quinta-feira, 3 de abril de 2025

Embratel muda nome para Claro empresas

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Com decisão, América Móvel passa atuar com marca única em suas três unidades de negócio no Brasil

A Claro está descontinuando a marca Embratel, que desde 2019 estava focada no mercado de grandes empresas, e a substituindo pela marca Claro empresas, que agregará em seu portfólio soluções digitais como nuvem, segurança cibernética, internet das coisas e inteligência artificial (IA).

Segundo a companhia, objetivo da mudança é unir o conhecimento de tecnologia e conectividade em uma só marca, para orientar e apoiar a jornada de transformação dos negócios, com agilidade e segurança.

A estrutura da Claro empresas terá duas unidades de negócio. Uma dedicada a grandes empresas e governo, comandada pelo CEO José Formoso, e outra, a pequenas e médias empresas, liderada pela CEO Roberta Godoi.

A partir da mudança, a Claro passa a operar com três unidades de negócio, sendo duas B2B – grandes empresas e governo; e pequenas e médias Empresas – e uma B2C, a unidade de consumo. Rodrigo Marques é o CEO da Claro desde o início de 2025.

Segundo José Felix, presidente da Claro no Brasil, a Claro empresas passa a unir a experiência em tecnologia e conectividade para habilitar a jornada de transformação das empresas com um ecossistema completo de parcerias e visão consultiva.

“Esse movimento nos dá a oportunidade de criar ainda mais conexões, descobrir caminhos e inovar de forma que faça sentido e traga resultados”, disse, em comunicado, o executivo.

A Claro empresas está preparando a primeira campanha publicitária para essa nova fase da companhia.

Estratégia de marca única

Controlador das marcas Claro, Embratel e Net, o grupo América Móvil tem caminhado para a estratégia de marca única há mais de uma década. Em 2012, anunciou que a TV por assinatura Via Embratel adotaria a denominação Claro TV, enquanto a marca de telefonia fixa Livre será substituída pela Claro Fixo.

Já em 2019, a Claro absorveu a marca Net, consolidando suas ofertas. Em 2022, a empresa unificou sua plataforma de conteúdos na marca Claro tv+, extinguindo a marca Now Online.

Em 2023, a Claro foi o nono maior comprador de mídia do mercado brasileiro, com aportes de R$785,2 milhões, de acordo com o ranking Agências & Anunciantes, publicado por Meio & Mensagem.

Histórico da Embratel na publicidade

Depois da privatização do sistema Telebras, na virada do século, a Embratel se consolidou com uma das principais anunciantes do segmento. Ao longo de anos, a publicidade da marca foi estrelada por Ana Paula Arósio. A atriz protagonizou campanhas como “Faz um 21”.

Outra série de comerciais da marca foi protagonizado pelo trio de crianças conhecidos como DDDs. As campanhas foram criadas pela Euro RSCG. Os DDD’s, inclusive, voltaram à cena, em 2017, em filme criado pela Fbiz. Veja abaixo:

Fonte: meioemensagem




GWM Haval H6 2025/2025 chega ao Brasil com atualizações estéticas e de equipamentos

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Modelo incorpora novos recursos e mudanças externas e internas para continuar liderando as vendas do segmento de híbridos. Interior ganha novo revestimento em console e portas; traseira recebe lanternas escurecidas e logotipo GWM na tampa do porta-malas.  Entre as novidades, comutador automático de farol alto e travamento das portas por afastamento da chave.  Versões PH34 e GT passam a contar com inédito ajuste automático dos bancos por reconhecimento facial

A GWM inicia hoje as vendas do Haval H6 2025/2025, que chega com diversas melhorias, tanto estéticas quanto tecnológicas, para oferecer ainda mais sofisticação, conforto e inovação aos consumidores brasileiros.

A primeira versão que já está disponível para os clientes é o GWM Haval H6 HEV2, híbrido autorrecarregável que é atualmente o líder de vendas da linha Haval, com preço de tabela em R$ 220.000. O modelo pode ser adquirido diretamente no site da GWM (gwmmotors.com.br), no Mercado Livre, no aplicativo My GWM ou nas concessionárias da marca no Brasil. Já as versões plug-in – Haval H6 PHEV19 (R$ 245.000), Haval H6 PHEV34 (R$ 288.000) e Haval H6 GT (R$ 325.000) – estarão disponíveis em breve.

O novo GWM Haval H6 2025/2025 apresenta mudanças estéticas sutis, porém significativas, que reforçam a identidade da marca e aprimoram a experiência de direção. Entre as mudanças externas, as lanternas escurecidas e novo logotipo GWM na tampa traseira conferem um visual mais moderno e refinado à linha. No interior, o acabamento do painel e das portas ganhou um novo revestimento que simula aço escovado, que proporciona uma sensação mais premium, atendendo às expectativas de um público exigente e que busca qualidade nos mínimos detalhes.

O SUV chega ainda com novidades na lista de equipamentos. Um dos destaques é o comutador automático de farol alto, que proporciona maior segurança e comodidade ao motorista. O modelo também ganhou travamento automático das portas quando a chave se afasta do veículo.

Já versões PHEV34 e GT passam a contar com o exclusivo recurso de ajuste automático de banco por reconhecimento facial – uma tecnologia inédita no modelo –, que vai proporcionar uma personalização ainda maior para os motoristas. O modelo PHEV34 também oferece agora preparação para subwoofer.

"Essas mudanças refletem nosso compromisso contínuo em oferecer uma experiência excepcional aos nossos clientes no Brasil. O H6 é um grande sucesso no mercado nacional, sendo líder de vendas em diversos meses desde seu lançamento. As melhorias incorporadas são pensadas para proporcionar um veículo ainda mais confortável e inovador, com o objetivo de manter o Haval no topo das preferências dos consumidores”, afirma Andre Leite, Diretor de Marketing e Produto da GWM Brasil.


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Novidades de toda a linha GWM Haval H6 2025/2025

- Lanternas traseiras escurecidas

- Nova logotipia com destaque para o logo GWM no centro da tampa traseira

- Novo revestimento que simula escovado no console central e nas portas

- Comutador automático do farol alto

- Travamento automático das portas por afastamento da chave

- Iluminação por led no porta-luvas

Novidade do GWM Haval H6 PHEV34 e GT 2025/2025

- Ajuste do banco elétrico do motorista por reconhecimento facial, por meio de câmera na coluna dianteira

Novidades do GWM Haval H6 PHEV34 2025/2025

- Inclusão da câmera na coluna dianteira

- Preparação da subwoofer

 SOBRE A GWM

Maior empresa automotiva chinesa de capital 100% privado, a GWM é a quarta maior fabricante mundial de picapes médias, segmento que ela lidera na China há 24 anos, onde tem uma participação acima de 50%. A empresa tem uma atuação global que envolve mais de 60 países, 70 mil funcionários e oito centros de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) ao redor do mundo.

Fonte: Printer Press Comunicação IntegradaAdriana Almeida




Especialistas esclarecem mitos e verdades sobre a importância da Amazônia para equilíbrio ambiental e bem-estar de populações locais

 

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Especialistas da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) convidam a sociedade a refletir sobre algumas das crenças mais difundidas sobre a Amazônia e compreender melhor a importância da floresta para o equilíbrio ambiental e o bem-estar das populações locais.

Há 17 anos, a FAS atua diretamente na conservação da Amazônia e no desenvolvimento sustentável das populações tradicionais, promovendo ações que combinam conservação ambiental, desenvolvimento socioeconômico e fortalecimento das comunidades. Ao longo desse período, projetos voltados à educação, bioeconomia, saúde, inovação e adaptação climática impactaram milhares de pessoas e ajudaram a combater desafios históricos da região.

Para esclarecer algumas das informações mais comuns (e equivocadas) sobre a Amazônia, especialistas da FAS destacam mitos e verdades, conectando-os às iniciativas que fazem a diferença na floresta.

“Acreditamos que é importante a sociedade refletir sobre informações que não são verdadeiras valorizando os dados científicos e iniciativas que impactam de forma positiva a Amazônia e suas populações”, afirma a superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS, Valcléia Lima.


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5 Verdades sobre a Amazônia e as ações da FAS

  1. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas é essencial para o clima global.

Embora se diga que a floresta é o "pulmão do mundo", a verdade é que a Amazônia mantém um equilíbrio entre a produção e o consumo de oxigênio. Seu papel mais relevante está na regulação climática global e na manutenção dos chamados "rios voadores", que influenciam as chuvas no Brasil e no mundo.

Projeto em destaque: O programa Educação para a Sustentabilidade promove conhecimento sobre a floresta para jovens das comunidades, capacitando-os a atuarem como agentes de conservação e multiplicadores de informações sobre a importância da Amazônia.

  1. O desmatamento ainda é um desafio

Mesmo com avanços na conservação, a floresta continua sendo ameaçada por diferentes formas de degradação ambiental. Em 17 anos, a FAS já ajudou a proteger mais de 11 milhões de hectares de floresta, promovendo alternativas sustentáveis de desenvolvimento.

Projeto em destaque: O Programa Prosperidade na Floresta beneficia famílias ribeirinhas e indígenas com incentivos financeiros e capacitação para práticas produtivas sustentáveis, garantindo que a floresta gere renda sem ser destruída.

  1. As comunidades tradicionais são guardiãs da floresta

Ao contrário da ideia de que o desenvolvimento sustentável não inclui populações tradicionais, estas desempenham um papel essencial na conservação da Amazônia. Pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) indicam que, em 2019, as terras indígenas foram responsáveis por apenas 5% do desmatamento total na Amazônia Legal, percentual que reduziu para 3% em 2020. Esses dados evidenciam a importância das terras indígenas na conservação da floresta.

  1. A Amazônia influencia diretamente a vida nas cidades

O que acontece na Amazônia impacta desde a disponibilidade de água até a segurança alimentar e a estabilidade climática. As cidades dependem da floresta para a regulação dos ciclos naturais, e qualquer degradação pode gerar impactos severos, como secas prolongadas e aumento da temperatura global.

Projeto em destaque: O Programa de Políticas Públicas em Clima e Conservação trabalha com tecnologias e práticas que ajudam comunidades a se adaptarem às mudanças climáticas e a garantirem sua resiliência diante de eventos extremos.

  1. A floresta pode gerar riqueza sem ser destruída

A bioeconomia amazônica já é uma realidade e tem potencial para crescer ainda mais. Cadeias produtivas sustentáveis, como o manejo do açaí, castanha, óleos vegetais e manejo do pirarucu mostram que é possível gerar renda para milhares de famílias sem comprometer a floresta.

Projeto em destaque: O Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia incentiva a produção e comercialização de produtos da sociobioeconomia amazônica, conectando os produtores locais a mercados.

 Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas.

Fonte: UP Comunicação InteligenteEmanuelle Araujo Melo de Campos



Instituto Formando Leitores apresenta novo programa de empregabilidade na área de tecnologia voltada para jovens em situação de vulnerabilidade social

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O programa “Leitores do Mundo do Trabalho” promoverá mais de 500 horas de aprendizagem para o desenvolvimento profissional em meio a ascensão do mercado digital.

O Instituto Formando Leitores, em parceria com a startup Next Coders-Qualifica, desenvolveu um novo programa, intitulado Leitores do Mundo do Trabalho. Com métodos que têm a formação digital como base, a iniciativa tem como objetivo fortalecer jovens e adultos em vulnerabilidade social por meio da capacitação profissional em áreas com ascensão em contratações, como desenvolvedor de software e marketing digital.

Ao todo, serão mais de 500 horas de curso à distância. Além dos tecnólogos, a grade também contará com mentorias especializadas em empregabilidade e plano de carreira. O Instituto é parceiro do Grupo LJS EDUCAR e conta com nomes de peso na educação, entre eles a vice-presidente do Instituto Formando Leitores e membro da Academia de Educação do Brasil, Profa. Dra. Marta Chaves e o ator e empresário Luciano Szafir, presidente da organização, além de um corpo técnico de instrução e operação em tecnologia, responsáveis pelo suporte aos alunos.

Szafir e Sandro Lopes

Quem lidera as ações desenvolvidas pelo Grupo é o seu presidente, Sandro Lopes, que também é conselheiro do Instituto. Pioneiro na implementação de projetos educacionais e no fomento ao ensino, o empresário define que o Leitores do Mundo do Trabalho tem como objetivo, “desenvolver indivíduos autoconfiantes, capazes de construir caminhos promissores no mercado”. O que também se destaca é o impacto social que o programa traz, onde busca transformar realidades sociais e contribuir com comunidades carentes a partir de educação qualificada.

Fonte: MengucciImprensa e Mídia / Carolina Carvalho



Novo Código Eleitoral: CCJ fará audiências públicas antes de votar projeto

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A pedido de diversos senadores, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decidiu nesta quarta-feira (2) promover três audiências públicas temáticas nas próximas semanas para debater o projeto de lei complementar que atualiza o Código Eleitoral (PLP 112/2021). Com 193 emendas apresentadas no colegiado, o tema é complexo por consolidar, em uma única lei, a legislação eleitoral e partidária.

O requerimento para os debates temáticos, apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), foi assinado por 23 senadores, que demandaram no total seis audiências públicas. Porém, o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), propôs três reuniões, para que os debates se encerrem ainda em abril.

A previsão é de que as audiências públicas ocorram nos dias 8, 15 e 29 de abril. Em cada encontro deverão ser tratados dois temas. O relatório, que estava marcado para ser lido nesta quarta, será agora apresentado pelo relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), no dia 7 de maio. A votação da proposição está inicialmente prevista para 14 de maio.   

Debates

Muitos senadores solicitaram que a matéria seja debatida nas audiências, antes de votarem o projeto. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) explicou que os debates deverão tratar de mudanças pertinentes a partidos políticos; cotas, sobras e fundos eleitorais; registro digital de votos, contagem pública e materialização do voto; desincompatibilização e inelegibilidades; uso de tecnologia e de redes sociais nas campanhas eleitorais; e crimes eleitorais, incluindo divulgação de fatos inverídicos.

— Assinamos um pedido de vários partidos, um requerimento para que a gente faça uma rodada de audiências públicas. São pedidas seis, com nomes inclusive da CNBB, que tem uma posição firme com relação a alguns pontos — defendeu o senador Eduardo Girão.  

Para o senador Carlos Portinho (PL-RJ), é fundamental ouvir representantes do sistema eleitoral:

— Agora a gente está se debruçando sobre a elaboração da Lei Eleitoral, que vai valer da maneira como o Congresso dispor dela. Então, a participação do Ministério Público Eleitoral, dos juízes eleitorais e da sociedade civil é fundamental.

Marcos Rogério (PL-RO) afirmou que é necessária uma discussão ampliada e estruturada.

— Eu acho que é uma reforma ampla, profunda, e a gente tem, já há muito tempo, tentado fazer uma reforma eleitoral que não seja aquela que se faz e, na primeira eleição seguinte, já se queira reformar de novo. (...) Quando se tem uma reforma sem a necessária discussão aprofundada do tema, o risco de a gente errar é muito maior — expôs.

O senador Magno Malta (PL-RO) também registrou que existem pontos que são nevrálgicos e sensíveis, como as candidaturas de policiais e o voto impresso e auditável.

Já o senador Rogério Carvalho (PT-SE) salientou que Marcelo Castro se tornou um dos parlamentares mais estudiosos do sistema eleitoral, e que é preciso dar valor a quem estuda.

Representatividade feminina

Vice-líder da Bancada Feminina, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) também manifestou o apoio aos requerimentos para o ciclo de debates, diante da complexidade do tema:

— A dedicação do senador Marcelo Castro é reconhecida por todas nós, mas sabemos que estamos mexendo com muita coisa. A audiência pública  certamente nos referenciará para tomarmos posições mais duradouras em relação ao processo eleitoral. Não dá para, a cada eleição, a gente estar mudando determinações e orientações — afirmou Teresa.

A preocupação com os direitos femininos e a representatividade das mulheres na política foi levantada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

—  Nós somos mais de 50% da população. Temos ainda quase 900 municípios brasileiros sem representação de mulheres nas câmaras. E aqui no Senado, nós chegamos em torno de mais de 18%. Ao retirar a obrigatoriedade de preencher as cotas com o mínimo de 30%, eu vejo um prejuízo para o Brasil. Não estou falando do meu caso; meu mandato vai até 2030. Mas eu não estou aqui para tratar do meu mandato, nem da defesa do meu exercício. Eu estou falando de inúmeras mulheres que estão fora da política e cuja representação nós precisamos garantir. O texto é complexo; como é um Código Eleitoral, reúne diferentes legislações.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) defendeu a reserva de vagas para mulheres e afirmou que “isso não é um caso para ser discutido entre as mulheres. Isso é uma questão de direitos humanos”:

 — Isso é uma questão em que o Brasil está atrasado e muito aquém de países aqui da América Latina, para fazer um comparativo, justamente porque existe uma equivalência cultural. Lembro a todos vocês que o México, um dos países mais machistas, já conquistou a paridade de 50% nos três Poderes. Cuba já conquistou a paridade; Cuba! Nicarágua já conquistou essa paridade. A Bolívia já conquistou essa paridade, o Chile, a Argentina... E o Brasil, o maior de todos da América Latina, o que se diz mais democrático, não quer sequer discutir. (...) Seria muito bacana que fizéssemos 50/50, e estamos aqui discutindo para começar a pensar em 20%! É aviltante!

Nova análise

O relator do PLP 112/2021, senador Marcelo Castro, iria apresentar nesta quarta-feira o seu relatório mais recente, com análise fundamentada das 149 primeiras emendas apresentadas pelos senadores. Com a aprovação do requerimento para debate, a leitura do relatório acontecerá somente após as audiências públicas. Mais 44 emendas foram apresentadas nesta semana e aguardam análise.

Marcelo Castro enfatizou que esteve à disposição da sociedade brasileira nesses dois anos em que trabalhou no projeto e salientou já estar no quarto relatório. Disse ainda que não lhe haviam pedido audiência previamente para tratar deste assunto. O relator apresentou uma complementação ao seu texto nesta quarta a pedido da Bancada Feminina da Câmara.

— Achei procedentes três itens para fortalecer ainda mais a participação feminina na política. Eu acatei, por isso estou fazendo essa complementação de voto hoje — afirmou o relator.

Fonte: Agência Senado



Câmara aprova projeto que prevê medidas do governo brasileiro contra tarifas de outros países

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Proposta autoriza medidas de reciprocidade no comércio exterior; texto segue para sanção.

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite ao Poder Executivo adotar contramedidas em relação a países ou blocos econômicos (como os Estados Unidos e a União Europeia) que criarem medidas de restrição às exportações brasileiras, sejam de natureza comercial (sobretaxas) ou de origem do produto (de área desmatada, por exemplo). De autoria do Senado, o Projeto de Lei 2088/23 será enviado à sanção presidencial.

Na quarta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas que ele chamou de recíprocas para 59 países. Para o Brasil, a cobrança adicional ficou em 10%, patamar considerado linear para a maior parte das nações com as quais os EUA praticam comércio.

Outras tarifas para produtos específicos já tinham sido anunciadas, como 25% para aço e alumínio e para automóveis e suas peças. Mas a Casa Branca anunciou que os 10% não serão cumulativos com a taxa específica desses setores.

União Europeia e EUA

O projeto votado hoje no Plenário foi apresentado em 2023 pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) para autorizar o uso do princípio da reciprocidade quanto a restrições ambientais que a União Europeia tenta aprovar para produtos do agronegócio brasileiro. Além deste caso, o projeto de lei contempla situações nas quais podem ser enquadrados os aumentos de tarifa de importação decretados pelos Estados Unidos.

Seria o caso de “ações, políticas ou práticas que violem ou sejam inconsistentes com as disposições de acordos comerciais”, como as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Atualmente, o Brasil não possui com os Estados Unidos um acordo comercial de tarifas diferenciadas, como aquele país possui com México e Canadá, por exemplo.

Segundo o projeto aprovado, o Brasil poderá adotar taxas maiores de importações vindas dos Estados Unidos ou de blocos comerciais ou suspender concessões comerciais e de investimento.

Royalties

Caso essas medidas iniciais forem consideradas inadequadas para reverter o quadro, o governo poderá usar mecanismos como a suspensão de concessões ou de outras obrigações do país relativas a direitos de propriedade intelectual (Lei 12.270/10), como suspensão ou limitação de direitos de propriedade intelectual ou bloqueio temporário de remessa de royalties (como aqueles pelo uso de sementes transgênicas patenteadas).

Na prática, o texto permite explicitamente o aumento de cobranças já estipuladas sobre a remessa de royalties ao exterior, por meio da Cide-royalties (atualmente em 10%), ou de remessa de direitos autorais sobre obras de audiovisual (cinema, por exemplo), por meio da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), hoje em 11%.

A Cide-royalties financia o Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa para o Apoio à Inovação; e a Condecine financia o setor audiovisual brasileiro.

Negociação diplomática

Embora o projeto conceda ferramentas de “guerra tarifária”, o texto também privilegia a busca de acordos por meio da negociação diplomática.

Assim, as contramedidas deverão, se possível, ser proporcionais ao impacto econômico causado pelas ações dos outros países, com a preocupação de diminuir o impacto das contramedidas na atividade econômica brasileira, evitando ônus e custos administrativos desproporcionais.

Consultas diplomáticas deverão ser realizadas com o objetivo de diminuir ou anular os efeitos das medidas de outros países e das contramedidas brasileiras.

Meio ambiente

A recente escalada tarifária do governo Trump impulsionou a votação do projeto, mas boa parte do texto trata de restrições que o Brasil poderá impor à União Europeia em razão da Lei Antidesmatamento daquele bloco, que será considerada “medida unilateral” com base em requisitos ambientais “mais onerosos do que os parâmetros, as normas e os padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil”.

A Lei Antidesmatamento, aprovada pela União Europeia, estabelece regras rigorosas para a importação de produtos agropecuários por parte dos países do bloco, como a que proíbe a entrada de mercadorias provenientes de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. Um dos métodos para garantir esse controle de origem será o georreferenciamento das áreas de produção.

A medida é celebrada por ambientalistas, mas setores do agronegócio e autoridades brasileiras argumentam ser um protecionismo para agricultores europeus, implicando maior custo de exportação do produto nacional. A lei entraria em vigor em dezembro de 2024, mas foi adiada para dezembro de 2025 após apelos de vários países exportadores.

A União Europeia é destino de cerca de 15% das exportações agropecuárias do Brasil e, desse total, 34% podem ser afetados. Produtos como soja, carne bovina e café não torrado estariam entre os mais atingidos.

Em virtude da pressão inflacionária que as medidas poderão trazer para vários países da União Europeia, não há consenso dentro do próprio bloco sobre o tema.

Legislação brasileira

Basicamente, o PL 2088/23 pretende que o produtor no Brasil siga apenas a legislação nacional quanto às exigências de proteção ambiental (Código Florestal). Para a caracterização desses padrões, serão “considerados os atributos específicos do sistema produtivo brasileiro, tais como a elevada taxa de energia renovável nas matrizes elétrica e energética, ou particularidades e diferenciais ambientais brasileiros e outros requisitos ambientais aplicáveis”.

Por parte do governo como um todo e de outros setores da economia, o projeto faz referência à observância apenas das metas da Política Nacional sobre Mudança do Clima e da Política Nacional do Meio Ambiente; e dos compromissos nacionalmente determinados no âmbito do Acordo de Paris.

Deverão ser levadas em conta também as respectivas capacidades do país ou do bloco econômico nos termos do Acordo de Paris.

Etapas

Um regulamento definirá as etapas para a imposição de contramedidas, incluindo:

  • a realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;
  • a determinação de prazos para análise do pleito específico; e
  • a sugestão de contramedidas.

O Projeto de Lei 2088/23 permite ao Poder Executivo, em casos excepcionais, adotar contramedida provisória válida ao longo das etapas definidas no regulamento.

De qualquer forma, o governo deverá monitorar periodicamente os efeitos das contramedidas adotadas e a evolução das negociações diplomáticas, podendo mudar ou suspender essas contramedidas.

Debate em Plenário

Durante o debate do projeto em Plenário, o deputado Rodrigo de Castro (União-MG) avaliou que as tarifas aplicadas pelo governo Trump vão afetar toda a economia brasileira. "Não podemos ter disputas ideológicas, vestimos todos a camisa do Brasil, do interesse do nosso país", disse.

Para o deputado Ivan Valente (Psol-SP), o projeto responde a uma agressão à soberania nacional. "O projeto é a favor do Brasil e do emprego", afirmou.

Para o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), é importante defender os interesses nacionais de todos os setores da economia. "Todos os parlamentos do mundo estão reunidos para estudar reações", afirmou. Ele citou dados do Bradesco de que a taxação extra vai gerar um prejuízo de 2 bilhões de dólares.

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou o fato de o projeto de lei não ser específico para retaliar o aumento de tarifas anunciado pelo presidente Donald Trump e, sim, genérico. "O Brasil já é um país fechado e, ao invés de ir para o caminho contrário, tem cada vez mais regras, impostos e retaliação."

Segundo o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), o fato de a tarifa para produtos brasileiros ter ficado em 10% foi porque "outro Bolsonaro está nos Estados Unidos lutando pelo Brasil" em referência ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que decidiu morar nos Estados Unidos, onde se encontra desde 27 de fevereiro.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que 10% é muito e não pode ser aceitável. "Não foi só o Brasil que teve 10% não, foi o Chile do esquerdista Boric, foi a Grã-Bretanha do governo de esquerda trabalhista, foi o Paquistão", disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias