quinta-feira, 30 de julho de 2020

Veja regras que escolas privadas terão de seguir na volta às aulas segunda

Foto: Reprodução
Escolas particulares do Maranhão mantiveram a decisão de retomar as aulas presenciais na próxima segunda-feira (03).

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Maranhão (SINEPE-MA) garante estar respaldado em Decreto que suspende aulas presenciais até o dia 2 de agosto.

Veja abaixo o protocolo sanitário que as escolas devem obedecer no retorno às aulas, segundo o SINEPE:

  • Criar um protocolo de segurança sanitária;
  • Orientação constante sobre o uso e manuseio das máscaras;
  • Proibição do uso coletivo de bebedouros;
  • Adoção de garrafas de água individuais;
  • Realizar a divisão das turmas em grupos;
  • Distribuir álcool em gel para os alunos e instalar reservatórios com o produto nas dependências;
  • Estabelecer horários diferenciados de entrada e saída;
  • Escalar dias para as aulas presenciais;
  • Distanciamento mínimo de 1,5m entre os estudantes.


RETORNO NA REDE ESTADUAL

Atendendo a uma solicitação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (SINPROESEMMA), o Governo do Estado resolveu adiar o retorno das aulas presenciais para os alunos do 3° ano do ensino médio, que estava marcado para o próximo dia 10 de agosto.

Além da insegurança dos professores, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) respaldou a decisão do adiamento após consulta feita com alunos e seus responsáveis. A Comissão de Defesa da Educação, da seccional Maranhão na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA) garante que a decisão, tomada de comum acordo, atende, principalmente, ao respeito pela vida.

A secretaria ainda não tem uma previsão de quando será o retorno, mas já anunciou que vai intensificar alternativas para garantir o ensino remoto e o acesso aos conteúdos por todos os alunos com a distribuição de chips.

Fonte: ma10


Comentário

Atentado a vida e a segurança familiar, isso é o que representa essa decisão nefasta de retorno as aulas presenciais em estabelecimentos de ensino particulares na próxima segunda dia (3) de agosto. O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Maranhão (SINEPE-MA) está agindo de forma meramente a defender interesses econômicos sem pensar nos riscos para a saúde das crianças e adolescentes que terão que ser alocados em espaços climatizados potencializando a transmissão e contágio da covid-19.

É uma absoluta falta de responsabilidade e preocupação com a vida em um momento em que os números não param de aumentar e o contágio ainda continua alastrando-se de forma preocupante no Maranhão. As aulas devem permanecer na mesma situação de antes, remotas e a distância, para preservar vidas e principalmente impedir o aumento de casos de contaminação, tendo em vista que as escolas, em sendo abertas, se tornariam o principal foco de contágio e um novo ciclo da pandemia só aumentaria os casos de óbito e contaminação por covid-19.

É de fundamental importância que um novo decreto seja considerado pelo governo estadual para que possa assegurar a proteção das vidas de crianças e adolescentes e seus familiares. Não podemos compactuar com decisão de tamanha irresponsabilidade enquanto dirigentes igualmente irresponsáveis de escolas particulares, decidem por razões meramente econômicas, colocar em risco a vida de estudantes e seus familiares, sem a mínima necessidade dessa medida.

Esse vírus não vai embora, a pandemia não acabou, não existe vacina e até lá a melhor decisão de escolas tanto públicas quanto particulares deve ser, a de manter alunos em casa, em nome da preservação de vidas, do controle da pandemia e da segurança de todos.

Não vale a pena jogar fora todo o sacrifício feito até o presente momento, para em nome de interesses econômicos e financeiros, colocar a perder todo o trabalho de informação e conscientização dos meses em isolamento, por apenas quatro meses de ano letivo, não vale a pena! A melhor decisão é manter as crianças em casa, promover e implementar o ensino a distância e aguardarmos uma vacina eficaz dentre as tantas que estão sendo testadas, para então sim, voltarmos a promover as aulas presenciais de forma segura. 

Atentem dirigentes! Não existe espaço para incertezas aqui, especialmente quando a questão, envolve a vida de crianças.