terça-feira, 15 de setembro de 2026

Diageo lança selo para verificar procedência de bebidas

Imagem: reprodução

Consumidores poderão escanear o selo nas garrafas no smartphone e verificar se os produtos foram violados

No mês em que a crise do metanol nas bebidas alcoólicas completa um ano, a Diageo anuncia o lançamento de uma tecnologia antifraude, o Selo Drink Seguro Diageo. A proposta do selo é permitir que os consumidores verifiquem a procedência e integridade dos seus produtos via smartphone.

Para fazer a verificação do selo – que fica posicionado no lacre da bebida – não será necessário baixar um aplicativo específico. O cliente precisará apontar a câmera do celular para o selo, que direciona automaticamente para a plataforma Diageo.ID. A plataforma valida a autenticidade selo e confirma a procedência do produto ou emite um alerta, caso o selo não seja validado.

Segundo a fabricante de bebidas, o selo funcionará como uma camada adicional de verificação e não substitui os controles de qualidade e segurança já adotados pela operação. A verificação pode ser feita antes das compras por consumidores e varejistas e somaria, em média, cinco segundos ao processo de compra.

O selo estará nas garrafas de whiskies Johnnie Walker, Buchanan’s, Old Parr, White Horse, Black & White, Bell’s, The Singleton, Talisker e Bulleit, de gins Tanqueray e Gordon’s, das vodkas Smirnoff, Cîroc e Ketel One, da tequila Don Julio, do rum Zacapa e do licor Baileys.

Como funciona a ferramenta?

Para permitir a verificação, cada selo possui uma “impressão digital” (fingerprint) única, com mais de 27 trilhões de combinações possíveis, que são analisadas por inteligência artificial (IA). A tecnologia, desenvolvida em parceria com a Securetrace, já é aplicada em outros ambientes que exigem padrões de autenticidade, como o passaporte brasileiro e o mercado de medicamentos.

Quando o consumidor aponta a câmera para o selo, uma IA analisa o padrão e identifica se a garrafa foi violada. Quando a autenticidade é confirmada, a tela exibe a mensagem “Selo validado com sucesso”. Se o selo não for reconhecido na primeira leitura, o consumidor é orientado a uma nova tentativa. Caso o resultado permaneça, a orientação é não consumir o produto.

O usuário é orientado, ainda, a preencher um formulário sobre a garrafa em questão. As informações integrarão uma base de dados e podem ser compartilhados com as autoridades competentes.

“Cada garrafa tem uma combinação única. Esse fingerprint tem mais de 27 trilhões de possibilidades de combinação. Nunca vai ter uma igual à outra. Isso faz com que o processo de validação seja 99.99% eficaz. Isso também faz com que consigamos aumentar a nossa inteligência de mercado sobre o que acontece na rua”, aponta Guilherme Martins, vice-presidente de marketing e inovação da Diageo.

Para apresentar o Selo Drink Seguro para o público, a companhia lança nesta terça-feira, 15, uma campanha integrada, desenvolvida pela AlmapBBDO. Com o mote “Escaneie, valide e celebre”, a ação destaca a mecânica do selo e terá filmes para TV e digital, mídia OOH e peças nos pontos de vendas.

Agenda pós-crise do metanol 

O processo de desenvolvimento da solução começou ainda no final de 2025. Já em fevereiro deste ano, a companhia começou a selar as garrafas para abastecer o mercado com produtos verificáveis. A previsão é que, até o final do ano, todo o portfólio da empresa de bebidas esteja integrado à tecnologia.

Além de oferecer autonomia para o consumidor, que pode verificar diretamente a integridade do produto, a ideia é que o selo fortaleça os parceiros comerciais, que passaram por um processo de treinamento para receber as novas embalagens.

Segundo Martins, apesar de não substituir os processos de qualidade da indústria, o desenvolvimento do selo foi acelerado pela crise do metanol. A partir do lançamento, a companhia acompanhará a adoção dos clientes como uma das métricas de execução do processo.

“Mas, de fato, o KPI de sucesso que estamos olhando para isso é como casos, como o que aconteceu, nunca mais voltem a acontecer. Isso é o principal. É para isso que estamos fazendo esse movimento, para deixar um legado mesmo para a nossa indústria”.

Fonte: M&M