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| Imagem: reprodução |
Produtora estreou no cinema em maio com o documentário sobre o jogador e já atraiu 36 mil pessoas aos cinemas
A Vudoo Filmes completa 15 anos e tem motivos para celebrar.
Até então restrita ao mercado publicitário, a produtora estreou no cinema no dia 30 de abril com o documentário 'Zico, o Samurai de Quintino', dirigido por João Wainer.
O resultado é que o filme alcança agora a maior abertura em número de salas da história entre os documentários no Brasil, com 511 salas, e foi visto, até o momento, por 36 mil espectadores.
Isso faz com que o documentário brasileiro seja o mais assistido do ano até o momento, segundo dados do Filme B.
A produção cinematográfica, de fato, amplia o escopo da empresa, criada por André Wainer e Luiz Porto, em um período de transformação tecnológica do setor e continua a acompanhar essas mudanças.
Desde o início, adotou modelo flexível, com equipe criativa e executiva fixa e equipes operacionais formadas sob demanda, o que permitiu transitar entre diferentes formatos.
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| Da esquerda para a direita: André Wainer, sócio-fundador, Luiz Porto, sócio-fundador, e Bruno Tinoco, diretor criativo (Imagem: Catarina Ribeiro) - reprodução |
Vudoo Filmes e os 15 anos
Nesses 15 anos, a Vudoo consolidou uma carteira de clientes relevante e recorrente.
Dessa forma, atende grandes marcas e players como TV Globo, Bradesco Seguros, Santander, Itaú, O Botícário, Natura, Coca-Cola, Vivo, além de agências e empresas de diferentes setores.
Grande parte dos filmes publicitários da produtora estão sob a direção de Bruno Tinoco, que é também diretor criativo da produtora e parceiro de longa data dos sócios.
No documentário, de fato, a Vudoo investiu na manipulação e tratamento de imagens de arquivo com o uso de ferramentas recentes de inteligência artificial (IA).
Dessa forma, registros com mais de 40 anos passaram por um processo avançado de recuperação e aprimoramento, elevando a qualidade visual do material.
Com mais de 500 profissionais envolvidos, o projeto evidencia a capacidade da produtora de liderar trabalhos de grande porte, com a integração de frentes de criação, produção e gestão.
Assim, mesmo com a entrada no cinema, a Vudoo mantém o mercado publicitário como base do negócio, e o filme surge como expansão de possibilidades no audiovisual.
As mudanças da Vudoo
André Wainer e Luiz Porto falaram com Meio & Mensagem sobre essas mudanças.
Sobre o documentário, como surgiu esse projeto e como a Vudoo o desenvolveu até chegar ao cinema?
Luiz Porto – Esse projeto começou em 2020, uma longa jornada entre a primeira conversa e o filme chegar na tela do cinema. O Pedro Curi, um dos produtores, tinha uma conexão com o Thiago Coimbra (filho do Zico), que nos recebeu, acreditou na gente e nos levou até o Zico. A partir daí, buscamos parceiros, investimento e iniciamos o desenvolvimento com a equipe criativa que se juntou ao projeto. A ideia sempre foi deixar um legado. Uma obra grandiosa e definitiva sobre a sua vida. Uma grande homenagem pra um cara que está na primeira prateleira do futebol mundial.
Quais são as coincidências e diferenças entre produção publicitária e para o cinema?
André Wainer – O set de publicidade e cinema é similar em termos de equipe e estrutura. Ali não tinha segredo: levantar a produção, equipe, a estrutura toda da pré a pós-produção. Sabíamos o que queríamos e montamos a equipe que entregaria aquilo que imaginamos. Mas documentário tem suas peculiaridades, trabalha com o imprevisível, enquanto a publicidade precisa de previsibilidade. E essa é a parte mais legal do doc: planejar uma coisa e acabar se surpreendendo no set, na pesquisa. Curtimos muito isso tudo. Mas o maior aprendizado foi na montagem da engrenagem que viabiliza o filme. Captar dinheiro, parceiros, lidar com leis de incentivo, patrocínio, distribuição. Não fazemos isso no universo da publicidade. Foi um aprendizado enorme.
Uso de IA
Quando vocês falam em uso de IA no filme, dá para detalhar como isso foi feito?
Wainer – O filme agregou imagens das mais diversas origens e épocas. Como a entrega do filme é em 4K, o desafio sempre foi ampliar e tratar as imagens de acervo. Utilizamos ferramentas de upscale e limpeza que utilizam IA nos seus processos, e alcançamos resultados impressionantes, especialmente no material de película. Acredito que isso foi fundamental para a experiência do filme em cinema.
Nesses quinze anos de existência, como avalia a mudança da demanda publicitária?
Porto – Há 15 anos essa demanda mudou e acho que vai continuar mudando para os próximos 15 anos também. A Vudoo nasceu já em um momento de transição de tecnologia, com novas possibilidades em termos de equipamentos de produção e pós. Nascemos com esse chip, animados e sem medo de encarar os desafios. Hoje vivemos outra transição, com clientes buscando presença constante em diversas plataformas. E cada uma delas fala com um público, usa uma linguagem. Buscamos mesclar a experiência com a juventude nas nossas equipes, além de buscar sempre estar em dia com a tecnologia do momento. Mas são desafios que gostamos de encarar e solucionar. Nosso compromisso é sempre com o produto final e com nossos parceiros.
Próximos passos
Depois dessa primeira experiência com o cinema, quais são os próximos projetos?
Wainer – Primeiro, foco na publicidade. Queremos escalar nossa produção, atender novos clientes e agências. O filme validou nossa capacidade de mobilizar grandes equipes, na excelência técnica e estética. Sinto que nossas ferramentas, nosso repertório, está maior, mais parrudo para atender a publicidade. Em paralelo, temos projetos em desenvolvimento para cinema e streaming. Vamos trabalhar nos dois mundos.
Fonte: meioemensagem


