sábado, 16 de fevereiro de 2019

21,7%: “Ilegal e inconstitucional”, reajuste também é pago a procuradores

Procuradores do Estado do Maranhão, vinculados à Procuradoria Geral do Estado (PGE), tiveram acrescido em seus contracheques, ainda em 2017, o reajuste de 21,7% que pode ser cortado dos salários de quase 60 mil servidores do Estado, segundo decisão tomada no início da semana pelo desembargador José de Ribamar Castro, do Tribunal de Justiça do Maranhão (saiba mais).

Em tese, eles não podem ser alcançados pela decisão que suspendeu liminarmente o acréscimo pecuniário conseguido pelos trabalhadores por meio de decisões judiciais porque o benefício já foi incorporado.

A situação dos procuradores, no entanto, contrasta com o posicionamento da própria PGE.

Nesta semana, por meio de nota oficial, o órgão defendeu a decisão do TJMA sob o argumento de que o reajuste de 21,7% é “indevido”, “além de ilegal e inconstitucional”.

“A Procuradoria Geral do Estado entende ser indevido o acréscimo pecuniário de 21,7% […] aos servidores postulantes, pois tal aumento, além de ilegal e inconstitucional, representará uma ampliação de mais de 953 […] milhões de reais ao ano na despesa com pessoal e respectivos encargos sociais, além de um pagamento de retroativo na casa dos bilhões de reais, o que prejudicará imensamente o erário e, por conseguinte, a população”, diz o comunicado.

Apesar disso, os procuradores entenderam que têm direito ao benefício e também acionaram a Justiça para tal.

Com um detalhe: com base na mesma ação do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado Do Maranhão (Sintsep) que beneficiou outros quase 60 mil servidores estaduais.

O procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia, declarou nunca ter recebido o acréscimo.

Fonte: Notícia dos Blogs