Principal adversário de Carlos Brandão (PSB) na disputa ao Palácio dos Leões, Weverton vinha sendo alvo de criticas sistemáticas de Cappelli há algumas semanas, em razão de temor pelo acesso privilegiado do pedetista a integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL), facilidade na liberação de recursos federais, intimidade com a alta cúpula dos Poderes em Brasília (DF), além de aproximação com um dos filhos do presidente da República, o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Recentemente, Weverton foi tachado de traidor, em investida do titular da Secom nas redes sociais que, segundo aliados do pedetista, ultrapassou o limite e fomentou o rompimento com Dino.
Na sexta-feira, em entrevista ao podcast “Sai da Lama”, (diga-se de passagem, nome bem apropriado para o entrevistado) de Caxias, em resposta à suposta radicalização de Cappelli, Weverton modulou seu discurso pela primeira vez, e afirmou que, em razão dos ataques que vem sendo alvo, decidiu com seu grupo político buscar um novo nome para o Senado para as eleições deste ano.
“Uma coisa o nosso grupo já tomou a decisão política. Nós não vamos votar no Flávio Dino. Depois de tudo que ele e a forma agressiva, dura, difícil e tudo que vocês viram e não precisa eu falar. O caminho 'que ele procurou percorrer', não é o nosso, e nós não temos como estar juntos”, declarou.
Apesar da conjuntura política tornar a escolha difícil, o novo nome ao Senado do, se é que podemos chamar de, "grupo político", liderado por Weverton Rocha pode ser Roberto Rocha (PTB-MA) / (vejam como é a política, felizmente agora, temos o Google). O senador bolsonarista vai tentar reeleição ao mandato em confronto direto nas urnas com Dino.
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Foto: Reprodução |
Cappelli ganhou a chancela de Dino, antes deste renunciar ao cargo, para tratar com parlamentares, inclusive da base aliada. Supõe-se que até mesmo os irmãos de Brandão, Zé Henrique e Marcos, que cogitaram o nome do jornalista Sérgio Macedo, para a pasta da comunicação, permanecem atentos a visão de jogo, no campo da política maranhense, às estratégias de Cappelli.
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Cogita-se que a permanência na Secom foi possível, após veemente discussão entre Dino e Brandão, que teria atravessado a madrugada sob ameaça de rompimento com o então vice-governador. Devido ao desentendimento, especula-se que, por isso, ele tenha sido um dos últimos anunciados ao cargo. Intrigas da oposição?
Sobrenome Rocha vira sinônimo de traição no Maranhão
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Foto: Reprodução |
O primeiro deles foi Roberto Rocha. Eleito senador em 2014, ele não demorou nem um ano para romper com Dino, eleito governador no mesmo ano. Até hoje se especula sobre o motivo da traição. Mas a candidatura de RR ao governo em 2018 diz muito sobre.
Já Weverton Rocha também usou Flávio Dino como trampolim para o Senado. Após 2018, ele traiu o grupo de Dino nas eleições de 2020, e agora se posiciona como pré-candidato ao governo contra o grupo que o elegeu há 4 anos, que escolheu Carlos Brandão.
O destino se encarregou de colocar os dois traidores juntos. E a chapa Weverton/Roberto é cada vez mais real. A coincidência? Além do sobrenome Rocha, 'ambos traíram Flávio Dino'.
"E, no Maranhão, Rocha virou sinônimo de traição."
Fonte: com informações de: Atual7, G. Léda e Jorge Vieira
Comentário:
A grande questão que fica, de todos estes desdobramentos é:
"SERIA TUDO ISSO UM GRANDE TEATRO ELEITORAL, OU 'ELEITOREIRO' ?"