narrativa traz um personagem caracterizado como um ponto final que se transforma no símbolo rosa da marca, ilustrando a conversão de gastos diários em recompensas. O plano de veiculação abrange os canais Meta, TikTok e YouTube, com foco na diferenciação do programa de fidelidade e na construção de lembrança de marca.



A TV Globo colocou no ar o filme promocional das oitavas de final da Copa do Brasil, narrado pelo rapper BK. Desenvolvida pelo time interno da emissora, a produção utiliza o movimento do piscar de olhos para retratar as mudanças rápidas de resultado em partidas eliminatórias. O comercial estreou na programação da TV aberta e reforça a assinatura “A Copa do Brasil não é para jogar. É para vencer.”, antecipando o início das transmissões dos jogos.



A Bis estreou a campanha “A-BIS-olvição”, criada pela agência David. A comunicação aborda hábitos frequentes de consumo do chocolate — como pegar o último da caixa ou esconder o produto de terceiros — e os transforma em julgamentos bem-humorados onde os personagens são perdoados diante da tentação do produto. A estratégia inclui comerciais para TV e ambiente digital, ações com criadores de conteúdo nas redes sociais e veiculação em mídia exterior.



O Sebrae apresentou um novo videoclipe do projeto “Nosso Canto”, criado pela agência Nova. Estrelado pela cantora Marina Sena, que interpreta a canção “Feira de Mangaio”, o vídeo foi gravado no Mercado Ver-o-Peso, em Belém, e destaca histórias de pequenos empreendedores locais apoiados pela instituição. A distribuição da campanha ocorre de forma multiplataforma no Spotify, TikTok, YouTube, redes da Meta e em inserções na programação da TV Globo.



A Stone lançou a campanha nacional “Nasceu pra Empreender”, desenvolvida pela Blast Creative. Protagonizado pelo ator e comerciante Milhem Cortaz, o filme principal introduz a assinatura “Se você nasceu pra empreender, agora tem um banco que nasceu pra você” para posicionar a marca como parceira financeira de pequenos e médios negócios. A comunicação é composta por filmetes focados em produtos como crédito, rendimento de conta PJ e gestão de funcionários, além de conteúdos didáticos para mídias digitais.



A Subway realizou uma ação digital desenvolvida pela agência Jotacom após a repercussão de um vídeo viral em que a empreendedora de rua Rafaela pronunciava o nome da rede como “Sambia”. A marca convidou a vendedora para visitar uma unidade e experimentar os produtos da linha “Subway Brasilidades”. Para acompanhar a brincadeira nas redes sociais, o perfil oficial da empresa no Instagram alterou temporariamente sua imagem de exibição e biografia em referência ao meme.



A Neoenergia estreou a campanha institucional “Mais por você”, criada pela Propeg. O filme utiliza a relação entre uma pessoa cega e seu cão-guia como metáfora para abordar a presença e a confiabilidade do serviço de distribuição de energia. A produção é embalada pela música “Os Cegos do Castelo”, de Nando Reis, e conta com veiculação em TV, rádio, mídia impressa, plataformas digitais e circuitos de OOH nas regiões de atuação da companhia.



A 99Food promoveu uma ação de rua em Santos, no litoral de São Paulo, para marcar o lançamento do seu serviço de entregas na região. Desenvolvida pela agência Mutato, a ativação utilizou como referência o verso “invadiu a cidade”, da banda Charlie Brown Jr., ocupando a orla com jet skis, veleiros e um salto de paraquedista personalizado. Os registros da ação foram transformados em filme promocional para redes sociais, acompanhados do envio de cupons de desconto para os usuários locais.



O Delboni lançou na Grande São Paulo a campanha “Confiança que se sente”, criada pela agência Nation. O projeto tem como peça central um filme em animação focado no acolhimento de pacientes em medicina diagnóstica, complementado por cinco pílulas de vídeo sobre serviços específicos, como vacinas e atendimento domiciliar. O plano de mídia contempla veiculação em salas de cinema, plataformas digitais e painéis de mídia exterior (OOH).



A C&A lançou a campanha de Dia dos Pais para apresentar o “Tradutor de Pais”, recurso integrado ao Personal Shopper da marca. Desenvolvida pela agência LePub São Paulo, em parceria com a Thinkers Lab e SOTAQ, a comunicação parte do conceito “A gente traduz o que seu pai quer” e brinca com frases conhecidas como “sua presença já é o meu presente” para sugerir roupas e acessórios de acordo com o estilo de cada perfil. A ação engloba filme publicitário, conteúdos para plataformas digitais e ambientação temática nas vitrines e lojas físicas da rede.



Fonte: meioemensagem





O futuro do varejo: intenção, contexto e a era do retail performance

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O relacionamento no varejo nunca foi apenas comunicar, mas decidir como, quando e por que interferir na jornada do consumidor, pois o PDV deve ser considerado como um ambiente de escolha, onde a intenção se transforma em ação.

Durante muito tempo, porém, as empresas e marcas tentaram influenciar essa decisão à distância, com campanhas que criavam o desejo e promoções que, depois, aceleravam o processo, restando ao varejo confirmar algo já decidido.

Contudo, o comportamento do consumidor mudou drasticamente, o cliente não separa mais o mundo físico do digital e vive em um ambiente híbrido, pesquisando online e comprando na loja ou experimentando na loja e comprando online. Ele alterna canais com naturalidade, guiado pela conveniência. Porém, diversas pesquisas apontam que uma parte significativa das escolhas finais ainda acontece dentro do estabelecimento físico, diretamente diante da gôndola, no exato momento em que intenção e contexto se encontram.

Nesse cenário, a loja física ganha um novo papel estratégico, deixando de ser um mero ponto de transação para se transformar em um ambiente rico em experiência, dados e influência qualificada. Nesse ecossistema, o retail media se consolidou em mercados maduros, como o norte-americano, passando de uma iniciativa pontual de mídia para uma infraestrutura integrante do projeto estratégico, arquitetônico e da operação das lojas.

No entanto, existe um ponto fundamental que frequentemente é negligenciado pelo mercado: antes de monetizar sua audiência para a indústria, o varejista precisa utilizar sua própria estrutura digital para aprimorar a operação, com telas, dados e comunicação servindo, antes de tudo, para melhorar a experiência do shopper e aumentar a eficiência comercial da loja.

Quando a comunicação digital é estruturada como um projeto estratégico, e não como improviso, ela acompanha perfeitamente o percurso do cliente: mensagens institucionais posicionadas na entrada da loja, organização e destaque de categorias durante a jornada nos corredores, estímulos de impulso e reforço de marca para o momento do checkout.

Dessa forma, a dinâmica da comunicação muda profundamente, deixa de ser dispersa e passa a ser estritamente intencional no exato instante da decisão, com a marca deixando de disputar uma atenção abstrata e passa a disputar critérios práticos. É nesse momento que podemos substituir o questionamento de “como convencer?” e focar em “estou ajudando a decidir?”.

O impacto dessa presença estruturada no ponto de venda é altamente mensurável e foi refletido em um estudo realizado ao longo de 4 anos – que analisou quatro milhões de tickets em supermercados norte-americanos – , que identificou os reflexos reais da exposição dos consumidores a telas digitais. Segundo a pesquisa, a estratégia gerou 8% de crescimento médio nas vendas gerais, 16% de aumento nas vendas de marcas populares, 15% de crescimento em itens de pequenos prazeres – como snacks e chocolates -, e 20% de alcance positivo em produtos de lançamento.

Esses resultados, contudo, não decorrem da simples presença física de uma tela, pois envolvem uma combinação precisa entre local, conteúdo e contexto, na qual mensagens dinâmicas substituem com sucesso a sinalização estática e aumentam a atenção do shopper ao ativar áreas do cérebro ligadas à decisão emocional.

Ainda assim, a atenção é apenas o início ao levarmos em conta que, sem clareza, ela se transforma em distração. Experiência não significa excesso, significa coerência e, quando é excessiva, desconectada ou invasiva, gera ruído. Quando é pensada estrategicamente, reduz a fricção e constrói confiança no longo prazo.

Atualmente, a relação entre o varejo e a indústria ainda opera de forma fragmentada, onde o trade marketing negocia o espaço, a mídia vende a visibilidade, a indústria busca exposição e o varejo procura margem, com metas, métricas e horizontes diferentes que resultam em campanhas que não chegam à execução ou investimentos sem comprovação clara de impacto.

Para solucionar esse desalinhamento emerge a evolução do modelo da comunicação digital no PDV: o Retail Performance, que não se resume à simples soma de trade marketing e retail media mas, sim, à integração estrutural entre planejamento, comercialização, execução, mídia e dados em uma gestão contínua orientada a resultados.

Isolados, esses pilares produzem esforço, integrados geram performance e alinham os interesses de parceiros de negócios rumo ao crescimento sustentável com a aposta na tecnologia como intenção e transformação.

No ambiente de negócios atual, a clareza tornou-se um verdadeiro diferencial competitivo, pois o consumidor valoriza e busca marcas que explicam, orientam e facilitam a sua tomada de decisão.

Assim, o futuro do varejo pertence a uma comunicação mais responsável, que entende o contexto da jornada de consumo – como o dia da semana, o horário e o clima, entre outros -, respeita o tempo do consumidor e usa as ferramentas tecnológicas como aliadas estratégicas. Ou seja, o relacionamento real se baseia em intenções verdadeiras.

Fonte: mercadoeconsumo




Rock in Rio 2026 supera número de patrocinadores da edição anterior

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Edição de 2026 reunirá 14 marcas com cotas de patrocínio máster e principal, além de 26 apoiadores e amplo pool de media partners na Cidade do Rock

O Rock in Rio 2026, agendado para os dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro na Cidade do Rock (Rio de Janeiro), superou a contagem de marcas parceiras em relação à sua edição de 2024. A organização confirmou a presença de 14 patrocinadores — dois a mais do que no evento anterior —, além de um ecossistema com 26 marcas apoiadoras e diversos parceiros de mídia.

Estrutura de Patrocínios e Apoios

O quadro de marcas para a edição de 2026 está dividido da seguinte forma:

Patrocinador Máster: Itaú;

Patrocinadores: Heineken, Coca-Cola, Seara, Ipiranga, KitKat, Prudential, TIM, Natura, Doritos, Superbet, iFood, C&A e Volkswagen;

Apoiadores (26 marcas): Movida, Johnnie Walker, Latam, Trident, 3 Corações, Hellmann’s, Schweppes, Tic Tac, Cif, Estácio, Chilli Beans, CRM Bonus, CVC, Axia Energia, Venancio, Pro Force, Cup Noodles, Philco, Bacio di Latte, Bob’s, Vale, Prevent Senior, DHL, All Acor, Filtr Music e Gerdau;

Media Partners: Globo, Multishow, Globoplay, Eletromidia, Folha de S. Paulo, Rádio Rock, Estadão, Rádio Mix, O Globo, Extra e Flix Media.

Entre as iniciativas conjuntas com os apoiadores, destaca-se a parceria com a Axia Energia, com foco na descarbonização total da operação durante os dias do festival.

Visão da Organização

"Quando o festival é grandioso e entrega o que é bom para as marcas, isso é bom para o festival. E o que é bom para o festival é bom para as marcas. O resultado positivo das cotas de patrocínio deste ano reflete essa crença e a construção de relações de confiança que o Rock in Rio vem cultivando ao longo dos anos." — Renata Guaraná, diretora geral de parcerias da Rock World (empresa proprietária do Rock in Rio).

Fonte: ADNEWS


Eleições: o que é permitido e o que é proibido nas redes sociais

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Com a proximidade das eleições de 2026 e a pré-campanha já em andamento, o ambiente digital começa a fervilhar. Por isso, é preciso estar atento às regras sobre o que é permitido e o que é proibido em redes sociais, aplicativos de mensagens e demais plataformas de internet.

A importância da atuação digital é cada vez maior na disputa por votos, e os candidatos reconhecem no espaço virtual um meio combativo e efusivo de fazer campanha. O avanço no uso da tecnologia, porém, torna mais complexo o trabalho da Justiça Eleitoral na fiscalização das campanhas e no combate à desinformação e à disseminação de conteúdos falsos, manipulados ou descontextualizados.

Para proteger os eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem atualizando as regras para disciplinar, entre outros pontos, o uso das redes sociais e da inteligência artificial (IA) pelos partidos, candidatos e provedores de internet. 

Neste ano, pela primeira vez as campanhas para presidente, governador, senador e deputado deverão seguir norma do TSE que regulamenta o uso de IA na propaganda eleitoral. As regras foram estabelecidas nas eleições municipais em 2024 e atualizadas pela corte eleitoral.

É proibido, por exemplo, o uso de deepfakes (conteúdos fraudulentos produzidos por inteligência artificial de forma hiper-realista, com rostos e vozes manipuladas). E todo material produzido por IA deverá exibir um aviso, entre outras restrições.

Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral só será permitida a partir de 16 de agosto, inclusive na internet. As normas são definidas na Resolução TSE 23.610.

Assim como nas eleições de 2024, continua proibido o disparo de mensagens de conteúdo político-eleitoral em massa. Isso vale tanto para aplicativos de mensagens como para plataformas digitais.

O impulsionamento de conteúdo — prática de pagar para plataformas digitais (como Instagram, Facebook, TikTok ou Google) aumentarem a visibilidade de uma postagem — é permitido, mas tem que ser claramente identificado. Apenas candidatos, partidos, federações ou coligações podem contratar o serviço. Plataformas e provedores que oferecem o mecanismo devem ser cadastradas na Justiça Eleitoral e garantir que seja tecnicamente possível aos contratantes inserir o aviso de conteúdo impulsionado.

As notícias falsas (fake news) e as publicações inverídicas estão na mira da Justiça Eleitoral, que pode determinar a remoção de conteúdo, a retirada de publicações ofensivas, dar direito de resposta e responsabilizar os envolvidos. Em alguns casos, o descumprimento das regras poderá acarretar a cassação do registro do candidato.

Inteligência artificial

Conteúdos gerados ou manipulados por IA ou tecnologia equivalente (chamados de conteúdos sintéticos multimídia) devem ser rotulados de forma explícita, destacada e acessível. O responsável pela propaganda precisa informar que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi utilizada, determina a regra eleitoral. Isso vale para áudios, vídeos, textos e imagens. 

No período que vai de 72 horas antes até 24 horas após o término do pleito, porém, é vedada a publicação ou a republicação de novos conteúdos sintéticos que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoa pública, mesmo que rotulados. A interdição vale tanto para publicação gratuita quanto para impulsionamento pago.

Durante todo o período eleitoral, é proibido o uso de deepfake para prejudicar ou para favorecer candidatura. A resolução do TSE define como deepfake o conteúdo sintético em áudio ou vídeo gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.


Outras regras

Qualquer pessoa pode divulgar seu posicionamento político em redes sociais, blogs, sites pessoais e aplicativos, desde que não haja propaganda eleitoral antecipada. Mas a manifestação de eleitores poderá ser limitada quando houver ofensa à honra ou à imagem de candidatos, partidos, federações ou coligações, ou quando forem divulgados fatos sabidamente inverídicos.

A resolução do TSE também trata da atuação dos influenciadores digitais com grande alcance. Para eles, é permitido o apoio espontâneo, compartilhamentos orgânicos (boca a boca digital), uso de hashtags e mobilizações espontâneas em redes sociais. Mas os influenciadores não podem ser pagos para publicar propaganda eleitoral, nem receber vantagens econômicas para que os perfis promovam os candidatos.

Também é proibida propaganda eleitoral, mesmo que gratuita, em perfis de empresas, sites de pessoas jurídicas, páginas corporativas e canais institucionais. Outra regra, atualizada neste ano, é a proibição de assédio eleitoral em ambiente de trabalho, seja ele público ou privado.

Tendência crescente

A evolução da internet e das redes sociais mudou completamente a forma como as campanhas eleitorais são feitas, tanto no Brasil como em outros países, avalia o consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni. Por isso, cada vez mais, os políticos devem enfatizar a presença nas redes sociais, estar mais próximos do eleitor no ambiente digital, porque os que não fazem isso têm mais dificuldade para se eleger. Nesse cenário, a propaganda eleitoral na Tv e rádio perde importância, observa:

— A audiência dos programas eleitorais no rádio e na televisão caiu significativamente nos últimos tempos, e o eleitor é muito mais atingido pelas redes sociais. Muda a forma como o eleitorado se informa, e não só sobre as matérias diretamente ligadas às eleições. O acesso à internet e a interação nas redes têm mudado a forma como as informações chegam à população. Isso influencia fortemente as campanhas eleitorais.

Guerzoni alerta, no entanto, para os riscos da evolução da IA, que tem tornado cada vez mais difícil distinguir o que é produzido por inteligência artificial e o que é produzido de forma real e concreta, o que representa um risco sério para os eleitores.

— Não há dúvida de que a inteligência artificial é um grande desafio no processo eleitoral. Ao mesmo tempo que é um instrumento bastante importante, que permite que se trabalhe as campanhas eleitorais de uma forma diferente, ela tem um potencial muito grande de enganar o eleitor, de fazer o eleitor acreditar em coisas que não são reais.

Segundo o consultor, será preciso aprender a lidar com essa realidade e esclarecer a sociedade, cada vez mais, sobre o que está acontecendo.

— Não é algo fácil e vai se tornar cada vez mais difícil com a evolução da tecnologia, mas é um desafio que tem de ser enfrentado tanto pelos candidatos quanto como pelos órgãos de administração do processo eleitoral.

Como denunciar

Para combater irregularidades e crimes eleitorais, vários órgãos trabalham com canais de denúncia. Entre outras ações, o TSE conta com o Siade, uma ferramenta que possibilita o apontamento de fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados que possam interferir no processo eleitoral.

Pelo Siade, são emitidos alertas que serão verificados por uma equipe. Quando houver indicação de crimes ou ilícitos eleitorais de caráter administrativo, os alertas serão encaminhados às instâncias competentes. Saiba mais aqui. 

Denúncias também podem ser feitas aos Ministérios Públicos de cada estado. Saiba mais aqui. 

O Senado também possui um serviço oficial de combate à desinformação. No Senado Verifica, uma equipe de jornalistas apura a veracidade de conteúdos relacionados à Casa e à atividade legislativa. 

Em março de 2022, o Senado assinou um protocolo de intenções para integrar o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, o que acontece por meio do Senado Verifica. O serviço identifica conteúdos enganosos que circulam nas plataformas digitais e também oferece o esclarecimento técnico de forma ágil pelos canais oficiais. Qualquer pessoa pode enviar postagens duvidosas sobre o processo eleitoral e sobre as eleições para o Senado.

As informações podem ser enviadas por WhatsApp (61 98190-0601), pelo telefone 0800 061 2211, pelo e-mail senadoverifica@senado.leg.br ou por formulário de mensagem.

Fonte: Agência Senado


A FACE DO CRIME ORGANIZADO NA POLÍTICA MARANHENSE? Beto Castro vira réu acusado de organização criminosa armada, peculato e lavagem de dinheiro

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Vara dos Crimes Organizados também aceitou denúncia contra Umbelino Júnior, Raquel Lacerda e outras sete pessoas. Gaeco diz que esquema teria associação com a facção PCM

Os juízes auxiliares Iran Kurban Filho, Rômulo Lago e Cruz e Leoneide Delfina Barros Amorim, respondendo pela Vecco (Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados), aceitaram denúncia e abriram ação penal contra o vereador de São Luís Beto Castro (Avante) por organização criminosa armada, peculato e lavagem de dinheiro.

A decisão é da última quinta-feira (16), quando também foi determinada, após questionamentos do Atual7, a publicização dos autos do processo 0874553-26.2023.8.10.0001.

Também viraram réus outras nove pessoas, incluindo o ex-vereador Umbelino Júnior e a empresária Raquel Lacerda, esposa de Beto Castro. Ele é pré-candidato à presidência da CMSL (Câmara Municipal de São Luís), em eleição prevista para ocorrer a partir de outubro próximo, para posse no primeiro dia útil de janeiro de 2027.

A ação penal decorre da Operação Benedictio, deflagrada em 15 de junho pelo Gaeco do Ministério Público do Maranhão para desarticular suposto esquema acusado de ter desviado R$ 9,6 milhões de convênios e emendas parlamentares destinados a projetos sociais em São Luís, por meio do Instituto Sê Tu Uma Bênção, inclusive para amenizar a fome na capital durante a pandemia da Covid-19.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na deflagração da operação, Beto Castro chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, uma pistola Taurus G2C, calibre 9mm, municiada com 11 cartuchos intactos, além de outras 12 munições do mesmo calibre localizadas em veículo relacionado ao parlamentar.

Contudo, atendendo parecer da promotora de Justiça de Investigação Criminal Marinete Ferreira Silva Avelar, a juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro, da 1ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís, concedeu liberdade provisória ao vereador, mediante o cumprimento de medidas cautelares como comparecimento periódico perante a CIAPIS (Central Integrada de Alternativas Penais e Inclusão Social) e proibição de ausentar-se da capital sem prévia autorização judicial.



Maços de dinheiro em espécie apreendidos pelo Gaeco durante a Operação
Benedictio, em São Luís - Foto: Divulgação/MP-MA


O Gaeco aponta na denúncia associação dos acusados com a facção criminosa PCM (Primeiro Comando do Maranhão), ligada ao CV (Comando Vermelho) — facção fluminense que o governo dos EUA classificou em maio como organização terrorista.

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Fonte: ATUAL7


" O CRIME COMPENSA, NO MARANHÃO! E MUITO..."


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Como anda a "CPI do Camarão" ou "CPI do FILIPIX"?

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A Comissão Parlamentar de Inquérito criada na Assembleia Legislativa do Maranhão para investigar o vice-governador do estado, Felipe Camarão (PT), apura suspeitas de corrupção e desvios de recursos públicos envolvendo movimentações financeiras atípicas.

O inquérito foi instaurado com base em investigações sigilosas do Ministério Público e relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram repasses financeiros e movimentações atípicas em nome do vice-governador e pessoas de seu entorno. 

A apuração foca em depósitos não identificados e possível uso da estrutura da Vice-Governadoria e da segurança para triangulação de recursos. A situação política e jurídica da comissão tem sido marcada por reviravoltas recentes:

Maio de 2026: A comissão, com a relatoria do deputado Dr. Yglésio, avançou nos trâmites. O vice-governador Felipe Camarão negou veementemente as acusações, classificando o caso como um ataque político e irregular, além de ter acionado o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender as investigações.

Junho de 2026: A maioria dos membros da CPI formou base para aprovar a quebra de sigilo bancário do vice-governador e outros investigados. No entanto, a efetivação da medida foi adiada temporariamente devido a pedidos de vista (mais tempo para análise do processo). Simultaneamente, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) negou à CPI acesso a outros processos sigilosos envolvendo o caso.

Julho de 2026: As movimentações giram em torno de R$ 39 Milhões e recentes apurações ligam o montante referente as movimentações de Felipe Camarão, familiares e assessores, em torno de R$ 19.000.000,00 (Dezenove milhões de reais). 

O desembargador responsável pela liminar, que restringe a CPI da Assembleia Legislativa do Maranhão a dados do COAF e do GAECO, é o presidente do TJ-MA, Ricardo Duailibe.

A CPI tem como base o Procedimento Investigatório Criminal nº 025065-750/2025, instaurado pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), que tramita no TJ-MA, com indícios coletados em diversas diligências investigatórias, bem como Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo Coaf.

Os elementos indicam, em tese, a existência de materialidade e indícios de autoria relacionados à possível prática de crimes de lavagem de capitais e infrações penais conexas, inclusive ilícitos que podem ter sido cometidos contra a Administração Pública, sendo que o contexto investigativo envolveria diretamente o vice-governador Felipe Camarão, além de outros indivíduos cuja eventual participação deverá ser apurada no âmbito da CPI a ser instaurada”, informou a Alema.

Resumindo: a justiça concedeu decisão liminar para Camarão não ser afastado à pedido do MP, deu liminar para não quebrar seu sigilo bancário e fiscal, deu liminar para a não disponibilização dos documentos da investigação do MP, e por fim, 'a justiça suspendeu a CPI'. Ou seja, deu liminar para Camarão em tudo, e o povo, fica sem saber de nada!


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domingo, 19 de julho de 2026

Show do intervalo: quais as oportunidades da final da Copa?

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Pela primeira vez, Fifa realizará uma apresentação durante a final do torneio e pode gerar oportunidades comerciais no futuro

No próximo domingo, 19, o mundo saberá se Argentina ou Espanha levarão para casa a taça do principal campeonato de futebol do mundo. A Copa do Mundo Fifa de 2026 foi marcada por inúmeras estreias promovidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), que chancela o torneio.

Foi a primeira vez que o formato foi realizado com 48 seleções, ao mesmo tempo que também debutou na competição a fase 16 avos. Outra estreia foi a pausa para a hidratação, adotada em todas as 104 partidas exibidas e que gerou aos veículos de mídia uma nova oportunidade comercial.

De acordo com a BBC Sport, a emissora norte-americana Fox Sports, que é a responsável por exibir a Copa nos Estados Unidos, passou a cobrar entre US$ 200 mil e US$ 300 mil por um espaço médio de 30 segundos durante esse período.

Para a final, a entidade máxima do futebol terá, pela primeira vez, um show no intervalo do jogo. Segundo apuração da imprensa esportiva, a Fifa planeja estender o intervalo da partida para cerca de 30 minutos, o dobro do que acontece tradicionalmente.

Com isso, os presentes no MetLife Stadium, em Nova Jersey – local em que acontecerá o confronto – e os espectadores de todo o mundo acompanharão 11 minutos preenchidos com apresentações de Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber.

O show será produzida pela Global Citizen e a verba será revertida ao FIFA Global Citizen Education Fund, destinado a projetos sociais ao redor do planeta.

Esse tipo de iniciativa não é muito comum no futebol. Embora finais de campeonatos como Libertadores da América, Sul-Americana e até mesmo o Campeonato Paulista já tenham tido a presença de cantores, as apresentações geralmente acontecem antes do início do jogo, assim como foi nas partidas de abertura desta Copa.

De acordo com Ricardo Fort, fundador da Sport by Fort Consulting, um show no intervalo em um jogo a cada 4 anos, pode acontecer, mas fazer disso uma estratégia perene jamais seria aprovado, principalmente porque afetaria o desempenho dos jogadores.

“A Copa e, em especial, a Final, não são um evento de futebol; são um evento de entretenimento. As pessoas no estádio e as que assistem pela televisão não são os torcedores tradicionais do futebol”, diz.

Oportunidades comerciais

Assim como aconteceu com a pausa para a hidratação, o aumento do intervalo de jogo pode gerar às empresas de mídia oportunidades comerciais, desde que não causem prejuízo a experiência de consumo dos espectadores.

No Brasil, não houve confirmação de vendas de novos espaços publicitários para a nova pausa, mas todos os players responsáveis pela exibição da Copa do Mundo conseguiram utilizar o espaço para ações dos seus patrocinadores.

Isso tudo aconteceu com base em regras determinadas pela Fifa, que também devem ser aplicadas em todos os elementos publicitários durante a transmissão do torneio.

Informações as quais a reportagem de Meio e Mensagem teve acesso indicam que as empresas de mídia que desejarem colocar anúncios que interrompem à transmissão — ou seja, que tiram a imagem do jogo — só podem fazer isso 20 segundos depois que a equipe de arbitragem apontar a pausa.

Além disso, a transmissão deve voltar a mostrar o campo 30 segundos antes do término do tempo de parada. Nestes casos, a marca que aparece pode estar vinculada apenas ao pacote comercial do veículo, tendo em vista que não mostrará o jogo.

Já para os players que desejarem fazer uma divisão de tela, o que significa continuar mostrando o que está acontecendo em campo, a orientação é de que apenas marcas que sejam patrocinadoras da Fifa podem ser exibidas.

Mônica Esperidião, CSO da FSports, avalia que expandir o intervalo para 30 minutos em uma final de Copa do Mundo, se bem trabalhado, pode ir muito além dos comerciais de 30 segundos na tela, tendo em vista que as marcas querem mais do que apenas estar presentes nas transmissões.

“O grande ganho para as empresas de mídia e detentoras de direitos é a criação de um segundo horário nobre dentro do mesmo evento. Trinta minutos permitem a venda de cotas de patrocínio master de conteúdo (como um Halftime Show de fato), onde se podem trabalhar conteúdos de bastidores e ativações de segunda tela gamificadas que conectam a TV com o e-commerce”, diz.

Embora nenhuma das emissoras tenha confirmado à reportagem de Meio e Mensagem, até o momento, que terão ações comerciais a executiva afirma que hoje, é possível, sim ter uma evolução no mercado nesse sentido, para essa e para transmissões futuras.

“No meu ponto de vista, isso deve funcionar apenas para grandes decisões. O mercado precisa entender esse espaço como o “efeito Super Bowl”: ele se torna valioso porque é raro, esperado e desejado. Acredito que o intervalo estendido deveria se tornar perene sim, mas em eventos-chave”, completa.

Camadas de conteúdo

As diversas movimentações que vêm acontecendo no futebol, sendo coroadas por estreias no principal torneio da modalidade, abrem possibilidades do desenvolvimento de novas camadas de conteúdo.

Já há alguns anos, além dos direitos de transmissão, as entidades começaram a vender novos ativos aos detentores, como os highlights e imagens para redes sociais e digitais. Isso, por sua vez, gerou oportunidades comerciais para pagar por essas compras.

Em questão de formato, a aparição apenas na pausa do jogo deu lugar a espaços interativos com a presença de QR Code e promoções relâmpago, lançamentos exclusivos de produtos e outros movimentos que podem acontecer durante a exibição de uma partida, ou mesmo a interação com talentos.

Danielle Vilhena, diretora de projetos e operações de marcas esportivas da End to End, acredita que, nesses casos, desafio será encontrar o equilíbrio entre monetização e experiência do fã, evitando que o intervalo se transforme apenas em mais espaço publicitário ou comprometa o ritmo e a conexão emocional com a partida.

“A oportunidade está menos na ampliação do intervalo comercial tradicional e mais na criação de novas camadas de conteúdo e entretenimento capazes de manter o torcedor conectado à experiência do evento”, comenta.

Do Super Bowl à Copa do Mundo

Uma tendência que tem sido observada no ambiente do futebol é a observação do sportainment. No Super Bowl, por exemplo, o half-time show é um ativo importante como parte dos patrocínios da National Football League (NFL). A liga norte-americana vendeu, por anos, o patrocínio desse espaço para a Pepsi e agora comercializa para a Apple Music.

Eventos como esses integram esporte e entretenimento e exigem uma estratégia de relevância. Ivan Martinho, especialista em marketing esportivo e presidente da WSL, diz que, com esse intervalo estendido, a Fifa não quer copiar o modelo do Super Bowl, mas aproveitar melhor toda a jornada do torcedor, criando experiências e oportunidades comerciais sem perder a essência do futebol.

Isso faz parte do desafio da modernização do futebol e de acompanhar as tendências dos espectadores, que hoje querem mais do que os 90 minutos dentro do campo. Não à toa, a Fifa tem promovido mudanças na forma de negociar os ativos, o que já fez com que a edição 2026 já tenha quebrado recordes de audiência no mundo inteiro.

“O futebol não está se tornando um esporte americano, mas aprendendo com a capacidade dos Estados Unidos de transformar um jogo em uma experiência completa de entretenimento. A Copa de 2026 já mostrou essa influência, com mais ativações, entretenimento e integração entre esporte, música e conteúdo”, avalia.

Fonte: meioemensagem

Messi x Lamine Yamal: os negócios por trás da decisão da Copa do Mundo

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Astro argentino reúne um portfólio global consolidado, enquanto a joia espanhola acelera a entrada de grandes marcas

A final da Copa do Mundo de 2026, marcada para domingo (19), no Nova York/Nova Jersey Stadium, colocará frente a frente Argentina e Espanha na disputa pelo título. Além da decisão esportiva, o duelo reunirá Lionel Messi e Lamine Yamal, dois jogadores que também ocupam posições de destaque nas estratégias comerciais de grandes marcas e patrocinadores.

De um lado, o argentino chega ao fim de sua trajetória em Mundiais como um dos nomes mais consolidados da indústria. Do outro, Yamal representa a nova geração que começa a atrair os maiores investimentos das marcas globais.

Embora estejam em momentos opostos da carreira, ambos concentram campanhas publicitárias, acordos de patrocínio e projetos comerciais que transformam a decisão em uma vitrine para empresas de diferentes segmentos.

Messi lidera um ecossistema global de marcas

Depois de mais de duas décadas no topo do futebol, Lionel Messi construiu um dos portfólios comerciais mais robustos do esporte mundial. O argentino mantém parceria histórica com a Adidas, fabricante que o acompanha desde o início da carreira e que também é patrocinadora oficial da Copa do Mundo.

Além da empresa alemã, o camisa 10 possui contratos com marcas de diferentes mercados, entre elas Mastercard, Lay’s, Michelob Ultra, Apple TV, Beats by Dre, Duracell, Stanley 1913, Hard Rock, NetJets, Lowe’s, eFootball, YPF, Mengniu, Icons Memorabilia, Lego, Kith, Fortnite e ChatGPT.

A transferência para o Inter Miami ampliou ainda mais sua presença comercial nos Estados Unidos, mercado considerado estratégico para patrocinadores globais.

Ao mesmo tempo, Messi expandiu seus próprios negócios, investindo em operações como a bebida Mas by Messi, a linha Messi Fragrances e a produtora de conteúdo 525 Rosario.

Yamal acelera crescimento comercial

Se Messi representa um ativo consolidado, Lamine Yamal vive a fase de maior valorização de sua carreira fora das quatro linhas. Aos 19 anos, o atacante do Barcelona já reúne um grupo de patrocinadores formado por algumas das maiores empresas do mundo e desponta como um dos principais nomes para liderar o mercado nos próximos anos.

Assim como o argentino, Yamal é patrocinado pela Adidas, que vê no espanhol um dos protagonistas da próxima geração de campanhas globais da marca.

O jovem também mantém acordos com Coca-Cola, Visa, McDonald’s, Google, Beats by Dre, Powerade, Oppo, Konami, Pokémon, American Eagle e Unicef.

A Copa do Mundo acelerou esse movimento. Empresas como Visa, McDonald’s e Powerade intensificaram campanhas protagonizadas pelo espanhol durante o torneio, aproveitando sua ascensão esportiva e o crescimento de sua popularidade internacional.

Perfis distintos

A decisão da Copa coloca frente a frente dois perfis distintos de ativos comerciais. Messi oferece às marcas alcance global, credibilidade construída ao longo de uma carreira histórica e uma audiência consolidada em diferentes mercados. Yamal, por outro lado, representa potencial de crescimento, renovação geracional e a oportunidade de construir relacionamentos comerciais de longo prazo.

Independentemente do resultado em Nova Jersey, os dois chegam à final como protagonistas também no ambiente de negócios.

Enquanto Messi busca ampliar um legado comercial que atravessa diferentes gerações, Yamal tenta consolidar sua posição como o principal nome da nova safra de atletas capazes de movimentar investimentos milionários em patrocínios e campanhas globais.

Fonte: MKT Esportivo

Como a Jack Daniel's transforma a criatividade brasileira em estratégia para seu novo sabor de whiskey

Imagem: reprodução

Com a chegada do Tennessee Blackberry, marca combina referências globais e hábitos locais para aproximar o novo sabor dos diferentes públicos do país

Lançar um novo sabor é apenas uma parte do trabalho. Quando um produto desenvolvido para diferentes mercados chega a um país tão plural quanto o Brasil, o desafio da comunicação passa por entender como os consumidores incorporam a novidade aos próprios hábitos, ingredientes e ocasiões de consumo. É a partir dessa leitura que a Jack Daniel’s apresenta no mercado brasileiro o Tennessee Blackberry, rótulo que combina seu tradicional whiskey com notas doces e levemente ácidas de amora-preta.

O produto amplia a linha de whiskeys saborizados da marca, que já conta com as versões Apple, Honey e Fire. O lançamento ocorre seis anos depois da apresentação do último sabor e mantém como base o Jack Daniel’s Tennessee Whiskey, produzido em Lynchburg, nos Estados Unidos, a partir de uma receita composta por 80% de milho, 12% de cevada maltada e 8% de centeio.

Com graduação alcoólica de 35%, o destilado passa pelo processo tradicional de suavização em carvão de maple e pela maturação em barris novos de carvalho americano tostados internamente. Depois dessas etapas, recebe o sabor de amora-preta antes do engarrafamento.

Embora o produto tenha sido concebido para uma estratégia internacional, sua chegada ao Brasil ganhou combinações próprias. Ao receber as primeiras informações sobre o lançamento, a equipe brasileira começou a discutir como o novo sabor poderia se aproximar dos rituais de consumo do país.

Uma das respostas foi a criação do Jack Blackberry & Guaraná. Enquanto a mistura com limonada acompanha a apresentação internacional do produto, a combinação com refrigerante de guaraná foi desenvolvida para o público brasileiro.

“Nenhum outro país do mundo vai ter o Jack Blackberry com guaraná. Isso é uma coisa nossa, criada no Brasil”, afirma Laura, diretora de marketing da Brown-Forman Brasil, em entrevista exclusiva ao Adnews.

A executiva explica que a adaptação não significa alterar a identidade da marca, mas encontrar formas de inseri-la no cotidiano das pessoas. Em vez de determinar uma única maneira de beber whiskey, a Jack Daniel’s procura estimular diferentes usos para o produto, seja puro, com gelo ou misturado a ingredientes conhecidos pelo consumidor.

“Não existe apenas um jeito ou um copo certo para tomar. É do jeito que funcionar para você. Isso abre um espaço de possibilidades e ajuda a aproximar a categoria de diferentes consumidores”, diz.

Um produto global com sotaques brasileiros

A criação de receitas locais não começou com o Tennessee Blackberry. Em ações realizadas no São João de Maracanaú, no Ceará, a marca trabalhou com ingredientes ligados à região, incluindo cajá e tamarindo. A ideia era apresentar os produtos por meio de sabores já reconhecidos pelo público local.

Para Laura, a variedade cultural e gastronômica do Brasil cria um campo fértil para esse tipo de adaptação. Assim como os hábitos alimentares mudam entre as regiões, as formas de preparar e consumir bebidas também podem assumir características locais.

“A estratégia dos drinks procura criar relevância e aproximar a marca de sabores conhecidos. Isso pode acontecer nacionalmente, como no caso do guaraná, ou regionalmente, com ingredientes enraizados em determinada cidade ou estado”, explica.

Essa liberdade também atende a uma característica que, na avaliação da executiva, diferencia o consumidor brasileiro: a disposição para provar combinações novas e adaptá-las ao próprio gosto.

“O brasileiro é muito aberto e muito ‘novidadeiro’. Ele tem vontade de experimentar sabores diferentes, mas também gosta de colocar o seu tempero, o seu salzinho, a sua pimentinha. A criatividade brasileira ajuda muito a explorar um novo produto.”

Para o marketing da companhia, esse comportamento transforma o lançamento em um processo construído em conjunto. A empresa apresenta o produto e sugere algumas maneiras de consumi-lo, mas reconhece que novas combinações também podem surgir espontaneamente em bares, festas, encontros e dentro de casa.

“Acaba sendo uma cocriação. Quando você traz a criatividade do brasileiro e a forma como o consumidor decide adaptar o produto, a relação se torna uma parceria na construção da marca”, afirma Laura.

Festivais como porta de entrada para a categoria

Além das receitas locais, os eventos de música ocupam uma posição importante na estratégia de divulgação do Tennessee Blackberry. Um dos primeiros grandes movimentos do lançamento ocorrerá no João Rock, em Ribeirão Preto, festival com público estimado em cerca de 65 mil pessoas.

A atuação não ficará restrita ao espaço do evento. A marca prepara uma ocupação da cidade com mídia exterior, comunicação nos estabelecimentos parceiros e anúncios direcionados a pessoas que estejam se deslocando para o festival ou para bares e restaurantes participantes.

Por meio de anúncios em aplicativos de mobilidade, por exemplo, a empresa poderá alcançar consumidores que estejam a caminho do João Rock, voltando do evento ou visitando endereços ligados à ação. A transmissão dos shows também permitirá que a comunicação ultrapasse o público presente em Ribeirão Preto e chegue às pessoas que acompanharem a programação de casa.

Segundo Laura, os festivais são tratados internamente como uma plataforma de recrutamento de consumidores. A escolha do termo está ligada à forma como muitas pessoas se aproximam do mercado de destilados: antes de comprar uma garrafa, costumam provar a bebida em um show, bar, festa ou encontro social. “Dificilmente alguém entra em um supermercado ou em uma loja online e compra uma garrafa sem conhecer o sabor ou saber como preparar. É um desembolso maior e a pessoa pode nem entender o que fazer com aquele produto. Em um evento, ela consegue provar primeiro em forma de drink”, explica.

A degustação em doses ou receitas prontas reduz a barreira de entrada e permite que o público conheça o perfil da bebida sem precisar adquirir imediatamente uma garrafa inteira. A mesma lógica orienta o investimento da companhia em opções prontas para beber, como Jack & Coke, que reproduzem combinações conhecidas em embalagens individuais.

“O drink é uma maneira diferente de entrar em contato com o produto. Ele é mais acessível, mostra como a bebida pode ser misturada e ajuda o consumidor a descobrir possibilidades”, afirma.

Uma marca construída na cultura

Com mais de 160 anos de história, a Jack Daniel's consolidou sua presença muito além das prateleiras. Ao longo das décadas, a marca passou a fazer parte do universo da música, do entretenimento e da cultura popular, tornando-se uma referência que frequentemente aparece de forma espontânea em letras, shows e diferentes manifestações culturais.

Para Laura, essa conexão continua relevante porque acompanha as mudanças de comportamento do consumidor. Segundo ela, uma marca centenária só permanece atual quando deixa de falar sozinha e passa a construir sua trajetória junto com o público.

"Uma marca dessa idade só continua relevante se participar da cultura das pessoas. Não é uma conversa em que apenas a marca fala. O consumidor também constrói essa história."

A executiva lembra que essa relação começou muito antes de conceitos como marketing de influência ganharem espaço no mercado. Artistas e movimentos culturais já incorporavam espontaneamente a Jack Daniel's ao seu universo, fortalecendo uma associação construída ao longo do tempo.

"Quando você escuta uma música citando Jack Daniel's ou vê a marca inserida naturalmente na cultura, percebe que essa relação foi construída ao longo do tempo. Isso só acontece quando existe diálogo."

Essa mesma lógica orienta o lançamento do Tennessee Blackberry no Brasil. Em vez de estabelecer uma única forma de consumir o novo whiskey, a empresa observa como os brasileiros reinterpretam o produto, criam receitas próprias e adaptam a bebida às diferentes ocasiões de consumo.

O novo rótulo já está disponível inicialmente em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com distribuição em redes varejistas, lojas especializadas, comércio eletrônico, bares e restaurantes. O produto será vendido em garrafas de um litro, pelo preço sugerido de R$ 184,90, e de 700 ml, por R$ 149,90.

Mais do que acompanhar essas iniciativas, a Jack Daniel's procura transformá-las em parte de sua estratégia de comunicação. A criatividade do consumidor brasileiro deixa de ser apenas uma curiosidade de mercado e passa a orientar novas receitas, experiências e formas de apresentar um produto global a um dos mercados mais diversos da marca.

Fonte: AD News