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| Imagem: reprodução |
Relatório Edges 2023, realizado pela Blacklash, central de inteligência da TBWA, indica pontos de atenção culturais e comportamentais para os próximos meses.
Acompanhar o consumidor não tem sido uma tarefa fácil. Em um mundo em constante mudança, o comportamento e a cultura são determinantes para guiar melhores decisões. A Blacklash, central de inteligência da TBWA alimentada por uma rede global de mais de 300 observadores em mais de 70 escritórios da rede, se propõe a investigar esses movimentos.
Para 2023, a unidade identificou, entre diversos países e públicos, 39 tendências (chamadas de Edges). O guia tem a intenção de proporcionar às marcas alguns critérios que deverão mover os negócios não só neste ano, mas no longo prazo. Confira alguns destaques:
Criatividade artificial: passando pela revolução da inteligência artificial, a tecnologia deve revolucionar processos criativos, bem como acelerar as discussões sobre propriedade, valor e definição do que é real. Os novos processos criativos colocam em pauta o fazer artístico, designs dinâmicos, prompts personalizados e gerações que migram para conteúdos em vídeo alimentados pela IA. A recomendação é que as ferramentas sejam usadas para inspiração, bem como possibilita a democratização da criatividade e abre novos caminhos para a eficiência.
Corrida dos dados: o endurecimento de políticas relacionadas à privacidade de dados vai continuar sendo significativo para as empresas. Dessa forma, quem detém dados está em vantagem. A preparação para um futuro livre de cookies deverá moldar a forma com a qual a publicidade é feita, com seu início marcado para 2024, de acordo com o Google. O horizonte deverá vislumbrar um mecanismo em que os consumidores possam visualizar a quantificar o acesso aos próprios dados, e decidir como as informações serão usadas – tendo até a possibilidade de comercializá-las.
Despertar ativista: com ações socioambientais sendo cada vez mais cobradas de marcas, há a tendência da emersão de negócios que tem o ativismo em seu core. Os exemplos puderam ser vistos em manifestações durante a Copa do Mundo, contra políticas anti-LGBT do Catar, e marcas saindo da Rússia devido à guerra na Ucrânia em 2022. Existe ainda um fortalecimento das demandas, sobretudo vindas da Geração Z e dos millennials (entre consumidores e colaboradores), de que governos coloquem o planeta acima do lucro. Isso se estende, majoritariamente, às corporações.
Mundo feito em laboratório (“lab-made world”): carnes feitas em laboratório são só o começo. No futuro, quase tudo o que conhecemos poderá ser produzido do zero ou cultivado em laboratórios. A tendência tem um quê de responsabilidade socioambiental, uma vez que é uma alternativa à escassez de recursos e colapso de cadeias de abastecimento da população. Extrapolando a produção de alimentos, a ciência será capaz de solucionar problemáticas da medicina, como a dificuldade de realizar transplante de córnea; criação de diamantes “artificiais” e até mesmo desenvolver bebês em um laboratório a partir da sofisticação de técnicas de fertilização in vitro. Contudo, ainda é preciso entender barreiras, melhorar a educação do público acerca do tema e auditar os processos de manufatura.
Dinheiro em xeque (Money out loud): nos próximos anos, o dinheiro não será mais um tabu. Com movimentos que defendem a transparência de salários e maior acesso à educação financeira, o capital deverá desempenhar papéis diferentes na vida da sociedade. Novos negócios poderão surgir, como bancos voltados para o lifestyle (como é o caso do OCBC Bank, de Cingapura) e a “reabilitação” daqueles que tiveram más experiências com criptomoedas poderão entrar em pauta. A questão da transparência se intensifica, com empresas tendo que ser mais francas em relação a seus números.
O report também aposta em:
- Debates sobre o corpo (Body Debates)
- Aftermarket cirtuclar (Circular aftermarket)
- Crédito climático (Climate Credit)
- Em busca de conexão (Connection quest)
- Conveniência consciente (Conscious Convenience)
- Movimento Counter Cancel
- Drible da crise (Crisis Hacking)
- Revisão da morte (Death Undone)
- Utopias do futuro (Future Utopias)
- Gap Collapse
- Regras de gênero (Gender Rules)
- O hedonismo na saúde (Health Hedonism)
- Helicopter Tech
- Design inclusivo (Inclusive by Design)
- Kinder Cult
- Realidade líquida (Liquid Reality)
- Manutenção da mente (Mind Maintenance)
- Mood Geisting
- Neocoletivismo (Neo-Collectivism)
- Naturalistas da próxima geração (Next-Gen Naturalists)
- Odd-ysseys
- Anatomia otimizada (Optimized Anatomy)
- Políticas de plataformas (Platform Politics)
- Play It Forward
- Rewild Resilience
- A volta das “raízes” (Roots Revival)
- Liberação sexual (Sexual Liberation)
- Em busca da estabilidade (Stability Pursuit)
- Stealth Mode
- Travel Right
- Unglossed
- Wealth Hacking
- Os limites do trabalho (Work-Life Boundaries)
- Zero Out
Mais detalhes e considerações sobre as tendências podem ser encontrados no relatório.
Fonte: meioemensagem
