terça-feira, 20 de janeiro de 2026

NRF 2026 redesenha o varejo global

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Evento marca virada: setor abandona debate sobre ferramentas e passa a reconstruir modelos de negócio com IA, dados, cultura e execução integrada

A NRF 2026 marcou uma mudança definitiva no discurso do varejo global. Ao longo dos dois últimos dias do evento, ficou evidente que o foco deixou de ser a simples adoção de novas ferramentas tecnológicas e passou a ser o redesenho estrutural dos negócios para operar em um ambiente de transformação contínua.

“A transformação agora é sobre como portfólio, dados, cultura e decisões se conectam em tempo real”, afirmou Fabrizzio Topper, diretor da Quality Digital. Segundo ele, competitividade e sobrevivência passam, cada vez mais, pela capacidade de integração entre estratégia e execução.

Executivos de grandes marcas reforçaram que tecnologia, isoladamente, deixou de ser diferencial competitivo. O desafio central é incorporá-la ao core do negócio, preservando identidade, acelerando decisões e ampliando a capacidade de execução em escala.

A participação de Ryan Reynolds trouxe reflexões sobre comunicação e autenticidade. O empresário e ator destacou que consumidores reconhecem rapidamente tentativas de manipulação e reagem de forma negativa. Em contrapartida, marcas que constroem relações genuínas fortalecem pertencimento e engajamento.

A PepsiCo apresentou uma estratégia baseada na reconstrução do core do negócio para manter relevância. Michael Del Pozzo, presidente da companhia na América do Norte, afirmou que a empresa passou a orientar decisões a partir da evolução do consumidor, de suas expectativas e dos canais de compra. Com a digitalização acelerada do consumo, atributos como saúde e bem-estar deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos básicos.

O tema fidelidade ganhou uma abordagem mais pragmática. Painéis com Sweetwater, Fabletics e Twilio mostraram que programas baseados apenas em recompensas perderam eficácia. A fidelização passou a estar associada à antecipação de necessidades, com personalização em tempo real apoiada por dados e inteligência artificial. A Fabletics apresentou resultados ao escalar esse modelo, enquanto a Ulta Beauty reforçou que tecnologia sem o fator humano não se sustenta, mesmo com estruturas robustas.

A integração entre inovação e herança de marca foi destacada na parceria entre Ralph Lauren e Microsoft, com a apresentação do Ask Ralph, um concierge de estilo conectado ao inventário em tempo real.

A mensagem central foi que tecnologia só gera valor quando parte de visão estratégica, princípios e criatividade humana.

O painel com Target e OpenAI evidenciou a transição de “usar IA” para “operar em IA”. A inteligência artificial passou a integrar a infraestrutura das empresas, reduzindo ciclos de lançamento e ampliando eficiência interna e externa. Internamente, milhares de colaboradores já utilizam ferramentas de IA no dia a dia, reforçando a ideia de que a tecnologia amplia talentos, em vez de substituí-los.

A Abercrombie & Fitch apresentou uma lição de simplicidade estratégica ao mostrar que sua retomada começou ao ouvir o consumidor, e não com rupturas tecnológicas. Ajustes práticos, baseados em feedback real, tornaram-se símbolos dessa mudança.

Nos painéis finais, o tom foi mais cauteloso. A discussão econômica evidenciou uma discrepância entre os investimentos associados à IA e o retorno efetivo em produtividade e renda real. Enquanto ativos e expectativas crescem rapidamente, os ganhos concretos ainda avançam de forma desigual, refletindo um consumo resiliente nas camadas mais altas e fragilidade estrutural na base.

O avanço do chamado Agentic Commerce também marcou o encerramento do evento. A mediação de agentes nas decisões de compra reduz a lógica tradicional de descoberta, levando o consumidor diretamente à decisão. Nesse contexto, marca, dados estruturados e clareza de proposta deixam de ser diferenciais e passam a ser condições mínimas de existência.

A NRF 2026 terminou sem promessas fáceis. Deixou critérios. A inteligência artificial já molda consumo, mídia e decisões. O crescimento existe, mas é desigual. Cultura organizacional, governança e capacidade de execução tornaram-se determinantes. “O varejo não está mais em busca de ferramentas melhores, mas de decisões melhores. O custo de não mudar agora ficou evidente”, concluiu Topper.

Fonte: ADNEWS


Mercado Livre patrocinará o piloto Gabriel Bortoleto

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Plataforma de e-commerce também é patrocinadora do piloto argentino Franco Colapinto

O Mercado Livre passa a patrocinar o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, ampliando sua atuação no automobilismo.

O anúncio vem acompanhado da campanha “Unidos pela velocidade”, criada pela Gut.

A empresa já patrocina o piloto argentino Franco Colapinto, o jogador de futebol Neymar e o tenista João Fonseca. O ex-jogador Ronaldo Fenômeno também integra o time de embaixadores da marca.

“O automobilismo é um dos esportes mais acompanhados do mundo. A quantidade de espectadores é tremenda, e está em um nível altíssimo. Associar a marca do Mercado Livre com o esporte faz sentido para que os apaixonados se identifiquem com os valores de velocidade, precisão e excelência que se unem”, afirmou Fernando Yunes, vice-presidente e líder do Mercado Livre ao Meio & Mensagem, na época em que a companhia anunciou o patrocínio ao argentino Colapinto.. 



Fonte: meioemensagem


Warner Bros. Games anuncia Kampeonato Brasileiro de Mortal Kombat 1 (KBMK) com abertura de inscrições gratuitas

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A Casa do Kombate retorna com premiação de R$ 20 mil, etapas semanais e Grande Final presencial

A Warner Bros. Games Brasil anunciou oficialmente o Kampeonato Brasileiro de Mortal Kombat 1 (KBMK), um novo circuito competitivo que chega para fortalecer o cenário nacional e engajar ainda mais a komunidade brasileira. As inscrições gratuitas já estão abertas e o torneio contará com um calendário robusto ao longo do ano, dividido em duas temporadas independentes ao longo dos semestres. Com etapas bissemanais ocorrendo as terças-feiras, o KBMK terá uma Grande Final presencial, que reunirá os melhores jogadores da temporada e uma disputa inédita entre equipes.

O KBMK será disputado ao longo de 20 etapas online, organizadas em dois circuitos: Temporada 1, no primeiro semestre, e Temporada 2, no segundo semestre. As partidas acontecem sempre às terças-feiras, com início às 19h, e transmissão comandada pelo caster Buiu, acompanhado de convidados especiais diferentes a cada etapa. As inscrições são gratuitas e fecham apenas na hora do check-in de cada etapa, que ocorre às 18h30. Detalhes e regulamento completo estão disponíveis aqui.

Cada temporada é composta por oito classificatórias online, um Last Chance Qualifier (LCQ) e uma Final responsável por definir o campeão do semestre. A partir do Top 8, todas as etapas serão transmitidas ao vivo nos canais oficiais do Warner Play TwitchTikTok e YouTube, sempre às 20h30.

Ao final das duas temporadas, os resultados se acumulam em um ranking geral anual, que classifica os oito melhores jogadores do ano para a Grande Final Presencial, prevista para acontecer em novembro, encerrando a temporada do KBMK. Além da disputa individual, o KBMK introduz o Ranking de Equipes, onde os dois jogadores mais bem colocados de cada organização somam pontos para o seu time. Ao final do ano, a equipe que liderar a tabela será coroada a grande campeã da disputa entre times.

O KBMK terá uma premiação total de R$ 20.000,00, dividido da seguinte forma: as temporadas 1 e 2 distribuirão R$ 5.000,00 cada, premiando os oito melhores jogadores de cada etapa. Já a Grande Final contará com R$ 10.000,00, dos quais R$ 4.000,00 ficarão com o kampeão brasileiro, sendo que o restante será dividido entre os outros sete colocados.

Confira a premiação completa:

  • R$5.000,00 – Temporadas 1 e 2

1º - R$ 2.000,00

2º - R$ 1.200,00

3º - R$ 700,00

4º - R$ 400,00

5º - R$ 250,00

7º - R$ 100,00

  • R$10.000,00 – Grande Final

1º - R$4.000,00

2º - R$2.500,00

3º - R$1.400,00

4º - R$700,00

5º - R$500,00

7º - R$200,00

Calendário da Temporada 1*

Classificatórias Online: 27/01, 10/02, 24/02, 10/03, 24/03, 28/04, 05/05 e 19/05.

LCQ Season 1: 02/06

Final Season 1: 09/06

Calendário da Temporada 2*

Classificatórias Online: 21/07, 04/08, 18/08, 01/09, 15/09, 29/09, 13/10 e 27/10.

LCQ Season 2: 03/11

Final Season 2: 10/11

Grand Final Presencial: A definir (Local a ser confirmado).

*Datas sujeitas a alterações.

A iniciativa do KBMK reforça o compromisso da Warner Bros. Games com o desenvolvimento da cena competitiva e com o fortalecimento da komunidade brasileira de Mortal Kombat. “O Brasil sempre teve uma relação muito forte com Mortal Kombat, tanto no aspecto competitivo quanto na paixão da comunidade. O Kampeonato Brasileiro nasce para valorizar esse cenário, criar oportunidades reais para os jogadores e estabelecer um calendário sólido que mantenha a comunidade engajada ao longo de todo o ano”, afirma Ismael Crivelli, Diretor de Estratégia de Marca e Produtos da Warner Bros. Games no Brasil.

Sobre a Warner Bros. Games

Warner Bros. Games é a principal editora, desenvolvedora, licenciadora e distribuidora mundial de conteúdo de entretenimento para o espaço interativo em várias plataformas, incluindo consoles, portáteis, mobile e jogos para PC de títulos próprios e de terceiros. Para mais informações sobre a Warner Bros. Games, acesse aqui.

Sobre a NetherRealm Studios

A NetherRealm Studios é líder no desenvolvimento de entretenimento interativo e criadora da franquia Mortal Kombat. Mortal Kombat gerou dois filmes, várias séries de televisão e vendeu mais de 80 milhões de jogos até o momento. Localizada em Chicago, Illinois, a equipe premiada da NetherRealm trabalha e cria jogos juntos desde 1992. Informações adicionais sobre a NetherRealm Studios podem ser encontradas no site oficial.

Sobre o Warner Play

O Warner Play é o hub oficial de conteúdo geek da Warner Bros. Brasil dedicado a games, filmes, séries e muito mais. Disponível desde 2020, o canal conta com presença ativa no YouTubeTikTokInstagramTwitch e X, com foco em notícias, trailers, entrevistas, gameplays, curiosidades, torneios e conteúdos exclusivos para os fãs. Somando mais de 2 milhões de seguidores nas plataformas, o Warner Play utiliza uma linguagem descontraída e próxima da comunidade geek.

Fonte: Weber Shandwick - Bruno Sobral Rebello


Dos blocos aos líderes: entenda como funciona a hierarquia da Câmara

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Todos os cargos de poder da Câmara são definidos e têm direitos estabelecidos com base no regimento interno.

A Câmara dos Deputados é composta por 513 parlamentares, eleitos para mandatos de quatro anos cada. Essa composição observa distribuição proporcional à população de cada estado, sendo de São Paulo o maior colegiado. Como parte do Legislativo nacional, a Casa é responsável por criar e aprovar leis junto ao Senado, fiscalizar as ações do Executivo e representar os interesses da população.

Os deputados se organizam por meio de lideranças com maior poder hierárquico. Para além das lideranças partidárias, existem líderes de blocos, de bancadas, da maioria e da minoria, que articulam de forma mais próxima com a Mesa Diretora, topo da hierarquia na Casa.

Responsáveis por conduzir a discussão e a votação de propostas, os líderes também orientam o colegiado quanto ao voto. Como representante, é o líder que fala pela bancada no período destinado aos comunicados partidários.

Todos os cargos de poder da Câmara são definidos e têm direitos estabelecidos com base no regimento interno. A escolha é feita, em maioria, por meio de princípios ideológicos e articulação política.

Bloco parlamentar, minoria e maioria

O regimento interno da Casa permite que dois ou mais partidos se juntem em um bloco parlamentar. A decisão é condicionada à eleição de um líder comum. Ao se coligarem em bloco, os líderes partidários perdem suas atribuições e prerrogativas regimentais.

Durante um mandato parlamentar, a criação de blocos pode ocorrer em dois momentos. Em 1º de fevereiro do primeiro e do terceiro ano da legislatura, a intenção deve ser comunicada à Mesa Diretora para que a distribuição de deputados à composição de comissões ocorra de forma proporcional. Esses períodos respeitam à eleição para presidente da Casa.

A partir da formação dos blocos acontece a denominação para maioria da Casa. Como o nome já diz, é a legenda ou composição partidária integrada pelo maior número de representantes. A representação partidária imediatamente inferior à maioria é chamada de minoria, desde que possua posição diferente da maioria em relação ao governo.

A minoria possui uma vaga em cada comissão da Casa independente de razão proporcional. Tanto a maioria quanto a minoria possuem direito de escolher um líder e nove vice-líderes.

Neste mandato, a Câmara possui quatro blocos parlamentares:

  • Bloco União, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e Federação PSDB Cidadania;
  • Bloco Federação Brasil da Esperança - Fé Brasil, composto por PT, PCdoB e PV;
  • Bloco Avante, Solidariedade e PRD; e
  • Bloco Federação Psol e Rede.



Bancadas

Além de alianças políticas, os deputados podem se agrupar em volta de uma busca ideológica. A formação de bancada não está prevista no regimento interno, mas foi acrescida por resoluções. Hoje, existem duas: a bancada negra e a bancada feminina.

A Bancada Negra é constituída de uma coordenação-geral e três vices-coordenadorias. Ela foi instituída na Resolução 6/2023. Pela inclusão no regimento, a bancada possui direito à participação na reunião de líderes da Câmara.

Hoje, o colegiado possui 135 membros e está sob coordenação da deputada Benedita da Silva (PT-RJ).

Já a Bancada Feminina foi estabelecida a partir da Resolução 31/2013, junto com a criação da Secretaria da Mulher. A estrutura une as funções da Procuradoria da Mulher e da Coordenadoria dos Direitos da Mulher. O colegiado também possui voto e voz na reunião de líderes.

Com 89 membros, a bancada é coordenada por Jack Rocha (PT-ES).

Mesa Diretora

Os deputados são submetidos à organização e administração da Mesa Diretora. O colegiado, topo da hierarquia parlamentar na Casa, é composto por sete membros oficiais e quatro suplentes.

Para comandar a Câmara, o mandato é de dois anos e precedido por eleição realizada na primeira quinzena do mês de fevereiro de cada primeiro e terceiro ano legislativo. O processo eleitoral respeita disposições da Resolução 17/1989.

Na Mesa, os cargos também respeitam representação proporcional dos partidos e blocos parlamentares, que indicam candidatos às vagas. Cada legenda pode escolher seu meio de escolha para representantes. À minoria, é também garantida um cargo.




Fonte: congressoemfoco


DENÚNCIA! ONG anticorrupção diz sofrer "escalada de assédio" do governo Lula

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A Transparência Internacional, organização sem fins lucrativos que atua no combate à corrupção, afirmou que sua unidade no Brasil enfrenta uma “escalada de assédio” por parte de membros do governo Lula. Segundo a ONG, declarações públicas tentam deslegitimar seu trabalho por meio de acusações sem comprovação e alegações de motivação política. A manifestação foi divulgada pelo secretariado global da organização, sediado em Berlim.

Em nota, a entidade diz que “seu capítulo brasileiro está enfrentando uma escalada de assédio vinda de membros do governo brasileiro”, apesar de o próprio governo defender publicamente o papel das organizações da sociedade civil na formulação de políticas públicas, na governança democrática e na prevenção da corrupção, especialmente em programas de grande volume de investimentos públicos.

A ONG afirma que o braço brasileiro participa de iniciativas governamentais e atua em debates sobre políticas públicas e mecanismos de controle, com recomendações baseadas em evidências e foco no fortalecimento institucional e na proteção de recursos públicos.

Pedido de independência

O presidente do Conselho Global da Transparência Internacional, François Valérian, manifestou apoio à unidade brasileira e pediu que o governo cesse o que a entidade classifica como assédio, defendendo que organizações da sociedade civil exerçam análise independente sem retaliações.

A nota menciona ainda declaração recente de um integrante do governo segundo a qual a Transparência Internacional – Brasil estaria sob investigação da Polícia Federal. De acordo com a organização, “não há registros públicos dessa investigação, e a Transparência Internacional – Brasil não foi formalmente notificada nem recebeu documentação oficial”. Diante disso, a entidade informa ter enviado cartas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a outros ministros solicitando esclarecimentos.

O texto cita também que, em outubro, a Transparência Internacional já havia reagido a ataques após autoridades do alto escalão do Judiciário brasileiro repetirem publicamente alegações que a organização classifica como infundadas sobre seu financiamento e suas atividades.

Por Paulo Cappelli


Fonte: metropolis

ALGO DE PODRE NO AR! Filho de PGJ-MA pede exoneração da Câmara Municipal de São Luís após saída de promotores do GAECO

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Quando nos perguntamos, "POR QUE 'PAULO VICTOR' AINDA NÃO ESTÁ PRESO?", E, nos deparamos com o maior terremoto entre ações e decisões que envolveram, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após o pedido de exoneração dos promotores, motivado por divergências em relação ao parecer da Procuradoria-Geral de Justiça favorável à soltura dos investigados da Operação Tântalo II, que apura o desvio de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia, flagramos uma, 'peculiaridade', no mínimo, intrigante.

Vejam que situação completamente absurda e, "surreal". O filho do PGJ-MA, Danilo José de Castro Ferreira, o advogado, 'Danilo José de Castro Ferreira Filho', pediu exoneração do cargo comissionado de procurador adjunto da Câmara Municipal de São Luís, cargo que ocupava desde 2023, primeiro ano, do primeiro mandato de presidente da CMSL, exercido por Paulo Victor, para o biênio 2023-2024.


O ato foi publicado no Diário Oficial do Município da última sexta-feira, 09.01.26.
A exoneração, conforme consta, aconteceu à pedido - imagem: reprodução


Más o que uma coisa tem a ver com a outra? 

É no mínimo imoral, que o filho do PGJ-MA legitimado para conduzir o MPE-MA, esteja ocupando cargo na casa, onde o presidente, está sob investigação do órgão presidido pelo pai.

Trata-se aqui, em ambos os casos, de "corrupção", no caso de Turilândia, envolve formação de OCRIM, desvio de recurso público e lavagem de dinheiro. No caso do apadrinhamento do filho do PGJ-MA, SUPOSTA 'prevaricação' por parte de alguém que é investigado, um chefe de poder, cuja investigação ocorre através do órgão conduzido pelo PGJ, Logo, o Sr. Paulo Victor, promoveu supostas vantagens para si e para um terceiro, tendo em vista que empregava o filho do PGJ, que conduz o órgão que, 'faz de conta', que o investiga, e o acusa na justiça, já tendo inclusive, pedido a sua prisão. Sendo que o próprio Paulo Victor, já confessou 'crime de corrupção passiva', quando discursou em tribuna, que cedeu a chantagem de um 'outro promotor do MP-MA', quando disse empregar dois indicados deste promotor, para cargos em seu gabinete.


Paulo Victor e PGJ-MA, Danilo Ferreira - Imagem: reprodução


Chegamos ao ponto em que a promiscuidade entre membros da justiça maranhense e políticos implicados em denúncias de corrupção, está fora de controle e sem o devido discernimento entre o que é certo ou errado, moral e imoral, descente ou indecente.

Paulo Victor tem um extenso histórico de investigaçõesapuraçõesacusações que envolvem; supostos crimes de corrupção em todos os órgãos de justiça do Estado (MP, TCE, TJ e até STJ) e todos eles indicaram, supostos indícios de corrupção, enriquecimento ilícito e até mesmo formação de OCRIM, mas não sabemos o porquê, das investigações, apurações e acusações, não avançarem, e o mais intrigante, chegam até o TJ-MA, e são simplesmente engavetadas. As alegações para tal ato, são sempre as mesmas, erros  pontuais e de procedimentos do MP, perda de prazos e até provas invalidadas.

Um dos mais intrigantes, dentre os atos investigados pelo MP-MA, foi o sumiço de cerca de mais de R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais), do INSS e da Previdência dos funcionários da CMSL, ao IPAM (Instituto de Previdência e Assistência do Município), em 2025, evidenciando, ato de 'IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA', e o que faz o MP? Simplesmente o convidou a regularizar os depósitos não feitos, na época, ele, PV, propôs repor a dinheirama, com parte da verba de gabinete dos vereadores (AMPLAMENTE NOTICIADO). Quanto aos milhões não depositados? Ninguém sabe explicar, aonde foi parar...

Talvez, promiscuidades flagrantes como esta, 'que está no ar', ajude a explicar!

Por Daniel Braz

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sábado, 3 de janeiro de 2026

Duff Beer, a clássica cerveja de Os Simpsons chega ao Brasil

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A Duff Beer, cerveja que se tornou um dos maiores símbolos da cultura pop graças à série Os Simpsons, desembarca oficialmente no Brasil e aposta em muito mais do que sabor. A marca chega ao país pelas mãos da Interfood Importação, reforçando sua estratégia de expansão na América Latina e conectando entretenimento, nostalgia e consumo adulto em um único produto.

Presente há anos no imaginário popular, a Duff Beer deixa de ser apenas um elemento da animação para ocupar espaço real nas geladeiras brasileiras. O lançamento mira consumidores adultos que valorizam autenticidade, identidade cultural e experiências que vão além do produto em si. Nesse contexto, a marca se posiciona como uma lager premium que une qualidade técnica e força simbólica.

Com 5% de teor alcoólico, a Duff Beer é produzida com água, malte de cevada, lúpulo e levedura. O processo de fermentação de 14 dias, aliado à filtragem em baixas temperaturas, resulta em uma cerveja dourada, leve e equilibrada, com final refrescante. Uma proposta pensada para quem aprecia uma bebida fácil de beber, mas com padrão internacional de qualidade.

No entanto, o grande diferencial da Duff Beer está na sua narrativa. O rótulo carrega o icônico logo vermelho e branco que atravessou décadas na televisão e se consolidou como um símbolo de humor ácido, crítica social e irreverência. A embalagem tem forte apelo nostálgico e colecionável, especialmente para fãs da série, cujas temporadas completas estão disponíveis no Disney+.

Ao trazer a Duff Beer para o Brasil, a Interfood reforça seu portfólio de marcas globais reconhecidas não apenas pelo produto, mas pelo valor cultural que representam. A cerveja passa a ocupar um território onde entretenimento, design e branding caminham juntos, transformando o ato de consumir em uma experiência conectada à memória afetiva e à cultura pop.

A Duff Beer já está disponível em lata de 330 ml no TodoVino, e-commerce da Interfood, pelo valor de R$ 15,31. Um lançamento que traduz como personagens, histórias e símbolos podem ganhar vida fora das telas e se tornar ativos reais de marca.

Produto destinado exclusivamente a consumidores adultos. Aprecie com moderação

Fonte: publicitarioscriativos


Brasileiro vence concurso internacional da Moises, plataforma de música com IA

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Chamado de Jam Sessions, competição tem como prêmio US$ 10 mil, troféu, brindes, equipamentos musicais e acessos gratuitos a ferramentas de criação. Vencedor gravará com Cory Henry

A Moises, plataforma de música com inteligência artificial eleita “App do Ano para iPad” pela Apple em 2024 e Melhor Aplicativo na categoria Música pelo Microsoft Store Awards 2025, anunciou os vencedores da edição 2025 do Jam Sessions, competição global que conecta músicos, produtores e criadores de diferentes partes do mundo por meio da tecnologia. A iniciativa marcou a primeira edição do concurso e contou com a parceria do multi-instrumentista Cory Henry, vencedor de cinco prêmios Grammy e embaixador da marca.

O desafio convidou artistas a criarem covers ou remixes da faixa inédita “Dance”, composta exclusivamente por Cory Henry para o Moises Jam Sessions 2025. Utilizando as ferramentas de IA da Moises e com acesso completo aos stems originais da música, os participantes tiveram liberdade criativa total para reinterpretar a obra.

Centenas de inscrições foram recebidas de diversos países, revelando a diversidade cultural e musical da comunidade global da plataforma. O processo de seleção envolveu estudantes e professores do Berklee College of Music, convidados da indústria musical, a equipe editorial da Moises e o próprio Cory Henry, que participou ativamente da escolha final.

Destaque nas categorias Cover e Remix

Na categoria Melhor Performance Ao Vivo (Cover), o vencedor foi Joshua Meredith, de Atlanta (EUA). Além do reconhecimento global, o músico receberá US$ 10 mil em prêmio, um troféu oficial do Moises Jam Sessions e um pacote completo de equipamentos e softwares profissionais. Entre os destaques estão uma viagem para a NAMM Show, que acontece na Califórnia (EUA) em janeiro de 2026, uma Fender Stratocaster, equipamentos da Ableton, amplificadores Blackstar, além de assinaturas premium por cinco anos do Moises Pro e do Mix With The Masters. 

Já o vencedor da categoria Melhor Produção (Remix) foi o brasileiro Rafael Labate, de Praia Grande (SP). Além do prêmio em dinheiro de US$ 10 mil, Rafael terá a oportunidade de gravar o remix vencedor em estúdio ao lado de Cory Henry, um dos pontos altos da premiação. Assim como Joshua, ele receberá o troféu Moises Jam Sessions, equipamentos da Fender, Ableton e Blackstar, um Moises Swag Kit, além de assinaturas premium de cinco anos do Moises Pro e do Mix With The Masters (Expert Tier), e licenças do Ableton Live 12 Suite e do PreSonus Studio One Pro.

Os finalistas, Helena Cruz (Brasil), The Bigoodies (França), Alex Petre (Romênia) e Tamarrow (EUA), também foram contemplados. Cada um receberá US$ 3 mil, além de equipamentos físicos como Moises Swag Kit, Ableton Tote Bag e Blackstar Polar Go. No campo digital, os artistas terão acesso a cinco anos de Moises Pro, assinaturas do Mix With The Masters (Pro Tier) e licenças do Ableton Live 12 Suite e do PreSonus Studio One Pro.

Como parte do reconhecimento global, os finalistas também serão destacados em um billboard na Times Square, em Nova York, revelado em uma transmissão ao vivo no Instagram oficial da Moises (@moises.ai), reforçando a visibilidade internacional da competição.

IA como aliada da criação musical

Para Geraldo Ramos, CEO e cofundador da Moises, o concurso reforça o papel da tecnologia como facilitadora do processo criativo. “O Jam Sessions dá a oportunidade para que todo artista, do produtor amador ao criador profissional, possa mostrar seu talento. Nossa missão como plataforma é facilitar o jeito de fazer música, democratizando o acesso a ferramentas que possibilitem a criação”, afirma Ramos. “Essa competição demonstra como a criatividade humana e ferramentas de IA desenvolvidas de forma responsável podem, juntas, ampliar as fronteiras da inovação musical.”

Cory Henry também destacou o impacto da iniciativa para músicos ao redor do mundo, especialmente em um contexto de transformação tecnológica da indústria. “É inspirador ver uma tecnologia como a da Moises empoderar músicos de todo o mundo”, declarou o artista. “Essa premiação é uma celebração da criatividade, do talento e das infinitas possibilidades que surgem quando a IA e a arte trabalham juntas, em harmonia.”

Sobre Cory Henry

Cory Henry é um artista, produtor e multi-instrumentista cinco vezes vencedor do GRAMMY, conhecido por um som que desafia rótulos ao mesclar gospel, jazz, funk e R&B. Seu álbum mais recente, "Church", venceu o GRAMMY de Melhor Álbum de Gospel Raiz em 2025 e inspirou um documentário da PBS. Ex-membro do Snarky Puppy, Henry já colaborou com artistas como Stevie Wonder, Kanye West, Rosalía, Bruce Springsteen, Imagine Dragons, entre outros. Com álbuns de sucesso como Something to Say e Operation Funk, além de shows que vão do Coachella a turnês mundiais, Henry se firma como uma das vozes mais inovadoras da atualidade.

Sobre a Moises

A Moises é uma plataforma de música com inteligência artificial reconhecida pela Apple como “App do Ano para iPad” em 2024, vencedora como Melhor Aplicativo na categoria Música pelo Microsoft Store Awards 2025, do Users’ Choice Award do Google Play e uma das empresas de crescimento mais rápido na lista Inc. 5000. Confiada por 65 milhões de usuários em 33 idiomas, a empresa oferece ferramentas com IA para prática e criação musical, incluindo separação de vocais/instrumentos, ajuste de tom e detecção de acordes. Com uma equipe de engenheiros e cientistas vindos de Spotify, Pandora e TikTok, a Moises desenvolveu 45 modelos proprietários de IA que processam mais de 2,5 milhões de minutos de áudio todos os dias. Fundada em Salt Lake City, a empresa atua com uma equipe global nos EUA, Brasil e Europa. Saiba mais em moises.ai

Fonte: NR-7 Comunicação / Seven PR Allan Bussons

Atenção, solteiros: as cidades que costumam bombar no Dia do Date estão fora do eixo Rio-São Paulo

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O primeiro domingo de janeiro é conhecido globalmente como Dating Sunday, o dia mais movimentado do ano nos aplicativos de relacionamento. Para se ter uma ideia, na edição passada do Dia do Date, o Inner Circle registrou um crescimento de 32% no número de matches em comparação com a média dos quatro domingos anteriores: um único dia superando com folga o padrão semanal de conexões na plataforma.

Por conta de todo esse potencial, o número de usuários ativos costuma disparar, em especial em algumas cidades no Brasil. Só que, ao contrário do que muita gente pode pensar, esses picos não acontecem necessariamente no eixo Rio–São Paulo.

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No Dating Sunday de 2025, que ocorreu em 5 de janeiro, foram cinco cidades que se destacaram no que diz respeito ao aumento relativo de usuários ativos:

  • Maceió (AL)
  • Maringá (PR)
  • Palmas (TO)
  • São Luís (MA)
  • Uberlândia (MG).

“Os dados revelam que o Dating Sunday não é um fenômeno restrito às grandes capitais ou aos mercados mais óbvios”, explica Ramone Gigliotti, gerente sênior do Inner Circle no Brasil. “Claro que a lista pode mudar em 2026, mas o que nossas análises indicam é que cidades médias, fora do eixo tradicional, tendem a concentrar picos mais intensos de atividade quando há um gatilho coletivo de recomeço, como o início do ano. É menos sobre geografia e mais sobre momento social.”

Dicas de preparação para o Dia do Date

Para aproveitar o momento, não basta só estar no lugar certo, é importante que a pessoa chegue preparada. Uma pesquisa feita com 1.500 usuários da plataforma de Inner Circle mostra que 44% trocam pelo menos a foto do perfil no começo do ano para dar aquela atualizada estratégica. 

Nesse caso, vale apostar em cliques mais naturais e que reflitam quem você é hoje: 49% dos respondentes disseram que fotos reais e pouco produzidas são o que mais chama a atenção.

Além da foto, há quem aproveite para atualizar a bio e as preferências do perfil, movimento feito por 22% dos usuários. “Contar o que você gosta de fazer, como vive e o que te anima no dia a dia é uma forma simples de chamar a atenção certa”, afirma Ramone. “Perfis que ajudam a puxar conversa saem na frente.”

Segundo os dados do levantamento, 49% dos usuários dizem que gostos e interesses em comum são o que mais salta aos olhos quando estão em busca de uma conexão no comecinho do ano. Ter um estilo de vida parecido também pesa (48%), assim como deixar claras as intenções (30%).

“Nossa recomendação é aproveitar o Dia do Date como um momento de escolha consciente”, conclui Ramone. “Quando todo mundo entra ao mesmo tempo, quem sabe o que quer - e consegue comunicar isso - tende a se conectar melhor. Não é uma questão de sorte, mas de intencionalidade.”

Fonte: Beet House  Fernanda Meirelles

Nepobabies eleitos: os filhos e netos da política brasileira

A força das dinastias políticas: herdeiros ganham espaço e redes familiares
continuam decisivas nas eleições. Arte Congresso em Foco - Imagem: reprodução


Heranças políticas moldam disputas de 2026 e revelam como dinastias familiares seguem determinando o acesso ao poder no Brasil contemporâneo.

Quando o termo "nepobaby" explodiu nas redes sociais em meados de 2022, surgido originalmente no universo do entretenimento norte-americano para definir celebridades que alcançam projeção por serem filhas ou filhos de famosos, ainda havia quem acreditasse que o conceito se limitava ao show business.

Foi o jornal New York Magazine que popularizou o vocábulo, transformando-o em fenômeno digital. Desde então, a palavra entrou para o debate público global como símbolo de uma nova forma de compreender privilégios herdados, uma sociologia da celebridade aplicada à lógica do pertencimento familiar.

Se no show business a polêmica é nova, no Brasil ela tem raízes históricas profundas. Muito antes de parlamentos, democracia ou partidos, estruturas de poder ligadas a famílias dominantes já definiam quem governava localidades inteiras, um traço que migrou do sistema colonial e foi reconfigurado ao longo do Império, da República Velha e da era dos coronéis.

Hoje, nomes como Sarney, Calheiros e Barbalho são exemplos de famílias que, ao longo de décadas, repetiram sucessões de mandatos e mantiveram presença significativa no Congresso e nas esferas executivas, tanto estaduais quanto municipais. A tradição de clãs políticos fortes em quase todas as regiões do país mostra como, do século XIX ao XXI, a influência familiar continuou operando como forma persistente de acesso ao poder.

Segundo especialistas, isso não é uma coincidência histórica, mas parte de uma estrutura de origem colonial que nunca foi de fato desfeita.

A herança de capital no Congresso

Dados recentes ajudam a dimensionar o tamanho desse fenômeno no topo da política nacional. Um levantamento do cientista político Robson Carvalho, doutor pela Universidade de Brasília (UnB), mostra que cerca de 2/3 dos senadores eleitos entre 1986 e 2022 contaram, de alguma forma, com capital político familiar para chegar ao mandato. O estudo "A dimensão do capital político-familiar no Senado e os prejuízos à representação democrática (1986-2022)" identificou tanto casos de transmissão direta de influência eleitoral quanto trajetórias ancoradas em vínculos com pais, avós, cônjuges ou filhos que já exerceram cargos públicos.

"A pessoa herda não só o nome da família, mas também redes de apoio, contatos, recursos e a capacidade de acessar estruturas de poder que não estão disponíveis para qualquer cidadão", afirmou Carvalho.

Em entrevista ao Congresso em Foco, ele explicou que essa dinâmica produz vantagem desigual na competição eleitoral, uma vez que o herdeiro político tende a largar na frente, tanto em visibilidade quanto em estrutura.

Para ele, essa reprodução do poder não se dá apenas por herança simbólica, mas também por mecanismos contemporâneos, como controle partidário, distribuição de emendas parlamentares e influência sobre governos municipais.

"Quando alguém exerce um mandato, usa esse espaço para gerar outros mandatos dentro da própria família."

O mecanismo

Para além dos casos mais visíveis, o cientista político Robson Carvalho afirmou que o funcionamento das dinastias políticas brasileiras depende de engrenagens pouco aparentes ao eleitor comum. Segundo ele, muitos parlamentares tratam seus gabinetes "como se fossem as cozinhas de suas casas", confundindo o público e o privado e transformando estruturas institucionais em instrumentos a serviço da própria família.

De acordo com o pesquisador, esse modo de operar atravessa partidos, governos e gerações. A influência não se limita ao sobrenome: envolve o controle de cargos, verbas, emendas, tempo de TV e alianças partidárias.

"Você tem políticos que, ao longo do tempo, já criaram uma sincronia, um cordialismo entre si. Eles liberam partido em um estado, recebem apoio em outro, formam coligações a partir de interesses mútuos", explicou.

Esse arranjo, afirmou, acaba beneficiando quem já está no topo, e especialmente suas famílias. Carvalho observou ainda que o poder se reproduz em camadas simbólicas. Em muitos municípios, o nome de uma mesma família aparece em praças, ruas, escolas, hospitais. Isso cria, segundo ele, "uma espécie de percepção inconsciente de que aquela família é natural ao poder", um efeito que amplia a vantagem dos herdeiros mesmo antes do início da campanha.


Quando o capital político já nasce em casa: famílias transformam estruturas
públicas em herança eleitoral Arte Congresso em Foco - Imagem: reprodução

Ele também destacou que partidos políticos, frequentemente concentrados nas mãos de poucos dirigentes, funcionam como filtros que decidem quem terá acesso à disputa real. "Tem partido que é controlado por um CPF", afirmou, ao descrever legendas em que as decisões estratégicas, inclusive a escolha de candidatos, são monopolizadas por um líder ou grupo familiar. Nesse ambiente, a competição eleitoral deixa de ser aberta e passa a ser mediada por interesses privados.

O resultado, concluiu Robson, é uma renovação apenas aparente.

"Você olha e pensa que entrou alguém novo, mas é só o filho, o neto ou o sobrinho de quem já estava lá. O grupo político permanece o mesmo, só muda a geração."

Para ele, esse padrão ajuda a explicar por que herdeiros seguem avançando em 2026.

"Essa máquina nunca para. Entre uma eleição e outra, você tem prefeitos, governadores e parlamentares que foram eleitos graças a determinado grupo familiar. E esse apoio volta depois, garantindo novas cadeiras para a mesma família".

Do Norte ao Sul

O cenário das eleições de 2026 confirma um movimento já conhecido do eleitorado brasileiro: a presença crescente de herdeiros políticos disputando espaços de poder. De Norte a Sul, partidos têm apostado em nomes ligados a famílias tradicionais, alguns com décadas de atuação, outros que se consolidaram mais recentemente, para manter influência em seus redutos e ampliar força em Brasília.

No Norte, a família Barbalho se prepara para mais uma disputa majoritária, mantendo a tradição de influência que já atravessa gerações no Pará.


A rede Barbalho mantém fortes raízes no norte brasileiro.
Arte Congresso em Foco - Imagem: reprodução

Já no Centro-Oeste, grupos tradicionais como os Caiado articulam a possível entrada de Ronaldo no Planalto. Na capital do país, o movimento também se intensifica. Em Brasília, por exemplo, filhos e netos de figuras como Ibaneis Rocha, Luiz Estevão, Paulo Octávio e Joaquim Roriz já se filiaram a partidos e ocupam posições de visibilidade, preparando terreno para disputas em 2026.


A árvore mais antiga da política goiana, sobrevivendo de impérios a repúblicas.
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No Nordeste, famílias como os Calheiros e os Lira continuam exercendo forte influência e movendo peças estratégicas para manter presença no Congresso e nos governos estaduais.


Irmãos e aliados que estendem a influência do clã por todo o estado alagoano.
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Arthur Lira: a ramificação que ganhou força própria e passou a controlar as
engrenagens da Câmara. Arte Congresso em Foco - Imagem: reprodução

Em Pernambuco, o clã Arraes/Campos volta a ganhar protagonismo com os irmãos João e Pedro Campos, que ampliam o alcance político construído por Eduardo Campos e Miguel Arraes, e despontam como peças-chave nas articulações do PSB para 2026.



Miguel Arraes: o alicerce que plantou a influência da família no solo pernambucano.
Arte Congresso em Foco - Imagem: reprodução


Na ponta Sul do país, a movimentação envolve Carlos Bolsonaro, que tenta sua primeira projeção nacional após mais de duas décadas na Câmara de Vereadores do Rio. Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, ele busca transformar o capital político acumulado no núcleo duro do bolsonarismo em alcance regional, apostando na identificação do eleitorado conservador catarinense com a família.


Jair Bolsonaro foi o marco zero de uma nova e rápida floresta política.
Arte Congresso em Foco - Imagem: reprodução

Embora o discurso da renovação apareça nas campanhas, boa parte das apostas estratégicas recai sobre figuras que carregam sobrenomes conhecidos e redes consolidadas. Em comum, esses casos ilustram o diagnóstico de Robson Carvalho.

"A renovação existe no discurso, mas não na prática. Quando o filho substitui o pai, ou o neto sucede o avô, o grupo político permanece o mesmo."

O clã Bolsonaro

Se algumas dinastias brasileiras têm raízes centenárias, outros grupos familiares ascenderam recentemente, impulsionados pela polarização política das últimas décadas. O caso mais emblemático é o da família Bolsonaro, cujo núcleo se consolidou como um dos principais polos da direita nacional.

Jair Messias Bolsonaro iniciou sua carreira política em 1989, eleito vereador no Rio de Janeiro. Àquela altura, seus 3 filhos mais velhos, Flávio, Carlos e Eduardo, eram crianças, ainda distantes da vida pública. Mas, sem que soubessem, aquele seria o ponto de partida para uma trajetória que, em pouco mais de 30 anos, formaria um dos maiores grupos familiares atuantes na política brasileira contemporânea.

Hoje, Flávio Bolsonaro soma mandatos como deputado estadual e senador. Eduardo acumula três mandatos como deputado federal por São Paulo. Juntos, os dois já exerceram seis mandatos no Congresso Nacional, e ambos seguem como peças relevantes nas articulações para 2026.


A ascensão da família Bolsonaro ilustra como novas dinastias se formaram
na política recente. Arte Congresso em Foco - Imagem: reprodução

No caso de Flávio, o cenário ganhou novo peso após o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência da República, movimento que altera as estratégias da direita e reposiciona o PL no jogo eleitoral nacional. Sua entrada na disputa presidencial não apenas reconfigura a corrida da direita, como também pode impactar possíveis candidaturas ao Senado em estados onde o bolsonarismo é competitivo.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, vive um momento de indefinição. Morando nos Estados Unidos desde fevereiro, ele corre o risco de não disputar as eleições caso a permanência internacional comprometa sua atuação eleitoral ou, em cenário extremo, dependendo do desfecho de processos judiciais que podem afetar sua elegibilidade.

Já Carlos Bolsonaro, vereador há 21 anos no Rio, prepara seu primeiro salto para o cenário nacional, conforme mencionado acima.

O avanço da família pode ir além dos três filhos políticos. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, figura entre os nomes mais bem avaliados do PL e aparece competitiva em pesquisas recentes, como a Datafolha de 6 de dezembro de 2025, que a aponta entre os presidenciáveis com maior intenção de voto.

Embora seu nome circule principalmente para cargos executivos, não se descarta que o partido a convide para disputar uma vaga no Congresso, sobretudo se Flávio consolidar sua candidatura ao Planalto.

Fonte: congressoemfoco