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| Imagem: reprodução |
Vara dos Crimes Organizados também aceitou denúncia contra Umbelino Júnior, Raquel Lacerda e outras sete pessoas. Gaeco diz que esquema teria associação com a facção PCM
Os juízes auxiliares Iran Kurban Filho, Rômulo Lago e Cruz e Leoneide Delfina Barros Amorim, respondendo pela Vecco (Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados), aceitaram denúncia e abriram ação penal contra o vereador de São Luís Beto Castro (Avante) por organização criminosa armada, peculato e lavagem de dinheiro.
A decisão é da última quinta-feira (16), quando também foi determinada, após questionamentos do Atual7, a publicização dos autos do processo 0874553-26.2023.8.10.0001.
Também viraram réus outras nove pessoas, incluindo o ex-vereador Umbelino Júnior e a empresária Raquel Lacerda, esposa de Beto Castro. Ele é pré-candidato à presidência da CMSL (Câmara Municipal de São Luís), em eleição prevista para ocorrer a partir de outubro próximo, para posse no primeiro dia útil de janeiro de 2027.
A ação penal decorre da Operação Benedictio, deflagrada em 15 de junho pelo Gaeco do Ministério Público do Maranhão para desarticular suposto esquema acusado de ter desviado R$ 9,6 milhões de convênios e emendas parlamentares destinados a projetos sociais em São Luís, por meio do Instituto Sê Tu Uma Bênção, inclusive para amenizar a fome na capital durante a pandemia da Covid-19.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na deflagração da operação, Beto Castro chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, uma pistola Taurus G2C, calibre 9mm, municiada com 11 cartuchos intactos, além de outras 12 munições do mesmo calibre localizadas em veículo relacionado ao parlamentar.
Contudo, atendendo parecer da promotora de Justiça de Investigação Criminal Marinete Ferreira Silva Avelar, a juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro, da 1ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís, concedeu liberdade provisória ao vereador, mediante o cumprimento de medidas cautelares como comparecimento periódico perante a CIAPIS (Central Integrada de Alternativas Penais e Inclusão Social) e proibição de ausentar-se da capital sem prévia autorização judicial.
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| Maços de dinheiro em espécie apreendidos pelo Gaeco durante a Operação Benedictio, em São Luís - Foto: Divulgação/MP-MA |
O Gaeco aponta na denúncia associação dos acusados com a facção criminosa PCM (Primeiro Comando do Maranhão), ligada ao CV (Comando Vermelho) — facção fluminense que o governo dos EUA classificou em maio como organização terrorista.
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Fonte: ATUAL7
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