quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Para manter margem de lucro, grandes bancos fecham agências

Foto: Reprodução
Foram 611 agências fechadas e 5.542 funcionários desligados no prazo de 1 ano. 

O BB teve o maior número de postos de atendimentos encerrados, chegando a 4.147. 

A fim de reduzir gastos extras e equilibrar a estrutura administrativa, , os principais bancos brasileiros estão fechando agências e demitindo funcionários em massa. Dessa forma, as instituições financeiras driblam o baixo crescimento da economia e a baixa velocidade de recuperação de vários setores do mercado

No total, foram 611 agências fechadas e 5.542 funcionários demitidos no período de 12 meses. Esses números se referem aos 5 maiores bancos do país. Os dados são dos balanços do 3° trimestre do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander.

Recuo de 11% dos postos de atendimentos do BB

O mercado de crédito brasileiro recebe grande impacto dessas instituições que são responsáveis por 87,4% dele e controlam 81,2% dos ativos totais. Sobre o número de demissões, o Banco do Brasil foi o maior entre eles, com 4.147 postos de atendimentos reduzindo para 3.684 unidades, recuo de 11%. Sobre os funcionários, houve uma redução de 97.232 para 93.872, dados esses do 3° trimestre de 2018.

Rubens Novaes, presidente do BB, afirmou que a tendência é de que o movimento continue em 2020. O banco informou que revê permanentemente a dotação da rede de agências. No BB, o mobile e internet já respondem por 80% de todas as transações, levando mais comodidade e conveniência aos clientes.





1.200 agências fechadas em 2020

Os bancos Bradesco e Itaú iniciarão, pelo menos, 800 cortes. Até o fim de 2020, serão fechadas cerca de 1.200 agências. Quanto aos desligamentos de funcionários, serão, pelo menos, 11.186 até o fim do ano, por iniciativa dos PDVs (programas de demissão voluntária). Outro fator apontado como motivo para essas decisões, se deu à redução da taxa Selic e o crescimento das fintechs no mercado.

A onda de “má fase” para essas agências bancárias não acontece apenas no Brasil, é o que mostra uma pesquisa do grupo Which, que aponta 30% das agências bancárias do Reino Unido fecharam no espaço de 2015 a outubro desse ano, respectivamente 3.303 unidades. Entre as unidades fechadas estavam filiais do Royal Bank of Scotland Group, HSBC, Lloyds Banking Group e Barclays.

Com uma redução de 4% na força de trabalho global, existe um relatório do HSBC mostrando que o banco inglês já cogita uma demissão em massa, com cerca de 10.000 funcionários desligados. Em agosto, a instituição já havia demitido 4.700 empregados.

Outras instituições como o JP Morgan Chase, nos Estados Unidos, fecharão 301 agências até o fim de 2019. No Japão, o esperado é que até 2023, 35% das filiais do Mitsubishi USJ tenham reduções. Pelo menos 180 das 511 unidades estão em risco. Além desses, outro grande banco que anunciou demissão em massa, com corte de 1.200 funcionários e fechamento de 91 agências somente neste ano foi o Standard Bank, da África do Sul.




Eficiência de meios digitais

Dados já conseguem comprovar a eficácia da tecnologia para fins de procedimentos financeiros, de acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em 2018, 6 em cada 10 transações financeiras foram realizadas por meio de aparelhos celulares ou computadores, como mostra o infográfico abaixo:




Os canais digitais estão entrando cada vez mais presente na rotina das pessoas, o que comprova isso é o salto de 47% para 60% em transações digitais, havendo um significativo recuo nos canais tradicionais, perdendo espaço no segmento, entre os anos de 2014 a 2018.




Mobile Banking

A alta do montante movimentado por mobile banking corresponde a 62%, saltando de R$ 48,8 para R$ 78,9 bilhões no período. O internet banking apresentou recuo de 10%, com redução de R$ 18 bilhões para R$ 16,2 bilhões. De R$ 4,9 bilhões para R$ 4 bilhões e volume de transações estagnado, entra também para a lista as agências bancárias.

Neste ano, 73% do uso de contas bancárias se deu por meio de canais digitais, resultando em uma alta de 72% em relação a 2018. Entre 5 pessoas, apenas 1 permanece realizando transações pessoalmente nas agências bancárias, segundo uma pesquisa similar do ABA (American Bankers Association), dos Estados Unidos.

Fonte: saoluisdofuturo